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A questão das origens da casta Syrah

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Voltamos à eterna questão da origem das coisas, tema sempre recorrente, pleno de conjecturas e, neste caso, falamos, claro, de Syrah, que é a casta que nos interessa, focados numa perspectiva científica, sempre a mais credível, eventualmente, embora por vezes não tão interessante como o lado fantasioso, sempre mais lúdico e com mais bouquet.

De acordo com as pesquisas recentes de José Vouillamoz, um botânico e geneticista suíço, e do arqueólogo biomolecular Patrick McGovern, iniciadas há quase uma década, foram encontradas videiras selvagens, a Vitis Vinifera, na Anatólia, sendo portanto ali o local provável do seu nascimento, juntamente com áreas próximas na Transcaucásia-Geórgia, Arménia e Azerbaijão. É nesta região que se acredita nasceu a agricultura, ainda na Idade da Pedra. O cultivo da terra proporcionou um abastecimento alimentar estável, e permitiu que os nossos antepassados se estabelecessem nos locais, dando origem a aglomerados urbanos e civilizações, passando de nómadas a sedentários.

Após a recolha de amostras de centenas de variedades de uva, Vouillamoz definiu sequências que são úteis para a comparação de genomas, criando perfis de ADN das castas de uva. A concentração mais densa de semelhanças entre variedades selvagens e cultivadas, a Vitis Vinifera, apareceu pois no sudeste da Anatólia. A evidência sugere que as videiras eram abundantes na região naquela época. As uvas selvagens não imediatamente consumidas poderiam ter sido armazenadas em cestas, onde as que ficavam no fundo seriam naturalmente esmagadas transformando-se em suco ou em algo mais interessante. “Embriaguez Serendipitous”, diz Vouillamoz. “O homem ou mulher que provasse este suco, observaria em si próprio um efeito eufórico, que o levaria a pensar: vamos fazer isto outra vez.” Portanto o homem começou a plantar vinhas em vez de continuar a colher uvas selvagens, como tinha feito durante séculos.

McGovern, autor de livros como Uncorking the Past, argumentou que a busca inicial terá sido “impedir que o vinho se transforme em vinagre.” Ao combinar os dois campos de pesquisa, Vouillamoz disse que as uvas foram domesticadas pela primeira vez entre 6.000 e 8.000 aC, possivelmente mais cedo. Vouillamoz estudou pois o ADN de 1.368 variedades.

E aqui chegamos ao ponto principal da ideia deste nosso texto de hoje. Há algumas conexões surpreendentes nas descobertas de Vouillamoz.
Aqui vai: a casta Syrah é bisneta da casta Pinot.  Diz ele que “todos pensariam que Pinot e Syrah teriam completamente diferentes origens. Eu digo que não! As duas pertencem à mesma árvore genealógica.”

Outra surpresa: a uva Gouais Blanc, utilizada para a produção de vinho a granel, tem uma prole com mais de 80 variedades, incluindo Gamay, Chardonnay, Riesling e Furmint. “Eu chamo-lhe o Casanova das uvas”, diz Vouillamoz. É assim que a partir do estudo da  genealogia da uva emergiram padrões que fazem repensar toda a teoria sobre as variedades actualmente conhecidas e como elas chegaram à Europa. “Havia a ideia de que a maioria das variedades antigas e importantes de uva na Europa Ocidental tinham sido introduzidas independentemente a partir de lugares no Médio Oriente, Oriente Médio ou no Egito, Turquia ou na Grécia, em momentos diferentes e em lugares diferentes. Agora acredito que estas variedades não são tão numerosos quanto pensámos. Um pequeno número de variedades de uva foram as uvas fundadoras das variedades que hoje cultivamos.”

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Estas castas originais cultivadas na Anatolia, descendentes das videiras silvestres da mesma região são os bisavós das castas actuais. Até agora foram isoladas 13 castas fundadoras. Em França incluem-se a Pinot Noir (Pinot Blanc e Gris são mutações) , Gouais Blanc, Savagnin, Cabernet Franc e Mondeuse Noire; na Itália, Garganega, Nebbiolo, Teroldego, Luglienga; na Grécia, Muscat Blanc à Petits Grains; em Espanha, Cayetana Blanca; na Suíça ou na Áustria, Reze; e na Croácia, Tribidrag.

Vouillamoz afirma que ainda há muito mais para descobrir em relação a linhagens de castas vinícolas. Originalmente temos a Savagnin e Pinot, as variedades mais antigas, que datam de um ou dois mil anos atrás, ambas responsáveis por uma série de cruzamentos que deram origem ao que cultivamos hoje, embora não se saiba se a Pinot é o pai o filho da Savagnin, e isso é incrível.

