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Apreciadores de vinho possuem QI mais elevado!

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Uma pesquisa realizada pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, analisou hábitos de jovens e traçou um perfil de diversos grupos de acordo com o consumo de várias  bebidas. O trabalho comparou consumidores de vinho com apreciadores de cerveja e abstémios, ou seja, pessoas que não ingerem bebidas alcoólica. O resultado mostrou que os consumidores de vinho apresentavam níveis de Q.I. (Quociente de Inteligência)mais altos, possuíam níveis superiores de instrução e, por isso, eram mais saudáveis.

Um outro estudo mais antigo, comparou o QI de 1.800 homens dinamarqueses, analisando os seus hábitos de consumo a partir da década de 1950 até a década de 1990. Igualmente foi encontrada uma forte correlação entre um QI alto na idade adulta e a preferência para o vinho em relação à cerveja, independentemente do status social e económico. 22% dos jovens que foram agrupados com um QI maior bebiam vinho desde os 18 anos, contra 9% que não bebiam e possuíam menor QI . Na categoria a partir de 40 anos, as diferenças foram ainda mais acentuadas: 39% dos homens com QI mais elevado tinham o vinho como bebida preferida, contra 13% que preferiam outras bebidas. De acordo com o estudo a população dinamarquesa bebe principalmente cerveja, porém o vinho tem ganhado força, principalmente por ser um sinal de alta posição social. O autor do estudo, June Reinisch, declarou que as pessoas com um QI mais elevado pertencem a um nível superior sócio-económico, são mais instruídas e mais saudáveis do que aquelas que não possuem essas características!

Nós, para terminar, ainda acrescentaríamos que se a dita bebida for Syrah, então poderemos falar de QIs mesmo muito acima da média…!


 

A impressão da palavra “vinho” é proibida no Irão

shiraz

Uma das faces da ditadura é a estupidez e a ignorância! E vem mesmo a propósito contar uma pequena história, que não vem nos livros e são sempre as melhores, contada há muitos anos por Emídio Santana a propósito de um anarquista que estaria a ser vigiado pela polícia política do Salazar, a Pide de má memória, e que numa bela noite às duas da manhã decidiu invadir a casa onde morava à procura de elementos incriminadores,  quando  um pide descobriu um dicionário Larousse e disse: “É russo, é russo” e prenderam-no.

É verdade que em relação à estupidez e à ignorância também se pode dizer isso da democracia representativa embora por outras razões que não cabem aqui analisar. Já Einstein dizia que: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não tenho a certeza absoluta”.

Mas vamos à nossa história de hoje. A palavra “vinho” tornou-se alvo de censura no Irão. Novas normas em vigor no país procuram “proteger” a cultura nacional, proibindo a impressão da “palavra maldita” nos novos livros publicados. A informação é do jornal britânico The Telegraph.

Explica do alto do seu poder despótico o ministro iraniano Mohammad Selgi: “Quando os livros são registados, a nossa equipa precisa primeiro ler página por página para ter a certeza de que não é necessária nenhuma mudança editorial para estar de acordo com os princípios da Revolução Islâmica. É preciso censurar qualquer alinhamento com a cultura ocidental ou insulto contra o profeta.” As orientações foram lançadas a pedido do atual “líder supremo” do clero iraniano Ayatollah Ali Khamenei. Aparentemente pediu ao Ministério da Cultura para desenvolver livros, filmes, videojogos e brinquedos que “contenham a invasão da cultural ocidental no Irão, culpada por destruir a identidade islâmica”. Responsável pela permissão de livros do Ministério da Cultura e do Guia Islâmico, o ministro Selgi terá feito inúmeras declarações do tipo nos últimos meses. Ironicamente, uma delas para a revista iraniana “Shirze”, sediada na cidade habitualmente associada à origem do nome da uva “Shiraz”. Como consequência, acabou sendo criticado pelo presidente do clero iraniano, Hassan Rouhani.

Apesar de considerada, nesta circunstância, parte da “invasão cultural do ocidente”, o vinho sempre teve uma forte ligação com a cultura pré-islâmica. As suas origens muitas vezes remetem à Pérsia e o país certamente já possuiu uma grande cultura de vinho no seu passado. Desde a Revolução Islâmica, em 1979, é proibido o consumo de bebida alcoólica no Irão.
O que os iranianos não devem esquecer, apesar de anónimo, é que: “O mais humilde ser humano, ao experimentar ou oferecer um vinho, perpetua tradições milenares e realiza um acto ritual”.


 

Syrah de Marco de Canaveses, 100% syrah, Porto, 2016

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Esta não é uma história de ficção! E não o é por dois motivos: primeiro porque fala de um Syrah real, e segundo porque esta história aconteceu mesmo em Portugal! Aliás, só podia mesmo acontecer no país que possui a maior diversidade vitivinícola do mundo!

Podemos afirmar a pés juntos: não sabemos se existe petróleo em Marco de Canaveses, terra de vinho verde, mas podemos garantir que existe Syrah! A 100%, embora com características muito próprias.

