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Casal Castelão, 100% Syrah, Lisboa, 2007

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Das vinhas a norte de Lisboa, na antiga região vitivinícola da Estremadura, nasceu este Syrah, para assim estarmos aqui a contar a sua história. Única safra desta quinta familiar, o Syrah encontrou nas vinhas do Casal Castelão todas as condições ideais  à sua produção.

Na família desde 1907, o Casal do Castelão é uma propriedade familiar que tem como única actividade a vitivinicultura.

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Aliando tecnologias enológicas de vanguarda ao saber e tradição de gerações, a herdade cria vinhos de qualidade respeitando a pureza das castas.

Localizado junto à costa atlântica a norte de Lisboa, o Casal Castelão apresenta-se no mercado como um defensor das características particulares de cada casta.

Através de uma vinificação tradicional em que o vinho fica em contacto com a película durante, no mínimo, dois meses, extraindo assim da uva todo o seu potencial.

Os vinhos dão a conhecer todas as características de algumas das mais prestigiadas castas nacionais e internacionais.

Já agora, é preciso dizê-lo, não deixa de ser simpático que esta quinta de pequena dimensão fundada em 1907  tenha comemorado os 100 anos de existência precisamente com este nosso Syrah de 2007.

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Os vinhos do Casal Castelão são vendidos para o mercado externo nomeadamente para Pernambuco no Brasil, a Estónia, o Luxemburgo, a China e a Polónia.

Este Syrah, de cor rubi e aroma frutado, surge-nos, segundo as notas de prova, “cheio de corpo, bem estruturado, sofisticado com um final de boca persistente e prolongado. Podem ainda ler-se tons de fruta preta discreta, pimenta e outras especiarias. Na boca um pouco ligeiro, com acidez viva, final saboroso.” Tem uma graduação alcoólica de 13%. Sozinho ou acompanhado é ideal para pratos de caça, carnes vermelhas e queijos, como aliás qualquer Syrah.

Um vinho simples mas bem feito, para o dia a dia.

Como o leitor já percebeu há muito, e é fácil de entender, nós aqui no Blogue do Syrah só tratamos de vinhos de monocasta Syrah e é nessa qualidade de enófilos que nos apresentamos. Ninguém poderá dizer, como Leon Adams, jornalista americano e co-fundador do Wine Institute, que “Qualquer um que tente fazer você acreditar que sabe tudo sobre vinhos é, obviamente, um farsante”.
Nós sabemos do que sabemos, bebemos e apreciamos, e mais não nos é pedido!

E assim nos vamos, que mais uma vez, como se pode constatar, a informação disponível sobre este Syrah não é muita. Aqui fica pois o ensejo de que os nossos estimadíssimos produtores de Syrah se empenhem mais na partilha de informação sobre os seus produtos, sobretudo através das respectivas páginas web devidamente actualizadas. Se não for possível, também não se preocupem muito: o importante mesmo é o Syrah!

Classificação: 15/20                                                     Preço: 7,70€


 

Monte do Roseiral, Reserva, 100% Syrah, Lisboa, 2012

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Eis-nos perante a primeira safra deste Syrah de Lisboa, Monte do Roseiral de seu nome, reserva de 2012 e, como nós preferimos, a 100% da nossa casta de eleição.

Estamos em Bucelas, região vitivinícola bem mais conhecida por outro tipo de vinhos. Mas a estrela aqui e agora é este Syrah, cujo engarrafamento se efectuou em Outubro de 2013 e com uma produção de 3600 garrafas de tipo bordalesa.

O processo deu-se a partir da fermentação em cubas de inox com temperatura controlada a 28ºC e breve estágio em madeira. O enólogo foi o engenheiro Carlos Canário.

As notas de prova deste Syrah apontam “uma cor granada concentrada com um aroma intenso a cereja e especiarias com os taninos bem integrados. O paladar mostra um corpo cheio, aveludado com final longo e persistente.” Tem uma graduação alcoólica de 14%.

Em termos de conservação as garrafas devem estar deitadas em local arejado e escuro, entre 12 e 13ºC e 60% de humidade relativa. O consumo pode ser imediato ou nos próximos oito anos. Diz-nos o produtor que este Syrah deve ser servido a uma temperatura de 15ºC, e é ideal com pratos de carne vermelha, caça, assados no forno, queijos fortes e Foie gras.

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As informações que conseguimos reunir são escassas mas dizem-nos que este Reserva só será produzido apenas nos melhores anos, a partir de uvas da casta seleccionadas, de vinhas plantadas em encostas suaves e soalheiras, em solo argilo-calcário e beneficiando da influência atlântica. Com surge de um curto estágio em madeira, é um vinho de charme bastante equilibrado.

