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Cepa Pura, Quinta do Montalto, 100% Syrah, Lisboa, 2013

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Na região vinícola de Lisboa, em atitude ecológica, estamos hoje aqui para apresentar um Syrah biológico, na sua primeira safra, de 2013. Cepa Pura! – o nome é atraente- um Syrah de 14,5% de graduação alcoólica, elaborado pela Quinta do Montalto. Obtido a partir de uvas seleccionadas, teve um estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês e americano. É um Syrah fresco, de bom aroma, com fruta madura e um perfil arredondado. Apreciámos o bom equilíbrio de boca, com taninos suaves e uma boa vocação gastronómica, certamente adequada em elevado grau para acompanhar um bom repasto de ingredientes igualmente biológicos.

Ressalva tem de ser feita desde já, pois apesar de existir um site bem documentado em termos da história da quinta e alguns dos vinhos produzidos, sobre o nosso Syrah não tem absolutamente o que seja que nos oriente no nosso trabalho de divulgação sobre o mesmo! Trata-se de um autêntico incógnito, no sentido literal da palavra. Não há foto, não há ficha técnica, notas de prova, nada! Incompreensível! Como dar a conhecer então este Syrah? Felizmente existe o Blogue do Syrah para tirar o Cepa Pura da clandestinidade!
Adiante.

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A Quinta do Montalto, pertencente à mesma família há 5 gerações, possui na sua totalidade cerca de 50ha, entre vinhas, olivais, pomares e florestas, formando um magnífico mosaico na paisagem.

Inserida na grande região vitivinícola de Lisboa, os cerca de 15,5 ha de vinhas implantadas em encostas de solos argilo-calcários com excelente exposição solar, produzem vinhos com direito à Denominação de Origem Encostas D’Aire.

Localizada no centro do país na região de Ourém, perto de Fátima, e com uma longa tradição vitivinícola, a Quinta do Montalto possui uma grande variedade de castas, sendo a Aragonez e a Fernão Pires as mais representativas das uvas tintas e brancas, respectivamente. Existem também encepamentos de Touriga Nacional, Trincadeira, Baga, Alicante Bouchet, Castelão, Moreto, Cabernet Souvignon, Arinto, Rabo de Ovelha e Olho de Lebre.

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Não descurando as preocupações ambientais, todas as culturas na Quinta do Montalto são, desde 1997, conduzidas e tratadas obedecendo às normas de Agricultura Biológica com o controlo da ECOCERT-PORTUGAL, ou seja, não são utilizados adubos químicos, herbicidas, insecticidas, fungicidas e outros produtos químicos de síntese.

A Quinta do Montalto já ultrapassou em décadas a idade centenária. Mantendo-se ao longo dos tempos sempre ligada à família Gomes Pereira, as diferentes gerações que a cuidaram souberam, como veremos adiante, marcá-la ao longo do tempo com um cunho próprio, cada uma delas por si só introduzindo benefícios em toda a propriedade que muito contribuíram para a valorizar.

Na evolução das três últimas décadas, face a implicações de políticas agrícolas bem como às progressivas carestia e carência do pessoal rural, surgem várias tentativas de rendibilizar estes 50 ha. Se a opção lógica apontava a pecuária, foi esse o sentido enveredado na busca de algum provento.

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É precisamente na alvorada do milénio que surge a quarta geração constituída segundo o nome “Herdeiros de Filipe Gomes Pereira”. Englobada também nessa designação desponta já uma quinta linhagem, plenamente vocacionada para novos desafios.

Convertidos à Agricultura Biológica, com investimento em novas castas, apostou-se na quantidade e qualidade do plantio e replantio da vinha. A horticultura dá os primeiros passos na busca da excelência dos produtos. Apesar dos vinhos, já devidamente premiados, serem ao momento uma realidade adquirida, ainda é cedo para futurologias. No entanto a Quinta do Montalto em termos de vinhos está bem encaminhada não podendo continuar a descurar aspectos que parecem ser de somenos importância mas que no conjunto ajudam a fazer a diferença.

Daí também a citação que hoje apresentamos do historiador Arnold Toynbee:
“Qualquer um que conheça a sua própria história certamente conhece os seus vinhos.”
Daí a necessidade de os divulgar!

