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Charles Pelletier, Rosé Syrah, França

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Hoje é uma curiosidade que aqui nos trás, e apenas porque há Syrah envolvido.
Trata-se de  um espumante que encontrámos na Garrafeira Estado D’Alma, a preço acessível, feito exclusivamente de uvas Syrah, como é costume neste produtor, daí o nosso interesse.

Estamos, como já se percebeu, em França, que não é nosso território de investigação, mais propriamente na região da Burgonha, onde estes espumantes, em inglês ‘sparkling wine’, são muito populares, e em Portugal são conhecidos erradamente como champanhe. Aquele champanhe que se abre nas festas caseiras e fins de ano, sempre com o cuidado de que a rolha ao saltar da garrafa qual projéctil não parta a lâmpada. É uma alegria!

Provámos pois este brut francês, elaborado pelo método rosé tradicional, que achámos seco, como é devido, mas frutado à boa maneira Syrah, com algo de frutos vermelhos pairando por ali. Tem 11,5% de graduação e deve ser degustado à temperatura de 8º. O conjunto é leve e elegante, mesmo muito agradável. Gostámos!

Por estranho que pareça, não encontrámos presença do produtor na Internet usando os motores de busca tradicionais. Citando o rótulo, trata-se um ‘Vin Mousseux’, vinho efervescente, de uma casa fundada em 1898, especializada em espumantes de qualidade, com bolhas finas, distribuído em garrafa nobre e com raça. Pouco mais podemos adiantar, portanto, ficando como recomendação a essência pura da bebida, que convidamos a experimentarem…

Como dizia Napoleão: “Não posso viver sem champanhe, em caso de vitória mereço-o, em caso de derrota, preciso dele!”

E fica para terminar o desafio aos nossos bem amados produtores de Syrah em Portugal, que, como ideia, façam espumante, rosé ou não, a partir da nossa casta Syrah… sim?


 

Garrafeira Bacchus Spiritus, Avenida de Portugal, Centro Cívico de Carnaxide, lote 7 loja 15

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Hoje vamos falar de uma garrafeira.
Este é o segundo texto que apresentamos sobre uma garrafeira e é o primeiro texto sobre uma garrafeira situada fora de Lisboa.

O tema é relevante porque não basta falar de Syrah, é preciso dizer onde o encontrar! Portanto aqui fica desde já a indicação: se possui uma garrafeira com vários Syrah disponíveis para venda diga-nos que, sobretudo se for na zona de Lisboa, teremos todo o gosto em fazer aqui a sua divulgação.

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A garrafeira Bacchus Spiritus fica situada em Carnaxide, concelho de Oeiras, e foi inaugurada em Março de 2015. O seu proprietário, o simpático Carlos André recebe sempre o cliente com um sorriso. Mas o mais importante disto é ele próprio ser um confesso admirador de Syrah! Não descurando outros vinhos de outras castas que também se podem encontrar na garrafeira, o Carlos André tem vindo de mês para mês a apostar cada vez mais forte nos Syrah portugueses. E isso deixa-nos obviamente muito contentes!

O espaço está funcionalmente dividido em duas partes. A mais interior, a garrafeira propriamente dita, que apesar de não ser muito vasta é equilibrada, com vinhos de várias regiões e entre os brancos e tintos, para além dos licorosos. A outra parte que fica à entrada da loja, está preparada para servir petiscos aos clientes. Existe também no exteior uma pequena esplanada.

O cliente pode desta forma comprar vinhos em garrafa, para levar, mas se desejar pode logo ali fazer a sua degustação, por exemplo com um grupo de amigos, em que não paga mais por isso, ou seja só paga o preço que está marcado na garrafa. Se preferir, pode ser servido a copo, sempre a preços cativantes.

Para acompanhar, porque não convém beber em seco, existem tapas mistas de pão alentejano barrado com queijo amanteigado de Azeitão ou da serra da Estrela, presunto, paio de porco ibérico e copita. Já estamos com apetite, só de imaginar! Carlos, sem demora, traga já isso e uma taça de Syrah, se faz favor! Existe também uma tábua de enchidos mista e uma tábua de queijos portugueses. Pela hora do almoço ficam também disponíveis refeições.