A história começa quando a 10 de Março deste ano recebemos uma notificação do nosso leitor José Carlos Rodrigues, morador em Marco de Canaveses, e que dizia o seguinte: “Casta Syrah na zona de vinho verde, Marco de Canaveses. Resultou num vinho verde monocasta, excepcional.” Ficámos naturalmente intrigados e respondemos da seguinte maneira: “Meu caro José Carlos Rodrigues, envie, se faz favor, uma prova inequívoca de que existe “Casta Syrah na zona de vinho verde”! “

E foi aí que esta aventura começou!
A declaração de colheita e produção do Instituto da Vinha e do Vinho é a prova documental legal de que existe Syrah em Marco de Canaveses.

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O produtor oficial é o marido de Manuela Fátima Moreira Silva Mendes, e que possui 0,4555 hectares de vinha com a casta Syrah, sendo José Carlos Rodrigues o dono da nossa churrasqueira.

Inicialmente, em 2012, o Syrah foi feito nos moldes habituais, mas no mundo dos vinhos verdes não teve aceitação. Tinha sido trazido do Alentejo mas aqui não se bebe um vinho tão aromático e tão complexo, denso, e graduado em termos alcoólicos como costuma ser apanágio dos Syrah. Então deu-se a luz! Porque não fazer um vinho  a partir da casta Syrah mas à maneira dos vinhos verdes? Responde o nosso amigo José Carlos Rodrigues: “O vinho é feito pelo método de bica aberta, é um vinho suave ligeiramente adocicado, com bastante teor alcoólico para vinho verde.” São precisamente 10,5% de graduação alcoólica.

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Este Syrah à moda do vinho verde só é pois vendido num único sítio: Churrasqueira “A Garagem”,  Estrada Nacional 108, Piares, Penhalonga, Marco de Canaveses.

É um Syrah tão original que, arriscamos dizer, é único no mundo. Dito de outra maneira: não é possível encontrar um Syrah destes em mais algum lugar do planeta. Pela originalidade merece sem dúvida a nota 20. A nota real fica ao critério do leitor depois de o provar e degustar, se algum dia for para os lados do Marco de Canaveses!

Como dizia Frei Rafael “O Syrah é a chave que, sem dar a volta, abre o coração e solta os pensamentos”.
Assim seja!


 

O que é possível retirar de um Syrah só pelo olfacto!!

Haverá alguém que não os conheça? Se sim aqui fica desde já o convite a descobrirem esta equipa hilariante e corrosiva conhecida como A Porta dos Fundos.

Trata-se de um colectivo de humoristas brasileiros que só tem existência no respectivo canal YouTube na  Internet, desde 2012. Para nós são absolutamente geniais!

Neste vídeo verdadeiramente alucinante é mostrado com óbvio exagero e muito sarcasmo o trabalho olfactivo do enólogo/enófilo.

Chamamos a atenção para o facto de esta sequência ter para nós, Blogue do Syrah,  um outro motivo de interesse, já que o vinho em apreço é um Côtes du Rhône, do ano de 1993, logo um Syrah! Este dado é mencionado logo no princípio do sketch!

Divirtam-se como nós nos divertimos! E partam em demanda de toda a série… não se vão arrepender.

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A casta Syrah em Portugal

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Com cerca de 4000 hectares (3925,29 segundo os últimos números do Instituto do Vinho e da Vinha, o que representa 1,8% do total), a casta Syrah é a décima casta mais plantada em Portugal, e uma das que regista mais rápido crescimento. Este é um dado irrefutável, dada a fonte idónea de onde provém, e para nós motivo de orgulho, pois vem provar que vamos no bom sentido.

A nível mundial, estima-se em 140.000 hectares a área de vinha desta casta, quase metade dela em França, estando a seguir a Austrália (36.500 ha),  depois a Argentina (12.000 ha), África do Sul (9.800 ha), Califórnia (6600 ha).

Como temos vindo a demonstrar, a importância de Portugal da nossa casta de eleição não se prende tanto pela quantidade de vinha presente mas mais pela qualidade do vinho que essas vinhas dão a Portugal e ao mundo. Portugal é portanto um local de privilegiado para uma casta que gosta de calor e tem uma enorme capacidade de adaptação. Existe praticamente em todo o território nacional, segundo carta já por nós publicada, mas é no Alentejo que tem o seu lugar de afirmação e plenitude. Isto não significa, como aliás o Blogue do Syrah já demonstrou, que não existam Syrah espectaculares fora do Alentejo!

De entre as castas estrangeiras presentes em solo nacional, a Syrah é a variedade que melhor se adaptou ao clima rigoroso do Alentejo, ajustando-se facilmente aos calores de Verão, às infindáveis horas de insolação e à severidade das temperaturas estivais. Nos solos quentes e pobres do Alentejo, a nossa casta presta-se a uma consagração de vinhos enormes na dimensão e entrega, com muita fruta, alguma pimenta, outras especiarias igualmente, corpo avantajado e robusto, por vezes poderosos e alcoólicos.