E a propósito da módica informação disponível nos canais habituais sobre esta herdade e respectiva produção, já referimos,  vamos citar o escritor e negociante de vinhos Alexis Lichine, que disse uma vez:
“No que se refere a vinho, recomendo sempre que se joguem fora tabelas de safras e manuais e se invista num saca rolhas. Só se conhece o vinho bebendo!”

Bebamos pois este nosso Syrah do Monte do Roseiral, que certamente muito esclarecimento haveremos de encontrar por entre os seus eflúvios subtis!

Classificação: 15/20                                                     Preço: 6,60€

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Pontual, 100% Syrah, Alentejo, 2013

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De novo no Alentejo, para apresentar um Syrah de Alandroal, cujas notas de prova nos dizem desde logo que “apresenta uma cor intensa com reflexos violáceos. Os seus aromas estão bem definidos, frutos do bosque e nuances de especiarias, pimenta preta. Na boca revela-se um vinho muito equilibrado e denso, com uma acidez e taninos bem moldados.” A  graduação alcoólica é de 14%. O estágio é feito em barricas de carvalho Francês e Americano. Paolo Fiuza Nigra e Dinis Gonçalves são os enólogos de serviço.
Desde 2005  até esta de que aqui falamos, 2013, várias safras viram a luz do dia.

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A PLC – Companhia de Vinhos do Alandroal, Lda, foi constituída em 2000 por Paolo Fiuza Nigra, Luís Bulhão Martins e Carlos Portas. As iniciais de cada um deles deram então nome ao projecto: PLC.

Na planície ondulante do Alentejo, entre o Alandroal e Portalegre, a equipa gere com mestria 100 hectares de vinha. Plantada em solos xistosos onde as castas indígenas, e outras, potenciam a produção de vinhos de elevada qualidade, em terrenos e clima vocacionadas para a matéria prima que aqui nos traz, onde as vinhas crescem e as castas plantadas foram cuidadosamente escolhidas, com o objectivo de potenciar a qualidade das uvas e vinhos.

A PLC engarrafou o seu primeiro vinho em 2001, Pontual, Touriga Nacional/Trincadeira Preta. Nos anos seguintes a PLC lança ainda o nosso Pontual Syrah, Pontual Reserva, Branco, Colheita e a nova gama Desigual, branco e tinto. A empresa trabalha com várias castas. Nas Brancas: Antão Vaz,  Arinto, Roupeiro, Verdelho, Perrum. Nas Tintas: Touriga Nacional, Syrah, Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouchet e Cabernet Sauvignon.

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A produção de vinhos de qualidade começa na vinha e seus cuidados, através de uma selecção criteriosa das uvas, tendo em conta o seu estado sanitário e fase de maturação. Durante a vindima e depois na adega, a uva é processada com todos os cuidados necessários para preservar toda a sua qualidade e potencial.

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A vinificação dos brancos é feita em cubas de inox,  com desengace total, prensagem a baixas pressões e poucas quantidades, decantação entre 7 a 10° C. A fermentação é controlada a baixas temperaturas, entre os 13° C e os  15° C até esta acabar.
Nos tintos a vinificação é feita em lagares de inox, o desengace é total e a maceração pré-fermentativa durante 1 a 2 dias. A fermentação alcoólica dá-se em temperatura controlada a  25° C. O estágio do vinho é feito em barricas de carvalho americano ou francês consoante a casta e vinho.

A nossa citação de hoje vai para a moderação que deve estar sempre presente quando se fala de álcool. Daí a citação de hoje não ser dum artista mas sim de um médico, Weissebach:
“O Vinho é para o homem, que dele faça uso moderado, um estimulante do apetite, um excelente auxiliar do seu estômago no trabalho de digestão, um gerador de bem-estar, um generoso dador de alegria.”

Quem diria melhor?

O Syrah Pontual é mais um elemento a exaltar a qualidade dos Syrah alentejanos. Vale a pena que se beba ciclicamente, partindo em demanda das edições anteriores,  até para avaliarmos a sua evolução de safra para safra.
Que aprazível maneira de ocupar a vida!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 7,70€

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Vinho – Alguns preconceitos que é preciso desmistificar!

Um dos principais mitos sobre o vinho diz que quanto mais velho melhor. Tal não é verdade, como iremos ver!

