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Quinta da Romaneira, 100% Syrah, Douro, 2012

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No final do ano passado tínhamos dado a notícia de que acabara de sair a safra 2012 do imensamente sublime Syrah Quinta da Romaneira. O mês passado chegou finalmente a hora de o degustar. Hoje estamos a dar conta dos resultados sensoriais desse momento.

Aqui no Blogue do Syrah gostamos de contar as coisas tal e qualmente acontecem, assim como as que vão acontecer ou aconteceram. É o fluxo temporal do prazer gustativo em constante movimento informativo.

Há um mês fomos contactados, por correio electrónico, pela Quinta da Romaneira, perguntando se estaríamos interessados em receber uma garrafa da nova safra. Fazer uma pergunta dessas é o mesmo que perguntar a um cego se quer ver. A nossa resposta foi larga e entusiasticamente positiva.

Quando recebemos a garrafa, passados alguns dias, começámos a pensar mais a sério na envolvência do acto. E se ao degustar este Syrah 2012 estivéssemos a ser psicologicamente influenciados pelo facto do Syrah de 2011 ter recebido nota tão elevada? (ver aqui o texto que na altura escrevemos) Mais: e se a influência psicológica tivesse a ver com o facto do departamento comercial da Quinta da Romaneira, na pessoa de Nuno Santos, ter sido tão simpático e que o nosso juízo avaliativo fosse de alguma maneira corrompido por termos recebido graciosamente o Syrah da Quinta da Romaneira 2012? Queremos manter a nossa independência mas não podemos ser imunes à generosidade e simpatia do mundo do vinho e da vinha.

Então decidimos fazer o seguinte, para que os níveis de objectividade e de avaliação permanecessem ao nível a que temos habituado os nossos leitores e assim queremos continuar: fazer uma prova cega com os dois Syrah Quinta da Romaneira.

Foi elaborado um jantar de alta cozinha tradicional alentejana por sugestão da cozinheira envolvida na sessão, as duas garrafas foram tapadas por alguém exterior à prova e foram degustadas por 5 pessoas que conheciam a safra de 2011 mas não a de 2012. O resultado final foi de 3 a 2 a favor da safra de 2011, mas uma das duas pessoas que votaram a favor da safra de 2012 era elemento do Blogue do Syrah.

Como por acaso a garrafas não ficaram vazias, passado uma semana as mesmas pessoas voltaram a reunir-se, e agora às claras, num novo jantar, acabaram de beber o que faltava. E então o resultado foi diferente: 3 dos 5 participantes consideraram que a safra de 2012 era superior à de 2011.

Decidiu-se, ponderando o ocorrido, manter a mesma nota para o Syrah da Quinta da Romaneira, isto apesar de haver um ano de diferença no tempo de evolução do Syrah 2012. O que tinha sido bom continua excelente, para nosso regozijo!

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O enólogo consultor deste projecto é o premiado António Agrellos, formado pelo Instituto de Enologia da Universidade de Bordéus. Eleito duas vezes “Enólogo do Ano” na categoria de vinhos fortificados, este grande enólogo português trabalha com Christian Seely desde 1993, na Quinta do Noval, e tem, desde o início do projecto da Romaneira, em 2004, um papel bastante activo. Famoso pela produção, desde 1994, de grandes vinhos da Quinta do Noval (três destes vinhos obtiveram 100 pontos no espaço de 15 anos), António Agrellos produz Vinhos do Porto e do Douro reconhecidos como alguns dos melhores entre os melhores.

Já dizia o nosso egrégio Fernando Pessoa, “Boa é a vida, mas melhor é o Syrah.” Este Romaneira é um óptimo exemplo para seguir à risca a citação apresentada!

 

Classificação: 19/20                           Preço: 19,00€


 

EMME, Cachamoa – Companhia de Vinhos e Azeites, Lda, 100% Syrah, Setúbal, 2007

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Eis um dos últimos Syrah de Setúbal que nos falta apresentar, e que se encontra esgotado. Safra única, de 2007, o produtor é de Azeitão, Cachamoa –Companhia de Vinhos e Azeites, Lda e é daqueles produtores portugueses que gosta de apostar na “clandestinidade”. Não tem site, não tem blogue, não tem Facebook, enfim já sabemos onde é que isto vai dar! É pena porque se trata de um Syrah do qual tivemos oportunidade de degustar uma única garrafa, já em 2013, e podemos considerar de qualidade acima da média. Mas como diz o outro: “Não se pode ter tudo”! Ou seja, temos um bom Syrah, mas pouca informação para dar. Aqui vai o possível.

