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Cortém, Vinhos Cortém, 100% Syrah, Lisboa, 2010

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Hoje estamos na região vitivinícola de Lisboa, para falar de uma aventura migratória, a de dois ingleses que a dada altura da vida decidem mudar de vida. Estamos a falar do casal Christopher Price e da sua mulher Helga Wagner. Como é que um engenheiro de som britânico e uma editora de som germânica chegam a Portugal para produzir Syrah, e ainda por cima biológico? É essa história que vamos contar!

A vontade de alterar o ritmo de vida surge quando menos se espera, por motivos a maior parte das vezes sem explicação aparente. Mesmo quando a vida profissional parece estável, com sucesso, por vezes debaixo de grande ansiedade. Talvez aqui a motivação primeira tenha sido o amor pelo vinho, e também pela fama tranquila deste nosso Portugal, marginal e aprazível. Eis então que dois profissionais do som para cinema decidem abandonar um certo modo de viver e comprar uma pequena parcela de terra com 4,5 hectares perto de Caldas da Rainha, uma zona predominantemente virada para a fruticultura, e começar a plantar videiras com o objectivo de produzir vinho, criando assim o Vinhos Cortém, numa atitude de verdadeira paixão por esta arte tradicional.

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E o que assim começou foi continuando a crescer, até à produção actual de 15 mil garrafas por ano. Foi um processo auto-didacta e de estudo, de partilha de informação e de leitura de livros. Todo o trabalho é feito pelo próprio casal com a ajuda de amigos, tirando o melhor partido do terroir de Cortém, a aldeia que dá o nome ao vinho, de clima frio mas temperado pela brisa do Atlântico.

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A variedade de castas plantadas leva à produção de 7 vinhos diferentes em pequenos lotes, utilizando-se as técnicas ancestrais de vinificação. O facto de não ser uma região muito quente, leva a que as vindimas sejam atrasadas em comparação com outras zonas, geralmente para Outubro. Existem assim as castas tintas portuguesas tradicionais  Jaen, Touriga Nacional, Touriga Franca, Aragonez e Tinto Cão; as castas tintas mais internacionais, como a nossa Syrah, Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Cabernet Franc, Tannat, Pinot Noir, Syrah, Carmenere; e as castas brancas: Sauvignon Blanc, Viognier.

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Os Vinhos Cortém possuem ainda a particularidade de serem produzidos segundo a certificação orgânica, como já referimos, não se utilizando qualquer aditivo ou agentes químicos, com excepção do sulfito, em baixa concentração, para estabilizar o vinho. O nosso casal declara também não usar o carvalho no processo de envelhecimento. A fermentação decorre durante 2 a 3 semanas em banheiras cobertas parcialmente e agitação manual duas vezes por dia. O estágio final dá-se em tanques de aço inoxidável durante 2 a 3 anos.

Já foram vários os prémios obtidos pelos Cortém, e já houve quem os achasse semelhantes aos Bordeaux, pela relativa semelhança entre o clima.

O que nos regozija sim é que estes nossos amigos decidiram, e muito bem, fazer um Syrah. Dizem as notas de prova que é “encorpado, proveniente do clima marítimo e fresco da nossa região, que apesar de intenso é fresco e agradável ao palato e exibe o toque fino e profundo da casta“. Tem 14.5% de graduação alcoólica, e em 2014 ganhou uma medalha de ouro no Berlin Wine Trophy. Bebe-se com alma e paixão, sorvendo aromas e histórias.

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Outra particularidade interessante diz respeito ao design das garrafas. Cada ano é pedido a um artista que exponha o seu trabalho nos rótulos dos vinhos produzidos, e no caso do Syrah 2010 o escolhido foi George Farmer, um pintor e músico inglês que reside na Alemanha.

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Na quinta existe uma sala de degustação localizada no edifício mais antigo do local, de atmosfera tradicional, com comida preparada a preceito pela anfitriã Helga Wagner, que geralmente inclui iguarias locais, assim complementando os vinhos servidos, em sintonia harmoniosa com a região. Há ainda a possibilidade de acomodação em regime de turismo rural com pensão completa. Existe muito para ver e desfrutar nesta região, desde Óbidos até zonas balneares como a Foz do Arelho.

