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Notícia de última hora! Mil Reis versus Cem Reis!

O Blogue do Syrah teve a informação fidedigna de que a Herdade da Maroteira não lançará, como se pensou que poderia acontecer, o Mil Reis Syrah 2015! Esta decisão foi tomada no dia de ontem!

A bandeira da casa é o Cem Reis e a produção este ano do Mil Reis poderia por em causa a qualidade que o mercado pede do Cem Reis. É uma decisão tomada com base na política de preservação de imagem.

Em contrapartida o  Cem Reis Syrah 2015 será lançado no dia 17 de Abril e prevê-se como o melhor de sempre em funcao da decisão de não produzir o Mil Reis. Deverá rondar as 16000 garrafas!
Na altura o Blogue do Syrah falará deste mítico vinho Alentejano, como não podia deixar de ser!


 

Um Syrah castelhano feito por uma vitivinícola portuguesa?

Pois eis que sim:
Amigo, José Maria da Fonseca, 100% Syrah, Castilla la Mancha, 2014

Trata-se não de um Syrah português mas castelhano! E pergunta-se então porquê falar nele?
É que tem uma pequena particularidade. Foi feito pela casa José Maria da Fonseca, e o enólogo é Domingos Soares Franco!

É um Syrah a 100% e ainda por cima orgânico. Parece ter tudo para ser um Syrah a levar em conta… mas não. Apesar de todas estas valências nem no nariz nem na boca convence. Repare-se: temos um Syrah a 100%, feito por uma casa que não brinca em serviço e que possui um enólogo já com provas dadas ao longo de muitos anos e ainda por cima orgânico? O que é que falha neste projecto? Só pode ser uma coisa: o terroir!

Porque é que a José Maria da Fonseca, se queria fazer um Syrah a sério não manteve o Syrah com Touriga Francesa da Colecção Privada do Domingos Soares Franco? Esse sim era um Syrah de qualidade!

Há aqui questões de ordem comercial que nos ultrapassam, mas a verdade, e é isso que interessa, é que este Syrah castelhano está a anos luz do Syrah das terras de Azeitão.
Mas é Syrah, bebe-se, bebeu-se, e isso para nós é sempre motivo de satisfação!

 

Classificação: 14/20                                                     Preço: 5,95€


 

1997-2017 | 20 anos de Syrah em Portugal

“Desde quando existe Syrah em Portugal?”

Esta é uma questão que tem merecido a nossa atenção, ainda antes de termos começado o Blogue do Syrah propriamente dito!
E quando colocamos a questão estamos a falar do produto feito e pronto a beber, monocasta Syrah, portanto!
Porque este tema poderia ser introduzido de outra maneira e aí teria uma resposta diferente: há quanto tempo é que foi plantada a primeira vinha com Syrah em Portugal? Esta segunda questão é ainda mais difícil de desvendar, porque apesar de vinte ou vinte e tal anos de Syrah em Portugal, em termos vitivinícolas ser muito pouco tempo, a verdade é que as respostas são muito complicadas, ou porque as pessoas se foram esquecendo de factos e datas, não valorizando propriamente este tipo de informação, ou porque este tipo de história não dá dinheiro… adiante.

Há sempre alguém que pode perguntar: e o I.V.V? O que é que o Instituto do Vinho e da Vinha tem a dizer sobre isto? A resposta é: provavelmente muito, mas a verdade é que não querem saber nem estão disponíveis para falar de tal coisa! O Blogue do Syrah telefonou para o I.V.V. e estabeleceu contacto com uma engenheira da casa, supostamente com a possibilidade de esclarecer as dúvidas. Foram mantidos contactos por mail, mas a verdade é que as respostas nunca vieram. O I.V.V. como bom organismos estatal que é, só serve mesmo como sorvedouro de dinheiros públicos e pouco mais. E para proibir quando tem de proibir, em ditatorial atitude. O esclarecimento de dúvidas não existe e com isto está tudo dito!