Vinhos temporões na maturação, abordáveis desde muito cedo, vinhos macios e convidativos, com elevado potencial de guarda são outras das características que podemos encontrar nos vinhos desta nossa casta.

Como características gerais da casta Syrah destacamos:

  • Rendimento:
    Casta muito produtiva, mas para obter vinhos de qualidade, os rendimentos devem permanecer baixos (30 a 40 hectolitros por hectare – 5 a 6 toneladas por hectare
  • Maturação:
    Tardia, muito semelhante à Cabernet Sauvignon.
  • Sensibilidade a doenças:
    É bastante sensível aos ácaros e à podridão cinzenta, sobretudo no fim da maturação.
  • Cacho:
    Médio, compacto e cilíndrico.
  • Bago:
    Pequeno e elíptico a ovóide.
  • Película:
    Negra-azul, fina, mas resistente.
  • Cor:
    Não corada.
  • Consistência:
    Mole.
  • Interesse enológico:
    Em condições de produção satisfatórias, os vinhos obtidos são muito corados, de um vermelho intenso com matizes violetas durante a juventude. A intensidade corante é sempre muito persistente e marcante.

O potencial aromático é muito complexo, pleno de compostos florais, frutados, especiarias e animais. A Syrah origina vinhos muito ricos em taninos. A riqueza tanínica, a pujança e a amplitude do néctar fazem dele vinhos de guarda.

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Segundo o quadro que apresentamos, da responsabilidade do Instituto do Vinho e da Vinha, a casta Syrah é a 10ª mais plantada em Portugal. São em números redondos 4000 hectares o que não deixa de ser expressivo para um país tão pequeno, com uma diversidade vitivinícola tão grande e onde só há pouco mais de 20 anos a Syrah começou paulatinamente a revelar-se.

Repare-se por exemplo no Alicante Bouschet, que existe em Portugal, mais especificamente no Alentejo, há mais de um século e que só aparece em décimo segundo lugar. Mas muitas outras comparações se podem fazer e só iremos fazer mais uma, porque os leitores do Blogue do Syrah poderão entreter-se a tirar outras ilações deste ranking das castas em Portugal. A Alvarinho, a casta mãe dos vinhos verdes, só aparece na lista em décimo quinto lugar!

A casta Syrah em Portugal veio para ficar, e desse modo alterou radicalmente a essência dos vinhos tintos feitos em Portugal.
E ainda bem, porque é a razão da nossa existência e um dos grandes prazeres da nossa vida!


 

Concurso Internacional Syrah du Monde

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Devem os Syrah portugueses participar em concursos internacionais para dar a conhecer as suas potencialidades e para aumentar a sua divulgação?
Segundo o Blogue do Syrah, sem dúvida!

Mas como participar em concursos internacionais de vinhos é caro e dá trabalho, talvez seja preferível apostar no melhor concurso internacional de promoção da casta Syrah:  o concurso Internacional “Syrah du Monde”.

Trata-se do único concurso Internacional que premeia os vinhos monocasta Syrah! Por incrível que pareça não há, por exemplo, um concurso internacional Cabernet Sauvignon que é a casta mais plantada em termos internacionais, ou um concurso Internacional Chardonnay que é provavelmente a uva branca mais apreciada no mundo. Mas há um concurso internacional exclusivamente de Syrah. Por isso e pela história deste concurso vale a pena apostar na divulgação dos Syrah portugueses por esta via.

Este ano irá decorrer a décima confrontação qualitativa (a primeira foi em 2007) entre os melhores Syrah do mundo, que irá acontecer entre o dia 11 e 13 de Maio em Ampuis no castelo de Ampuis ( Cote du Rhône setentrional) em França, terra-mãe da casta Syrah.

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No site oficial do concurso internacional, estão todas as informações relevantes! Como participar, todos os vencedores dos anos anteriores, por países e medalhas, as regras de participação, etc.

E tendo em conta que já não falta muito tempo, o Blogue do Syrah vem por este meio incentivar os produtores de Syrah portugueses a participar neste concurso. Quem é que tem hipóteses de ao participar conseguir uma medalha e o reconhecimento internacional da comunidade Syrah? Segundo o Blogue do Syrah todos os Syrah portugueses que tenham obtido da nossa parte a classificação de 17 ou superior. Estão neste caso incluídos várias dezenas de Syrah que foram analisados, degustados e classificados pelo Blogue do Syrah! Vale a pena tentar! E claro, como gostos, paladares e opiniões são subjectivos, estão todos os Syrah portugueses convidados a participar. O resultado pode ser muito vantajoso!

O Blogue do Syrah estará a torcer por todos os participantes lusos deste o primeiro momento até ao alcance da merecida medalha!

Vamos nessa… e que vençam os melhores, os nossos, claro!