Já tivemos oportunidade de encontrar em pessoa estes nossos imigrantes produtores de Syrah, que com toda a generosidade nos deram a provar o fruto do seu trabalho, para nosso imenso deleite. Tanto que nos lembrámos de citar Baudelaire: “É preciso estar sempre embriagado. Para não sentirem o fardo incrível do tempo, que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. Com quê? Com Syrah, poesia, ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.”
Assim foi e continuará a ser!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 8,50€


 

Quinta do Côro, 100% Syrah, Tejo, 2011

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Hoje estamos na região vinícola do Tejo, anteriormente chamada de Ribatejo, para conhecer um Syrah feito por uma empresa familiar, à semelhança de tantas outras que se podem encontrar com muita frequência por todas as regiões vitivinícolas do País.

Situada num  terroir característico do Ribatejo, esta propriedade possui 80 hectares de área total e tem implantados cerca de 20 hectares de vinha em micro-clima excepcional, onde as castas, Touriga Nacional, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Syrah encontram condições únicas para a produção de bons vinhos, com estrictas regras de protecção ambiental.

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As notas de prova deste Syrah dizem-nos que tem “cor rubi, aromas com notas de menta fresca e frutos de bosque maduros, toque de especiarias finas e madeira bem integrada. A boca é bastante equilibrada com taninos maduros de excelente qualidade e final com muita persistência“. Tem uma graduação alcoólica de 14%.

A vindima manual para caixa de plástico decorre durante a terceira semana de Setembro, com escolha em mesa vibratória antes do desengace. A fermentação dá-se em lagar inox de pequena capacidade à temperatura de 24ºc, com pré-maceração durante 3 dias. O estágio faz-se em barricas novas de carvalho francês (70%) e americano(30%), durante 9 meses. O vinho não é filtrado antes do engarrafamento, podendo criar ligeiro depósito natural.

A Quinta do Côro fica situada junto à Vila do Sardoal, distando, em linha recta, 6 Km do rio Tejo.

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Esta Vila florida do Sardoal existe desde tempos remotos. Vale a pena contar um pouco da sua história, já que é também o local onde nasceu um dos co-autores do Blogue do Syrah. Acompanhem-nos!

O Sardoal, enquanto povoação, é antiquíssimo, sendo que em alguns locais do concelho têm sido encontrados vestígios da presença do Homem desde tempos muito longínquos.

Do período da ocupação romana também ficaram alguns sinais como, por exemplo, um troço de calçada romana junto ao Casal da Graça, a sul de Valhascos, que alguns historiadores pensam ser medieval, e um outro pequeno troço, próximo da ponte de S. Francisco.

Dos árabes, ainda que não se conheçam vestígios da sua presença, é seguro que aqui permaneceram durante muito tempo, uma vez que este povo conquistou Abrantes aos Godos em 716 e que só em 1148 é que D. Afonso Henriques tomou a Praça de Abrantes.

Dada a proximidade e a relação de vizinhança que sempre existiu entre Sardoal e Abrantes, não é difícil de acreditar que tenham ocupado o que é, hoje, o concelho de Sardoal. Em 1313, no documento mais antigo que existe no arquivo municipal, a Rainha Santa Isabel, mulher de D. Dinis, dirige-se já aos juízes e procuradores do concelho de Sardoal, concedendo, ao lugar do Sardoal, diversos privilégios. Desde então, quase todos os reis de Portugal dedicaram a sua atenção ao Sardoal, sabendo-se que em 7 de dezembro de 1432, aqui nasceu a Infanta D. Maria, filha de D. Duarte e de D. Leonor, sua mulher, que morreu no dia seguinte.

Em 22 de setembro de 1531, D. João III, por sua vontade expressa e sem ninguém lho requerer, por carta dada em Évora, elevou o lugar de Sardoal à categoria de Vila e, em 10 de agosto de 1532, por carta dada em Lisboa mandou-lhe demarcar um novo termo, mais de acordo com a nova categoria e decretando que a partir de 1531, o Sardoal passasse a ser totalmente independente em relação a Abrantes, passando a ter jurisdição própria e apartada em todas as áreas do poder municipal.

De facto, o século XVI pode considerar-se o “século de ouro” da história do Sardoal. Em 1509 foi fundada a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal; por volta de 1510 foram pintados os Quadros do Mestre do Sardoal, que se encontram na igreja Matriz; entre 1507 e 1532 são representados os autos de Gil Vicente que contêm referências ao Sardoal, entre os quais a “Tragicomédia Pastoril da Serra da Estrela” e o “ Auto do Juiz da Beira”; em 1531, D João III eleva o lugar de Sardoal à categoria de Vila, demarcando-lhe um novo termo em 1532; em 1551 é construída a igreja da Misericórdia; em 1571 foi fundado o convento de Santa Maria da Caridade, dos Franciscanos Menores da Província da Soledad.