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Eis os Syrah que desde logo podem ser aqui adquiridos:

Herdade da Fonte Coberta, Sociedade Agrícola Fonte Coberta, 100% Syrah, Alentejo, 2013 (A única garrafeira da grande Lisboa a tê-lo)

Santa Vitória, Casa de Santa Vitória, 100% Syrah, Alentejo, 2012
(Quase esgotado e difícil de encontrar)

Pactus, Quinta do Carneiro, 100% Syrah, Lisboa, 2007
(A única garrafeira da grande Lisboa a tê-lo)

Bombeira do Guadiana, Herdade da Bombeira, 100% Syrah, Alentejo, 2011
(Difícil de encontrar na grande Lisboa)

Herdade São Miguel, Casa Agrícola Alexandre Relvas, 100% Syrah, Alentejo, 2013
(Para muito breve…)

E estão previstos outros Syrah que irão aumentar o portefólio da garrafeira! Como se vê os motivos para uma visita à garrafeira Bacchus Spiritus são mais que muitos!

O poeta Cardoso Marta escrevia:
Da vida sábia e sem perda
Melhor exemplo não topo
Que um livro na mão esquerda
E na mão direita um copo.
Com igual fervor constante
Tua mão colide e agrega
Bons livros, na tua estante
Bons vinhos, na tua adega!

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A garrafeira Bacchus Spiritus tem um espaço interior muito acolhedor e uma esplanada bastante confortável, em que se pode ler um livro enquanto está a degustar um Syrah, integrado em espaço comercial em forma de pátio, criando uma envolvência recatada e muito calma. Está aprovada!

Classificação: 20/20


 

Cabeço Alto, Adega Cooperativa de Gouxa, 100% Syrah, Tejo, 2010

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Quando pensávamos que já não havia Syrah esquecidos no tempo, eis que Tiago Paulo, da Garrafeira Estado d´Alma, tira literalmente da cartola qual mágico, este Syrah de 2010, da Adega Cooperativa de Gouxa. Só este facto em si merece ser celebrado, por exemplo, com uma taça de Syrah, digamos!

Sobre o néctar propriamente dito, as notas de prova dizem-nos que este Syrah tem “uma cor granada com tons violáceos, um aroma intenso lembrando frutos vermelhos maduros e com um sabor complexo e harmonioso.” A graduação alcoólica é de 14%. Foram lançadas na altura para o mercado 15000 garrafas.

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A Adega Cooperativa de Gouxa, C.R.L., localizada na Quinta de Gouxa, Alpiarça, com área aproximada de 11,2 hectares foi fundada em 1962 e construída pela antiga Junta Colonização Interna, tendo sido entregue a um núcleo de Associados que por sua vez formou a primeira Direcção. Teve o seu início de actividade em 1967 já um pouco dentro do período das vindimas com reduzida entrada de uvas. No ano de 1968 laborou em bom ritmo uma quantidade bastante razoável de uvas, predominantemente brancas, provenientes dos terrenos de Gouxa (Concelho de Alpiarça) e da Charneca das Fazendas de Almeirim, onde o seu característico vinho branco resultante das Castas Fernão Pires, Boal, e Arinto, vinho tinto Aragonês, Piriquita e Alicante Bouschet e também vinho licoroso (Abafado) proveniente de mostos brancos seleccionados, são de superior qualidade. No ano de 1969 começou-se a engarrafar a título artesanal, derivado à sua grande procura. Posteriormente teve a Cooperativa de empreender um projecto de renovação de equipamento no ano 1989, o qual tem vindo a ser renovado mediante as exigências do seu fabrico e qualidade, e segue até aos dias de hoje.

O Ribatejo é terra de vinho desde o tempo remoto dos romanos. E território de alguns Syrah memoráveis. Vinhos brancos, rosés e tintos que, ano após ano, se vão afirmando no gosto dos apreciadores. A região Ribatejana é hoje uma das primeiras áreas portuguesas de produção vinícola e integra várias denominações.

Já Napoleão Bonaparte dizia que “Claramente os prazeres que o vinho oferece são transitórios. Mas assim são também os do ballet ou o de uma apresentação musical. Os vinhos nos inspiram e acrescentam muito ao prazer de viver.”

Isso é válido para os Syrah e o da Adega Cooperativa de Gouxa também cumpre esse desiderato.

Beba-se!

 

Classificação: 15/20                                                                     Preço: 6,98€

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Os melhores de 2015 segundo o Blogue do Syrah!

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Pela primeira vez aqui no Blogue do Syrah, decidimos escolher os melhores Syrah lançados em Portugal durante um ano, começando neste caso por 2015.

Atribuímos, assim, medalhas de Ouro, Prata e Bronze, e ainda uma medalha especial ao que considerámos ser o melhor Syrah quanto à relação qualidade preço.

