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Quinta de Arcossó, 100% Syrah, Trás-os-Montes, 2012

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A colheita 2012 do Syrah da Quinta de Arcossó chegou recentemente ao mercado e, claro, logo que disso tivemos conhecimento partimos em sua demanda. Cá está ele.
E cumpriu inteiramente as nossas expectativas.

Este é um Syrah com características muito especiais, diríamos mesmo únicas!
A quinta, do produtor Amílcar Salgado, homem de uma grande disponibilidade comunicativa, possui doze hectares de vinha, produz diversos vinhos desde 2005, e está situada naquele que é considerado o local mais rico da Europa em águas minerais. Basta pensarmos nas águas Campilho, nas águas Vidago ou nas conhecidíssimas Pedras Salgadas, para além de outras que povoam toda esta região. Isto faz com que o Syrah seja muito mineral, sobretudo no primeiro envolvimento na boca, sobressaindo de seguida toda a complexidade da casta. É por isso que podemos dizer que se trata de um Syrah único, possuidor de características que não encontramos em mais nenhum Syrah em Portugal, quiçá no mundo.

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A Quinta de Arcossó está situada numa região de tradições vitícolas já muito antigas, anterior aos romanos, com um solo de origem granítica onde crescem castas adaptadas à região. Quem diria que a casta Syrah se poderia adaptar tão bem a este “terroir”! Diz-nos o produtor que “todos os vinhos tintos são transformados com pisa a pé” e por isso recorre à enologia de Francisco Montenegro, técnico com vasta experiência.

O Syrah tem 14,5 de graduação alcoólica, e estagiou durante dezasseis meses em barricas de carvalho francês. Diz-nos o produtor que tem “cor ruby profunda, com intensidade aromática, onde predominam bagas maceradas e especiarias com baunilha da madeira. Na boca evidencia corpo, boa acidez, sabores a fruta, taninos densos e elegantes e saboroso final.”

A pequena produção de apenas duas mil garrafas, faz com que seja difícil de encontrar! Na grande Lisboa existiam dois sítios onde isso é possível: Oeiras, Néctares d`Aldeia no número 7 do Largo 5 de Outubro; Lisboa, Prazeres da Terra no número 6ª do Largo da Estefânia. Agora também na garrafeira Estado d’Alma quer na Alexandre Herculano quer em Alcântara!

É um Syrah que impressiona pela qualidade mas também pela especificidade! Quem gosta de Syrah não poderá ficar insensível a esta Quinta de Arcossó!
Como disse Pierre Leroi:
“Os Vinhos de Portugal? É todo o sol, a luz, a cor e a vida inteira deste maravilhoso País!”
E isso inclui seguramente este Syrah de Trás os Montes!

 

Classificação: 17/20                            Preço: 9,95€


 

São os Europeus quem mais consome o vinho português!

Os Europeus consomem mais de metade de todo o vinho português exportado!

As exportações de vinho em Portugal mostraram um desempenho favorável nos últimos anos, com as vendas para os mercados externos a alcançar cerca de 740 milhões de euros em 2015, mais 2% do que em 2014 e um aumento superior a 25% face ao valor contabilizado em 2009, segundo o estudo sobre o sector vinícola.
Em 2015, as importações mantiveram-se nos 126 milhões de euros, o que resulta num superavit comercial do sector superior a 600 milhões.
Cerca de 65% das exportações totais em valor correspondem a vinhos com denominação de origem, destacando-se o vinho do Porto, com uma participação sobre o total superior a 40%.

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Os países da União Europeia são o destino de cerca de 55% das exportações, com a França e o Reino Unido à frente da lista de países europeus a consumirem vinho português.
Em relação ao volume de produção, a campanha 2014-2015 situou-se nos 6,2 milhões de hectolitros, 0,6% menos do que na campanha anterior.

O número de empresas com actividade no sector manteve nos últimos anos uma tendência de alta, até se situar em 1.070 no fim de 2014. O volume de emprego sectorial também aumentou ligeiramente entre 2012 e 2014, passando de 8 573 para 8 827 trabalhadores.

Os operadores de pequena dimensão predominam no sector, com o número médio de colaboradores por empresa a situar-se abaixo das 10 pessoas. Só 25 empresas empregam mais de 50 trabalhadores.