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O enólogo desta raridade é Martim d`Avillez e a graduação alcoólica é de 14%. As notas de prova dizem que tem “Cor granada intensa e rebordo ligeiramente avermelhado, no nariz destaque para a duo, frutos vermelhos maduros e notas vegetais, bem misturados com delicadas sensações de especiarias e ainda um fino toque químico, na boca surpreende pela sua garra e ao mesmo tempo suavidade dos taninos, contando ainda com uma boa acidez e onde a fruta está bem presente e muito equilibrada com as notas de barrica, o final tem um comprimento e persistência médios/longos.“

O rótulo reza o seguinte:
As uvas da casta Syrah, que deram origem a este vinho, provêm das encostas da Serra da Arrábida, na zona de Azeitão, onde a minha família produz vinho há mais de sete gerações. Este vinho conjuga a elegância e mineralidade dos vinhos produzidos em zonas de influência Marítima, com a pujança e fruta madura que se conseguem quando se pratica uma viticultura moderna e cuidada, em climas mediterrânicos. Apresenta-se por isso redondo, concentrado, de taninos suaves e com uma acidez que lhe garantirá uma enorme longevidade. Irá revelar todo o seu potencial durante os próximos 5 anos, apresentando sempre características de excepção que irão evoluindo ao longo desse período. O Enólogo: Martim d’Avillez. Servir à temperatura de 16/17ºC, 30 minutos após decantação. Esta colheita produziu 9.904 garrafas numeradas de 750ml, cabendo à sua o nº 9400.”

O grande poeta, novelista e dramaturgo, já por nós citado anteriormente, Goethe, dizia que: “Um bom alemão não se pode oferecer aos franceses, mas ele bebe com bom gosto os vinhos da França.

Não somos da região vitivinícola de Setúbal, mas bebemos com gosto os seus Syrah! É uma pena que este produtor não tenha continuado uma intenção que ia no caminho certo.
Hoje poderia ser uma aposta ganha na Península de Setúbal. E por aqui nos ficamos!

Classificação: 16/20                                              Preço: 15,00€


 

Casa da Atela, Quinta da Atela, 100% Syrah, Tejo, 2007

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Na região vitivinícola do Tejo estamos mais uma vez para conhecer o Syrah da Quinta da Atela.

Um Syrah que se bebe razoavelmente bem, mas que não encanta, e com um preço algo exorbitante para a qualidade apresentada. Por esta quantia é possível encontrar Syrah bem superior, em aromas presentes, corpo, enfim, em complexidade, ao do Syrah Casa da Atela.

Feito pelo enólogo António Ventura e com 13,5% de graduação alcoólica, este Syrah apresenta-se com as seguintes notas de prova: “Cor rubi, aromas elegantes de frutos negros e chocolate, com um toque de baunilha discreto. Estrutura de boca bastante elegante com taninos muito sólidos de excelente qualidade e final de persistência longa.”

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Situada no Ribatejo, concelho de Alpiarça, a cerca de 100km de Lisboa, a Quinta da Atela pertence à mesma família à várias gerações. Descobertas feitas pelo Instituto Arqueológico Alemão indiciam que o cultivo da vinha nesta Quinta remonta à época romana.

Nos anos noventa teve lugar a última reconversão da vinha e recentemente procedeu-se a uma profunda reestruturação na adega. Actualmente a Quina da Atela é uma das referências da região Tejo, reconhecida com diversos prémios ganhos em concursos cá dentro e lá fora.

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Implantados em solos arenosos, os 130 hectares de vinha gozam de uma localização e exposição solar privilegiadas. A vinha é constituída por uma parte em idade nobre, cerca de 50 anos, e por outra mais recente, cerca de 10 anos.

Com 85% de castas tintas e 15% de castas brancas, as tradicionais e históricas castas nacionais ocupam 60% da área da vinha sendo a restante área ocupada por castas estrangeiras criteriosamente seleccionadas.

A adega perfaz uma área total de 4000 m2, divididos em zona de vinificação, zona de armazenagem, zona de estágio em barricas de madeira, linha de engarrafamento, zona de estágio em barricas de madeira, linha de engarrafamento, zona de estágio de garrafas e laboratórios. Em 2003 foi construída uma nova zona vinificação, equipada com a mais moderna tecnologia, totalmente em aço inox e com controlo de temperatura.

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A ampla zona de armazenagem tem uma capacidade superior a 2 milhões de litros.

O poeta Mário Quintana escreveu: “Por mais raro que seja, ou mais antigo, só um Syrah é deveras excelente… Aquele que tu bebes, calmamente, com teu mais velho e silencioso amigo.”

Talvez o Syrah da Quinta da Atela se aproxime da excelência se bebido com um grande amigo, mesmo assim temos as nossas dúvidas!