Há muitos anos um amigo nosso de longa data ofereceu-nos um vinho tinto da Adega Cooperativa de Valpaços, do ano de 1962. Ficámos sensibilizados, porque o ano em causa é o ano de nascimentos de um dos autores do Blogue do Syrah, logo uma prenda com cariz simbólico. Ficámos muito agradados, e logo ali prometemos que quando abríssemos a garrafa, esse nosso amigo estaria também presente para todos degustarmos da preciosidade em causa. Alguns meses após essa intenção, surgiu a possibilidade de um jantar em que esse nosso amigo estaria presente. As promessas são para se cumprir e no dia em causa lá se abriu o célebre vinho tinto da Adega Cooperativa de Valpaços de 1962. Só que… pois… logo pelo cheiro se percebeu que o vinho estava obviamente estragado. Um pivete a vinagre. Na qualidade de vinagre estava bom, mas como vinho de mesa estava uma autêntica desgraça.

O vinho, exceptuando a água e a cerveja, deverá ser a bebida alcoólica mais antiga que existe, talvez desde a Idade do Bronze. Além de ser uma bebida hedónica, ligada ao culto de Baco, foi igualmente muito utilizada para muitos cuidados de saúde, numa era sem analgésicos ou anticépticos, e está presente no dia a dia da civilização ocidental há milénios. É claro que tamanha tradição e utilidade geram muitos mitos e lendas.

Vamos passar a limpo alguns dos mais famosos preconceitos que envolvem uma das maiores dádivas do mundo ocidental. Então vamos às primeiras dúvidas que envolvem o vinho, as suas verdades e mitos, começando pela história com a qual começámos este texto:

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1º preconceito: Vinho quanto mais velho, melhor?

O vinho é a bebida fermentada com maior capacidade de envelhecimento, e alguns vinhos chegam a durar décadas antes de estragar. Mas a maioria, os chamados “vinhos comerciais”, possuem uma durabilidade média de seis anos. Os vinhos que duram muitos anos são aqueles que possuem alto grau de acidez, taninos e álcool, e que, quando jovens, são muito adestringentes, sendo necessário que evoluam lentamente na garrafa até atingir seu ponto ideal.

Os vinhos que possuem capacidade de envelhecimento superior a dez anos são os Bordeaux Cru Classé, o Porto Vintage, o Riesling Grand Crus alemão, o Sauterne Cru Classe, o Borgonha Grand Cru, e mais uns poucos. Entre nós, famoso, temos  por exemplo o Colares Chita, que só se pode beber a partir dos 15 anos de garrafa.

 

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2º preconceito: Garrafas de base profunda são garantia de vinhos melhores?

Mais um grande equívoco. Na verdade, o fundo serve de encaixe entre as garrafas que ficam no depósito da adega, antes de serem rotuladas. Deitadas, as garrafas ocupam pouco espaço, mas precisam estar bem encaixadas para que a pilha não desabe. Portanto uma garrafa de fundo profundo pode conter um excelente vinho ou uma bebida ordinária, bem embalada, para fisgar bebedores incautos. A prova do vinho deve ser feita no copo, nunca pela embalagem ou rótulo.

 

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3º preconceito: O vinho precisa ser guardado em ambiente escuro e com temperatura controlada?

O vinho é uma bebida que não resiste muito ao calor e à luminosidade. Por isso, deve ser mantido em temperatura constante entre 14ºC e 18ºC e sem luz direta sobre a garrafa. Pode até ser armazenado na casa dos 20ºC, e com alguma luz, mas isso pode acarretar um envelhecimento precoce na bebida.

 

4º preconceito: O fundo da garrafa serve para se apoiar o dedo.

A pessoa que vai servir o vinho deve achar um modo confortável e seguro de manejar a garrafa, mas o formato côncavo do fundo não foi desenvolvido para este propósito. Uma das utilidades é para dar apoio às garrafas na adega, como já dissemos.

Outro motivo para a utilização deste formato é mais comum na produção de vinho espumante, para a distribuição da pressão na hora de colocar a rolha no gargalo, a fim de que a garrafa não rebente.

 

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5º preconceitoVinho rosé é resultado da mistura de vinho tinto e de vinho branco.

O vinho rosé é resultado da fermentação de uvas tintas, mas com pouco contacto com a casca – que dá a cor ao vinho – e não da mistura entre vinhos feitos. A afirmação acima serve apenas para denegrir a imagem de um vinho muito sutil e bom companheiro para aves, carnes brancas, saladas e legumes grelhados.

Durante as primeiras horas de fermentação, as cascas passaram um tom cereja para o mosto. Neste momento, o enólogo retira as cascas e a fermentação segue, mas sem mudança da cor. O vinho rosado é elaborado com uvas para vinhos tintos: Malbec, Cabernet, Sangiovese, Grenache, Pinot Noir e também o nosso Syrah. Já agora por curiosidade há um Syrah Rosé, só um, da Quinta do Monte d´Oiro de Alenquer (falaremos dele em breve). As exceções são os espumantes: neste caso, é permitida a mistura entre vinhos.