 

Herdade das Mouras, Herdade das Mouras de Arraiolos, 100% Syrah, Alentejo, 2015

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O Syrah da Herdade das Mouras é o segundo Syrah de 2015, de que temos conhecimento, a ver a luz do dia! O primeiro tinha sido o Vinhas de Pegões de Setúbal que  analisamos aqui. Mas há uma curiosidade extra: ambos de do mesmo enólogo – Jaime Quendera! É caso para dizer “Este homem está em todas!”

As notas de prova dizem que é “um Syrah de cor vermelho rubi. O aroma é de compota de frutas silvestres e especiarias. O paladar é encorpado e com final de boca elegante.” O consumo pode ser imediato ou durante os próximos 5 anos. A graduação alcoólica é de 13,5%. Este 2015 provavelmente ficará nos anais da história como um ano súpero em termos de Syrah, e vinho, produzido, pelo que já se vai vendo, a ainda falta ver muito!

O projecto Adega das Mouras começou no ano de 2000. A herdade tem na totalidade mais de 300 hectares, estando uma grande parte ocupada com vinha. A herdade tem um verdadeiro mar de vinhas com mais de 226 hectares, sendo uma das três maiores vinhas contínuas da Europa, que ficou completa entre 2004/2005. As cepas mais velhas são de 2002, ano em que se começou a plantar a vinha. Entre 2000 e 2002 arrancou-se vinha para produção de uva de mesa que já lá existia e estudou-se o terroir específico da Adega das Mouras , de forma a preparar-se o solo para plantação de vinho e decidir-se as castas indicadas.

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A Adega das Mouras de Arraiolos é um projecto empresarial privado. Localizada no município de Arraiolos, histórica Vila do Alentejo, conhecida pela sua tradição secular de fabrico de tapetes bordados à mão, com o mesmo nome da terra, a Herdade das Mouras de Arraiolos é um testemunho vivo de uma nova geração de produtores que enriquece as mais genuínas tradições.

A aposta vai para a venda em quantidade nas grandes superfícies, que é onde este syrah pode ser encontrado, não sendo por isso de surpreender que a adega tenha sido projectada, precisamente antes da vindima deste ano, para ter uma capacidade de produção de perto de 3 milhões de litros e de armazenamento cerca de 5 milhões.

A nossa frase de hoje é de autor desconhecido, mas nem por isso menos significativa: “Um pouco de imaginação multiplica o encanto de beber Syrah.”
O Syrah da Herdade das Mouras é um Syrah novo, não muito complexo, fresco, para um tinto, e com uma relação qualidade/preço muito apreciável.

Mestre Quendera está mais uma vez de parabéns.
E já agora para que conste: a qualidade é bem superior em relação ao seu “irmão” do ano anterior.
Está obviamente aprovado… vamos a ele!!!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 2,20€

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Paris é a cidade que mais bebe vinho no mundo!

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Paris já era famosa por ser considerada a cidade luz, a cidade do amor. A partir de agora tem mais um atributo de peso! Paris foi considerada a cidade onde se bebe mais vinho no mundo!

Um estudo conduzido pela escola de negócios INSEEC e pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) apurou que Paris, capital da França, é a cidade que mais bebe vinho no mundo, com o número de 690 milhões de garrafas da bebida consumidas por ano.

Buenos Aires ficou em segundo lugar. A capital da Argentina consome 457 milhões de garrafas por ano, bastante distanciada portanto.

Para completar o pódio das cidades que mais bebem, segue-se Londres que conta com 369 milhões de garrafas por ano.

Nova Iorque soma 301 milhões de garrafas por ano e encontra-se em quarto lugar na classificação.

Entre as cidades que menos bebem vinho, segundo o estudo, está Milão, com 301 milhões, Los Angeles com 241 milhões, Nápoles com 188 milhões, Madrid com 181 milhões e Roma com 177 milhões de garrafas de vinho consumidas por ano.

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Lisboa pura e simplesmente não aparece nesta lista. Não é por não se consumir vinho, é sim por ser em população uma cidade bem mais modesta que todas as cidades mencionadas neste texto.

Voltando a Paris, o que seria bem interessante era investigar o consumo por casta. Aí temos quase a certeza de que a  nossa casta Syrah, e respectivos monocasta, ficaria muito bem posicionada em termos de consumo, não fosse o Vale do Rhône uma das regiões vitivinícolas de França onde se produz um maior número de hectolitros de vinho!