Voltamos à pergunta inicial: “Há quanto tempo que existe Syrah em Portugal?”
Pergunta esta que pode ter duas respostas possíveis. A resposta, por aquilo que já dissemos acima, por aquilo que se ouviu, até por uma resposta plausível mas sem prova concreta, ou então, e porque o Blogue do Syrah não se pode dar ao luxo de perder credibilidade, a resposta oficial com as únicas provas que existem e que o Blogue do Syrah procura desde há vários anos é de que existe Syrah em Portugal há precisamente 20 anos!

Mas um produtor do Alentejo  confidenciou-nos há uns anos que já nos anos 80 utilizava Syrah nos seus vinhos! Provavelmente outros o fariam também. Perante o nosso entusiasmo e a pergunta por uma qualquer prova, como uma garrafa cheia ou vazia, um rótulo, um documento qualquer que servisse de prova a tal afirmação, a resposta foi de que não havia, nem ninguém queria tal coisa, pois a casta Syrah era proibida e não se falava sobre isso, nem os rótulos faziam tal menção.

Também durante vários anos foi enunciado, embora nunca defendido claramente, que a primeira colheita do Syrah da Quinta da Lagoalva de Cima de Alpiarça do Ribatejo, teria sido em 1994. Quando o Blogue do Syrah começou a investigar falando quer com o produtor da quinta, quer com os enólogos, assim como com o delegado comercial, ninguém foi capaz nem de esclarecer, nem de apresentar uma prova inequívoca da existência dessa colheita e no caso afirmativo, esclarecer se se tratava de um monocasta Syrah ou se poderia ser, como chegou a ser aflorado um blend com Syrah.

Apresentando estes factos como esclarecimentos importantes, estamos em condições de aqui apresentar, para que conste para a História do Syrah em Portugal, que o primeiro Syrah português foi lançado em Portugal há precisamente 20 anos! Foi nesse ano de 1997 que saiu não um, mas dois Syrah em Portugal! Um na região vitivinícola de Lisboa, nessa altura designada de Estremadura. E o outro na região do Tejo, nessa altura designada de Ribatejo. Um ano mais tarde sairia o primeiro Syrah do Alentejo, o mítico Incógnito de 1998, que levou a casta Syrah a todo o Alentejo e daí para todo o país!

Eis de seguida os três Syrah pioneiros que foram produzidos em Portugal:

 

Reserva, Quinta do Monte d’Oiro, 96% Syrah, 4% Cinsaut, Lisboa

Falemos então dos Syrah que esta quinta tem produzido desde 1997.Comecemos por dizer que a frase mais apelativa e forte que o Francisco Bento dos Santos utilizou na visita que o Blogue do Syrah fez à Quinta do Monte d’Oiro foi: “Somos especialistas em Syrah” e isso para nós toca-nos de modo muito especial. Apetece responder com uma frase da nossa lavra:
“O Syrah dá-te a possibilidade de perder a inocência, sem perder a virgindade.”
A opção Syrah em toda a sua pujança que levou a esta especialização deve-se à paixão do fundador José Bento dos Santos pelos grande vinhos do Rhône, onde a nossa casta é soberana, igualmente pelas características do “terroir”, que se veio a revelar ideal sendo uma aposta ganha, e depois toda a aprendizagem e experiência que se foi desenvolvendo e acumulando ao longo dos anos.
Temos em primeiro lugar o Reserva, que existe desde 1997, (o Blogue do Syrah teve um exemplar desse ano nas mãos, durante a já referida e memorável visita) que é para a Quinta o Syrah que não pode deixar de ser produzido. Tem uma pequena (menos de 5%) quantidade de Cinsaut que, por esse tempo, estava plantada na Vinha da Nora (já entretanto substituída por Syrah), e é o Syrah mais parecido com os Syrah franceses do Vale do Rhône, considerada a referência a nível mundial. Em 1997 a quinta ainda usava 100% barricas novas, e só quase 10 anos mais tarde começou a reduzir a percentagem de madeira nova nos tintos, para os actuais mais ou menos 40% no Reserva.
Olhar para esta garrafa é sentir o tempo apurado em eflúvios ancestrais!
A tiragem corrente, já com Viognier, tem 14% de graduação alcoólica e produzem-se em média 24 mil garrafas. É o seu Syrah de marca! As notas de prova que escolhemos dizem que é um vinho de “Rubi concentrado, negro. Aroma frutado com predominância para as ameixas pretas bem maduras e frutos do bosque, ligeiras notas tostadas e de especiarias finas. Elegante na boca, revela um conjunto equilibrado entre a fruta e a madeira bem integrada, taninos aveludados, acidez correcta, final muito prolongado e distinto.” Teve um estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, das quais 40% eram novas.

