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A região dos grandes Syrah portugueses…

Artefacto, Luís Duarte Vinhos, 100% Syrah, Alentejo, 2010

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Este é o único Syrah português que existe no mercado e que o Blogue do Syrah desconhece. E porquê? Não é por falta de tentativas da nossa parte! Vamos saber desta história.

Luís Duarte é um enólogo premiado em Portugal. Galardoado sucessivamente com o título de Enólogo do Ano em 1997, 2007 e 2014 pela WINE – Revista de Vinhos. Com mais de 25 anos de carreira, sempre no Alentejo, fundou em 2007 a Luís Duarte Vinhos, em Reguengos de Monsaraz, e hoje trabalha na produção, comércio e exportação de vinhos.

E foi aqui que começaram os nossos problemas. Há dois anos que tentamos de alguma maneira adquirir pelo menos uma garrafa deste Artefacto, sem sucesso. Isto porque simplesmente este Syrah não se encontra disponível em território nacional. Mesmo as várias vezes, e foram várias nestes dois anos, que chegamos telefonicamente à fala com o produtor, não houve grande interesse da parte dele em libertar algumas garrafas. Até mesmo a intervenção da garrafeira Estado d`Alma, com o interesse reforçado, foi infrutífera.

Deixem-nos contar os factos com mais detalhe. Numa consulta que fizemos ao blogue O Enófilo Principiante, surgiu-nos uma crítica justamente ao nosso arredio Artefacto Syrah. Através da caixa do correio mantivemos o seguinte diálogo com o blogger Sérgio Lopes:

Sérgio Lopes, seria possível dizer-me onde encontrou este artefacto Syrah que andamos à procura dele faz mais de um ano e tem sido impossível, inclusivamente junto do próprio Luís Duarte…
Obrigado pela atenção!

O Blogue do Syrah

Exacto, trata-se de um vinho bem feito. Apenas isso. Em Portugal não sei onde encontrar. Eu bebo-o aqui directamente do distribuidor, o irmão do Luís Duarte.

Melhores Cumprimentos / Best Regards,

Sérgio Lopes

Sérgio Lopes, obrigado pela resposta rápida e precisa! Para nós trata-se dos poucos Syrah que não conhecemos. Já agora e só por curiosidade quando diz “Eu bebo-o aqui directamente do distribuidor, o irmão do Luís Duarte.” … este “aqui” penso que se refere a alguma zona do Alentejo…não?
E já agora…o irmão não seria capaz de nos arranjar uma ou duas garrafas? Ou é pedir muito?

Um abraço vinícola

Obrigado!

Eu estou a morar em Luanda…

Estávamos longe de imaginar tal coisa!… obrigado na mesma!…

O Blogue do Syrah

Em registo muito pessoal pensamos que é um erro um produtor português só se preocupar com o mercado externo e descurar totalmente o mercado interno. Mais cedo ou mais tarde irá arrepender-se, dizemos nós.

Vamos pois falar citando sobre o que não conhecemos. As notas de prova –não confirmadas por nós – dizem que possui “cor ruby intensa. Aroma a fruta preta madura, especiarias, algum cacau e um toque balsâmico / mentolado. Boca redonda e fresca, focado na fruta, com taninos domados. A madeira confere-lhe uma boa estrutura estando perfeitamente integrada no conjunto. Apresenta um final sumarento e de boa persistência.” Estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho americano. A graduação alcoólica é de 14%. Fica o vídeo, assim mesmo!

Acabamos com uma citação de Oscar Wilde:
“Quando se trata de vinho eu tenho gostos muito simples: sempre escolho o que é melhor”

Infelizmente neste caso é coisa que não podemos dizer, temos gostos simples, e tentamos sempre escolher o melhor, desde que esteja a nosso alcance!