Este painel de premiados nasceu da nossa escolha subjectiva, como teria de ser, e teve lugar num ano particularmente rico de novidades e que tornou a escolha ainda mais aliciante. O universo Syrahniano vai aumentando regularmente, para nosso, e vosso, regozijo, quase sempre com enorme qualidade, tornando esta nossa aventura um deleite quase permanente. E sem querermos, temos assim representado no pódio o país de norte a sul, Douro, Alentejo e Algarve, com passagem pelo centro lisboeta.

Vamos então aos nossos ‘Óscares‘.

 

Medalha de Ouro: MIL RÉIS

Estes marotos da Maroteira já antes, liderados por Philip Mollet, com o Cem Réis, nos tinham brindado com um Syrah de eleição que deixou marca por onde quer que tenha passado. Por isso a fasquia estava alta, mas eles sabiam o terreno que pisavam, é o Alentejo e a sua magia. Cem réis são cem réis, mas mil réis são dez vezes mais, ou seja, quando foi anunciado este novíssimo Syrah logo se imaginou que vinha aí algo de grande. E assim foi. Lançado com pompa e circunstância no Campo Pequeno, Mercado de Pequenos Produtores, imediatamente descobrimos um néctar que mais uma vez não ia passar despercebido. Foi nota 20 sem hesitar, profundo, denso, exuberante, são palavras que nos saltam do paladar. Foi uma crónica de vitória anunciada. Veneramos quem assim sabe de seu fazer!

 

Medalha de Prata : QUINTA DO FRANCÊS

A seguir colocámos, logo por baixo, um algarvio néctar, igualmente um vinte sem tirar nem pôr, igualmente sob a batuta de um estrangeiro atraído pelo encanto de terras meridionais, Patrick Agostini, que aqui conseguiu repetir a façanha de nota máxima do ano anterior. Néctar luminoso, cheio, imenso, que deixa aquela marca que não se esquece e pede uma repetição sempre com expectativa de novas descobertas. Dissemos e repetimos: é um Syrah imprescindível!

 

Medalha de Bronze: CRASTO SUPERIOR

Em terceiro lugar, chegamos a terras agora setentrionais, território de história e tradição, o nosso ditoso Douro. Mesmo não sendo Syrah a 100%, a marca 19 foi unânime em incluir tudo o que ali jaz de excelência e requinte. A nossa casta de eleição não deixou os seus créditos por mãos alheias, mesmo em terras onde não seria de prever tamanha grandeza. Cativante, aveludado, estruturado, é o que se nos ocorre quando nele pensamos, algo de superior. Está neste nosso pódio com todo o brio!

 

Melhor relação Qualidade-Preço: QUINTA DO GRADIL

Por último, decidimos atribuir uma medalha segundo o critério de relação qualidade-preço, ou seja, excelente classificação a preço convidativo, é ter muito por pouco. Eis pois este Quinta do Gradil, da região de Lisboa, expressivo, elegante e harmonioso, presente sempre que quisermos um Syrah de qualidade acima da média para uso diário!

 

Julguem de vossa justiça, provem, degustem, apreciem, opinem, e venham aqui dizer se estão de acordo ou não com esta escolha, e parabéns aos vencedores!


 

 

O Significado da Palavra Reserva

Vamos hoje variar a divagação e reflectir, ao sabor de aromas, métodos e conceitos, sobre o significado de uma sublime palavra, Reserva!

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Que, como se pode ver desde já neste eloquente exemplo, encontramos em muitos rótulos de Syrah.

Um SyrahReserva” será sempre melhor do que um “normal”? As palavras Reserva, Colheita Seleccionada ou Garrafeira são uma garantia de qualidade? É por esta vereda inquisitiva que vamos seguir.

Infelizmente, a realidade não confirma esta presunção, fica desde já marcada a nossa posição. Na verdade, este tipo de adjectivação não tem qualquer relacionamento directo com a qualidade de um Syrah. Os designativos Reserva e Garrafeira são normativos legais que em cada região determinam o período mínimo de estágio em barricas e, posteriormente, em garrafa. Não caracterizam mais nada e não existe qualquer correlação com a qualidade real. Indicações como Colheita dos Sócios, Colheita Seleccionada, Selecção Especial, Reserva Pessoal, ou outras referências, são opções de marketing sem qualquer conexão com a qualidade da bebida.