 

Classificação: 15/20                                                     Preço: 7,50€


 

Tributo, Rui Reguinga, 85% Syrah, 10% Grenache, 5% Viognier, Tejo, 2012

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No Tejo, desta vez, para tomarmos conhecimento do projecto pessoal de um enólogo bem conhecido do mundo vitivinícola português, Rui Reguinga, que a partir de 2004 decidiu arriscar criando o seu projecto pessoal.

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Este vinho regional do Tejo, produzido a partir das castas Syrah (85%), Grenache (10%) e Viognier (5%), é feito bem à maneira dos franceses do Vale do Rhône, assumidamente. As notas de prova apresentam este Syrah da seguinte maneira: “De cor rubi, apresenta um aroma de grande intensidade, complexo, com notas de fruto vermelho maduro e amoras e um toque balsâmico da barrica. Paladar equilibrado, muito elegante, com uma boa acidez. Final longo, com uma agradável persistência. As características que melhor defendem este néctar são a elegância, equilíbrio e complexidade, apresentando-se com grande potencial de envelhecimento.” Tem graduação de 14,5%.

Não estamos em presença de um Syrah a 100%, como exigimos e apreciamos, mas reconhecemos e aceitamos a herança cultural importada da nobre região onde foi beber a sua génese. Nas palavras do enólogo:  “Um projecto sentimental, plantado em 1 hectare dado pelo meu pai, para “experimentar”. Este é um pequeno projecto pessoal, de apenas 2.000 garrafas. O vinho que idealizei fazer para mostrar um “caminho” diferente aos vinhos tintos ribatejanos: complexos, frescos, suaves e elegantes. Iniciado em 2001 com a plantação da vinha na Charneca de Almeirim, em solos muito pobres com calhau rolado. Com castas inspiradas na Cotes de Rhône: Syrah, Grenache, Mourvèdre e Viognier, pouca tecnologia e barricas “premium” de carvalho francês. Em todo o processo de selecção dos solos, preparação do terreno, plantação da vinha, o meu pai, vitivinicultor toda a sua vida, teve um papel fundamental. Infelizmente não viveria o suficiente para ver este sonho realizado. Por isso este vinho ganhou um significado diferente. E o seu nome: Tributo.”

O resultado teria que ser um Syrah “composto”, de qualidade!

Em 2006 Rui Reguinga deu à luz um outro Syrah, também do Tejo, hoje esgotado, uma edição especial, em associação com um restaurante da capital, o Gemelli, do chefe Augusto Gemelli, que era outro Syrah à moda dos franceses, Syrah e Grenache, 85% e 15% respectivamente, e como dizia o vinho “Duas castas, dois ingredientes. Um lote, uma receita.Os aromas, os sabores.”

Rui Reguinga acredita que é o terroir que está na raiz de tudo. Como ele diz: “Acredito que qualquer casta no terroir ideal pode produzir grandes vinhos…”

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Rui Reguinga foi eleito “Enólogo do Ano” pela Revista de Vinhos, conquistou vários troféus e medalhas de ouro com os seus vinhos, e tem sido membro do júri em várias edições das prestigiadas provas como o “International Wine Challenge”, “Decanter World Wine Awards” e “Concours Mondial de Bruxelles”.

Rui Reguinga nasceu em 1966, em Almeirim, no Ribatejo, numa família com raízes no mundo do vinho. Filho e neto de vitivinicultores, cresceu com o sonho de prosseguir uma carreira na área. Esta vocação ganhou forma ao licenciar-se em Engenharia Alimentar pelo Instituto Superior de Agronomia em Lisboa. Seguiu-se uma pós graduação em Marketing de Vinhos na Universidade Católica do Porto e uma especialização em “Dégustation des Vins” pela Universidade de Bordéus.

Em 1990 estagiou na região de Champagne. Pouco depois iniciava um intenso percurso como enólogo consultor ao lado de João Portugal Ramos, na Consulvinus. Aí, ao longo de uma década, destacou-se no trabalho para conceituadas marcas nas grandes regiões vitícolas portuguesas.

Em 2000 fundou a Rui Reguinga Enologia. Hoje é pois responsável por vários projectos e parcerias de sucesso em Portugal e no mundo. As visitas profissionais levaram-no a regiões vitivinícolas por todo o mundo na Austrália, Nova Zelândia, Califórnia, Argentina, Chile e Ásia. Mas é à produção dos seus próprios vinhos e aos terroir de origem do Velho mundo que retorna sempre, com saber acumulado e uma dedicação muito especial.

