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Resultados do Concurso Internacional “Syrah du Monde”

Resultados do Concurso Internacional
É com redobrado prazer que o Blogue do Syrah vem, em primeira mão, anunciar os resultados do concurso Internacional Syrah du Monde , que é o concurso mais importante para a casta que diariamente aqui patrocinamos: a Syrah!

Concorreram um total de 23 países, que apresentaram 374 amostras de Syrah.
Os juízes testaram as amostras de acordo com as regras internacionais e seguiram escrupulosamente procedimentos de garantia de qualidade e isenção.
Após três dias de trabalhos, foram atribuídas 124 medalhas: 35 de ouro e 89 de prata.
Mais uma vez não foi atribuída a medalha de grande ouro e, por curiosidade, também não foram atribuída medalha de bronze.

Portugal, em grande como sempre, e para nosso regozijo, recebeu seis medalhas no total. Duas medalhas de ouro e quatro medalhas de prata.

Medalhas de ouro:

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Cem Reis Syrah de 2014

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Incógnito de 2012

 

Medalhas de prata:

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Ermelinda Freitas Syrah 2013

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Quinta do Gradil Syrah 2015

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Bombeira do Guadiana Syrah 2014

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Humanitas Reserva Syrah 2014

 

Quatro dos Syrah premiados são Alentejanos, um é de Setúbal e o outro é de Lisboa. Imensos parabéns aos premiados e o nosso agradecimento!

O grande vencedor em termos numéricos é a Austrália, com 8 medalhas de ouro e 16 medalhas de prata, seguido pela França com 5 medalhas de ouro e 22 medalhas de prata. Em terceiro lugar ficou a África do Sul com 5 medalhas de ouro e 11 medalhas de prata. Portugal, com as suas 6 medalhas, ficou em sexto lugar, lado a lado com a Itália.

As seis medalhas para Portugal igualam o mesmo número de medalhas do ano passado, apesar de ter recebido uma medalha de ouro a mais.

Mas é convicção do Blogue do Syrah que se concorressem mais Syrah portugueses maior seria o número de medalhas de ouro e de prata. Temos matéria prima para arrebatar pelo menos uma dúzia de medalhas.
Fica para o ano!


 

Capricho ou explicação histórica? O porquê das garrafas de Syrah terem 75 centilitros!

barril_syrah

Há garrafas de litro assim como há garrafas de meio litro e de 33 centilitros, mas a garrafa de Syrah mais habitual, diríamos que em mais de 95% dos casos, é a garrafa de 75 centilitros!
Porque é que isto acontece?

A explicação é a seguinte:
A origem da garrafa de 75 centilitros data do século XIX quando a Inglaterra, que sempre foi grande importadora dos vinhos de Bordeaux, não usava o mesmo sistema métrico que a França.
O vinho francês era transportado em barris de 225 litros enquanto os ingleses mediam o vinho em “galões imperiais”, correspondendo a 4,54609 litros cada galão.

Para facilitar essa transacção era preciso encontrar um número redondo: 50 galões imperiais equivaliam a 1 barril (arredondado) e os mesmos 225 litros correspondiam a 300 garrafas de 750 mililitros; ou seja, um galão imperial seria igual a 6 garrafas de 750ml. É por esta razão que, pela mesma lógica, a nossa bebida favorita é vendida em caixas com 6 ou 12 garrafas.
Tão simples quanto isto!


 

Monte Cruz, Herdade Monte do Outeiro, 100% Syrah, Alentejo, 2012

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Apesar do lançamento deste Syrah da Herdade Monte do Outeiro ser irregular – o último é de 2009 – estávamos com alguma expectativa aguardando a sua saída, devido a dois motivos. Primeiro por este Syrah, assim como o Reserva seu irmão de sangue, ser habitualmente de qualidade superior, e segundo porque os enólogos, a dupla Diogo Campilho e Pedro Pinhão, já mostraram anteriormente uma capacidade invulgar para fazerem Syrah de altíssima qualidade!

Neste nosso soberbo Alentejo encontramos perto da Vila de Portel a Herdade Monte do Outeiro, que produz o Syrah Monte Cruz, do produtor Manuel Bernardino Cruz. Syrah a 100%, como é devido, graduação alcoólica de 14%, sempre um deleite.

Conhecem-se três safras, a presente, que está em análise, a de 2009 e a de 2006. As notas de prova que escolhemos falam de um “aroma no nariz onde sobressaem notas de especiaria e frutos pretos. Em termos de paladar os taninos estão bem equilibrados e conferem uma boa estrutura.”

