Category Archives: Setúbal

Grandes ‘terroir’ para grandes vinhos… e grande Syrah!

Fernão Pó, Adega-Winery, 100% Syrah, Setúbal, 2013

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Na península de Setúbal, o nome Fernando Pó, freguesia de Palmela, é incontornável quando se fala de vinhos. E como falar em vinho para nós é falar de Syrah, aqui vamos então para encontrar um Syrah recente, de 2013, com o nome marinheiro e peregrino de Fernão Pó.
Antes de passar ao que nos interessa propriamente dito, achamos interessante falar deste explorador e navegador do século XV, que dá o nome ao nosso néctar, reinava D. Afonso V, que descobriu as ilhas no Golfo da Guiné, que como tal levam o seu nome, assim como mais algumas ilhas e fundando povoados, existindo neste caso um Fernão Pó em Portugal, aliterado para Fernando, onde germina o nosso Syrah de hoje, e outro na Serra Leoa, imagine-se. Descendentes deste nosso navegador ainda vivem por cá, mas também em Cuba e Estados Unidos.

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Estamos pois em solos arenosos, banhados por clima mediterrânico. Em termos de vinificação, a fermentação acontece em cuba troncocónica a temperatura controlada entre 25º a 28ºC, remontado 4 vezes dia, com jacto manual e temperatura controlada. Dizem as notas de prova que este Fernão Pó possui “Média concentração, aroma com frutos negros e leve nota de pimenta preta. Macio e fácil na boca, boa acidez, taninos macios, tudo apontando para consumo imediato. Tem carácter gastronómico.” A graduação alcoólica é de 14%. O produtor aconselha a beber já ou guardar de três a cinco anos.

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A Adega Fernão Pó é uma empresa familiar de Fernando Pó, outra maneira de referir o mesmo nome, concelho de Palmela, resultado da junção das famílias Freitas e Palhoça. Ligadas à viticultura e produção de vinho há gerações, reúnem dois ramos da história vinícola de Fernando Pó. Os Freitas, antigos proprietários da região. Os Palhoças, descendentes da cultura “caramela”, vindos do norte de Portugal que se estabeleceram em “Foros” na região. Nos anos 50 Aníbal da Silva Freitas fundou a Adega. Em 1990, com o seu genro Custódio, lançou o primeiro vinho de marca própria. Hoje produz cerca de 660 mil litros de vinhos de vinhas próprias.

A planície de Fernando Pó é conhecida pela qualidade das suas uvas. Dividida em pequenas quintas desde a chegada do caminho-de-ferro em 1861, distingue-se pela camada de areias macias, a cobrir o solo de barro. O microclima temperado pelos rios Tejo e Sado protege e facilita a maturação perfeita das uvas. O resultado são vinhos conhecidos pela boa estrutura, corpo, cor e principalmente aromas. Vendidos a granel na região ou para adegas de outras lugares do país. Até de Espanha vinham buscá-los para lotear os seus vinhos.

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Na Adega Fernão Pó a escolha de castas tem sido por experimentação, em busca de um perfil de vinhos genuíno, complexo e gastronómico. Nos 60 hectares de vinhas da família destacam-se 34 hectares de Castelão, a casta de eleição da região. Mas também a apimentada Cabernet Sauvignon, que aqui amadurece bem, e ainda Touriga Nacional, Merlot, Alicante Bouschet, Tannat e Syrah. Nas castas brancas, a popular branca Fernão Pires, Síria, Verdelho, Viozinho e Moscatel.

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A família Freitas e Palhoça procura aliar a tradição ao melhor da tecnologia moderna. A Adega foi alvo de constantes melhorias ao longo do tempo, tendo capacidade de transformação de cerca de 1000 toneladas de uvas. E inclui preocupações sociais e ambientais, como a adesão aos programas Wine in Moderation e ao Business and Biodiversity, para além de produzir uvas com certificação ambiental.

Tradicionalmente vendido à porta da adega a pessoas vinham de variados lugares, como já dissemos, para aí demandar por vinhos bons e baratos para se abastecerem para o mês. Chegavam ao fim de semana, partilhavam histórias e petiscos. E nalguns casos ficavam amigos.

Segundo o enófilo João Filipe Clemente:

“Todo o grande vinho é caro, mas nem todo o vinho caro é grande!”

O Fernão Pó Syrah não é um grande Syrah, e também não é um Syrah caro, mas é um genuíno Syrah, nascido nas areias de Fernando Pó.
Segundo o seu produtor, companhia ideal de bacalhau, massas e queijos amanteigados, e seguramente também de algo vegan, diríamos alguns de nós.
Não duvidamos. Publique-se!