 

6º preconceito:   Vinho feito de várias castas não é bom. Os melhores são os de uma única casta.

Os vinhos do Novo Mundo, em sua maioria, são feitos de uma única casta, cujo nome vem estampado no rótulo. Entretanto, isso não significa que os vinhos de uma única casta são os melhores. Na Europa, a maioria dos vinhos vêm de corte entre duas ou mais castas.

O que torna um vinho bom não é só a casta da qual foi feito, mas a qualidade da videira, a quantidade praticada na colheita, a técnica de vinificação, a higiene na elaboração e a qualidade da safra, e tanto faz se vem de uma ou de mais uvas.

 

7º preconceitoVinho feito de uma só casta não é bom. Os melhores são os de várias castas.

Este preconceito pode ser rebatido da mesma maneira que o preconceito anterior. Um vinho de só casta pode ser muito bom ou não, o mesmo acontecendo com vinhos feitos com duas, três, quatro ou cinco castas. Mais uma vez o que torna um vinho bom não é só a casta da qual foi feito, mas como foi dito anteriormente, a qualidade da videira, a quantidade praticada na colheita, a técnica de vinificação, a higiene na elaboração e a qualidade da safra, e tanto faz se vem de uma ou de mais uvas.

 

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Ponto único:

É claro que para nós Blogue do Syrah o melhor vinho terá que ser feito sempre com a casta que nos enche o palato e todos os sentidos com profunda paixão, a Syrah, mas isso é uma questão de opção cujas motivações tentamos apresentar continuamente e explicar a cada texto aqui apresentado!


 

Brett Edition, Herdade do Arrepiado Velho, 100% Syrah, Alentejo, 2009

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Na zona de Sousel, Alentejo, aparece-nos, da planície a perder de vista, um Syrah de uma qualidade acima da média, sobre o qual olhar e paladar se alongam… e com um nome enigmaticamente inglês!
Fomos à procura de respostas.

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Em primeiro lugar a explicação para este nome. O “Brett” do nosso título, nome curto para designar a levedura «Brettanomyces/Dekkera», tem a capacidade de produzir determinado tipo de aromas, que se tentam descrever falando em suor de cavalo, cabedal e outros. Defeito ou virtude é parte da composição do aroma dos grandes clássicos de sempre e é, por muitos, apelidado como a “complexidade do velho mundo”. No entanto, é por outro lado, também, considerado por muitos um escandaloso defeito. Esta edição do Brett é um desses casos em que a natureza decidiu tomar liderança na enologia, estagiando parte do vinho nas barricas da edição anterior. E é aqui que reside a explicação: um Syrah ‘infectado’, de modo natural, pela levedura Brettanomyces. O resultado é um néctar multidimensional, produzindo o “Brett” níveis de complexidade aromática, que só seriam possíveis com vários anos de garrafa, mas mantendo ainda toda a fruta.

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O mestre deste resultado é António Maçanita, enólogo sobejamente conhecido no mundo vitivinícola português. O Brett Syrah tem as seguintes notas de prova: “Cor ruby- violeta, concentrado. Nariz exuberante, caixa de cigarro, couro, especiarias e groselhas pretas. Ataque redondo, suave e rico. Boa frescura e persistência no final de prova.” Tem um teor alcoólico de 14,5%, com 16 meses de estágio em barricas de carvalho francês.

A qualidade começa nos solos xistosos e na vinha, cuidada e respeitada durante todo o ano. As castas foram plantadas em duas fase. A primeira fase Touriga Nacional (42%) e Syrah (18%) e numa segunda fase , cerca de 4 anos depois as restantes: Cabernet Sauvignon (24%) e Petit Verdot (16%); e as castas brancas – Antão Vaz (22%), Chardonay (8%), Viognier (30%), Verdelho (15%) e Riesling (15%).

Todas as uvas são vindimadas à mão, seleccionadas em mesa de escolha à entrada na adega, e a vinificação decorre a temperatura controlada. Em regra, os tintos fazem curtimenta de 20 a 30 dias e estagiam, no mínimo, 9 meses em barricas de madeiras seleccionadas para a obtenção do perfil pretendido para os vinhos.

Com um perfil diferenciado em relação à grande maioria dos vinhos da região, numa aliança entre a tradição das castas alentejanas e traços de uma enologia moderna e jovem, os vinhos do Arrepiado marcam a diferença pelo seu carácter arrojado, mas de qualidade superior.