 

ASL Tomé Sociedade Vinícola, Rua 25 de Abril, 2955-123 Pinhal Novo

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Desta vez o Blogue do Syrah, em busca de novas terras e aceitando o convite de Carlos Branco, decidiu viajar a Sul até Pinhal Novo, para os lados de Palmela e à vista de Setúbal, já que não estamos à beira dos Alpes, muito menos de Turim, que chega a ser quase tão frio como São Petersburgo — entende-se. Estamos sim em ameno Verão e a ASL Tomé, com o seu Syrah que fica melhor de ano para ano, foi de nos fazer uma proposta que não pudemos recusar.

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Carlos Branco, que abandonou uma carreira teórica no campo da Sociologia, para se dedicar, em companhia de seu irmão Nuno, a tomar conta a tempo inteiro do negócio de família que herdou de seu pai, recebeu-nos disposto a partilhar a paixão por esta bebida plena de magia, sabores e histórias, mostrando-nos como tudo é feito, se fazia e continuará a fazer, em terras de Sol e clima propício ao cultivo da uva Syrah, de onde nasce o néctar único e que é sempre um prazer total para os sentidos, sobretudo quando é degustado em ambiente afável e espaço pleno de tradição e vernáculo.

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Visitámos a Adega, onde ainda se trabalha por métodos ancestrais mas já com os devidos modernismos. Passeámos por uma das vinhas, a que fica agarrada à sede, já que a empresa possui mais terrenos na região onde também cultiva outras castas. Acabámos em cavaqueira coloquial ouvindo falar quem sabe e degustando o nosso bem amado Cascalheira Syrah, que mais podia ser, no salão para conferências e eventos, espaço do mais acolhedor, pois a vertente de Enoturismo também é contemplada na Quinta das Cascalheira.

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Foi uma manhã em cheio, o nosso agradecimento sentido ao amigo Carlos Branco!

Ficam as imagens para complementar o relato.
Vão por lá, que o Syrah merece, sempre, e o acolhimento também!

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Labrador, Quinta do Noval, 100% Syrah, Douro, 2013

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Este é para nós o melhor Labrador que conhecemos, desde que ele existe!
O ano de 2013 para os Syrah tem sido verdadeiramente fantástico, quer para os novos Syrah que surgem pela primeira vez este dito ano, quer para aqueles que tiveram safras anteriores!

“Este Syrah da Quinta do Noval, nascido e criado pelo talento do enólogo António Agrellos, famoso pelo vinho do Porto, da mesma quinta, decidiu fazer esta experiência da qual se saiu bastante bem.” Isto foi escrito no Blogue do Syrah quando apresentámos o Labrador 2011.

Hoje já não se trata de uma experiência mas sim de uma certeza com ganhos significativos. É um Syrah de “aroma muito marcado pela fruta preta, com traços minerais e aromas balsâmicos com alcaçuz. Intenso e poderoso, com notas pungentes a alcatrão, pimenta, casca de laranja. Na boca está fino e texturado, com acidez viva a dar-lhe leveza, taninos elegantes, boa textura e muita intensidade. Longo, equilibrado, com muita precisão e austeridade.”

A Quinta do Noval, com 145 hectares, que dominam o Vale do Pinhão, é a alma e a essência desta propriedade. O solo é essencialmente constituído por rocha xistosa, o que faz com que todos os trabalhos na vinha sejam particularmente difíceis. A Quinta do Noval replantou desde 1994 100 hectares da vinha com as castas mais nobres da região do Douro, adaptando os métodos de poda à tipologia das parcelas. As parcelas foram replantadas em lotes de uma casta só, sendo cada uma escolhida de acordo com as características de cada parcela de terra: a altitude, a exposição solar e o tipo de plantação da videira.

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Hoje em dia, as parcelas plantadas com misturas de castas estão progressivamente a desaparecer do Vale do Douro. A Noval foi uma pioneira nesta tendência, tendo sido a primeira a replantar as vinhas, conservando intactos os magníficos socalcos tradicionais com os seus muros de pedra de xisto. Porque cada parcela é plantada com uma só casta, é possível escolher o momento ideal para as vindimar.

A Quinta do Noval é o único exportador histórico de Vinho do Porto que tem o nome da sua vinha. Beneficia de uma localização privilegiada, bem no coração do Vale do Douro.
Para concluir esta nossa digressão falta-nos explicar o nome deste syrah, que é uma homenagem ao cão, um Labrador precisamente, do António Agrellos, o enólogo que o concebeu e realizou.

Esperemos que este Labrador Syrah continue a frutificar por muitos e muitos anos!

 

Classificação: 17/20                           Preço: 12,50€