Ao escrever este texto sobre Rui Reguinga, a propósito dos dois Syrah que fez, recordamos as palavras da egrégia actriz francesa Sarah Bernhardt, quando dizia:
“Suas palavras são meu alimento, sua respiração o meu vinho.”

Eis-nos pois ante um Syrah de qualidade, muito bem feito, apesar do preço algo elevado!

Uma nota final, para indicar que a composição deste Syrah, em termos de proporção das diversas castas que o integram, e tal como dizemos no texto, foi retirada do rótulo da garrafa. Porém, como se pode ver na respectiva ficha técnica reproduzida abaixo, há uma divergência em relação à referida composição. A ser assim este Syrah não poderia ser considerado como tal, já que por lei, para ser um monocasta, a casta maioritária dever ser de pelo menos 85%. Vamos pois assumir a garrafa como referência.

Classificação: 17/20                                                     Preço: 20,00€

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Monte da Cal, 100% Syrah, Alentejo, 2009

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No Alentejo estamos para mais uma vez apresentarmos um Syrah de qualidade, e que não deixa os seus pergaminhos por mãos alheias. Trata-se, como já perceberam, do Syrah de Monte da Cal. “O Monte da Cal Syrah tem aromas a frutos maduros a amora e cereja preta. Na boca tem corpo e taninos bem integrados. O final é longo.” A graduação alcoólica é de 13,5%.

Segundo o produtor “acompanha bem peixes assados no forno, carnes vermelhas grelhadas ou estufadas, caça não muito condimentada e queijos bem estruturados.”

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A Herdade de Monte da Cal, propriedade localizada no concelho de Fronteira, Norte do Alentejo, dispõe actualmente de uma área de 100 hectares de vinha, plantada com as castas tintas Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet, Alfrocheiro, Touriga Nacional  e naturalmente Syrah e as brancas Antão Vaz, Viognier, Arinto e Chardonnay. Paralelamente, a empresa, integrada no grupo português Global Wines, compra uvas a diversos viticultores na região. A moderna adega foi inaugurada em 2008, bem como as instalações de enoturismo, um elemento fundamental para reforçar a visibilidade dos vinhos. O projecto visa produzir quantidades importantes de vinhos de qualidade, com preços competitivos, para além de alguns topo de gama, direccionados a nichos de mercado.

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Falando um pouco mais da história desta herdade, em 2003 a Dão Sul avançou com a produção de vinho na Herdade Monte da Cal, em S. Saturnino, concelho de Fronteira. Mas a aposta da Herdade Monte da Cal na região não passa apenas pela produção de vinhos. Em 2007, iniciou-se a construção de uma nova adega, desenhada não só para a produção de vinhos de qualidade mas também para disponibilizar todas as condições para a realização dos mais variados eventos associados ao enoturismo, desde visitas à adega, vinhas, provas e cursos, entre outros. A arquitectura e a decoração deste novo espaço estão profundamente marcadas por influências árabes, relembrando um dos povos mais influentes na cultura portuguesa, particularmente no Sul do País, e traduzindo-se numa envolvente fresca e acolhedora.

Fundada em 1990, a Global Wines alia a confiança no potencial dos vinhos portugueses à aposta no enoturismo. O Dão foi o berço dos primeiros sucessos, lançando as bases deste projecto ambicioso.

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Hoje o espírito empreendedor e a experiência acumulada da Global Wines presidem a um universo de regiões tão distintas como a Bairrada, Douro, Lisboa, Dão, Vinho Verde e Alentejo. E estende-se além fronteiras, no Brasil. O sucesso da Global Wines assenta na reconversão de vinhas e no cuidado processo de vinificação em adegas concebidas de raiz.

O terroir do Norte Alentejano permite fazer vinhos mais frutados, concentrados e com uma acidez mais elevada. A vinha foi preparada para vindima mecânica adega foi dimensionada acima da produção actual, já a pensar na expansão de vinha futuramente.

Rodeada pela tranquila paisagem norte alentejana, a estrutura insere-se perfeitamente dentro do imaginário de um local calmo e de tradição, onde cada dia se passa sem pressas e com tempo para desfrutar o que de melhor a vida tem.