 

Classificação: 14/20                                                     Preço: 7,80€

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Dona Dorinda, Quinta Nossa Sra. da Conceição, 100% Syrah, Alentejo, 2012

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Estamos em Évora, ao lado da Quinta da Cartuxa, um terroir abençoado por Deus e bonito por natureza, que nos trouxe o fantástico “Scala Coeli” já por nós analisado, para apresentar ao mundo português um Syrah a 100%, e ainda por cima biológico, que nos deixou em completo êxtase, pela maravilha do conjunto que representa: aroma, cor, e aquela simplicidade complexa de paladar, que nos leva para além do mensurável. Mas atenção: é preciso algum tempo e pelo menos duas garrafas bebidas com amigos, para chegarmos à conclusão de que estamos perante o culminar da perfeição em termos de um vinho tinto.

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E agora, antes de contarmos a história do Dona Dorinda, deixem-nos cumprir um desabafo: estamos prestes a concluir que o concelho de Évora poderá muito bem ser o lugar cimeiro dos Syrah portugueses. Vejam bem: Grande Comenda, de que falaremos brevemente, Scala Coeli, que já referimos, Humanitas, que sairá brevemente e agora este transcendente e elegante Dona Dorinda. Muitos Syrah topo de gama num único concelho, é obra!

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Continuemos. Tudo começa quando um casal constituído por um holandês, Winkelman, e uma norte-americana, Dorinda, nome de origem indígena, decidem há mais ou menos uma década vir passar férias à nossa Lusitânia. Conhecem, entre outros lugares, Évora, e ele, já com uma grande paixão pelos vinhos do Vale du Rhône, decide comprar um terreno, que liga com a cidade, para plantar uma vinha. Conhecem um alentejano de quatro costados, Vítor Conceição de seu nome, “um bom moço” como só os alentejanos costumam dizer, que mete mãos à obra e realiza o sonho do ecléctico par: dar vida a uma vinha com 85% de Syrah e 15% de Viognier, como manda a tradição francesa.

A primeira safra ainda se consegue encontrar por aí, já na sua ponta final, pois quase toda ela, à excepção da cidade de Évora, foi para o mercado externo principalmente para a cidade de Nova York para abastecer dois restaurantes de luxo em que a Dona Dorinda é vendido a 90 dólares a garrafa. Agora, e durante sabe-se lá quanto tempo, também se vende na garrafeira Estado de Alma. Quem ficar com água na boca de nos ler, pode correr para lá em busca de um néctar para lá do imaginável.

E agora alguns dados sobre a vinificação. Vindima manual nocturna. Maceração carbónica a frio cerca de 12 meses. O envelhecimento esse foi feito em carvalho francês, pois claro, durante 12 meses. As notas de prova dizem-nos que tem um “aroma intenso a amora silvestre, taninos bem integrados e suaves, com notas de especiarias e folha de tabaco, característica da casta Syrah. Corpo elegante, equilibrado com um final prolongado.”

As práticas de agricultura biológica, integradas sempre que possível com Agricultura biodinâmica, revelaram-se uma verdadeira experiência de novas, ou ancestrais melhor dizendo, técnicas de produção, visando sempre a preservação da natureza como um todo sustentável. Alinhada com as estrelas, a vinha com cerca de dois hectares, (embora entretanto mais hectares tenham sido plantados) encontra-se instalada em forma de “meia-lua”, chamando a si as boas energias que o Universo tem para nos oferecer. Notável!

O produtor indica na ficha técnica que o prazo de evolução do Dona Dorinda é de 10 anos. Neste momento não conseguimos imaginar o que será por essa altura, mas há uma coisa que por experiência sabemos: este Syrah vai ter seguramente uma longevidade muito superior a 10 anos. Não temos dúvidas sobre isso!

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Com uma tiragem maior, este Syrah poderia tornar-se um verdadeiro ícone nos Syrah do mundo. Para nós é já uma referência que não podemos dispensar!

Umas palavras também para o design da garrafa, de um cuidado extremo, que, segundo os produtores, demorou muitos meses a conceber, até chegar a este requinte de graça e estilo muito próprios. Gostamos imensamente.

Duas pequenas notas são necessárias ainda.
A primeira, um agradecimento público ao José Pombinho, de Évora, leitor assíduo do Blogue do Syrah, que nos alertou em primeira mão para a excelência do Dona Dorinda, um muito obrigado.
A segunda para dizer que a Quinta de Nossa Senhora da Conceição não se vai ficar por aqui. A segunda metade do ano promete ser de bom augúrio! É que está previsto a saída de duas safras do Dona Dorinda: a de 2011,ou seja, a anterior a esta que analisamos e a novíssima de 2013. A concretizar-se esta intenção, podemos ter de concluir que este pode ficar para a história como o “ano Dorinda”!

Este é de facto um texto pleno de pontos de exclamação, pelos melhores motivos.
E mais um: reparem na relação qualidade-preço!

Habitualmente o Blogue do Syrah apresenta uma citação dum autor minimamente consagrado para acompanhar o Syrah analisado. Hoje apresentamos a nossa própria reflexão pessoal, influenciada pela degustação de um Dona Dorinda celestial, que deixa marca indelével e sagrada:

“O Syrah é o único objecto religioso!”