Classificação: 15/20                                                     Preço: 3,89€

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São Filipe, Filipe Palhoça, 100% Syrah, Setúbal, 2011

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Estamos em Setúbal, Quinta da Invejosa, Poceirão, para apresentar um Syrah a 100%, bem feito, numa palavra: honesto!
A boa relação qualidade/preço fazem deste Syrah uma boa hipótese para o consumo diário da nossa beberagem preferida.
Conhecem-se duas safras. A primeira de 2009 e a segunda, a que nos traz aqui hoje, de 2011.

A fermentação deste Syrah foi feita a 28ºC, com desengace total e maceração peculiar suave e prolongada em cubas de inox, seguida de estágio 8 meses em barrica de  carvalho. As notas de prova dizem-nos que este vinho tem uma “cor granada, com um aroma intenso e marcado por especiarias com corpo robusto e típico da casta. O paladar é macio e volumoso, com taninos suaves. O final é suave e persistente.” Tem um teor alcoólico de 14% e o enólogo responsável é o engenheiro Jaime Quendera.

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Filipe Palhoça, como produtor de vinhos, viu as suas raízes crescerem de uma pequena e antiga adega pertencente a seu pai, João Loureiro Palhoça. Desde cedo ligado ao mundo da viticultura e produção de vinhos, consegue adquirir novas propriedades e construir uma nova adega em 1984, na Quinta da Invejosa, freguesia do Poceirão.

Durante cerca de 20 anos a produção esteve orientada para o mercado a granel, mas com a crescente alteração do consumo e dos mercados nacionais e internacionais, deu-se início, em meados da década de 90, a uma nova fase de comercialização e engarrafamento do vinho, produzido com marca própria. Actualmente os vinhos são vendidos directamente na adega e em cadeias de supermercado.

Filipe Palhoça conta com 85 hectares de vinha, distribuídos em 8 propriedades. O seu encepamento está dividido pelas seguintes castas tintas, o Castelão (dominante), Syrah, Alicante Boushet, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, nas castas brancas existe apenas 10 hectares entre Fernão Pires (dominante) e Síria.

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As vinhas estão localizadas no concelho de Palmela, nomeadamente entre as freguesias de Poceirão e Marateca, em solos com características especificas e únicas desta região, designadamente solos arenosos. No campo ambiental todas estão inseridas no regime de produção integrada, respeitando assim o ambiente ao utilizar o menos possível produtos químicos.

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Equipada com a mais moderna tecnologia, todo o equipamento em inox, com cubas e lagares ligados ao sistema de frio com o objectivo de assegurar as fermentações a temperaturas controladas, capaz assim de vinificar toda a uva das várias propriedades de forma a produzir vinhos de qualidade. Uma adega funcional e tradicional mas aliada à tecnologia mais moderna, um espaço único com áreas desde a produção, armazenagem, cave, engarrafamento e comercial (loja do vinho).

Robert Mondavi um especialista em vinhos chegou a dizer que “Fazer vinho é uma técnica; fazer um bom vinho é uma arte.” Diríamos que o Syrah São Filipe, de Setúbal, é um vinho tecnicamente bem feito! Mas não mais do que isso!

 

Classificação: 15/20                                                Preço: 6,19€

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Ameias, Sivipa, 100% Syrah, Setúbal, 2013

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Desta vez em Setúbal, para falar de um syrah que tem vindo paulatinamente a melhorar ao longo dos anos. O melhor é mesmo este de 2013. Estamos a falar do Ameias da Sivipa – Sociedade Vinícola de Palmela, S.A.

Um syrah que bebemos ciclicamente, com uma boa relação qualidade-preço, e que de ano para ano nos tem agradado cada vez mais.

É um syrah com uma graduação alcoólica de 14,5%. É feito de vinhas com 12 anos de idade, na pujança da vida portanto, provindo de solos arenosos típicos daquela zona da península de Setúbal.

Podemos caracterizar este syrah em termos visuais como possuindo grande intensidade corante de tons rubi escuro e as notas de prova dizem-nos que tem “aroma a frutos vermelhos maduros, e é macio, redondo e equilibrado.”

Tem ganho vários prémios nacionais e internacionais e foi produzido em 2009, 2010 e a presente safra de 2013.

Nos últimos anos os monocasta da SIVIPA têm sido premiados em todo o mundo. Nesta nova colheita de 2013 destaca-se o Syrah, que acaba de obter também 90 pontos da AEP – Associação de Escanções de Portugal, recebendo a prestigiada Tambuladeira de Ouro. Os prémios são tanto mais extraordinários quanto o posicionamento da SIVIPA é partilhar o melhor da região de Palmela a preços acessíveis.