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E para acabar a citação que se impõe, com a nossa devida alteração, por quem sabe o que diz, de Fernando Cortês:

“O Syrah é um produto aliciante e, quando falamos dele, ficará sempre algo por dizer.”

Por aqui nos ficamos então, que o que ficou por dizer será lido numa taça de ambrosíaco Monte da Cal!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 9,90€

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Bridão, Adega Cooperativa do Cartaxo, 100% Syrah, Tejo, 2012

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No Tejo profundo onde nos encontramos hoje, também podemos dizer Ribatejo, temos um Syrah que esteve esgotado algum tempo mas, com a presente safra de 2012, está de novo entre nós, felizmente! Por coincidência na mesma altura a Adega Cooperativa do Cartaxo foi distinguida com o prémio “cooperativa do ano 2014” pela Revista de Vinhos.

Este Syrah tem 14% de graduação alcoólica e as notas de prova dizem-nos que é “escuro na cor, revela aromas compotados de ameixa e amoras maduras, com leves notas de baunilha. Bem estruturado, muito redondo, maduro e quase doce no final suave nuances de compota e chocolate.”

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Fundada em 1954, a Adega Cooperativa do Cartaxo tem raízes numa região onde existem referências à actividade vitivinícola anteriores ao século X. Desde então a Adega Cooperativa do Cartaxo funcionou até 1974 nas instalações da Junta Nacional do Vinho, hoje convertida no Instituto do Vinho e da Vinha, no Cartaxo. Há mais de duas décadas, a Adega inaugurou as actuais instalações, onde labora desde então, sempre à procura do reforço da capacidade humana e tecnológica ao serviço da melhor produção vinícola. A afamada região vitivinícola do Ribatejo, hoje chamada de Tejo, integra a sub-região do Cartaxo e confere à produção da Adega Cooperativa do Cartaxo a denominação de Vinho Regional e DOC do Ribatejo. Genuínos, típicos e autênticos, os vinhos da Adega Cooperativa do Cartaxo servem com excelência dois desígnios importantes: grau de qualidade e a satisfação e reconhecimento dos apreciadores de vinho.

O actual sucesso dos vinhos deve-se, segundo o Director Executivo, Fausto Silva, à estratégia de crescimento sustentado suportado pela crescente qualidade das uvas que os associados entregam na adega, ao investimento feito na modernização e na importância dada aos mercados e seus consumidores . “Há uns anos desafiámos os nossos sócios a produzirem uvas com maior qualidade e isso tem-se reflectido na qualidade dos vinhos que produzimos. Também o facto de termos um excelente conhecimento enológico, contribuiu para o desenvolvimento e crescimento na qualidade dos vinhos da Adega do Cartaxo, fundamental para que cada vez mais os consumidores reconheçam e procurem as nossas marcas”, afirma.

Fausto Silva, que ocupa o cargo há vinte anos, lembra que a Adega Cooperativa do Cartaxo produz cerca de oito milhões de litros de vinho por ano e que 75 por cento da produção é constituída por vinho tinto proveniente na sua quase totalidade de vinhas aptas à produção de uvas para vinho regional e DOC.

Os vinhos ali produzidos têm tido maior procura nos últimos anos graças ao aumento da sua qualidade média acompanhada de uma atitude de gestão orientada para o mercado. “O sector dos vinhos ganhou maior dinamismo, os hábitos de consumo mudaram. Existe uma maior exigência de qualidade por parte de quem compra e de quem consome. Há mais acções de comunicação e promoção e a distribuição melhorou, tornando-se mais comunicativa e agressiva, o que contribuiu para proporcionar mais e melhores opções aos consumidores e ao maior interesse e conhecimento do mercado em relação aos vinhos”, justifica. “Nós, Adega do Cartaxo, temos de acompanhar as tendências, ameaças e oportunidades do mercado e adequar as nossas estratégias a essa realidade”.

Os responsáveis da adega investiram na modernização do edifício, que apresentava limitações, para corresponder às novas exigências do negócio. O antigo escritório foi demolido para se construir uma nova linha de engarrafamento. As instalações foram reajustadas e os serviços administrativos e recepção, inaugurados o ano passado, foram construídos à entrada da adega. No mesmo edifício, a loja e sala de provas estão praticamente concluídas, faltando apenas algumas “burocracias” para poderem entrar em funcionamento.