 

Classificação:                                                  Preço: 8,00€


 

Lapa dos Gaivões, João M. Barbosa vinhos , 100% Syrah, Alentejo, 2005 Ninfa, João M. Barbosa vinhos , 100% Syrah, Tejo, 2003

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Hoje vamos falar de dois Syrah, diferentes no terroir, mas ligados à mesma empresa. Porém, ambos estão esgotados faz muito, para nossa sempre grande tristeza!

A história da empresa familiar João M. Barbosa é recente, se a compararmos com algumas empresas portuguesas, mas a experiência pessoal adquirida já é muita. Nela colaboram todos os membros da família, sendo total a dedicação para produzir o melhor e o mais original que a terra dá, tanto no Alentejo como no Tejo. Duas unidades modernas criadas para produzir vinhos autênticos e diferentes.

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Desde pequeno que João Teodósio Matos Barbosa passeava com o seu avô, fundador da empresa Caves Dom Teodósio, observava as vinhas e o trabalho que lá se desenvolvia. É desta vivência que nasce a sua paixão pelo vinho e vontade de pertencer ao projecto familiar. Aprendeu e desenvolveu conhecimentos nas Caves Dom Teodósio, onde acabou por crescer com a empresa, caso de sucesso Português e marca referência no panorama vitivinícola nacional.

Em 1997, decidiu fundar a sua própria empresa, com produção a partir de uvas exclusivamente próprias, em produção integrada e biológica – vinhos de autor onde se expressa com inteira liberdade criativa, tirando sempre o melhor partido dos terroirs das duas regiões escolhidas. Cada uma dela, Tejo e Alto Alentejo, têm as suas adegas e respectivas marcas: Ninfa no Tejo (Adega Porta de Teira em Rio Maior) e Lapa dos Gaivões no Alto Alentejo (Adega Valle de Junco em Esperança, Portalegre).

João Barbosa não aceitou o desafio do Blogue do Syrah: fazer novas safras, do Lapa dos Gaivões e/ou do Ninfa! Até porque já passou um década sobre a realização dos dois Syrah que estamos aqui a relembrar… mas cada um sabe de si.

Sobre o Ninfa Syrah muito pouco podemos dizer. Não o chegámos a conhecer! Já estava esgotado aquando do nascimento do Blogue do Syrah. Em conversa com o produtor numa feira de vinhos alentejanos perdemos de vez a esperança de o poder ainda vir a encontrar. Se algum dos nossos leitores dele se recordar que venha aqui comentar de sua justiça!

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Em relação ao Lapa dos Gaivões, conseguimos ainda uma garrafa, que muito nos agradou, o que fica demonstrado na nota que lhe atribuímos. O enólogo foi António Ventura, e as notas de prova dizem que tem uma “cor avioletada e aromas florais, frutados e ligeiramente abaunilhados, está ainda muito presente toda a sua juventude, com os taninos a mostrarem toda a sua força e as notas de madeira ainda bem vincadas na prova de boca, é complexo e encorpado e melhorará certamente com o tempo em garrafa, o final é prolongado.” O estágio decorreu em barricas de carvalho Francês “Allier” e Americano durante 12 meses. Tem 14% de graduação alcoólica.

Se Victor Hugo disse que “Deus criou a água, mas foi o homem fez o Vinho” então a João Barbosa Vinhos tem a obrigação moral de retomar o caminho já traçado e lançar-se na aventura da produção de um novo monocasta Syrah! Fica o repto…

 

Lapa dos Gaivões
Classificação: 17/20                                                     Preço: 29,00€

Ninfa
Classificação:                                                                 Preço:


 

Quinta do Caldeireiro, 100% Syrah, Alentejo, 2009

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É com alguma emoção que falamos hoje de um Syrah que foi dos primeiros que bebemos, e foi igualmente o primeiro a que demos a nota de muito bom. Andávamos ainda a tactear o terreno e na altura pensámos: “Tem que ser pelo menos um 18”. Não sabemos, com toda a sinceridade, hoje que conhecemos 98% dos Syrah portugueses, se essa nota não seria superior!

