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Fonte grátis de vinho em Itália, região de Abruzzo

Se estivéssemos pois em Caldari di Ortona, na dita região, poderíamos ter vinho grátis de uma fonte pública, instalada por uma vinícola local, a Dora Sarchese, que funciona 24 horas por dia. A ‘fontana di vino’ fornece vinho tinto e basta carregar num botão para sermos servidos

Todos podem usar a fonte livremente, embora exista principalmente para matar a sede dos que fazem o Caminho de Santiago em peregrinação, que por ali passa.

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Caldari di Ortono pertence à região demarcada de Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane, mas a Dora Sarchese não revela que tipo de vinho alimenta a fonte.

Milhares de pessoas percorrem o Caminho de Santiago entre Roma e Ortona todos os anos, portanto imagina-se que o fontanário tenha muito público.

De qualquer maneira a ideia não é original, fontes de vinho por toda a Europa já existiram em tempos. Veneza teve uma na praça de S. Marcos durante o Carnaval. Em 1520, durante o encontro de Henrique VIII de Inglaterra e Francisco I de França, uma fonte de vinho grátis foi instalada no local para ser usado pelos participantes à conferência.

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Em Abruzzo, a Dora Sarchese enfatiza que a fonte de vinho tinto não é para as pessoas se embriagarem, mas que foi criada por consideração com a cidade e os peregrinos. E nós aqui a imaginar se o que sai da torneira for Syrah, então…!


 

Vidigueira Reserva, Adega Cooperativa da Vidigueira, 100% Syrah, Alentejo, 2014

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Foi com muita alegria que recebemos a notícia deste novo Syrah porque, de alguma maneira, veio colmatar uma lacuna na quantidade de Syrah que nos chega do Baixo Alentejo. Quantidade essa que tinha vindo a baixar com alguma regularidade, ao contrário dos irmãos do norte, sempre a aumentar e com grande pujança. Desta maneira o Baixo Alentejo pode, a partir de agora, contar com mais um Syrah.
E podemos desde já dizer: é um Syrah de qualidade, mesmo!

100% Syrah, 12 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês, cor ruby, quase opaco, cheio de brilho, é um néctar aromático, com fruta preta muito madura, notas de madeira e especiarias, com um toque balsâmico. Um tinto muito encorpado, concentrado, cheio de fruta, intenso e amplo… puro deleite!

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A Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, C.R.L., constituída por escritura pública em 1960, iniciou a sua actividade em 1963. É o resultado do sonho, esforço e trabalho da maioria dos viticultores das regiões de Vidigueira, Cuba e Alvito, assente na experiência da tradição e no reconhecimento da reinvenção, sustentado por uma qualidade reconhecida e rememorada. Entre os efectivos vitícolas da Adega contam-se as melhores castas autóctones, mantidas por várias gerações, das quais se distingue a casta Antão Vaz, igualmente conhecida como «casta da Vidigueira», produtora de um branco que está na origem do reconhecido Branco do Alentejo.

A história da Adega vai muito além dos seus 50 anos de existência, tendo antigas raízes que se entrelaçam com a história da própria vila, «a villa da Vidigueira, cuja etymologia querem derivar de Videira, em razão de abundarem nos seus  férteis terrenos as vinhas, está situada n’uma collina distante a vinte e dois kilometros de Beja e vinte e cinco da cidade de Évora.» (Augusto Carlos Teixeira Aragão, 1871). Em 1519, a Vidigueira foi cedida a Vasco da Gama pelo duque D. Jaime, Duque de Bragança, com escritura ratificada por carta régia de D. Manuel I, começando assim a profunda relação da vila com os Gamas. A vinha e o vinho sulcam o perfil económico e cultural da Vidigueira. Envolvidas num rendilhado de cepas, Vidigueira, Cuba e Alvito  integram a paisagem a que Fialho de Almeida chamou «O País das Uvas».