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“A modernização da adega foi fundamental para o desenvolvimento e evolução dos nossos vinhos. Tivemos que nos adequar às exigências do mercado de forma a termos um produto e uma imagem de marca que dê garantias e confiança a nós empresa, aos nossos parceiros e aos nossos consumidores”, sublinha o director executivo. “Fazer marca e aumentar notoriedade, é um processo que leva o seu tempo e tem os seus custos. Temos essa consciência e tentamos fazê-lo de forma sustentada e com humildade, ainda para mais sabendo a realidade económica do país, mas temos a ambição de quem sabe o potencial que a empresa e a região têm e que de igual forma sabe que o trabalho e a dedicação são determinantes para o sucesso”.

Desde 2005 que a aposta tem sido mais incisiva na internacionalização. A Adega do Cartaxo exporta para vários mercados destacando-se França, China, Brasil, Estados Unidos da América, Suíça, Luxemburgo e São Tomé e Príncipe. Outros mercados menos representativos mas também importantes são a Holanda, Alemanha, Moçambique, Angola, Giné Bissau e Nigéria.

Nos últimos 5 anos os vinhos que mais têm crescido em vendas são o Xairel e o Plexus. No entanto, a marca Bridão, onde se integra com galhardia o nosso Syrah, continua a ser a marca estrela da adega, com uma gama de oferta de vinhos bastante diversificada e cada vez mais referenciada. Entretanto, como reflexo do crescimento da qualidade dos vinhos produzidos, foram recentemente reconhecidos com prémios em concursos nacionais e internacionais vários vinhos desta marca. A título de exemplo, o vinho Bridão Tinto Reserva 2011 já conquistou três medalhas de ouro em concursos internacionais e o Bridão Clássico uma medalha de ouro e uma medalha de prata, também em concursos internacionais.

E hoje acabamos com uma citação de um homem da música clássica, Johann Strauss:
“Um valsa e um vinho, sempre pedem bis.”
Podemos igualmente asseverar, ao som de uma valsa vienense e em boa companhia, que apenas uma taça de Bridão a maior parte das vezes não é suficiente!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 4,60€


 

Fernão Pó, Adega-Winery, 100% Syrah, Setúbal, 2013

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Na península de Setúbal, o nome Fernando Pó, freguesia de Palmela, é incontornável quando se fala de vinhos. E como falar em vinho para nós é falar de Syrah, aqui vamos então para encontrar um Syrah recente, de 2013, com o nome marinheiro e peregrino de Fernão Pó.
Antes de passar ao que nos interessa propriamente dito, achamos interessante falar deste explorador e navegador do século XV, que dá o nome ao nosso néctar, reinava D. Afonso V, que descobriu as ilhas no Golfo da Guiné, que como tal levam o seu nome, assim como mais algumas ilhas e fundando povoados, existindo neste caso um Fernão Pó em Portugal, aliterado para Fernando, onde germina o nosso Syrah de hoje, e outro na Serra Leoa, imagine-se. Descendentes deste nosso navegador ainda vivem por cá, mas também em Cuba e Estados Unidos.

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Estamos pois em solos arenosos, banhados por clima mediterrânico. Em termos de vinificação, a fermentação acontece em cuba troncocónica a temperatura controlada entre 25º a 28ºC, remontado 4 vezes dia, com jacto manual e temperatura controlada. Dizem as notas de prova que este Fernão Pó possui “Média concentração, aroma com frutos negros e leve nota de pimenta preta. Macio e fácil na boca, boa acidez, taninos macios, tudo apontando para consumo imediato. Tem carácter gastronómico.” A graduação alcoólica é de 14%. O produtor aconselha a beber já ou guardar de três a cinco anos.

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A Adega Fernão Pó é uma empresa familiar de Fernando Pó, outra maneira de referir o mesmo nome, concelho de Palmela, resultado da junção das famílias Freitas e Palhoça. Ligadas à viticultura e produção de vinho há gerações, reúnem dois ramos da história vinícola de Fernando Pó. Os Freitas, antigos proprietários da região. Os Palhoças, descendentes da cultura “caramela”, vindos do norte de Portugal que se estabeleceram em “Foros” na região. Nos anos 50 Aníbal da Silva Freitas fundou a Adega. Em 1990, com o seu genro Custódio, lançou o primeiro vinho de marca própria. Hoje produz cerca de 660 mil litros de vinhos de vinhas próprias.