Sabe-se, também, que muitos sardoalenses participaram nos Descobrimentos e nas conquistas de África, da Índia e do Brasil, situação a que não seria estranho o facto de o Senhorio do Sardoal pertencer aos Almeidas (família dos Condes de Abrantes) que ocupavam, nesse tempo, os mais altos cargos de governação do reino. Bastará recordar o facto de D. Francisco de Almeida, 1º Vice-Rei da Índia, ter sido comendador do Sardoal.

Refira-se, por curiosidade, a tradição popular transmitida de geração em geração, que diz que os freixos que ladeiam a escadaria do convento de Santa Maria da Caridade foram trazidos da Índia, na segunda viagem de Vasco da Gama. Confirmada está, também, a participação de muitos sardoalenses na fatídica jornada de África de D. Sebastião em que muitos morreram ou ficaram cativos, na batalha de Alcácer-Quibir, como se pode verificar em diversas escrituras pelas quais foram vendidas diversas fazendas para pagamento do resgate dos que se encontravam em cativeiro.

Também aqui se fizeram sentir os reflexos das riquezas vindas do Brasil nos finais do século XVII e nos princípios do século XVIII, a que não será alheio o facto de ter sido um sardoalense, D. Gaspar Barata de Mendonça, ter sido o 1º arcebispo da Baía e primaz do Brasil, que se encontra sepultado num rico mausoléu no altar-mor da igreja de Santa Maria da Caridade, o qual por razões de saúde, nunca chegou a deslocar-se ao Brasil, o que não impedia que recebesse as rendas e benefícios inerentes às suas elevadas funções episcopais. A referida riqueza reflete-se no riquíssimo retábulo de talha dourada e no revestimento de azulejos da capela-mor da igreja Matriz de Sardoal.

Voltando ao que nos traz aqui hoje, embora o mercado seja essencialmente nacional, os vinhos “Quinta do Côro” já foram distinguidos, várias vezes, em concursos internacionais.

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A adega actual, reconstruída em 2002, tem capacidade para 200 000 litros, com equipamentos modernos, em aço inox, que copiam os antigos, com tanques e pisa.

Na Quinta do Côro produzem-se ainda, há cerca de 30 anos, vários doces e compotas, (Marmelada Quinta do Côro; Geleia de Marmelo; Cubos de Marmelada e Figos Delicias de Pingo de Mel), que se encontram disponíveis na maior parte das lojas Gourmet, espalhadas pelo País. A Quinta possui no espaço do antigo lagar de azeite, recuperado como pequeno museu Agro-Industrial, uma sala de provas, com capacidade para 40 pessoas. Existem duas casas rústicas, com capacidade para alojar 8 a 10 pessoas. Ostenta ainda uma árvore gigante, e um sobreiro centenário, tido de interesse público.

E quando estiverem a beber uma taça deste nosso Syrah carregado de história, lembrem-se do que dizia o escritor Claude Tillier: “Comer é uma necessidade do estômago; beber Syrah é uma necessidade da alma.”

Classificação: 15/20                                                     Preço: 7,50€

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Herdade São Miguel, Casa Agrícola Alexandre Relvas, 100% Syrah, Alentejo, 2010

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A Herdade de São Miguel foi adquirida por Alexandre Relvas em 1997, e está situada no concelho de Redondo, possuindo cerca de 175 hectares de área total, dos quais 35 são de vinha plantada em solos franco-argilosos, derivados de xisto. Existem ainda 97 hectares de sobreiros, plantados entre 1998 e 1999. No restante espaço o pessoal da Herdade dedica-se à criação e preservação de espécies autóctones portuguesas em vias de extinção, tais como o ‘Burro de Mirandela‘ e o ‘Garrano do Gerês‘, em tempos grandes auxiliares agrícolas, e que hoje estão em vias de extinção devido à mecanização da agricultura.

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Tendo um terço da área e apenas um décimo dos habitantes de Portugal, o Alentejo caracteriza-se pelo seu clima ensolarado, pela sua beleza natural única e pela genuinidade dos que lá habitam. É neste território de  vastidões que este Syrah viu a luz do dia.