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É neste quadro que surge pela primeira vez este nosso aqui de hoje em destaque Syrah!
São várias as castas que contribuem para a especificidade dos  vinhos da adega da Vidigueira: Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro, Castelão, Moreto, Alicante Bouschet e agora syrah (castas tintas) e Perrum, Roupeiro, Manteúdo, Arinto e Antão Vaz (castas brancas), no entanto, é esta última que tem conferido à sub-região vitivinícola da Vidigueira um maior reconhecimento. Até recentemente, não foram encontradas vinhas velhas da casta Antão Vaz fora da sub-região da Vidigueira, uma casta autóctone mantida pelos produtores da região e produtora de um vinho único. Não se sabe ao certo a origem do nome da casta Antão Vaz, mas curiosamente era este o nome do avô de Luís Vaz de Camões, poeta que celebrou os descobrimentos e a descoberta de Vasco da Gama.

E já que falamos do poeta d’Os Lusíadas, que seja dele a citação que escolhemos para apresentar este Syrah, que assim dizia falando de um “Ardente licor que dá alegria!”
É exactamente o que pensamos a propósito deste sublime néctar da Vidigueira, que será nas próximas semanas o nosso companheiro dos longos serões de Inverno que se aproximam. Façam-nos companhia!

 

Classificação: 17/20                                           Preço: 17,50€


 

Cidades do Vinho – Alentejo, como aproveitar?

Hoje, às 18:15,  voltamos às (feminino porque é uma tertúlia) Coisas de Vinhos.

O espaço é de excelência, a Igreja de S. Vicente, no centro UNESCO da cidade de Évora.

Ainda não é desta que lá estaremos, mas fica a informação aos nossos leitores.

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Branco ou Tinto? por Joana Maçanita, FNAC – Novembro 2016

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Falou-se que ia estar presente Syrah por quem bem o sabe fazer, e lá fomos nós esta segunda-feira ao fim da tarde em direcção à FNAC-Colombo, para o lançamento oficial do livro de Joana Maçanita, Branco ou Tinto?.

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Que precisamente já conhecíamos, a autora e o livro, pois recentemente tínhamos estado com Joana Maçanita no Encontro Vinho e Sabores, na FIL. Foi aí que gentilmente nos passou a informação, que já noticiámos com grande júbilo, de que havia produzido dois Syrah absolutamente novos para dois produtores do Algarve, a Quinta do Barradas e a Quinta João Clara. Igualmente logo ali tomámos conhecimento do livro que aqui nos traz hoje, e nos foi feita a simpática dedicatória, que agradecemos.

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Muito apreciámos todo o acontecimento, mas o que para nós é memorável foi o gesto de extrema consideração de Joana Maçanita e Nuno Mouronho, seu marido, ao terem levado expressamente para o Blogue do Syrah o ainda não disponível no mercado Quinta do Barradas Reserva Syrah, que logo ali se revelou bastante prometedor… os nossos sinceros agradecimentos!  Em breve falaremos deles com todo o detalhe.

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O livro em si é uma festa para os olhos, bem escrito, de linguagem simples e acessível. Qual é o seu queijo preferido? Gosta de sobremesas mais doces ou mais amargas? E o seu café bebe-o como? É mais dado à salsa e coentros ou à paprica e pimenta-preta?

O que é que estas perguntas têm a ver com vinho? Tudo. Joana Maçanita, consultora enológica e produtora de vinho, começa este livro com um questionário para perceber que tipo de consumidor de vinho é. Será um adepto ferrenho que adora experimentar de tudo? Um especialista que quer aprofundar o seu conhecimento? Ou um apreciador de vinhos frutados, complexos? Uma vez definido o seu perfil de consumidor, é altura de responder a todas as suas questões práticas sobre este mundo… Sim, mesmo aquelas que, habitualmente, têm vergonha de perguntar, para não fazer má figura!

Eis pois um guia essencial que lhe traz tudo o que precisa de saber para escolher o vinho certo para qualquer ocasião, como comprar sem gastar muito dinheiro, como ler um rótulo, abrir uma garrafa, escolher o copo certo e apreciar um bom vinho.

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Ainda houve tempo de posar ao lado de um dos grandes enólogos do Syrah, António Maçanita, irmão de Joana, e a quem já dedicamos uma devida homenagem.

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Foi um fechar de tarde em grande!


 

Abrir uma garrafa de Syrah

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Abrir uma garrafa de Syrah tem sempre uma motivação e um significado com raízes bem profundas e abrangentes.