Também não vale a pena estar a insistir muito nesta questão, principalmente porque é um Syrah que esgotou em 2013 e podemos dizer que ajudámos a acabar com as últimas garrafas, nós mais e uns noivos que no seu casamento encomendaram 50 caixas deste Syrah. Safra única portanto, infelizmente, do qual se produziram aproximadamente 3 mil garrafas!

O Quinta do Caldeireiro Syrah é um néctar bastante rico e forte, sem perder o toque clássico. Tem um teor alcoólico de 14,5% e o enólogo foi Manuel Ferreira. As notas de prova, em termos de aroma e paladar, dizem que tem “um sabor apimentado, apresenta notas aromáticas silvestres, como a cereja preta, a groselha, a amora preta, a ameixa e o damasco.” Syrah da região de Évora, com pouca produção e por isso mesmo pouco conhecido, frutado e muito agradável de beber!

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Sobre a herdade propriamente dita, sabe-se que a área plantada se resume a 3 hectares. A colheita e selecção foram manuais. É pois um Syrah artesanal feito com fermentação tradicional e maturação passando por carvalho.

Dizia Richelieu, o todo poderoso cardeal da França setecentista:
“Se Deus proibisse a bebida, teria ele feito o vinho tão bom?”

Em conversa na altura com o produtor, Sr. António, fomos de lhe perguntar para quando uma nova safra, ao que nos confidenciou: “Fiz este Syrah por dois motivos. Primeiro, porque o ano de 2009 foi excepcional para a casta e segundo queria ver se conseguia fazer um monocasta Syrah. Estou na casa dos setenta. Será muito difícil surgir um ano tão excepcional como o de 2009 por estes tempos mais próximos!”

Talvez seja difícil mas não impossível! Tenhamos paciência e esperemos o porvir!

Parafraseando Thomas Jefferson, na segunda citação do dia:
“O bom Syrah é uma necessidade diária para mim!”

 

 

Classificação: 18/20                                                    Preço: 10,00€


 

Já este texto estava concluído e publicado e eis-nos  a receber esta notícia de última hora.

Tivemos oportunidade de falar hoje de manhã com o enólogo Manuel Ferreira, que nos confidenciou ter sido acabado de confeccionar um novo Syrah, que deu cerca de 3000 litros, o que dará origem a 4000 garrafas de nova safra Quinta do Caldeireiro!
A colocação no mercado, salvo mudança de planos, está prevista para o final de 2016, entre Novembro e Dezembro. Nessa altura daremos conta de todos os pormenores!


 

Comenda Grande, Monte da Comenda Grande, 100% Syrah, Alentejo, 2009

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Do concelho de Évora surgiu este enorme Syrah, Comenda Grande, que só é pena termos usufruído apenas de duas garrafas, já na altura muito difícil de encontrar. Hoje podemos dizer com precisão e tristeza que está esgotado. O nome “Comenda” significa um antigo benefício honorífico concedido a eclesiásticos ou a cavaleiros de ordens militares. Este Syrah é uma grande comenda para quem teve a oportunidade de o degustar.

As notas de prova dizem que tem uma “cor granada densa e viva, aroma intenso e complexo onde sobressai a fruta madura e passas de ameixa, mas também um ligeiro floral e a sensação das madeiras de estágio. Ao sabor, revela-se macio, com grande estrutura, onde se destacam os taninos marcantes, sendo contudo fresco num final de boca prolongado e persistente.”

Tem uma graduação alcoólica de 15%, e o enólogo foi o engenheiro Francisco Pimenta. Foram feitas 4100 garrafas de 0,75 litros. Teve um estágio de 12 meses em barricas novas de 225 litros de carvalho Allier e de 8 meses em garrafa.

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O Monte da Comenda Grande é constituído por 43 hectares de vinha entre brancos, tintos, rosés e espumantes. A exploração agrícola da Comenda Grande foi iniciada por Maria José de Almeida Margiochi, neta de José Maria Eugénio de Almeida (hoje Fundação Eugénio de Almeida) e filha de Gertrudes de Almeida Margiochi e de Francisco Simões Margiochi.