Nós aqui no blogue do syrah não nos deixamos deslumbrar com os prémios. Degustamos o vinho e damos o nosso parecer, subjectivo, mas sempre o mais imparcial possível , na nossa qualidade de consumidores e amantes desta bebida…  e nada mais do que isso!

E agora é relevante dar aos nossos leitores falarmos sobre alguns dados sobre a Sivipa.

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A SIVIPA – Sociedade Vinícola de Palmela, SA foi criada no ano de 1964 por um grupo de vitivinicultores que se uniram para formarem esta sociedade com o objectivo de engarrafar os vinhos das suas produções e de os colocarem no mercado.

O objectivo seria conseguir obter uma mais valia através do mercado de vinhos engarrafados, pois nesta altura pretendia-se acabar com a comercialização de vinhos a granel e vinhos em barril.

Entretanto na década de 90 entrou para o capital da sociedade uma das famílias com maiores tradições na produção de vinhos da região de Palmela, a família Cardoso, que através dos seus 400 ha de vinhas e com produções na ordem de 2 milhões de litros anuais assegurava uma maior homogeneidade na qualidade dos vinhos. Nesta altura começou-se a apostar nos vinhos certificados e de maior qualidade.

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Hoje em dia a Sivipa é uma sociedade com grande reputação na produção de vinhos e moscatéis.

Somente três dados importantes a considerar e a reter:

Volume de vendas no primeiro ano – 1 012 000 litros.

Inicio da produção de Moscatel de Setúbal – ano de 1979.

Construção da actual linha de engarrafamento – ano de 1999.

Alexandre Santucci disse que “Abrir um bom syrah e saborear a vida é tão bom quanto sempre encontrar um motivo para sorrir, e isso é tão parecido com o amor! “

Ora aí está! O Ameias syrah pode ser o primeiro passo para isso mesmo!

 

Classificação: 15/20                                           Preço: 6,50€

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Adega de Pegões, Cooperativa de Pegões, 100% Syrah, Setúbal, 2012

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Novo syrah, de qualidade, como sempre, agora de Setúbal, mais precisamente de Pegões.

A Cooperativa de Pegões é um verdadeiro colosso no panorama vitivinícola português!
Produz 12 milhões de garrafas de vinho por ano, distribuídas por 48 referências, que é assimilado em 75% pelo mercado nacional. Os outros 25% são para exportar, praticamente para todo o lado. Apresentar aqui a lista de países nos diversos continentes em que os vinhos da  Cooperativa de Pegões estão representados seria fastidioso, mas interessante, porque são algumas dezenas!

Mas o nosso interesse está todo canalizado para o syrah da Adega de Pegões!
Existe desde 2004, ano da primeira safra. Daí para cá tem havido syrah  novo todos os anos. O último, que é aquele que o consumidor consegue encontrar com alguma facilidade nos hipermercados em Portugal, é de 2012. Para nós é o melhor. Superior às duas safras anteriores que também conhecemos bem!

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Em conversa com a Eva Figueira, secretária da Cooperativa e pessoa muito bem informada sobre tudo aquilo que ao syrah diz respeito, para além duma grande simpatia, ficamos a saber que a produção do syrah de 2004 até 2010 foi de 10000 garrafas por safras. Em 2011 e 2012 o volume de garrafas produzidas duplicou, fixando-se nas 20000. É um bom indicativo, quer da qualidade do produto em relação ao preço, quer da reacção positiva do consumidor português em relação ao syrah. Reacção esta que por nós haverá de ser cada vez mais entusiasta e total. Estamos aqui para isso!

O enólogo deste syrah é Jaime Quendera, responsável por estas notas de prova: ”Notas de frutos vermelhos/pretos muito maduros , notas de compota , volumoso na boca , final muito prolongado.” A cor é granada, a fermentação foi realizada em cubas de lagar inox com temperatura controlada seguida de maceração pelicular prolongada. O envelhecimento foi de 12 Meses em pipas de carvalho americano e francês, seguido de 4 meses em garrafa, antes de ser lançado no mercado.

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A Península de Setúbal, região onde estão situadas as vinhas da Cooperativa de Pegões, assim como outras grandes herdades de que já aqui falámos e continuaremos a falar, é caracterizada por um microclima com óptimas condições climáticas, únicas onde se destaca os solos arenosos ricos em água e o clima Mediterrâneo com influência marítima devido à proximidade do mar. A perfeita harmonia destes elementos favorecem o desenvolvimento de castas nobres perfeitamente adaptadas originando vinhos de qualidade.