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E pronto, resta-nos falar um pouco de Portel, formosa vila do Distrito de Évora, sede de um município que inclui a agora famosa aldeia de Alqueva, em cujas proximidades se localiza a Barragem com o mesmo nome, e que originou a criação do maior lago artificial da Europa com cerca de 250km2 e quase 1200kms de margens. Estamos pois entre a vasta planície alentejana e a serra de Portel. O castelo, sobranceiro à vila, ergue-se majestoso no cimo de uma colina e foi construído na sequência da doação da vila por D. Afonso III a D. João Peres de Aboim, em 1261, por favores prestados, e pela sua amizade e fidelidade ao Rei. É assim que nas proximidades da Vila de Portel, muitos séculos depois, na Herdade Monte do Outeiro, se produzem vinhos de qualidade reconhecida nacional e internacionalmente.

Disse António Augusto Aguiar, “Amo a videira como a planta mais bela que a Mãe Natureza deu ao mundo”.
E então quando se trata da videira que dá ao mundo a uva Syrah, o nosso amor multiplica-se numa viagem sem fim!

Classificação: 17/20                                                     Preço: 9,95€


 

Alentejo é considerada a melhor região vinícola do mundo para se visitar!

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Foi o jornal USA Today, faz uns tempos, que apresentou esta lista com os dez melhores destinos do mundo no que ao Syrah, e vinho, diz respeito.
Aqui ficam os dez primeiros lugares:

  1. Alentejo, Portugal
  2. Okanagan Valley, British Columbia, Canadá
  3. Maipo, Chile
  4. Marlborough, Nova Zelândia
  5. Croácia
  6. Napa Valley, Estados Unidos
  7. Toscana, Itália
  8. Orgeon, Estados Unidos
  9. Hunter Valley, Austrália
  10. Virginia, Estados Unidos

As listas de escolhas mais ou menos pessoais valem o que valem, ou seja, para o próprio terá um valor inestimável, para os outros nem por isso. Com esta lista pode perfeitamente acontecer o mesmo, até porque podemos sempre questionar porque é não que entraram regiões da França, da Alemanha, da Espanha ou até mesmo da África do Sul? Em contrapartida a lista contêm três regiões dos estados Unidos, o que é claramente um exagero e ainda em segundo lugar uma região do Canadá o que não deixa de ser algo insólito! A história do Canadá em termos vitivinícolas não é por aí além…certo?

Mas vamos a toda a história!
Os especialistas Kerry Woolard e Frank Pulice do jornal USA Today divulgaram a sua lista com as 10 melhores regiões vinícolas para se visitar no mundo, e o Alentejo, em Portugal, foi cotada como a melhor.
A lista levou em conta os lugares que oferecem boas atracções, como lojas, hotéis de serviço completo, bons restaurantes e excelentes vinhos para proporcionar uma grande experiência para seus visitantes. Na opinião dos especialistas e organizadores da análise, o Alentejo foi a região mais bem cotada. “A comida no Alentejo é rústica e autêntica. Ela aproveita ao máximo o estilo de vida agrário da região”, disseram.

Para os especialistas, o destaque dado ao Alentejo deve-se ao facto de no litoral não haver opções de hotel, obrigando os turistas a encontrarem alojamentos em casas de visitantes para apreciar as lindas praias, algumas das quais são consideradas umas das mais fantásticas e belas da Europa. Outro facto importante é que a distância entre os aeroportos de Lisboa e Faro é de menos de duas horas. “O Alentejo é como uma viagem de volta no tempo para os amantes do vinho”, disseram entusiasmados.

Nós aqui no Blogue do Syrah também ficámos empolgados com a escolha, pelos mesmos motivos, e outros um pouco mais ao lado, o nosso lado. Para nós, já o dissemos várias vezes, o Alentejo, e sobretudo o Alto Alentejo, fundamentalmente o distrito de Évora, funcionam como uma terra sagrada para o Syrah! Não há Syrah menor aqui, pelo contrário, a percentagem de Syrah topo de gama é extraordinariamente mais elevada do que em qualquer outra região do país. Diríamos mais: do mundo!
Essa é a nossa missão, que levamos a cabo com empenho, dedicação, e com constantes degustações, sempre partilhando a paixão!


 

Syrah pode prevenir disfunção eréctil!

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Segundo uma pesquisa realizada em conjunto pela University of East Anglia (UEA) e pela Harvard University, os homens que possuem uma dieta rica em flavonóides têm menor probabilidade de desenvolver disfunção eréctil.

Os mais benéficos flavonóides são as antocianinas (encontradas em mirtilos, cerejas, amoras, rabanetes, groselhas e vinho tinto), as flavanonas e as flavonas (presentes em frutas cítricas).