Herdada por Maria Madalena de Noronha e seu marido João de Noronha, esta exploração agrícola de referência da casa Margiochi é hoje continuada por sua filha Maria de Lourdes de Noronha Lopes, pelo seu marido António Lopes e pelos filhos. Compreendendo uma área de 750 hectares, a exploração tem vindo a acompanhar a reconversão da agricultura alentejana, tendo realizado diversos investimentos de vulto nesse sentido. Assim, a par da reconversão de parte do sequeiro em regadio, não só reforçou as áreas de floresta, privilegiando o sobreiro (Quercus Suber), como plantou um moderno olival em cerca de 30 hectares para além de 43 hectares de vinha já referidos.

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Na vinha instalada, em que cerca de 36 hectares existem castas tintas e em 7 hectares castas brancas. São privilegiadas as castas mais marcantes do Alentejo – Trincadeira e Aragonez nas tintas e Arinto e Antão Vaz nos brancos – a par de outras em menor proporção mas que se consideraram poder constituir uma mais-valia em termos diferenciadores: Alfrocheiro, Tinta Caiada, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Syrah e Baga nas tintas, bem como Verdelho, Sauvignon Blanc e Roupeiro nas brancas.

Já dizia Fleming, Nobel da Medicina: “A penicilina curas os homens, mas é o Syrah que os torna felizes!”

Então imagine-se que o Syrah de Fleming seja este grande Comenda Grande e logo teremos a medida na nossa felicidade, e mais ainda com esta boa notícia que guardamos para o fim, acabando em beleza: é que ainda durante o ano presente, o novo Syrah Comenda Grande verá a luz do dia. Quando isso acontecer aqui estaremos para o apresentar com emoção multiplicada por sabe-se lá por quanto!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 18,00€

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Herdade das Mouras, Herdade das Mouras de Arraiolos, 100% Syrah, Alentejo, 2014

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No Alentejo mais uma vez, e sempre com todo o prazer, para conhecer este novíssimo Syrah de 2014, da Herdade das Mouras, vila de Arraiolos.

As notas de prova dizem que é “um Syrah de cor vermelho rubi. O aroma é de compota de frutas silvestres e especiarias. O paladar é encorpado e com final de boca elegante.” O consumo pode ser imediato ou durante os próximos 5 anos. A graduação alcoólica é de 13,5% e o enólogo de serviço é Jaime Quendera, homem com vasta experiência no mundo dos vinhos e muito especificamente no mundo dos Syrah.

O projecto Adega das Mouras começou no ano de 2000, com a compra das terras por parte de um empresário de Lisboa.

A herdade tem na totalidade mais de 300 hectares, estando uma grande parte ocupada com vinha. A herdade tem um verdadeiro mar de vinhas com mais de 226 hectares, sendo uma das três maiores vinhas contínuas da Europa, que ficou completa entre 2004/2005. As cepas mais velhas são de 2002, ano em que se começou a plantar a vinha. Entre 2000 e 2002 arrancou-se vinha para produção de uva de mesa que já lá existia e estudou-se o terroir específico da Adega das Mouras , de forma a preparar-se o solo para plantação de vinho e decidir-se as castas indicadas.

A casta Trincadeira, a nossa Alentejaninha representa 45% da vinha, mas há ainda Aragonez, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Syrah naturalmente, Tinta Caiada, Pinot Noir, Tinta Caiada, Tempranillo e Alicante Bouschet como castas tintas. Como castas brancas foram escolhidas 4 exclusivamente Portuguesas: Verdelho, Perrum, Antão Vaz e Arinto.

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A Adega das Mouras de Arraiolos é um projecto empresarial privado. Localizada no município de Arraiolos, histórica Vila do Alentejo, conhecida pela sua tradição secular de fabrico de tapetes bordados à mão, com o mesmo nome da terra, a Herdade das Mouras de Arraiolos é um testemunho vivo de uma nova geração de produtores que enriquece as mais genuínas tradições.

