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Monte do João Martins, Miraldino Filipe Mendes & Cª, Lda, Reserva, 100% Syrah, Alentejo, 2012

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Em Junho de 2015 apresentamos o Syrah 2011 do Monte do João Martins. Hoje é a altura de apresentarmos a colheita de 2012, que já saiu há um ano e que desde essa altura conhecemos! Feito por um pequeno produtor, que temos sempre o prazer de reencontrar na Feira de pequenos produtores do Campo Pequeno!

O Monte do João Martins situa-se no Norte Alentejano, freguesia de Carreiras, entre Portalegre Castelo de Vide, e junto ao maciço da Serra de São Mamede, ponto mais alto de Portugal a sul do rio Tejo.

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Monte do João Martins, inserido numa região do nosso país culturalmente muito rica, guarda, entre os seus muros de pedra, segredos milenares. Escondidos entre o montado de sobreiros e formações rochosas, podemos observar desde logo alguns importantes vestígios megalíticos, como algumas mós neolíticas, onde se moíam os cereais para fazer farinha há milhares de anos. A par desse passado longínquo, falar do Monte do João Martins no presente, implica falar dos testemunhos da presença do homem nos nossos dias.

Com uma pequena área de vinha, 5,5 hectares, com castas tintas Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Syrah e Aragonez e brancas, Alvarinho, Arinto e Viognier, fazem-se na adega que foi construída no Monte, os melhores vinhos de quinta brancos e tintos que têm merecido algum reconhecimento dos consumidores, bem como das revistas da especialidade.

Porquê o nome de João Martins?

João Martins, lavrador, nascido por volta de 1481 e morador nos “Montes do Carreiro” (hoje Carreiras, no concelho de Portalegre), foi nomeado em 1511 pelo rei D. Manuel I “besteiro do monte”, competindo-lhe assim a segurança da população residente no seu meio rural. A herdade que terá recebido o seu nome reserva, entre os seus limites, dos vestígios humanos mais remotos dessa parte do Norte Alentejano, entre os quais se destacam mós neolíticas, uma anta e restos de povoamento da Alta Idade Média, nomeadamente os denominados chafurdões. Possui ainda vestígios de construções mais recentes talvez do século XV.

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E é neste monte do concelho de Portalegre que encontramos um Syrah de qualidade superior, em nosso entender, com uma produção limitada. É um Syrah com uma graduação alcoólica de14,5%, e as notas de prova dizem-nos que “é um vinho de aromas e frutos silvestres e especiarias. Na boca tem frutos pretos em harmonia com notas de baunilha e tostados. É equilibrado, perfil persistente e complexo.”  Estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês. No Monte do João Martins o conceito de Reserva pretende seleccionar todos os anos a casta que melhor se evidenciou. A distinguida de 2011 é justamente a nossa casta Syrah!

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A Adega está planificada de forma concisa e muito funcional. Tem uma forte ligação entre os métodos tradicionais de vinificação na região com a tecnologia necessária às melhores práticas enológicas disponíveis. Sendo a matéria prima, uva, tratada com o máximo respeito, as vindimas são feitas pela manhã em caixas  de 12 a 15Kg transportadas para a adega que se encontra lado a lado com a vinha. As vinificações são feitas em lagares de inox com temperaturas controladas. A adega possui também uma zona destinada ao estágio do vinho em barricas e também em garrafas.

“O bom Vinho alegra o coração dos homens”dizem as Escrituras, e o presente Syrah é um bom exemplo disso mesmo!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 19,95€

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Vinho tinto combate bactérias que desencadeiam cáries

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Continuamos no mundo do fait-divers científico,  pois de acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry, o vinho tinto possui elementos anti-microbianos que combatem as bactérias causadoras de cáries, gengivite e, possivelmente, a perda dos dentes.