Os estudos continuam, alguns à espera de financiamento, girando à volta por exemplo de uma jarra de vinho encontrada no Irão, datada de 5400 AC, com Vouillamoz e McGovern procurando encontrar amostras de videiras dessa época!


 

Castelo de Arraiolos, Herdade das Mouras de Arraiolos, Alentejo, 2015

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O Syrah do Castelo de Arraiolos é o terceiro Syrah de 2015, de que temos conhecimento, a ver a luz do dia! O anterior tinha sido o Herdade das Mouras de Setúbal . Mas há uma curiosidade extra: ambos foram elaborados pelo mesmo enólogo – Jaime Quendera!
É caso para dizer mais uma vez: “Este homem está em todas!”

Também se começa a tornar um padrão, este syrah de 2015 é superior ao seu congénere do ano anterior! As coisas são o que são. E o ano de 2015 está a sair verdadeiramente bombástico!

O consumo pode ser imediato ou durante os próximos 6 anos. A graduação alcoólica é de 13,5%. Seleccionámos as notas de prova  que falam de “um Syrah de cor vermelho rubi. O paladar é encorpado e com final de boca elegante.”

O projecto Adega das Mouras começou no ano de 2000, com a compra das terras por parte de um empresário de Lisboa, Henrique Neves dos Santos. A herdade tem na totalidade mais de 300 ha, estando uma grande parte ocupada com vinha. A herdade tem um verdadeiro mar de vinhas com mais de 226ha, sendo uma das três maiores vinhas contínuas da Europa, que ficou completa entre 2004/2005. As cepas mais velhas são de 2002, ano em que se começou a plantar a vinha que hoje lá existe. Entre 2000 e 2002 arrancou-se vinha para produção de uva de mesa que já lá existia e estudou-se o terroir específico da Adega das Mouras, de forma a preparar-se o solo para plantação de vinho e decidir-se as castas indicadas.

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A Adega das Mouras de Arraiolos é um projecto empresarial privado. Localizada no município de Arraiolos, histórica Vila do Alentejo, conhecida pela sua tradição secular de fabrico de tapetes bordados à mão, com o mesmo nome da terra, a Herdade das Mouras de Arraiolos é um testemunho vivo de uma nova geração de produtores que enriquece as mais genuínas tradições.

Apesar de ser uma empresa ainda pouco conhecida no mercado, inclui as referências Castelo de Arraiolos, Conde de Arraiolos, Mouras de Arraiolos, Moira’s, Monte das Parreiras, Maria da Penha, Talha Real, Vinha da Mouras, Adegas das Mouras, entre outras. A aposta vai para a venda em quantidade nas grandes superfícies, não sendo por isso de surpreender que a adega tenha sido projectada, precisamente antes da vindima deste ano, para ter uma capacidade de produção de perto de 3 milhões de litros e de armazenamento cerca de 5 milhões.

Galeno, médico grego, dizia:
“O Vinho bebido sobriamente e com moderação é admirável remédio e única consolação do homem”.
O Syrah Castelo de Arraiolos é um Syrah jovem, não muito complexo, fresco, para um tinto, e com uma relação qualidade/preço difícil de igualar, mas em nosso entender superior ao seu congénere de 2014.
Valeu e estamos nele em força!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 1,99€


 

Taça Syrah

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Pois não é que deambulando por este território quase infinito de informação, curiosidades e muito mais que é a Internet, encontrámos uma taça denominada especificamente para conter o nosso bem amado Syrah?!

Exactamente como se pode ver, e ser adquirida a partir de um lugar na rede com localização no Brasil dos nossos irmãos, logo para eles será muito mais fácil o processo de aquisição… e que depois nos venham aqui contar!

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Citando directamente a Ficha Técnica, podemos ler:

Cristallerie Strauss
Volume: 570ml
Altura: 230mm
Composição: 24% PbO

 O chumbo dá mais leveza, delicadeza e sonoridade, além de fazer com que a espessura da taça seja mais fina. As taças de cristal também são mais porosas. Esse factor também é positivo, pois, ao girarmos um vinho enquanto o degustamos, forçamos as moléculas contra a parede áspera, quebrando-as e, desse modo, obtendo grande concentração de aromas.

 O vinho tinto precisa de espaço para respirar, pois tem aromas e sabores muito intensos. Por isso, a taça tem corpo grande, fazendo com que se libere toda a sua potência. O formato também é ideal para que a bebida possa “dançar”. Por esse motivo, também é importante lembrar que ela deve apenas ser preenchida até um terço de sua capacidade.