 

Quinta da Lagoalva de Cima, 100% Syrah, Tejo

Apenas feito em anos excepcionais, este vinho de cor granada e aroma intenso tem no nariz segundo os seus produtores “notas de especiarias, fruta preta madura e tabaco. Na boca tem profundidade, taninos elegantes e um final longo.”
Feito pelos enólogos Diogo Campilho e Pedro Pinhão, o Syrah da Quinta da Lagoalva de Cima provém de pequenos talhões cujas uvas seleccionadas são vindimadas à mão para caixas, e chegam à adega ainda durante a manhã. Após 3 dias de maceração pré fermentativa, a fermentação alcoólica ocorre em lagares de inox a 24ºC. As massas são espremidas em prensa hidráulica e a fermentação malo-láctica ocorre em barricas (novas e 1º ano) de carvalho Francês, onde estagia doze a catorze meses.
A primeira safra é de 1997 e as seguintes aconteceram em 2000, 2005, 2008, 2010 e a presente de 2012.
A Quinta estende-se pela margem sul do Tejo, desde perto da vila de Alpiarça até cerca de onze quilómetros da cidade de Santarém.
A Quinta tem uma longa tradição como produtora de vinhos, que remonta a 1888, ano em que esteve presente na Exibição Portuguesa de Indústria. Com uma área de sete mil hectares aproximadamente, as suas principais produções são o vinho, o azeite, a cortiça, a floresta, cereais, vacas e ovelhas, e o cavalo lusitano. A produção anual ronda as duzentas e setenta mil garrafas e os cinquenta hectares de vinhas da Quinta da Lagoalva estão implantados nos melhores “terroirs” do Tejo, e são constituídos pelas castas nacionais e mundiais com as melhores aptidões, enologicamente comprovadas.
Como dizia Roland Betsch, segundo a nossa versão: “No Syrah está verdade, vida e morte. No Syrah está aurora e crepúsculo, juventude e transitoriedade. No Syrah está o movimento pendular do tempo. No Syrah se espelha a vida.”
Este é um Syrah que vale mesmo a pena apreciar intensamente, e ao qual ciclicamente voltamos, porque se trata, à falta de melhor adjectivo, de um Syrah fabuloso!

 