A sub-região de Redondo está situada no centro Alentejano, dentro dos limites do Distrito de Évora, aos pés da Serra d’Ossa. Esta vila deve a D. Afonso II o seu primeiro foral, concedido no ano de 1250. Não foi esquecida por D. Dinis que aí mandou edificar um Castelo em 1319, do qual restam hoje apenas duas portas, duas torres e alguns excertos de muralha.

Numa região, por excelência de produção de vinho, especialmente tinto, a Vila de Redondo é ainda famosa pela sua olaria tradicional, pelo seu azeite e pela produção de ovinos. A zona caracteriza-se por uma clima quente e seco no Verão e rigoroso no Inverno. A pluviosidade média anual á de 540 mm.

A Casa Agrícola Alexandre Relvas também possui a Herdade da Pimenta que foi adquirida em 2011.Tem 170 hectares. A vinha ocupa 65hectares de terra, 10 dos quais em campo experimental. Os solos são maioritariamente Argilo – Arenosos de Origem Granítica com afloramentos de Granito. O restante espaço é utilizado para a criação de ovelhas Merino Branco e Cavalos de Desporto.

Dado o crescimento e busca de complexidade e genuinidade dos vinhos, a Casa Agrícola Alexandre Relvas tem vindo ao longo dos anos a estabelecer acordos de fornecimento com viticultores alentejanos, tendo neste momento vários pólos de produção, todos eles no norte alentejano, privilegiando solos esqueléticos de preferência xistosos e graníticos.

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A Herdade São Miguel foi projectada e construída em 2003 num estilo minimalista, esta adega está situada no centro das vinhas da Herdade. Foi pensada para transformar 500.000 quilos de uvas anualmente. Nesta adega todo o trabalho é feito artesanalmente de forma a preservar ao máximo a genuinidade da uva.

A adega da Herdade da Pimenta foi construída em 2009, e foi pensada para a produção de vinho em larga escala respeitando ao máximo a qualidade da matéria prima. A arquitectura da adega foi decidida de forma a integrar da melhor forma o edifício na paisagem. Toda a adega é revestida a cortiça o que favorece o isolamento térmico, estando equipada com tecnologia de ponta. Neste momento está preparada para a transformação de 2,5 Milhões de quilos de uvas por ano.

A Casa Agrícola Alexandre Relvas é um dos grandes produtores de vinhos do Alentejo. Gere 350 hectares de vinhas e produz três milhões de garrafas de vinho e exporta para mais de 30 países.

O Syrah da Herdade São Miguel foi sujeito a vindima mecânica durante a noite, seguida de desengaço total.  A maceração pré-fermentativa a frio decorreu durante 48h. A fermentação propriamente dita deu-se a temperatura controlada (22-28ºC) em cubas de inox. Segui-se a maceração pós-fermentativa durante 5 a 10 dias. Por fim veio a fermentação malolática em cuba inox com aduelas de carvalho francês. Teve um estágio de 6 meses em barricas igualmente de carvalho francês.
Syrah tem assim uma graduação alcoólica de 14%. As notas de prova apontam para uma “cor rubi com reflexos violetas. O aroma é complexo a frutos vermelhos e casca de laranja com notas de tostado. O paladar é redondo, rico e volumoso. Acidez equilibrada e taninos fino. Final longo e complexo.” Que nós confirmamos, de olhos largamente fechados, para lhe retirar os eflúvios em pleno deleite sensitivo.

Dito isto, só falta mesmo acabar em beleza com uma citação que se aplica muito bem ao nosso Syrah de São Miguel. Dizia o escritor Clifton Fadiman que “Uma garrafa de vinho pede para ser compartilhada;  jamais encontrei um apreciador de vinhos avarento. “

Classificação: 16/20                                                     Preço: 10,50€

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São Filipe, Filipe Palhoça, 100% Syrah, Setúbal, 2011

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Estamos em Setúbal, Quinta da Invejosa, Poceirão, para apresentar um Syrah a 100%, bem feito, numa palavra: honesto!
A boa relação qualidade/preço fazem deste Syrah uma boa hipótese para o consumo diário da nossa beberagem preferida.
Conhecem-se duas safras. A primeira de 2009 e a segunda, a que nos traz aqui hoje, de 2011.

A fermentação deste Syrah foi feita a 28ºC, com desengace total e maceração peculiar suave e prolongada em cubas de inox, seguida de estágio 8 meses em barrica de  carvalho. As notas de prova dizem-nos que este vinho tem uma “cor granada, com um aroma intenso e marcado por especiarias com corpo robusto e típico da casta. O paladar é macio e volumoso, com taninos suaves. O final é suave e persistente.” Tem um teor alcoólico de 14% e o enólogo responsável é o engenheiro Jaime Quendera.