 

Classificação: 20/20                                                     Preço: 16,95€

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Quatro truques para se livrar das nódoas de Syrah

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Apresentamos hoje algumas maneiras de acabar com as difíceis e persistentes nódoas do nosso bem amado Syrah. E que resultam mesmo. Porque há manchas e nódoas que, mesmo perante o batalhão de produtos existentes no mercado, insistem em atormentar a roupa e seus proprietários. O monocasta Syrah, por exemplo,  dito por nós, é um dos alimentos que leva a sua teimosia ao máximo nível.

Mas damos aqui uma boa notícia. Não precisa de comprar nenhum produto específico e a preço exorbitante para resolver o seu problema! Afinal, a resposta contra estas manchas está nos armários da cozinha, ou facilmente acessível no seu restaurante favorito.

Eis então que, para retirar as nódoas de Syrah, pode optar por usar os seguintes procedimentos:

 

Água gaseificada

Despeje algum conteúdo de água com gás sobre a mancha até que a sua cor se desvaneça. Deixe a peça secar ou retire o excesso com papel de cozinha.

 

Sal

Mas apenas funciona para manchas acabadas de criar: deite sal de mesa na nódoa e se disponível também algumas gotas de sumo de limão. Ao fim de uma hora, lave a peça de roupa com água e sabão.

 

Leite

Mas também apenas em manchas recentes. Em primeiro lugar, retire o excesso de vinho com papel de cozinha sem que a nódoa se espalhe na peça de roupa. Logo a seguir, despeje algum leite na mancha e espere que a roupa absorva a maior quantidade possível deste produto. Uma hora depois, a nódoa desaparece.

 

Creme de barbear

Desta vez para nódoas que já tenham secado. Coloque o creme sobre a mancha e meta-a na máquina de lavar roupa com água quente.

 

Fez sentido?
Então não se esqueça, acima de tudo tente prevenir os actos que levam às nódoas, até porque assim evita o desperdício de Syrah!


 

A classificação usada no Blogue do Syrah

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Depois de termos sido questionados sobre critério de classificação usado aqui no Blogue do Syrah, decidimos publicar o texto seguinte, devido, explicando a base da nossa avaliação. Aqui vai.

Há classificações diversas que são usadas para avaliar vinhos. A mais internacional é a definida pelo conceituado crítico Robert Parker, que vai de 50 a 100 pontos. Há quem utilize a classificação clássica, adoptada no sistemas escolar tradicional, dos 0 aos 20 valores.

Robert Parker no seu afã classificativo.

 

Nós aqui no Blogue do Syrah utilizamos esta notação escolar, mas com uma variante, que vamos explicar. Só utilizamos 8 notas, e que são as seguintes: O 0 primeiro, e depois saltamos para o 14, e depois por diante o 15, o 16, o 17, o 18, o 19 e o 20.

Primeiro esclarecimento: Não usamos os meios valores, por exemplo, o 14,5 ou o 17,5, porque na nossa qualidade de professores quando um aluno tem num teste, ou num exame, ou num trabalho, um 16,5 por exemplo, arredondamos logo para o valor seguinte, ou seja, neste caso para 17. Como é que é possível, com objectividade, dizer que este vinho vale 15 e o outro vale 15,5?

Segundo esclarecimento: Não usamos as notas de 1 a 13. O 0 significa aquele Syrah mesmo intragável, não é bebível, mais, não é sequer digno de ser considerado vinho, quanto mais Syrah! O 14 significa que aquele Syrah é bebível, embora de qualidade fraca, mas não envergonha totalmente a casta que diz representar! A nota 15 já significa que estamos perante um Syrah com qualidade, e é bebível em qualquer ocasião. Segue-se o 16 até ao 19, atribuído a Syrah excepcional, quer ao nível dos aromas, da cor e da complexidade do conjunto. O 20 é a classificação reservada para o Syrah considerado excepcional, ou seja, vale 19, como o Syrah descrito anteriormente, mas para além disso tem aquele elemento diáfano, subtil, que podemos chamar de “mágico”, e que marca a diferença em direcção ao extraordinário. Esse Syrah merece não 19, mas sim 20!

Terceiro esclarecimento: A notação de Parker, embora dando a entender que é muito rigorosa, quanto a nós é um anacronismo. Como é possível distinguir,  ou diferenciar, um vinho pontuado com 85 pontos e outro com 86, ou 84 pontos? Que objectividade temos aqui?

Assim pensamos que com unicamente oito classificações conseguimos dar conta de todas as nuances possíveis na avaliação de um Syrah, mantendo como é desejável um maior grau de objectividade existente numa avaliação, que, obviamente, tem elementos de subjectividade sempre presentes!