Essas bactérias formam micro-películas bucais, que evoluem para placas bacterianas, produzindo ácidos difíceis de serem removidos. As cáries são extremamente comuns, podendo comprometer toda a estrutura dental, tornando essencial a realização de um tratamento oneroso para recuperar sua estrutura e evitar a perda total do dente.

Cientistas suíços e espanhóis cultivaram bactérias parecidas com as existentes na boca e fizeram com que as películas resultantes entrassem em contacto com diferentes líquidos, entre eless o vinho tinto, vinho tinto sem álcool, vinho tinto enriquecido com extracto de semente de uva, água e etanol 12%.

A conclusão foi a de que os três tipos de vinhos tinto são eficazes no combate ao desenvolvimento dessas bactérias. O extracto da semente de uva também apresentou o mesmo efeito que os vinhos. Os pesquisadores sugerem que seria possível incorporar a bebida em produtos de higiene bucal, como as próprias pastas de dentes.

Em contrapartida, é importante lembrar que o vinho tinto também é conhecido por manchar os dentes e é necessária uma higiene cuidada, se possível imediatamente a seguir ao consumo. Algumas medidas simples como beber água com gás e comer alimentos ricos em fibras contribuem para soltar o vinho dos dentes antes que se tornem manchas permanentes.

Mais uma vez estamos a imaginar que se tudo o que se disse for feito em modo Syrah, os resultados poderão se redobrados em eficácia, somos de acreditar!


 

O vinho contra o Alcoolismo

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Hoje a notícia chega-nos do Canadá, esse país setentrional conhecido pela seriedade e pragmatismo na atitude perante a vida e a sociedade. Foi então aqui que surgiu este programa bastante original de combate ao alcoolismo, e que há 15 anos ajuda os seus pacientes a combater o vício do álcool. E como o faz?
Pois usando Vinho, assim mesmo como se lê, ou seja, tratam o Alcoolismo com Vinho, então se for Syrah ainda melhor, dizemos nós!

Segundo os especialistas locais, o período mais difícil no processo de limpeza do vício é o período inicial de abstinência, pois é nessa altura que 80% dos pacientes entram em recaída. Com o programa implementado na clínica, esse número caiu para 15%.

O tratamento funciona da seguinte forma: logo pela manhã, os pacientes podem beber até 200ml de vinho, normalmente com 12% de graduação alcoólica. E das 7h30 até as 21h30 estes receberão, a cada hora, um volume de 140 ml. “Pode parecer muito, mas para quem bebia de 2 a 3 garrafas de vodka por dia, isso não é nada”, relata um dos internados.

Utilizar o vinho em doses moderadas dá ao paciente a oportunidade de se reestruturar mentalmente e de uma maneira mais tranquila, já que em completa abstinência tudo isso seria quase impossível. Ainda de acordo com o centro, existem filas enormes de espera para futuros pacientes. As vagas vão surgindo a partir dos pacientes que se vão curando. Outros se recuperam e conseguem lidar com o vício. Mas por que utilizar o vinho?

Primeiro, o vinho, devido à sua acidez, taninos e complexidade, nunca é tomado em grandes quantidades. O vinho é quase sempre elaborado para ser degustado. O vinho funciona como uma bebida natural, mas com um teor alcoólico baixo em relação a bebidas brancas. O vinho apresenta ainda bons resultados na eliminação do álcool a nível de metabolismo, sendo eliminado muito facilmente.

Achámos muito interessante este programa, que é patrocinado pelo governo Canadense, mas para nós que não nos encontramos em tal situação, a coisa pode parecer absurda, tratar alcoolismo com álcool, mas é caso para dizer que os fins justificam os meios!


 

Herdade dos Lagos, Soc. Agrícola Herdade dos Lagos, Lda, 100% Syrah, Alentejo, 2006

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aqui tínhamos apresentado este Syrah da colheita de 2012. Hoje vamos apresentar a colheita de 2006! São dez anos de distância mas com um equilíbrio e um brio que são de realçar, ou não fosse um Syrah de Mestre António Saramago!