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Filipe Palhoça, como produtor de vinhos, viu as suas raízes crescerem de uma pequena e antiga adega pertencente a seu pai, João Loureiro Palhoça. Desde cedo ligado ao mundo da viticultura e produção de vinhos, consegue adquirir novas propriedades e construir uma nova adega em 1984, na Quinta da Invejosa, freguesia do Poceirão.

Durante cerca de 20 anos a produção esteve orientada para o mercado a granel, mas com a crescente alteração do consumo e dos mercados nacionais e internacionais, deu-se início, em meados da década de 90, a uma nova fase de comercialização e engarrafamento do vinho, produzido com marca própria. Actualmente os vinhos são vendidos directamente na adega e em cadeias de supermercado.

Filipe Palhoça conta com 85 hectares de vinha, distribuídos em 8 propriedades. O seu encepamento está dividido pelas seguintes castas tintas, o Castelão (dominante), Syrah, Alicante Boushet, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, nas castas brancas existe apenas 10 hectares entre Fernão Pires (dominante) e Síria.

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As vinhas estão localizadas no concelho de Palmela, nomeadamente entre as freguesias de Poceirão e Marateca, em solos com características especificas e únicas desta região, designadamente solos arenosos. No campo ambiental todas estão inseridas no regime de produção integrada, respeitando assim o ambiente ao utilizar o menos possível produtos químicos.

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Equipada com a mais moderna tecnologia, todo o equipamento em inox, com cubas e lagares ligados ao sistema de frio com o objectivo de assegurar as fermentações a temperaturas controladas, capaz assim de vinificar toda a uva das várias propriedades de forma a produzir vinhos de qualidade. Uma adega funcional e tradicional mas aliada à tecnologia mais moderna, um espaço único com áreas desde a produção, armazenagem, cave, engarrafamento e comercial (loja do vinho).

Robert Mondavi um especialista em vinhos chegou a dizer que “Fazer vinho é uma técnica; fazer um bom vinho é uma arte.” Diríamos que o Syrah São Filipe, de Setúbal, é um vinho tecnicamente bem feito! Mas não mais do que isso!

 

Classificação: 15/20                                                Preço: 6,19€

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Quinta do Francês, Quinta do Francês Patrick Agostini, Lda. 100% Syrah, Algarve, 2011

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É com desmedida emoção que hoje fazemos este texto.

Vamos falar de um Syrah que obteve a mais alta classificação atribuída até agora pelo Blogue do Syrah: 20 valores!

Robert Parker, o mais conhecido e, provavelmente, o mais influente crítico de vinhos, disse, não há muito tempo, numa recente entrevista à publicação “The Drinks Business“ que os críticos de vinho que não conseguem dar pontuações perfeitas (os famosos 100 pontos) para vinhos que as merecem, é  “porque se estão a esquivar dessa responsabilidade“. Mais à frente, na mesma entrevista, afirmou: “Quando, na sua análise mental, um vinho é o melhor exemplar que você já provou daquele tipo em particular, você tem a obrigação de dar-lhe uma pontuação perfeita“. E concluiu, acrescentando que aqueles que são incapazes de atribuir uma pontuação perfeita a um vinho que lhe faça jus, são “irresponsáveis“. Concordamos com Robert Parker e é por isso que damos a nota mais alta ao Syrah 2011 da Quinta do Francês! Como a nossa tabela vai de 14 a 20, damos os 20 valores a este Syrah que corresponde aos 100 pontos de Parker!

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A história deste Syrah é impressionante a todos os níveis! É isso que iremos contar a seguir. Se entretanto, pelo meio da leitura, acharem desejos de o irem logo degustando, na zona de Lisboa pode ser encontrado na loja El Corte Inglés ou no Centro Comercial Amoreiras, ou ainda e sempre na Garrafeira Estado D’Alma.

E como vai ser bem empregue o tempo que dedicarmos à reflexão sobre este néctar em particular, pois já dizia o grande Pasteur: “Existe mais filosofia numa garrafa de vinho do que em todos os livros”!

É pois um Syrah que espanta, em primeiro lugar, porque é algarvio. Os vinhos algarvios, ao contrário de outras regiões vitivinícolas, nunca tiveram grande projecção nacional ou outra. Situação esta que também está a mudar e não é só por causa deste Syrah, como é óbvio!