É um momento de certa ansiedade, pois, mesmo sabendo o que se vai encontrar, o contexto de antecipação e surpresa sempre será distinto, fazendo desse acto algo diferente dadas todas as variáveis presentes, e sabemos que são muitas: terroir, características climáticas do ano, etc, etc.

Momento de expectativa que pode igualmente agregar alguém ao convívio, propiciando uma boa conversa com um grupo divertido, ou mesmo só a dois, trazendo um toque “aveludado” ou “apimentado” ao relacionamento, entre humanos ou entres estes e o Syrah. Podemos ser, por vezes, mais analíticos, mas em outras ocasiões, simplesmente apreciadores inconscientes, beber por beber, por puro prazer.

Porque sentir prazer ao abrir uma garrafa de um novo Syrah, ou um já sobejamente conhecido, é um verdadeiro privilégio, um momento sempre único e memorável.

Quem já sentiu estas impressões, expressas neste nosso filosofar de hoje , que faça o seu comentário.

E até ao próximo texto!


 

Syrah pode ajudar a manter a linha!

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Hoje vamos mais uma vez divagar em modo científico, contradizendo certos nutricionistas que falam do elevado conteúdo calórico vinho, e isto quando sabemos que as calorias em si não engordam, mas sim a forma como os alimentos são absorvidos pelo organismo ou combinados entre si. Qualquer alimento, por muitas calorias que possua, transformado em energia pelos processos fisiológicos não se transforma necessariamente em gordura corporal.

Excluindo a água, todos os alimentos e bebidas fornecem certa quantidade de energia, que se expressa geralmente em calorias, em maior ou menor grau.

Em relação ao vinho, as calorias fornecidas andam pela ordem das 100 a 150 quilocalorias por copo de vinho, a mesma quantidade de duas maças ou um copo de cerveja. A absorção de calorias também é diferente ao longo do dia, ou por exemplo se é bebido às refeições ou fora delas. Este fenómeno é conhecido como termogénese, que é a capacidade de absorção e transformação imediata do que é ingerido em energia, gerando mais ou menos acumulação de gorduras. Portanto devido à termogénese, igual quantidade de calorias, por exemplo entre proteínas ou hidratos de carbono, umas ou outras se transformem em maior ou menor energia transformada. No entanto este fenómeno continua a ser bastante desconhecido devido às muitas variáveis e factores que acontecem neste processo, especialmente a sua relação com o álcool.

A absorção das calorias do álcool é maior durante a noite, e está também relacionado com a quantidade de fibra dos alimentos. Logo para emagrecer é mais importante a qualidade do alimentos em vez da quantidade. A obsessão pelas calorias é hoje completamente obsoleta. As estatísticas mostram que a percentagem de obesos não é mais elevada entre os consumidores regulares de vinho. Logo o efeito do vinho não está relacionado com a quantidade de copos ingeridos, mas sim com a importância que representa o seu conteúdo energético em relação às características da comida que o acompanha.

Acompanhar um prato de comida normal com mais de 3 copos de vinho, tal pode favorecer o aumento de peso. Mas se o vinho constituir em si uma parte da refeição, isso não vai produzir aumento de peso, até pode mesmo ajudar a emagrecer. Quer isto dizer que se o vinho compensar com a sua parte de energia levando a que se consuma menos quantidade de alimentos, haverá tendência para emagrecer.

Para sermos exactos dizemos que um copo de vinho no final da refeição favorece a diminuição de massa gorda através de uma dupla acção:

  • diminui a secreção de insulina
  • aumenta o gasto energético em 7% (termogénese)

Resumindo, podemos afirmar que beber cerca de 3 copos de vinho por dia às principais refeições não traz qualquer risco de aumento de peso. Melhor ainda será suprimir mais ou menos o equivalente em gorduras introduzido pelo vinho.

Tudo isto tem o aval científico da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, que sugere o consumo moderado de vinho às refeições e que isso não produz aumento de peso, e não afecta os níveis de glucose e insulina no sangue!

Claro, sendo Syrah, os benefícios são ainda maiores, embora moderação no consumo de Syrah seja difícil no que nos diz respeito…