 Possuem o bojo grande, mas têm a borda mais fechada para evitar a dispersão de aromas, concentrando-os. A aba fina direcciona o vinho para a ponta da língua, permitindo que a untuosidade e os sabores frutados dominem antes que os taninos sejam direccionados para a parte de trás da boca.

Aqui fica então a ideia de hoje, e quem sabe se neste nosso Portugal alguém se lembra de fazer semelhante, para podermos dizer como Ludwig Van, esse mesmo, o grande Beethoven:
“Depois de um árduo dia de trabalho, uma taça Syrah com Syrah é um conforto!”

Assim nos vamos, até ao nosso regresso!


 

Serras de Azeitão Rosé, Bacalhoa, 85% Syrah/15% de Moscatel Roxo, Setúbal, 2015

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Da Bacalhoa, Setúbal, descobrimos este Syrah Rosé a 85%, logo com 15% de Moscatel Roxo. Parece que existe desde 2005. Há outro Syrah Rosé, também da Bacalhoa, que brevemente iremos apresentar.

Não deixa de ser estranho…
O Só Syrah, produzido de 1999 até 2008, foi descontinuado, segundo responsáveis da Bacalhoa, por “motivos financeiros” apesar de ser um belíssimo Syrah e se vender razoavelmente bem!
Em Rosé, os mesmos responsáveis têm dois Syrah e por aí parece que não há qualquer problema! É caso para dizer como o filósofo Blaise Pascal “…que há razões que a própria razão desconhece!” Adiante.

Vamos atentar neste primeiro Rosé. O produtor fala “de cor rosada pálida o Serras de Azeitão Rosé 2015 é muito marcado por aromas florais, como rosas e cravos, provenientes da casta Moscatel roxo; na boca estas sensações aromáticas são ainda mais intensas, que em conjunto com uma boa acidez, originam um vinho com um final seco, cheio, muito mineral e fresco.” Tem 12% de graduação alcoólica. Não teve estágio em madeira e a temperatura ideal situa-se entre os 10 e os 12 ºC.

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A enóloga de serviço é Filipa Tomaz da Costa. Como já foi dito é produzido a partir das castas Syrah e Moscatel Roxo, provenientes de vinhas localizadas na Península de Setúbal. Após uma cuidadosa amostragem da uva na vinha as datas de vindima são marcadas para cada casta. Estas variedades foram vinificadas separadamente, usando-se métodos suaves na prensagem, fermentações do mosto a baixa temperatura visando a conservação dos aromas primários da uva. A uva entra na adega é refrigerada e suavemente prensada; o mosto obtido, depois de defecado fermenta a baixas temperaturas (10–12ºC) conseguindo-se assim uma fermentação muito lenta visando a preservação dos aromas das castas. Os vinhos varietais são então loteados, contribuindo aqui o Moscatel Roxo para os aromas florais como o de rosas. Após o loteamento, procede-se à estabilização proteica e tartárica, seguida de filtração. Acompanha bem sopas e pratos de peixe, e mesmo pratos leves de carne ou de cozinhas mais condimentadas dado o seu corpo e complexidade aromática. Recomenda-se também queijo nomeadamente o queijo de Azeitão. Culinária Vegetariana então nem se fala: combinação perfeita!

O escritor Juan Sorapán de Rieros disse:
“O vinho é uma das coisas mais antigas que se conhecem desde o dilúvio universal até ao nosso tempo”
Boa deixa para quem gostar de Rosé poder aproveitar o tempo quente que atravessamos com este Syrah da Bacalhoa!

 

Classificação: 15/20                                                      Preço: 2,99€

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Um Syrah mau é sempre um mau Syrah!

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Um mau Syrah será sempre um mau Syrah!
Pensamos que esta máxima, se é totalmente verdadeira para um Syrah, é também verdadeira para um qualquer vinho!
Um vinho mau é sempre um mau vinho. Falamos aqui em termos de envelhecimento em garrafa, pois novas safras da mesma marca e terroir obviamente serão diferentes, para melhor, ou pior!

Nós gostamos de falar daquilo que sabemos e é por isso que aqui no Blogue do Syrah não fazemos política mas tratamos de questões culturais. No princípio deste mês, no Porto, em conversa com o amigo Carlos Ramos, do grupo Cegos por Provas, falávamos naturalmente de futebol… (o leitor mais atento já percebeu que é mentira)… falávamos, claro está, de Syrah, e vinho também, quando a dado momento o Carlos Ramos dizia que o Blogue do Syrah dava notas muito altas. Defendemos a nossa posição, por um lado com a alta qualidade dos Syrah portugueses, e também explicando que  já tínhamos dado notas muito baixas a alguns Syrah.