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O enólogo desta casa é Jaime Quendera, responsável por fenómenos de popularidade como os vinhos da Adega de Pegões e da Casa Ermelinda Freitas, que aliam a qualidade a um preço muito competitivo. Apesar de ser uma empresa ainda pouco conhecida no mercado, inclui as referências Castelo de Arraiolos, Conde de Arraiolos, Mouras de Arraiolos, Moira´s, Monte das Parreiras, Maria da Penha, Talha Real, Vinha da Mouras, Adegas das Mouras, entre outras. A aposta vai para a venda em quantidade nas grandes superfícies, não sendo por isso de surpreender que a adega tenha sido projectada, precisamente antes da vindima deste ano, para ter uma capacidade de produção de perto de 3 milhões de litros e de armazenamento cerca de 5 milhões.

Como dizia o cantor de Les Copains D’Abord, Georges Brassens, o homem de Sète:
“O melhor vinho não é necessariamente o mais caro, mas o que nós compartilhamos”

O Syrah da Herdade das Mouras é um Syrah novo, não muito complexo, fresco, para um tinto, e com uma relação qualidade/preço muito apreciável. Está aprovado!

 

Classificação: 15/20                                                     Preço: 3,70€

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Castas D´Ervideira, Ervideira, 100% Syrah, Alentejo, 2006

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Apesar da Ervideira ser uma empresa com algum impacto não só em termos de Alentejo mas também de toda a região sul, somente fez uma safra de Syrah, no já longínquo ano de 2006. O produtor, Duarte Leal da Costa, homem de grande simpatia e boa disposição, quando em 2013 o abordamos por causa da impossibilidade de encontrar o Syrah Ervideira no mercado, rapidamente se disponibilizou para nos conseguir umas quantas garrafas.

É um Syrah diferente, a nosso ver, em termos do que consideramos o paradigma para o Alentejo. As notas de prova escritas pelo produtor no contra rótulo da garrafa dizem-nos que é “de cor intensa e aromas de compota de frutas negras, especiarias e algum fumo. Na boca é aveludado e bem estruturado, elegante e persistente, deixando uma agradável sensação de prazer.” Tem uma graduação alcoólica de 13%. No entanto, a nossa opinião é que é ligeiro de cor, o aroma é bastante neutro, com muito pouca expressão, e é bastante diluído na boca, o que faz sobressair os taninos e certa acidez que não apreciámos.

Apesar de ser um Syrah correcto, está longe de expressar o que a casta pode dar, embora mostre alguma personalidade. Nos tempos que correm, isso é uma característica a ter em conta. Como já foi dito é safra única de 2006, o produtor tem ainda algumas caixas, mas em termos práticos podemos considerar que se trata de um Syrah esgotado, pois já foi retirado do mercado.

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As propriedades de Monte da Ribeira e Herdadinha ambos pertencem à família Leal da Costa, que pode ser rastreada até ao Conde de Ervideira, um fazendeiro bem sucedido que viveu entre séculos 19 e 20. O conde, que recebeu seu título do Rei D. Carlos, em reconhecimento por seu trabalho social na região, começou a produzir vinho em 1880, como se pode ver nas garrafas que a empresa exibe com orgulho na sua sala de degustação de vinhos. Com 160 hectares de vinhedos, divididos entre as fazendas Vidigueira e Reguengos, a administração da Ervideira é realizada pela matriarca da família D. Maria Isabel e seus seis filhos, sendo Duarte Leal da Costa o director executivo. A enologia está sob direcção de Nelson Rolo.

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A nossa citação de hoje é do actor e escritor americano W.C. Fields, que dizia com característica graça “Eu cozinho com Syrah, às vezes até o adiciono à comida.”

Apesar de tudo este Castas não chegou a tanto!

 

Classificação: 15/20                                                     Preço: 7,50