Seria mais fácil de entender esta nossa pontuação se este Syrah fosse alentejano ou da região do Tejo ou mesmo da região vitivinícola de Lisboa! Depois, é a primeira safra de Syrah da Quinta do Francês! Como é possível que, logo na primeira vez, se consiga um vinho com esta soberba qualidade? Seria mais fácil de compreender se estivéssemos perante um produtor com larga experiência e conseguisse à décima safra um Syrah fantástico! Não é o caso deste nosso francês, Patrick Agostini, médico especialista no activo, que não se dedica em exclusividade à vinha. Como pôde ele fazer um Syrah que nos leva aos céus? São as mãos de médico que ajudam?

Vamos então aprofundar esta história extraordinária!

A quinta é mesmo de um francês que por isso tomou o nome que está no título. Patrick Agostini é oriundo de uma família do Piemonte, na Itália, com tradições na vinha e no vinho. Médico patologista mas com formação em viticultura e enologia em Bordéus, Patrick com 33 anos  e a mulher Fátima, de origem portuguesa, decidiram abandonar a França há alguns anos e vir para Portugal. Escolheram a região de Odelouca, no Algarve, onde Patrick vislumbrou um terroir compatível com o seu sonho de “fazer um grande vinho”.

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Estamos em plena serra de Monchique e o solo de xisto, em zona colinosa, e a exposição a sul foram para este médico as características ideais. O plantio da vinha obrigou a fazer previamente uma desmatação, a drenagem dos solos mais húmidos, correcções de acidez e nutrientes, e a instalação da rega. Em 2002 foram instaladas as vides, numa área de 8,5 hectares, com as castas Aragonês, Cabernet Sauvignon, Trincadeira e, claro, Syrah. A adega ficou terminada em 2008 e os enólogos Cláudia Favinha e António Maçanita começaram a dar a consultoria necessária.

Este magnífico Syrah esteve 17 meses em barricas novas de carvalho francês. Tem uma graduação alcoólica de 16%, mas, não se assustem, nem se nota!

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As notas de prova dizem-nos que se trata dum “vinho de cor rubi escura com aromas exuberantes a frutos pretos silvestres, com especiarias, pimenta, tabaco, chocolate. Na boca revela-se um vinho com enorme estrutura, taninos suaves, de uma grande elegância. Longo final na boca.” Estas palavras lembram-nos a máxima de um anónimo que dizia: “Quem não ama as mulheres, o vinho e a música permanece um tolo por toda a vida.” Só acrescentaríamos “não necessariamente por esta ordem.”

Com o seu clima excepcional, o Algarve não só atrai os turistas à procura de sol e praias de águas cálidas, mas também é um óptimo terroir para as vinhas, que crescem numa variedade de solos como argila, calcário, grés e mesmo em zonas com xisto, produzindo uvas de alta qualidade.

Durante muitos anos o comércio de vinhos no Algarve foi muito importante, mas em meados do século XX, a produção de vinho diminuiu, pois os seus benefícios não podiam competir com os lucros que o turismo trazia à região. No entanto, na década de 80, o Algarve ganhou o estatuto de região demarcada para Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira.

Nos últimos 10 anos, houve o renascer da tradição de produção de vinhos no Algarve, aparecendo novas adegas que produzem vinhos de qualidade. De uma delas já aqui falámos, pois possui igualmente um Syrah: a Adega do Cantor! Outra história memorável que nos deu muito prazer contar.

Voltando ao que hoje nos traz aqui, o terreno que o nosso produtor escolheu, no vale da ribeira de Odelouca, com encostas viradas a sul, com um solo xistoso e com as castas plantadas, Trincadeira (Tinta Amarela), Aragonês (Tinta Roriz), Cabernet Sauvignon e Syrah, fazem deste vinhedo um “terroir” ideal com condições perfeitas para produzir grandes vinhos.

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Patrick Agostini produz um vinho topo de gama “Quinta do Francês”, e o segundo vinho, “Odelouca”. Ambos foram muito bem aceites, ganhando medalhas em  famosos concursos internacionais, como Bruxelas, e atraindo críticas muito favoráveis na imprensa nacional e internacional.

A vinha encontra-se distribuída em dois tipos de solos:
– 6,5 hectares  nas encostas e terraços, com solos xistosos, onde temos as 4 variedades plantadas;
– 1,5 hectares de Cabernet Sauvignon em solo de aluvião, muito perto da ribeira de Odelouca.