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E agora um pouco de história sobre a Herdade do Arrepiado Velho. Sousel, a cerca de 40 km de Portalegre, no Alto Alentejo, viu nascer um espaço havia muito abandonado. O monte alentejano do séc. XIX foi construído de acordo com a arquitectura tradicional da região, magnificamente conservado, pleno de espaços de rara beleza. Com uma área total de cerca de 100 hectares, a barragem destaca-se entre vinhas e olival, num misto de cores e tranquilidade, como só o Alentejo consegue oferecer. O conjunto destas características faz com que a Herdade do Arrepiado Velho se integre na Rota de São Mamede – um dos três caminhos da rota dos vinhos do Alentejo.

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Decorria o ano de 2002 quando os 33 hectares de vinha foram plantados de raiz, num terroir que combina, de forma rara, solos xistosos de acentuados declives com temperaturas amenas e abundância de água, características naturais indicadoras de grande potencial. David Both (viticultor) e António Maçanita (enólogo) juntaram os seus conhecimentos, inovação e dedicação, seleccionando, com elevado critério, as castas a plantar, e criaram a já apelidada “Vinha dos 100 pontos”. A partir de 2012, a vinha passa a ficar a cargo de Nuno Ramalho, viticultor actual. Apesar de já haver o projecto para uma adega nova, a já existente está equipada com a mais avançada tecnologia disponível e devidamente dimensionada para a actual produção de vinhos únicos e sedutores, que nascem a partir de enologia moderna combinada, de forma sublime, com a tradição.

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E vamos pois entrar no enlevo deste Syrah, misturando nos eflúvios degustativos as palavras de Byron, um dos nossos poetas de eleição, que dizia:
“O Syrah consola os tristes, rejuvenesce os velhos, inspira os jovens, alivia os deprimidos do peso das suas preocupações.”

É por aí que vamos!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 18,50€

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Quinta Vale de Fornos, 100% Syrah, Tejo, 2012

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Hoje estamos na Azambuja para apresentar o Syrah da Quinta Vale de Fornos, um vinho de cor granada, que segundo as notas de prova tem “um aroma complexo a fruta confitada, pimenta e chocolate. Apresenta-se com uma boca bem estruturada por taninos aveludados e elegantes. Complexo, apresenta notas varietais de trufa e especiarias. Termina persistente e com um bom retronasal.” Tem uma graduação alcoólica de 15%.Três safras viram até agora a luz do dia: as de 2005 e 2007, e esta, em análise, de 2012.

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A Quinta Vale de Fornos situa-se no concelho da Azambuja, em pleno coração do Ribatejo, beneficiando de uma excelente localização e de uma deslumbrante envolvência paisagística.

A Quinta Vale de Fornos é hoje o resultado da história que ao longo dos séculos por ali passou, consolidando a sua responsabilidade cultural. Comprada por Dª Antónia Ferreira (a Ferreirinha) para oferecer à sua filha, por altura do casamento desta com o 3º Conde da Azambuja, esta propriedade foi palco de vários episódios históricos, onde figuraram tão ilustres nomes como Napoleão e Cristovão Colombo.

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Diz-se que nesta propriedade estiveram alojadas as tropas de Napoleão durante as invasões Francesas e pelos seus vinhedos terá também passado Cristovão Colombo a caminho da casa de D. João II em Vale do Paraíso, para comunicar ao Rei a descoberta do Continente Americano.

Sendo uma propriedade de 200 hectares que alia a herança histórica e a tradição cultural ao lazer, aos eventos e, principalmente, à produção de vinhos, a Quinta Vale de Fornos torna-se um espaço único para quem a visita, onde impera a sintonia entre as suas diversas valências, entre elas o Enoturismo e Eventos.

Com uma tradição que remonta ao século XVIII, o objectivo da Quinta Vale de Fornos é internacionalizar a sua esfera comercial, preservando os seus valores culturais e as características próprias dos seus produtos. Dispondo de uma imponente casa senhorial, cuja traça e cor, características das paredes, sempre foram mantidas, a propriedade goza de uma forte tradição, tanto pela antiguidade e pelo património, como pela ligação a ilustres famílias da Nobreza.

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A Quinta de Vale de Fornos foi adquirida pelos presentes proprietários em 1972 a D. Pedro de Bragança.

O Syrah da Quinta Vale de Fornos é um daqueles vinhos com peso histórico a que ciclicamente apetece regressar, até para podermos dizer como Homero: “O Syrah pode iludir o conhecimento dos sábios e fazer os sérios sorrirem e brincarem.”
Fica dito!

 

Classificação: 15/20                                                     Preço: 11,00€

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