Até aqui nada de novo, de Syrah falamos nós todos os dias, tardes e noites, e sempre que há oportunidade de o degustar ainda mais falamos dele.
Mas claro, não somos só nós a falar e gostar de Syrah.
O amigo Oz Clarke convidou Matt Kramer e Kevin Zraly para cavaquear sobre o nossa bebida favorita, em inglês, claro está, infelizmente sem legendas em português, no que consideramos uma boa e despretensiosa introdução ao mundo maravilhoso do Syrah, com algumas preciosas dicas e comentários. Aí vai, em duas partes… muito interessante!
A alta colina com vinhedos da vila de Tain Hermitage, atravessada pelo rio Ródano (Rhône), é famosa pela minúscula Ermida (Hermitage), uma capela medieval que, segundo a tradição, foi erguida pelo Cavaleiro Gaspar de Sterimberg, cruzado, eremita e que foi desta forma o primeiro produtor de Hermitage.
Impera aqui, para os tintos, a uva Syrah, daí a nossa presença. Cultivada em área xistosa, origina tintos concentrados e com fortes taninos. Na área sílico-calcário, surgem ricos e aromáticos, refinados, mas com menos cor e estrutura.
Passando longo período de maturação em madeira, entre um e três anos, os grandes Hermitage não estarão prontos antes de cinco anos, pelo menos, após a colheita.
Mas hoje vamos terminar por aqui e deixar as imagens falar por si, que a paisagem é deslumbrante e única. Respira-se espaço, beleza e história!
Fica a reportagem fotográfica.
Lá chegaremos…
…no caminho certo!
Eis o local!
O Blogue do Syrah no centro do mundo: foi aqui que tudo começou!
O Verão finalmente veio e o calor aperta.
Para quem gosta de um Rosé fresco, qual a melhor opção? Segundo o Blogue do Syrah não há muito por onde escolher e a nossa escolha pende para o lado do Lybra Rosé, da Quinta do Monte d’Oiro, feito exclusivamente de Syrah, cuja colheita, de 2015, está aí no mercado para nos saciar e encantar com aquela cor de vinho suave. E temos mais um Syrah do ano fantástico de 2015!
Este Lybra especial nasceu de uma parcela especifica, tratada e conduzida para o produzir em forma Rosé, através de vindima manual e escolha cuidadosa, seguida de esmagamento com prensagem directa. Tem 12,5% de graduação alcoólica.
Interessa perceber primeiro, embora de forma breve, como se obtém um Rosé. Inicialmente o processo é igual ao Tinto, desengaçar e esmagar, embora venha um choque térmico a temperatura mais reduzida, facilitando o processo de clarificação, havendo sempre o cuidado de que a pressão utilizada não conduza à extracção de demasiada cor das películas. Em seguida interessa clarificar o mosto, removendo a maior parte dos sólidos em suspensão, sendo a técnica mais utilizada a decantação estática a baixa temperatura durante um a dois dias. A fermentação é por fim um compromisso entre escolher temperaturas mais baixas, havendo lugar a maior frescura no produto final, ou mais altas, perdendo-se os aromas frutados.
O tratamento da vinha, neste Monte D’Oiro, é feito sempre sem recorrer a químicos, optando pela qualidade em vez de quantidade. As podas são severas, no tempo devido, e as mondas igualmente significativas, dando lugar a rendimentos baixos por hectare.
O preço é mais apelativo este ano, nos vários sítios por nós visitados.
Como dizia William Shakespeare: “O bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria.”
Para beber todo o Verão!
Força!
Durante muito tempo aqui no Blogue do Syrah acreditámos, e defendíamos, com base no nosso conhecimento, que não havia Syrah em três regiões vinícolas distintas do território nacional: no mundo setentrional dos vinhos verdes, na ilha da Madeira e no arquipélago dos Açores. Mas isto já não é verdade!
Há um mês e pouco demonstrámos aqui que havia um Syrah de características únicas em Marco da Canaveses, distrito do Porto, em pleno reino do Vinho Verde.
Hoje chegou a vez de provar que existe Syrah na ilha da Madeira. A alegria para nós foi enorme, como se pode imaginar, mas apesar de tudo não foi total! E porquê? Porque apesar de termos descoberto que havia Syrah, embora em pequena quantidade na Madeira, ali plantada, videiras da nossa casta tão imensamente amada, não é utilizado para um monovarietal, mas apenas em vinho de corte.
Foi, mais uma vez, uma nossa leitora atenta, de seu nome Isabel Vasconcelos, e apreciadora desta casta única, que nos alertou para a existência deste vinho, e que tinha Syrah! O vinho em causa é o Terras do Avô, da Sociedade Duarte Caldeira e Filhos – Seixal Wines, Lda. A sede é em Porto Moniz, no Sítio do Lombinho, no Seixal.
Segue-se um vídeo esclarecedor sobre a Seixal Wines:
Há dois vinhos tintos Terras do Avô com Syrah. Há o Grande Escolha, com cerca de 40% de Syrah sendo os outros 60% de Tinta Roriz e Touriga Nacional . O outro vinho tinto que é a gama de entrada só tem cerca de 20% de Syrah sendo os outros 80% de Tinta Roriz, Touriga Nacional, um pouco de Cabernet Sauvignon e também de Merlot. A enologia está a cargo de Paulo Laureano e João Pedro Machado.
Pode ser que o produtor ao ler o este nosso texto se convença de como seria extraordinário produzir um monocasta Syrah mesmo de uma produção bastante limitada! Vamos esperar para ver!
E quanto aos Açores? Há Syrah? Nada aponta para isso! Mas o Blogue do Syrah tem um agente infiltrado nos Açores (esta informação é confidencial) de nome António Maçanita que investiga essa possibilidade. Pelo menos o Blogue do Syrah sonha com isso!
Shiraz, Syrah… é a nossa casta de eleição, é a nossa casta preferida, bem-amada, e por aí adiante… falamos dela até à exaustão, com paixão, mesmo que seja em inglês… aí vai para este Domingo… vamos abrir uma garrafa, servir uma taça e sorver este néctar bendito à saúde de todos… acompanhem-nos!
Pois é verdade… depois de anunciarmos hoje o Salira, da Adega Cooperativa de Lagoa, 2005, a lista oficial dos Syrah da nossa terra atingiu este número redondo de 150!
Quando, a 1 de Outubro de 2014, começámos esta aventura de vir aqui contar a história dos Syrah portugueses, tínhamos conhecimento de um número deles que não chegava aos 100. A seguir, fruto da nossa investigação incansável, o total rapidamente ultrapassou esse limite, e continuou a aumentar.
Fomos tendo conhecimento de Syrah que existiu mas entretanto esgotou-se, de outros que existindo viemos a conhecer e, claro, durante este período apareceram mesmo novos Syrah em novidade absoluta. Para nós a descoberta de um novo Syrah, seja em que circunstâncias for, é sempre uma suprema alegria, para não dizer mesmo uma festa… que venham mais, sempre mais e melhor, se tal for possível!
O nosso agradecimento vai como sempre de forma desmedida para todos aqueles que, como paixão, sapiência e total entrega, produzem este néctar do qual alguém disse, “Bebei Syrah… ele é a vida eterna!”