É um vinho feito em regime de agricultura biológica. Não tem químicos, nem pesticidas! Trata-se de vinho regional alentejano, cuja produção foi de 12000 garrafas. “Apresenta cor rubi intensa. Aroma frutado a ameixa madura. Cheio, redondo, complexo, boa acidez, terminando longo.” Em suma, qualidade plena e assegurada!
Foi vinificado pelo processo tradicional de curtimenta em lagares inox com temperaturas de fermentação a cerca de 28ºC. Teve  um estágio em barricas de carvalho francês e americano durante 12 meses. Apresenta um teor alcoólico de 14,5 %.
A transição para a produção biológica revelou ser um enorme desafio e uma das mais significativas mudanças na Herdade.

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Em cerca de 25 hectares crescem as castas Syrah (a estrela internacional), Aragonez (conhecida na Espanha como Tempranillo), Touriga Nacional (uma uva tradicionalmente usada no vinho do Porto) e Alicante Bouschet (do intenso jogo decor).
Cerca de 70% do vinho é vendido para a Alemanha e também para a Suíça. O restante vai para o mercado nacional, onde não se trabalha com as grandes cadeias de supermercados, à excepção do Intermarché, mas há consumidores que adquirem os vinhos e o compram através das garrafeiras e dos restaurantes. Localizada próximo da localidade de Vale de Açor, na freguesia de Alcaria Ruiva, a Herdade dos Lagos perde-se de vista e por lá é possível encontrar gado e olival (80 hectares), além do maior alfarrobal de Portugal (260 hectares) e 25 hectares de vinha e onde trabalham a tempo inteiro doze pessoas.

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Em 2011 saíram da herdade perto de 130 mil garrafas, num total de 100 mil litros de vinho, e nos anos seguintes a produção teve valores semelhantes, sendo que cerca de 70% se destina à exportação, sobretudo para a Alemanha e para a Suíça.

O pensador grego Plutarco dizia:
“No vinho, a verdade”.
E é bem o podemos afirmar!
E é por isso que continuamos a dizer:
“Olhe desculpe, importa-se de nos trazer mais uma taça de Syrah da Herdade dos Lagos?”

 

Classificação: 17/20                                           Preço: 9,95€


 

A grande festa que é sempre o Syrah do Alentejo!

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Lá estivemos pois, mais uma vez, na grande tenda Alentejana do CCB, para seguir em labirinto prazeroso os caminhos do Syrah que se produz a sul do Tejo e para além dele.

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Novidades, degustações, convívio ora ameno ora acalorado, velhos e novos amigos, simpatia e boa disposição, aprender com quem sabe, ouvir de quem faz com alma, coração e muita paixão.

Ficam as imagens e as boas memórias!


 

Grande Prova Mediterrânica – Azeites e Vinhos do Alentejo – 2016

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A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), em parceria com a Casa do Azeite, vai realizar mais uma vez o evento “Grande Prova Mediterrânica – Azeites e Vinhos do Alentejo” no CCB – Centro Cultural de Belém, nos próximos dias 14 e 15 de Outubro, e lá estaremos para ver das novidades, falar com que produz e sabe, provar, degustar e apreciar o que de melhor por ali houver.

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Para além da habitual prova livre, aberta ao público em geral, o programa desta edição inclui, ao longo dos dois dias, quatro provas comentadas, seis conversas sobre o vinho e dois workshops de harmonizações gastronómicas.

Como também aconteceu na edição anterior, serão realizados seminários sobre a Dieta Mediterrânica que incluem uma prova comentada de azeites de Azeites, e “Aromas Misteriosos”, onde os participantes fazem o aprofundamento à prova de um vinho.

A animação e música ao vivo não faltarão no evento com  The Black Mamba a subirem ao palco no dia 15. Conheça o programa completo aqui.

O evento irá contar com cerca de  80 produtores da região alentejana, que vão apresentar mais de 400 vinhos. Vai ser uma festa anunciada!