O clima algarvio, quente e seco, juntamente com a frescura da brisa marítima do Atlântico, permitem controlar o processo de maturação. Por outro lado, o solo pobre xisto-argiloso que limita a ingestão de água, pode criar tensão suficiente para concentrar as uvas, produzindo assim um vinho excepcional, neste vinhedo.

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A adega, num estilo tipicamente algarvio, foi acabada de ser construída em 2008, tem 800m2 de construção moderna (conforme as últimas normas) com áreas separadas para as cubas de inox, as barricas de carvalho francês e a zona de armazenamento das garrafas prontas para serem comercializadas.

A Quinta do Francês exporta para a Bélgica, a França o Reino Unido e a Suíça e, muito em breve, vai começar a exportar para Angola e Ásia.

Patrick Agostini, com quem tivemos oportunidade de conversar, tem ideias muito claras sobre o que o motiva em termos vitivinícolas, e sabia ao que vinha quando decidiu fixar-se no Algarve. Ouçamos o que ele tem para dizer:

“Eu sabia desde logo que o Algarve não estava no “mapa” dos “grandes vinhos”, mas esse foi precisamente um dos meus grandes desafios: tornar esse posicionamento uma realidade.”

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E sobre os vinhos, Agostini diz-nos:

“Acreditamos que os vinhos devem ser de longa duração, de grande degustação e, acima de tudo, inesquecíveis. Com grandes vinhos, os nossos sentidos, principalmente o olfato e o paladar, devem ser chamados à atenção com excitação, antecipação e estimulação. Entendemos que os grandes vinhos reflectem o seu terroir, o ano da colheita e a personalidade e que a sua qualidade depende de um domínio profundo das técnicas de vinificação, conjuntamente com a qualidade das uvas.”

Os franceses que conhecem os vinhos de Patrick Agostini dizem que na Quinta do Francês  “c’est le vin portugais au charme français

Pela nossa parte só podemos entender isso como irónico e prestigiante, não para o algarvio de adopção, mas sim para os franceses e os seus vinhos.

E, citando de novo Pasteur: “O vinho pode ser de direito considerado como a mais higiénica das bebidas”. Este Syrah é higiénico, porque é perfeito!

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No Blogue do Syrah já premiámos vários vinhos com a nota de 19. Pode-se questionar: O que aconteceu para que este Syrah não tivesse também 19 e “arriscássemos” a nota 20?

A diferença, para além de tudo o que ficou dito é que, tratando-se de um vinho feito em 2011, foi para o mercado em 2013, e foi por nós degustado precisamente nessa ocasião, ou seja, para todos os efeitos tratando-se de um Syrah novo, na boca parecia ter uma década! Não nos perguntem como é que isto foi feito, mas a verdade é que foi a única vez que tal aconteceu em toda a nossa experiência vinícola! E esta foi uma das muitas sensações subjectivas que pesou na nossa apreciação, entre muitas outras objectivas, das quais a principal é o puro deleite físico sensorial que se experimenta durante todo o percurso degustativo, desde a apreciação da cor, bouquet, passando pelas diversas fragrâncias que navegam pelo palato em sublime sinfonia harmónica que se alonga e não se esquece!

Agora imaginem, por momentos, a degustação deste Syrah quando passar uma década da data em que foi feito!

Não hesitámos: 20 valores!

P.S. Já temos em nosso poder, desde Março, a nova safra de 2012. Tem, objectivamente, uma diferença visível. No contra-rótulo diz-se que tem 14,5% de graduação alcoólica em vez dos 16% da safra de 2011. Não o provámos! Ainda não tivemos coragem para isso! No fundo, temos receio de que a nova safra por muito boa que, eventualmente, possa ser, seja inferior à de 2011. Mas isso não altera nada do que foi dito anteriormente!

 

Classificação: 20/20                                                     Preço: 25,00€

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A questão das rolhas de cortiça!

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Este é um tema muito debatido e nós também vamos meter a colherada.

É hora de almoço e, obviamente, estamos a beber um Syrah como parte integrante do repasto. Neste caso trata-se de um Shiraz, como eles dizem, australiano, de 2012, Weighbridge de seu nome. Falamos deste pormenor apenas porque é relevante para o que vamos dizer a seguir, porque como se sabe o Blogue do Syrah é totalmente dedicado aos Syrah portugueses.