Em relação às notas altas gostamos de argumentar citando Robert Parker, que é muito provavelmente o mais conhecido e o mais influente crítico de vinhos da actualidade, que disse, há algum tempo, numa recente entrevista à publicação “The Drinks Business“: os críticos de vinho que não conseguem dar pontuações perfeitas (os famosos 100 pontos) para vinhos que as merecem, é  “porque se estão a esquivar dessa responsabilidade“. Mais à frente, na mesma entrevista, afirmou: “Quando, na sua análise mental, um vinho é o melhor exemplar que você já provou daquele tipo em particular, você tem a obrigação de dar-lhe uma pontuação perfeita“. E concluiu, acrescentando que aqueles que são incapazes de atribuir uma pontuação perfeita a um vinho que lhe faça jus, são “irresponsáveis“. Concordamos neste aspecto com Robert Parker, e é por isso que não nos eximimos a dar a nota máxima a Syrahs que a merecem.

Mas também existe a outra face da moeda, ou seja, as  várias notações baixas que o Blogue do Syrah já deu! Aquele Syrah que embora seja bebível, é de qualidade fraca, mas não envergonha totalmente a casta que diz representar! E também existe Syrah muito fraco ou mesmo intragável, ou aqueles que não são bebíveis, mais, nem são dignos de serem considerados vinho, quanto mais Syrah! Percorrem tranquilamente o Blogue que os vão encontrar…

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Mas devemos confessar que que do Porto regressámos a pensar se em relação a certos Syrah não teremos sido demasiado exigentes! Então, na semana seguinte partimos à procura de um desses Syrah que tinha sido muito mal classificado! A nossa escolha recaiu sobre o Mundus da Adega Cooperativa da Vermelha, 100% Syrah, Lisboa, 2012! Há um ano custou-nos 4,50 euros. Desta vez um pouco mais barato, 3,95 euros, mas a questão não era essa! Tudo o que dissemos há um ano se mantém integralmente:
“Infelizmente não é o primeiro Syrah a merecer uma crítica tão negativa por parte do Blogue do Syrah. E mais uma vez não o fazemos de ânimo leve. Mais uma vez insistimos na nossa isenção, estando apenas ao serviço do grupo dos consumidores ao qual pertencemos. Já o dissemos e repetimos: se um Syrah nos espanta e encontramos características extraordinárias não temos problema nenhum em o afirmar a plenos pulmões, não tendo com isso algo que ganhar a não ser o prazer de revelar algo tão fantástico, e se for possível em primeira mão. Mas o que nunca desejamos que aconteça voltou a acontecer, pela segunda vez.
O Syrah Mundus da Adega Cooperativa da Vermelha só tem uma coisa a seu favor, o nome, Mundus, uma designação forte do ponto de vista do marketing, mas isso só não chega! OSyrah Mundus é elaborado sem brio, de Syrah como o entendemos nada tem, e como tal é considerado pelo Blogue do Syrah como inclassificável na bitola 14 a 20, e portanto nada mais nos resta que atribuir-lhe, não sem tristeza, um 0!
Segundo as notas de prova este Syrah “é um vinho estruturado, com aromas a frutos vermelhos sobremaduros conjugados com a madeira. Na boca apresenta-se macio e estruturado.” Ao beber este Syrah tudo isto se revela falso! É uma coisa de mau gosto, no sentido literal, que chega a dar engulhos de estômago. Não fomos capazes de beber mais do que uma taça em dois dias distintos.”

Passado praticamente um ano somos capazes de afirmar exactamente o mesmo, o que nos leva ao ponto de partida!
Se um vinho mau é sempre um mau vinho, um Syrah mau é sempre um mau Syrah, ou seja, não melhora com o tempo!

Como dizia o grande Aquilino Ribeiro:
“O pior dos crimes é produzir vinho mau, engarrafá-lo e servi-lo aos amigos.”

Nós aqui no Blogue do Syrah não produzimos Syrah, também não o engarrafamos, apenas o amamos, e quando o servimos aos amigos escolhemos sempre o melhor,  servido com paixão!!!


 

Caroline Frey: Uma mulher que dá cartas no mundo dos vinhos franceses

“Dans le vin, pas obligé d’être une multinationale pour exister”

Caroline Frey é a proprietária e enóloga do Chateau La Lagune no Haut-Médoc e da casa Jaboulet Elder na Côtes-du-Rhône. Conversão orgânica , conquista de mercados estrangeiros, e por aí adiante, ela vai detalhando os projectos que tem em curso, nesta entrevista que vale a pena ouvir!