Alguns Syrah triviais, como se isso fosse possível, e de fraca qualidade, é um supor, ostentam estas palavras nos rótulos, da mesma forma que alguns dos melhores Syrah nacionais não lhe fazem referência. Por si só, estas palavras nada dizem sobre o conteúdo.

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Vejamos um exemplo recente, aqui ilustrado pelas duas partes. Acabou de sair para o mercado, como já foi noticiado pelo Blogue do Syrah, a última safra do Syrah Ermelinda de Freitas de 2013. Não está em causa a qualidade deste Syrah que mereceu pelo Blogue do Syrah a classificação de 16 em relação à safra de 2012. Mas pela primeira vez a actual safra mereceu o epíteto de “Reserva”. Ora este Syrah é produzido pela casa Ermelinda Freitas desde 2004 com safras anuais e nenhuma das anteriores safras tinha recebido este designativo. Conclusão: É somente uma questão de marketing! Fica melhor, é mais bonito, e pode levar a que as vendas sejam superiores. Contrapartidas? Nenhumas! Felizmente o preço não aumentou, pelo menos para já! Acharíamos interessante que pelo menos o produtor de alguma forma explicasse das suas opções.

O termo reserva pode significar um tudo ou pode significar um nada. Alguns países têm regras bem específicas, como Espanha e Itália, sendo a principal o envelhecimento de pelo menos 3 anos com um mínimo de 6 meses em barrica de carvalho francês. Em Portugal a palavra “Reserva” nada significa tecnicamente. É um truque utilizado no rótulo que faz um vinho comum subir de valor.
As palavras acrescentadas aos rótulos tais como “Old vine”, “Fine” e “Special”, às vezes não significa nada daquilo que se pode imaginar pela semântica.

De onde vem então o conceito de Syrah Reserva?
A ideia por trás dos Reserva muito provavelmente começou numa adega quando os produtores de vinho acharam que determinada colheita deu um Syrah que merecia ser colocado à parte por determinada características peculiares de qualidade acima da média  ou com um bom sabor vintage. Portanto fala-se de algo que foi reservado, fica em espera, merece um tempo resguardado, não é para sair já, vamos esperar, e por aí adiante.

Hoje a sugestão de Reserva significa que o Syrah tem uma qualidade maior por ter sido envelhecido. De facto é possível encontrar na maioria das casas Syrah “Reserva” lado a lado com outros mais valiosos. Infelizmente ainda há produtores que utilizam esse termo incorrectamente apenas para ganhar dinheiro ou até mesmo uma maneira airosa de criar marketing para os seus produtos.

Qual a solução? No caso dos Syrah portugueses não há problema pois o consumidor não precisa de se preocupar com reservas e afins: o Blogue do Syrah nunca valorizou em termos classificativos o facto de um Syrah possuir os ditos epítetos ou não! São outros critérios que fazem com que o Syrah tenha a avaliação que lhe damos e não somos minimamente influenciáveis pela presença do termo “Reserva”!

Terminamos em modo Hamlet: Reserva ou não Reserva, eis a questão!


 

Resultados da Campanha para angariação de Subscriptores!

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Estamos finalmente a anunciar de forma oficial os vencedores da campanha para angariação de subscriptores que decorreu aqui no Blogue do Syrah durante o mês de Dezembro. Campanha esta que consideramos um sucesso, pois conseguimos atingir, e ultrapassar, o objectivo de chegar aos 100 subscriptores.

Colocámos a concurso duas garrafas de Syrah. Uma delas, a sortear entre os nossos actuais subscriptores que indicassem novos subscriptores do Blogue, é  um Dona Dorinda de 2012, ao qual atribuímos a classificação máxima, 20 valores, e que se encontra já esgotado. E o vencedor é Francisco Bastos, de Leça da Palmeira, a quem desde já damos os parabéns, e que continue a acompanhar-nos nesta aventura prazerosa!

Infelizmente em relação ao segundo prémio a atribuir aos novos subscriptores, independentemente de terem sido ou não recomendados, uma garrafa de Quinta da Caldeirinha, 2009, outro Syrah de excelência, biológico, classificação 19 valores, safra que neste momento está quase em fim de carreira, ainda não conseguimos obter resposta do premiado, do qual apenas possuímos o endereço de correio electrónico e que já foi por nós contactado com insistência por esse meio. Iremos aguardar mais um mês antes de dar o prémio como não reclamado.

Damos assim por encerrada temporariamente a campanha, e se por acaso recebermos notícias do segundo contemplado, aqui estaremos para o comunicar.

Um sentido agradecimento a todos os que participaram!