A planície de Fernando Pó é conhecida pela qualidade das suas uvas. Dividida em pequenas quintas desde a chegada do caminho-de-ferro em 1861, distingue-se pela camada de areias macias, a cobrir o solo de barro. O microclima temperado pelos rios Tejo e Sado protege e facilita a maturação perfeita das uvas. O resultado são vinhos conhecidos pela boa estrutura, corpo, cor e principalmente aromas. Vendidos a granel na região ou para adegas de outras lugares do país. Até de Espanha vinham buscá-los para lotear os seus vinhos.

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Na Adega Fernão Pó a escolha de castas tem sido por experimentação, em busca de um perfil de vinhos genuíno, complexo e gastronómico. Nos 60 hectares de vinhas da família destacam-se 34 hectares de Castelão, a casta de eleição da região. Mas também a apimentada Cabernet Sauvignon, que aqui amadurece bem, e ainda Touriga Nacional, Merlot, Alicante Bouschet, Tannat e Syrah. Nas castas brancas, a popular branca Fernão Pires, Síria, Verdelho, Viozinho e Moscatel.

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A família Freitas e Palhoça procura aliar a tradição ao melhor da tecnologia moderna. A Adega foi alvo de constantes melhorias ao longo do tempo, tendo capacidade de transformação de cerca de 1000 toneladas de uvas. E inclui preocupações sociais e ambientais, como a adesão aos programas Wine in Moderation e ao Business and Biodiversity, para além de produzir uvas com certificação ambiental.

Tradicionalmente vendido à porta da adega a pessoas vinham de variados lugares, como já dissemos, para aí demandar por vinhos bons e baratos para se abastecerem para o mês. Chegavam ao fim de semana, partilhavam histórias e petiscos. E nalguns casos ficavam amigos.

Segundo o enófilo João Filipe Clemente:

“Todo o grande vinho é caro, mas nem todo o vinho caro é grande!”

O Fernão Pó Syrah não é um grande Syrah, e também não é um Syrah caro, mas é um genuíno Syrah, nascido nas areias de Fernando Pó.
Segundo o seu produtor, companhia ideal de bacalhau, massas e queijos amanteigados, e seguramente também de algo vegan, diríamos alguns de nós.
Não duvidamos. Publique-se!

Classificação: 15/20                                                     Preço: 3,89€

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Monte da Ravasqueira, 97% Syrah, 3% Viognier, Alentejo, 2012

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Em Arraiolos, Alentejo, flanando pela planície cor de ouro, matizada de verde, sobreiros e rebanhos, vamos encontrar hoje um Syrah elegante e profundo, mas sem a complexidade que tanto apreciamos, especialmente nesta região, devido certamente à inclusão de 3% de Viognier, tão do agrado dos franceses do Vale do Rhône. Para nós, Blogue do Syrah, sempre que se nos depara algo diferente do 100%, a palavra a usar é infelizmente, mas claro que aceitamos a opção do enólogo, com a devida ressalva.

Trata-se da primeira safra deste Syrah que assim veio enriquecer a marca Monte da Ravasqueira. Foi a  vindima de 2012 que deu origem ao primeiro vinho destas duas castas produzido no Monte da Ravasqueira.

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97% Syrah, 3% Viognier, é o rácio, logo é um Syrah legal, que acontece sempre que há na sua composição pelo menos 85% da casta maioritária. As uvas de Viognier foram vindimadas tardiamente e congeladas à espera da vindima de Syrah. Foram deixados apenas dois cachos por cepa de forma que as uvas de Viognier ganhassem concentração aromática. O Syrah é originário da parcela Vinha das Romãs, mas de zonas distintas, e seleccionadas para o perfil deste vinho.

As notas de prova dizem-nos que possui ”Cor negra e densa. Nariz com mescla de pimentas, frutos vermelhos maduros, alcatrão e leve pêssego e damasco. Mineral, cheio de volume, taninos em constante equilíbrio com a acidez viva e vibrante. Complexo com notas de moca, café e bolacha. Taninos finos constantes com prolongamento mineral e mentolado.” O teor alcoólico é de 13,5%.

Ligado há várias gerações à família José de Mello, o Monte da Ravasqueira está localizado no concelho de Arraiolos, a uma hora e pouco de distância de Lisboa, ocupando uma vasta área de paisagem tipicamente alentejana, cuja gestão e exploração é assegurada pela Sociedade Agrícola D. Diniz, SA.