Incógnito, Cortes de Cima, 100% Syrah, Alentejo

Se há um Syrah capaz de atingir o espaço sideral mitológico, esse Syrah só pode ser o Incógnito! Mesmo estando a falar de acontecimentos que ocorreram nos últimos vinte anos, que quando falamos de Syrah em Portugal é tudo muito recente, este Syrah é já um mito vivo!
As notas de prova incluídas na garrafa dizem-nos que possui uma “mistura de frutos selvagens de bago vermelho, tosta de madeira, carne e notas de alcatrão. No paladar é complexo, com um forte paladar de fruta silvestre madura e um equilíbrio cativante. Suave no início, mostrando-se firme ao longo da prova, excelente estrutura de taninos e uma agradável frescura, com boa acidez a contribuir para um longo e persistente final.” Segundo o seu produtor vai manter-se grandioso pelo menos 10 anos. Safras anteriores do Incógnito já mostraram que a longevidade deste néctar está muito acima da média. O estágio foi feito em barricas de carvalho francês. A colheita, produção e engarrafamento é feito na propriedade familiar.
Por isso é que se trata de um vinho histórico, porque foi o primeiro Syrah a ser produzido no Alentejo. Estávamos em 1998, quando a casta ainda não era permitida na região. Daí o nome provocador dado ao vinho, era um Syrah incógnito.
Na época, a casta Syrah não fazia parte das variedades autorizadas na designação Vinho Regional Alentejano (o que só veio a acontecer em 2002), obrigando Jorgensen a comercializar o vinho sem explicitar a casta no rótulo. Contudo, apesar de a casta Syrah não ser identificada, no contra-rótulo era dada uma pista, mais precisamente um acróstico, para quem soubesse ler na vertical e decifrar o enigma:
Select fruit from
Young vines, well
Ripened,
And hand
Harvested.
Literalmente: “frutas seleccionadas de vinhas jovens, bem maduras, e colhidas à mão”. Dessa colheita inicial de ‘Incógnito’, em Cortes de Cima, consta que só há… 4 garrafas! Para reforçar, Jorgensen ainda colocou a frase atribuída ao agora Nobel da Literatura Bob Dylan “To live outside the law, you must be honest”, que em tradução livre significa “Para viver à margem da lei, tem que se ser honesto”. Ou num tom ainda mais ético: “Só se pode viver à margem da lei se formos honestos”.


E pronto, a apresentação está feita, provada e comprovada. Aquilo que ficará para a História foi escrito.
Contamos estar aqui por mais 20 anos, sorvendo os eflúvios do melhor Syrah do Mundo, a fazer mais História com mais Syrah.
Assim o Deus Baco nos ajude!


 

Essência do Vinho, 23-26 Fevereiro, Palácio da Bolsa/Porto

Aqui fica hoje a notícia, em cima da hora, de mais uma festa de Syrah, desta vez em terras setentrionais, o nosso bem amado Porto, em 14ª edição, nesse espaço maravilhoso que é o Palácio da Bolsa.

A grande novidade desta 14ª edição é o “Portugal Wine Connection”. Trata-se de uma sessão exclusiva, que pela primeira vez reunirá importadores e jornalistas estrangeiros credenciados a produtores e enólogos representados no evento. A prova in loco de vinhos e o contacto directo entre agentes económicos, líderes de opinião e importadores, que actuam em 14 mercados externos, tem o duplo objectivo de aumentar a notoriedade dos vinhos portugueses representados no ESSÊNCIA DO VINHO e proporcionar novas oportunidades de negócio.

“Entendemos testar este modelo como forma de dar um retorno suplementar aos produtores de vinho presentes no evento. Além disso será uma oportunidade para que os jornalistas e importadores estrangeiros associem rostos aos vinhos, o que certamente facilitará o esclarecimento de dúvidas e aumentará o impacto do possível ‘feedback’ acerca desses vinhos nos mercados de origem dos jornalistas e importadores. O ´Essência do Vinho – Porto’ já se assumiu como um evento europeu de referência no sector e cada vez mais quer também contribuir para o reforço da notoriedade de Portugal e dos vinhos portugueses”, explica Nuno Pires, director da Essência do Vinho.

Nesse mesmo dia inaugural, mas durante a manhã, será promovida a prova “TOP 10 Vinhos Portugueses”, com a presença de 40 jornalistas, críticos de vinhos e sommeliers de 12 nacionalidades. Cerca de 60 vinhos pré-seleccionados pela revista WINE – A Essência do Vinho, que obtiveram as pontuações mais elevadas pelo painel de provas da publicação durante o último ano, serão sujeitos a uma derradeira avaliação por este júri internacional.

O programa do ESSÊNCIA DO VINHO – PORTO tem dezenas e dezenas de bons pretextos de visita. Em prova livre, mais de 3.000 vinhos de 350 produtores, nacionais e estrangeiros. Em paralelo, um conjunto de 19 provas comentadas por especialistas, três harmonizações enogastronómicas e quatro conversas didácticas sobre vinho.