Porque a questão que queremos abordar é a seguinte: de facto a garrafa deste Shiraz tem uma tampa de alumínio com rosca, e, como se não bastasse, enroscando ao contrário, muito diferente das nossas habituais e estimadas rolhas de cortiça.

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No velho e orgulhoso mundo vitivinícola em que Portugal se insere opta-se, e sempre assim se fez, pelas rolhas de cortiça, ao contrário do novo mundo vitivinícola, que seguramente também tem os seus orgulhos, em que predomina a tampa de alumínio com rosca. Quais as vantagens e as desvantagens da utilização de cada sistema? É sobre isso que nos propomos falar. Dito de outro modo…
Qual a melhor maneira de fechar uma garrafa de Syrah, pelo modo tradicional ou pelo modo mais moderno e recente da dita de metal roscado?

Uma batalha surda está a ser travada entre as tradicionais rolhas de cortiça e as cibernéticas tampas de alumínio com rosca. A nova tampa preserva melhor as qualidades do vinho, enquanto que o uso da rolha de cortiça para fechar as garrafas pode não vedar bem, e fazer com que vinhos oxidem. Além disso, se a rolha estiver defeituosa, pode passar o gosto do TCA (Tri-Cloro-Anisol) dela para o vinho.

Há dois lados da moeda a serem analisados. De um lado, a rolha de cortiça que agrega charme e valor ao vinho. Do outro lado, as roscas de alumínio que vedam bem as garrafas de vinho e ainda permitem uma abertura simples, sem uso de um saca-rolhas.

Economicamente, as roscas de alumínio são bem mais baratas que uma rolha convencional. Defensores do novo sistema alegam que as rolhas estão ultrapassadas e que além dos diversos defeitos exigem que o vinho permaneça guardado na posição horizontal, para evitar que as rolhas fiquem ressequidas.

Mas então as rolhas de cortiça estão com os seus dias contados?

Vamos ver os factos. O enófilo Neo Zelandês  Alan Limmer escreveu, em 2005, um artigo para uma revista australiana dedicada à enologia dizendo que as roscas de alumínio podem gerar aromas de enxofre, conhecido como SLO (Sulphur-Like Odour). Se por um lado as roscas parecem uma evolução tecnológica eficaz, cabe também ressaltar que as rolhas de cortiça, por serem mais porosas, permitem uma pequena passagem de oxigênio, o que beneficia muitos vinhos de guarda, resultando numa evolução mais harmoniosa.

Em conclusão, nenhum dos sistemas de fechamento da garrafa é perfeito. Com rolha, o vinho pode adquirir odores de TCA, com roscas de alumínio o vinho pode adquirir odores de SLO.  Estamos no mundo das siglas, sem saída à vista.

As roscas de alumínio podem ser interessantes em vinhos que não suportam a guarda por muito tempo, como vinhos brancos e tintos correntes. A rosca é prática para consumir o vinho em locais que não tenham um saca-rolhas por perto, ou ainda para garrafas pequenas de consumo individual com 375 ml. Mas para vinhos em garrafas de tamanho normal que geralmente são apreciados a longo prazo por um grupo de pessoas, as rolhas não devem ser substituídas pelas roscas, pois parte do glamour existente no acto de servir o vinho será perdido.

Se alguém comprovar que as tampas de rosca são melhores para o vinho do que a rolha, nós como consumidores apoiaremos a mudança. Se isso for só para diminuir custos de produção, só se justificará nos casos anteriormente apresentados.

Resumindo e concluindo em modo prós e contras.

Rolha de cortiça
prós:
mais porosa, permite uma evolução harmoniosa do vinho de guarda
mais elegante ao ser retirada do que as roscas

contras:
mais cara do que as tampas de rosca
pode deixar um odor de TCA no vinho
exige a guarda do vinho em posição horizontal para não ficar ressequida

 

Rosca de alumínio
prós:
bom sistema de vedação, sendo bom para vinhos que não suportam oxidação
muito fácil de se abrir, pois dispensa o uso de saca-rolhas, podendo popularizar o consumo de vinho no dia-a-dia
mais barata para o produtor

contras:
pode deixar um odor de SLO no vinho
indiscutível mau gosto
parecem-se com as tampas de garrafa de refrigerante

Tire você mesmo as conclusões devidas e, se desejar, mande-nos os seus comentários.

Pop, lá saltou mais uma rolha de cortiça de um Syrah… à vossa!