Dotado de excelentes condições geológicas e climáticas para a produção de vinho, o Monte da Ravasqueira foi objecto de um forte investimento na plantação de vinha, bem como em equipamentos enológicos e instalações meteorológicas e fitossanitárias.

Os investimentos realizados compreendem igualmente um conjunto de infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento de um projecto de enoturismo.

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Assumindo o compromisso de produzir vinhos de qualidade distintiva, o Monte da Ravasqueira desenvolve também um conjunto de outras actividades ligadas à cortiça, azeite, mel, criação de gado bovino e engorda de porco preto alentejano.

Herdade da Ravasqueira, vinho, herdade dos Mello

O Monte da Ravasqueira oferece uma grande diversidade de vinhos resultante de 29 talhões de vinhas. Dispõe, no âmbito do seu projecto de Enoturismo, de uma importante colecção particular de arreios e atrelagens de diferentes épocas e estilos da coudelaria que existiu, durante largos anos, no Monte da Ravasqueira.

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Inspirada em Napa Valley, na Califórnia, a adega do Monte da Ravasqueira está dotada da mais avançada tecnologia. É totalmente gerida através de um programa informático desenvolvido por especialistas locais. Dispõe também de sala de reuniões e sala de provas.

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A herdade dispõe de uma área total de vinha de 45 hectares, a maioria dos quais plantados em solos argilo-calcários com afloramentos graníticos. Este tipo de solos tem médio poder de retenção de água em profundidade, sendo extremamente necessário, mesmo nos meses de maturação, efectuar rega gota-a-gota de forma a garantir um adequado fornecimento de água e sais minerais, o que constitui um factor essencial e crítico para a qualidade das uvas do Monte da Ravasqueira. Faz parte da Rota dos Vinhos do Alentejo.

Herdade da Ravasqueira, vinho, herdade dos Mello

Com uma produção anual de cerca de 1.000.000 garrafas, o Monte da Ravasqueira realizou a sua primeira vindima em 2001, comercializando actualmente no mercado nacional e de exportação as marcas Prova, Calantica, Fonte da Serrana e Monte da Ravasqueira.

Exporta para vários países da Europa e do mundo como por exemplo Alemanha, Bélgica, Irlanda, Pólónia e Reino Unido. Fora da Europa exporta para Cabo Verde e Angola. Estados Unidos, Canadá e Brasil são outros países para onde o Monte da Ravasqueira exporta. Também para vários destinos na Ásia.

Vem aqui a propósito referir a excelente presença na Internet por parte da herdade, com um site pleno de informação actualizada, imagens com boa resolução, fáceis de descarregar, como se pode ver, facilitando desta forma muito o trabalho cá dos escribas, que se interessam não só pelo Syrah em si, como por toda a história, cultura e técnica por detrás de cada garrafa. Um exemplo a seguir por outros produtores.

Pedro Pereira Gonçalves, Enólgo, Monte da Ravasqueira, vinho

Foi pois assim que soubemos que as vinhas, com uma média de idade de dez anos, são conduzidas em cordão bilateral com o objectivo de optimizar a exposição solar, a maturação e a qualidade das uvas. Uma das particularidades dos vinhos brancos do Monte da Ravasqueira é o facto de serem todos vindimados à mão para caixas de 20 kg, permitindo vindimar um mesmo talhão duas vezes, apanhando uvas mais frescas em termos de acidez mais cedo e uvas mais maturadas com outro perfil aromático, uns dias mais tarde. Este procedimento permite a obtenção de diferentes lotes na adega. Toda a vinha está plantada em encostas com declive variável, o que proporciona uma variabilidade de equilíbrios e que permite, todos os anos, seleccionar as melhores zonas para cada vinho que se pretende produzir.

Uma vez Beethoven disse:
“Depois de um árduo dia de trabalho, uma taça de Syrah é um conforto.”
Não disse exactamente assim, mas podia ter dito.
O Syrah do Monte da Ravasqueira pode ser perfeitamente uma boa opção quer para o sexo masculino como feminino. Como tínhamos que o dizer, dissemos.

E assim nos vamos por hoje, acompanhados de uma reconfortante taça de Ravasqueira formato Syrah, ainda que não integral!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 12,50€

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