Vinhos alentejanos de talha e monovarietais do Douro são outros dos destaques da programação da principal experiência do vinho em Portugal. Mas há mais, como combinações entre vinhos e chocolates, uma prova de queijos e vinhos de Minas Gerais, Estado brasileiro com forte influência gastronómica portuguesa, e outra de espumantes e vinhos brasileiros Era dos Ventos, do Rio Grande do Sul, com a presença do produtor.

O programa detalhado, a compra de bilhetes e a aquisição de lugares nas provas comentadas estão disponíveis online, em www.essenciadovinhoporto.com. Até às 15h de dia 22 de Fevereiro a entrada válida para 1 dia de evento tem o valor de 20€ (será de 25€ quando adquirida nos dias e no local do evento). ESSÊNCIA DO VINHO – PORTO realiza-se dia 23 de Fevereiro, das 15h às 20h, dias 24 e 25, das 15h às 21h, e dia 26 de Fevereiro, das 15h às 20h.

O evento é uma organização da EV-Essência do Vinho, em parceria com a Associação Comercial do Porto, com o apoio da Câmara Municipal do Porto.


 

Coisas de Vinho, dia 23 de Fevereiro, Évora

Coisas de Vinho volta esta 5ª feira, dia 23, às 18:15, desta vez na emblemática associação Bota Rasa na Praça do Giraldo, com apresentação e prova de mais um excelente vinho de um produtor desta nossa terra. Igualmente se vai ouvir o historiador Francisco Bilou, com quem ficaremos à conversa.

Estão todos convidados!


 

Os Melhores de 2016 segundo o Blogue do Syrah!

Esta é a segunda vez que o Blogue do Syrah se lança na épica aventura de escolher os melhores Syrah lançados em Portugal no ano de 2016.

Atribuímos, assim, medalhas de Ouro, Prata e Bronze, e ainda uma medalha especial ao que considerámos ser o melhor Syrah quanto à relação qualidade preço.

Este painel de premiados nasceu da nossa escolha subjectiva, como teria de ser, e teve lugar num ano ainda mais rico de novidades que o ano transacto, o que tornou a escolha ainda mais aliciante. O universo Syrahniano vai  aumentando regular e exponencialmente, para nosso, e vosso, regozijo, sempre com enorme qualidade, tornando esta nossa viagem um deleite quase permanente. Este ano, e ao contrário do anterior ,em que tivemos representado no pódio o país de norte a sul, Douro, Alentejo e Algarve, com passagem por Lisboa, só temos quase Alentejo, esse Alentejo quimérico onde o Syrah se dá tão bem! A excepção surge com a Península de Setúbal, como se verá.

Vamos então aos nossos ‘Óscares‘.


Medalha de Ouro:  DONA DORINDA
Provámos este Dona Dorinda 2011 em Outubro de 2015 no Encontro de Vinhos Alentejanos no CCB e logo ali declarámos: “Vale 20!
Só que na altura não havia decisão sobre a garrafa final e os rótulos não estavam ainda feitos.
Após este ano e meio de longa espera, já com tudo no devido lugar, com design renovado e do nosso ponto de vista muito bem conseguido, o Blogue do Syrah pode finalmente apresentar ao mundo o Dona Dorinda 2011!
Só se fizeram 1238 garrafas, numeradas à mão, cabendo à nossa o número 573. A graduação alcoólica tem uns impressionantes 16,5%, mas tão bem integrados nos outros elementos vínicos que só se acredita neste valor lendo o contra rótulo da garrafa.