De acordo com o professor da UEA Aedin Cassidy, “Os homens que consomem regularmente alimentos ricos em flavonóides são 10% menos propensos a sofrer de disfunção eréctil”. Os benefícios oferecidos por este tipo de dieta é semelhante ao efeito de andar rapidamente durante cinco horas semanais. De qualquer forma, a UEA é cautelosa e não aconselha o consumo excessivo de Syrah… nós sim, mas eles não!

O estudo realizado pela parceria entre as universidades da Grã-Bretanha e do EUA também constatou que uma alta ingestão de frutas está associada à redução do risco de disfunção eréctil em 14% – ou 21% quando combinada com exercício físico.

Os testes foram realizados com homens de mais ou menos 40 anos, consumidores regulares do Syrah e de uma dieta rica em frutos cítricos e os chamados frutos vermelhos, ou seja, morango, cereja e amora, entre outras.

Mais de 50.000 homens foram incluídos no estudo. Foi-lhes perguntado sobre a capacidade de ter e manter uma erecção e os detalhes de sua alimentação quotidiana. O estudo recolheu esses dados durante quatro anos. Peso corporal, actividade física, quantidade de cafeína consumida e também o hábito de fumar foram considerados no estudo.

Um terço dos homens reportou sofrer de disfunção eréctil durante o estudo. Entretanto, aqueles cuja dieta era rica em antocianinas, flavonas e flavononas (que são duas, entre seis, classes de flavonóides) eram menos propensos a sofrer desta enfermidade.
Aqueles que combinaram a dieta rica em flavonóides a uma actividade física regular apresentaram assim menor propensão à disfunção eréctil.

Mais um motivo para ter Syrah sempre à mão, para que tudo funcione bem quando tem que funcionar!


 

CEM REIS, Herdade da Maroteira, 100% Syrah, Alentejo, 2014

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Há um ano e três meses, quando falamos aqui do Cem Reis de 2012, dissemos o seguinte:
”O CEM REIS Syrah congrega em si dois aspectos que, como consumidores apaixonados pela casta, muito prezamos. Em primeiro lugar porque se trata de um Syrah de qualidade superior. Em segundo, e ao contrário do que é habitual, a maior parte da produção fica e é consumida em Portugal.”

E o dito continua a ser verdade!
Mais: tem um maior significado porque neste espaço de tempo houve vários Syrah que foram descontinuados, logo a permanência deste Syrah é preciosa devido à sua longevidade – a primeira colheita é de 2005 – e por outro lado trata-se de um Syrah topo de gama! Não se assustem com o preço! Este vinho vale todos os euros que custa!
95% da toda a produção é efectivamente para o mercado interno e somente os restantes 5% é que vão para o mercado externo. Os países são a Holanda, a Alemanha e a Suíça na Europa. Fora da Europa o Brasil e também Macau.

Produzido na região alentejana, na terra mítica do distrito de Évora, e vinificado a partir das melhores uvas de casta Syrah, este vinho estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês (70%) e em carvalho americano (30%). Tem uma graduação alcoólica de 15%. De cor violeta concentrada, notas quentes e intensas a frutos pretos maduros e especiarias. Encorpado, acidez equilibrada e com taninos bem presentes e redondos no final. Excelente acompanhamento de pratos de caça, borrego e carnes vermelhas, entre outras. Deverá ser servido a uma temperatura entre os 17º/18ºC.

O enólogo responsável é, como não podia deixar de ser, uma vez mais e sempre António Maçanita. O clima que dá origem a este Syrah é típico do mediterrâneo continental ou seja, dias quentes e secos, com noites muito frias. Os solos como já é habitual para a nossa casta são muito pobres de origem xistosa ou granítica.

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A Herdade da Maroteira está localizada no recanto da Serra D´Ossa, a 20km de Estremoz e a 35km de Évora. É uma das propriedades agrícolas pertencente a uma das famílias Anglo-Portuguesa estabelecidas na Região do Alentejo, há mais de cinco gerações. Abrangendo uma área de 540 hectares, dedica-se à preservação do montado de sobro e azinho, ao turismo, através de três unidades de alojamento, e à vitivinicultura.

No que diz respeito a este 100 Reis de 2014 somos ainda de o valorizar mais que os de 2013 e 2012. Mas as diferenças são mínimas! Mas se calhar com a nossa especialização no palato somos mais exigentes e como tal essa diferença tem que ser mostrada na classificação final.
Os marotos da Maroteira continuam em alta, os nossos parabéns!

Fernando Pessoa escreveu e poderia eventualmente ter cantado
“Não falte trigo p’ra semente.
Remédio ao doente,
nem Syrah à gente!”
Esse Syrah pode perfeitamente ser o 100 Reis desde ano, e de todos os anos!

 

Classificação: 19/20                                           Preço: 18,95€

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