Medalha de Prata : INCÓGNITO
Na prova cega do passado mês de Outubro, que colocou frente a frente Syrah portugueses contra congéneres estrangeiros, desde franceses, australianos, sul africanos, austríacos, argentinos e chilenos, poucos poderiam inicialmente vaticinar o resultado final! Nós aqui, no Blogue do Syrah sempre tivemos confiança no bom desempenho dos Syrah portugueses. Mas o que aconteceu foi uma coisa quase do outro mundo: o Syrah vencedor da prova onde estiveram presentes vinte Syrah no total, avaliados por trinta e três jurados, foi o último a ser servido, justamente este Incógnito 2012. Não tem o mesmo significado ganhar a prova tendo sido apresentado nos primeiros dez lugares, ou tendo sido apresentado precisamente em último! O Incógnito 2012 arrebatou duma penada toda a concorrência dentro e fora de portas, e isso é obra! Estávamos longe de imaginar que tal coisa poderia sequer acontecer… mas aconteceu! E desse modo este Syrah de Cortes de Cima, grande representante do Baixo Alentejo, continua a sua caminhada em direcção ao espaço sideral mitológico!

Medalha de Bronze ex-aequo: CEM RÉIS / ALDEIAS DE JUROMENHA
Sobre o Cem Reis, há um ano e três meses, quando falamos do Cem Reis de 2012, dissemos o seguinte:
”O CEM REIS Syrah congrega em si dois aspectos que, como consumidores apaixonados pela casta, muito prezamos. Em primeiro lugar porque se trata de um Syrah de qualidade superior. Em segundo, e ao contrário do que é habitual, a maior parte da produção fica e é consumida em Portugal.”
E o dito continua a ser verdade na safra seguinte, 2014, a agora premiada!
Mais: tem um maior significado porque neste espaço de tempo houve vários Syrah que foram descontinuados, logo a permanência deste Syrah é preciosa devido à sua longevidade – a primeira colheita é de 2005 – e por outro lado trata-se de um Syrah topo de gama! Não se assustem com o preço! Este vinho vale todos os euros que custa!
95% da toda a produção é efectivamente para o mercado interno e somente os restantes 5% é que vão para o mercado externo.

Quanto ao Aldeias de Juromenha, será muito provavelmente o Syrah sobre o qual mais temos escrito. Então pergunta-se: Porquê tão cedo voltar a dar destaque a este Syrah, o único dessa terra cativante que é Elvas?
Simplesmente porque é o melhor de todos eles! E acreditem, os outros eram muito bons!
Como já se sabe é um Syrah feito por mestre António Saramago! Aliás é o único Syrah que Saramago faz presentemente!
O Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha é, já o dissemos, “for our plesuare” todo comercializado em Portugal. O facto de ser reserva significa neste caso que tem dez meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano, e tem uma graduação alcoólica de 15,5%. Mais uma novidade! É o mais graduado de todos eles. O anterior de 2012 tinha 14,5%.

Melhor relação Qualidade-Preço: VINHA DE PEGÕES
Com a classificação de 18 valores e o preço de 2 euros e 49 cêntimos, a escolha aqui foi imediata. Falámos com entusiasmo dele, dando conta de ter sido o primeiro Syrah de 2015 a ser lançado!
Já desde Agosto do ano passado que estamos a repetir para quem nos quiser ouvir que o ano de 2015 para o Syrah vai ser o melhor do século, muito superior ao de 2011!
Por isso quando tivemos conhecimento deste primeiro Syrah de 2015 quisemos tentar perceber se algo de substancialmente superior seria possível adivinhar. Esta linguagem rebuscada limita-se a querer dizer que foi também com espanto que tivemos conhecimento que já poderia estar no mercado e ao fim de tão pouco tempo um Syrah de 2015.
O enólogo deste Syrah, é Jaime Quendera, responsável por estas notas de prova: ”Notas de frutos vermelhos/pretos muito maduros , notas de compota , volumoso na boca , final muito prolongado.” A cor é granada, a fermentação foi realizada em cubas de lagar inox com temperatura controlada seguida de maceração pelicular prolongada. Não teve madeira e a graduação alcoólica é de 14%.
O final prolongado tem um forte gosto a cravinho o que torna este Syrah muito especial.
O preço, para quem teve conhecimento, foi arrasador para toda a concorrência tendo em conta a qualidade desmedida deste Syrah!


Julguem de vossa justiça, provem, degustem, apreciem, opinem, e venham aqui dizer se estão de acordo ou não com esta escolha, e parabéns aos vencedores!