Agora precisamos de um pouco de história para percebermos o porquê de chamarmos colosso à Cooperativa de Pegões.

Foi o grande proprietário rural e industrial de cerveja José Rovisco Pais quem doou as suas herdades de Pegões aos Hospitais Civis de Lisboa. Nelas viria a ser executado o maior projecto de colonização interna com a fixação de centenas de casais agrícolas e a plantação de 830 hectares de vinha. A Cooperativa Agrícola constituída por Alvará de 7 de Março de 1958 veio fornecer o apoio técnico e logístico à elaboração dos primeiros vinhos de Pegões.

Numa primeira fase da sua existência a Cooperativa beneficiou de substanciais apoios financeiros e tecnológicos do sector estatal. Nos últimos 15 anos a Cooperativa empreendeu uma estratégia sistemática de modernização e estabilização financeira com o objectivo de melhorar e valorizar os vinhos da sua marca.

Neste período a Cooperativa investiu cerca de 7 milhões de Euros para dotar a Adega com sistemas de vinificação e estabilização a frio, revestimento a “EPOXY” dos primitivos depósitos de cimento, complexo de cubas de INOX para fermentação com controle de temperatura, prensas de vácuo e pneumáticas, modernas linhas de enchimento e rotulagem, ETAR, caves para estágio de vinhos com mais de 1.000 barricas, obras de beneficiação e conservação geral de edifícios e pavimentação dos acessos fabris. No plano da organização interna, avançou-se na informatização da empresa que, neste momento, já está certificada.

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Se, como dizia o filósofo alemão do século XIX Ludwig Feurbach, Der Mensch ist, was er ißt – O homem é o que come”, nós aqui no Blogue do Syrah dizemos que “O homem é o Syrah que bebe”. Eventualmente o mesmo se pode aplicar à mulher, cada um, ou uma, que o diga. Certo é: quem beber syrah da Adega de Pegões faz uma óptima escolha, com uma qualidade acrescida de ano para ano… temos dito!

 

Classificação: 16/20                                           Preço: 4,99€

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Cascalheira, ASL Tomé, 100% Syrah, Setúbal, 2013

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Hoje vamos conhecer um Syrah feito em Pinhal Novo desde 2008, e com grande sucesso. Todo ele comercializado na zona e arredores, em termos de restauração, sem nunca considerar o resto do país ou a exportação.

O Cascalheira Syrah é um vinho de taninos envolventes, macios e maduros, com fruta bem madura, de que resulta um vinho suave e encorpado.

A vinificação foi feita em cubas de inox após um desengace completo, onde terminou a fermentação alcoólica com temperatura controlada, depois de maceração prolongada.

Seguiu-se um curto estágio de 3 meses em Carvalho Francês. Apresenta cor intensa, notas de fruta preta, acidez marcante e final longo. Aroma limpo. Na boca apresenta boa estrutura e boa persistência. Possui uma graduação alcoólica de 14,5%.

É um Syrah novíssimo. Foi engarrafado já este mês de Fevereiro. E foi graças à gentileza do produtor, que ao enviar-nos duas garrafas para serem por serem por nós degustadas nos permitiu estar aqui a falar desta novidade em primeira mão.

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Desde 2008, data da primeira safra, a A.S.L. Tomé, iniciais de Américo Sousa Lopes, já fez 5 safras que variam entre os 4000 litros e os 5000. No ano de 2010 atingiu-se o pico de 6000 litros de Syrah. Esta última safra tem 3000 litros. Apesar desta diminuição o produtor Carlos Branco garantiu-nos que o monocasta Syrah é para continuar. E isso é sempre uma boa notícia. Cada garrafa é vendida à porta da adega a 3,5 euros, preço que sobe quando o syrah é vendido na restauração da zona. A este tema disse-nos Carlos Branco: “A nossa preocupação sempre foi a de produzir um Syrah ao nível dos Syrah de topo que se fazem na Península de Setúbal, mas a um preço muito mais contido, com o intuito de obter uma relação Qualidade/Preço benéfica para o consumidor. Conseguimos fixar o preço final em 3,50€ cada garrafa e não pensamos alterar o preço nos próximos anos.”

A Firma ASL-Tomé, Sociedade Vinícola, Lda. é uma das empresas mais antigas de Pinhal Novo.

A propriedade onde se encontra situada a sede da A.S.L.-Tomé, Sociedade Vinícola, Lda., foi pertença dos antepassados dos actuais proprietários e vem sendo herdada sucessivamente há, pelo menos, cinco gerações da mesma família.

Contudo, foi dividida ao meio há cerca de 60 anos, por ocasião de partilhas feitas na altura. Na outra metade situa-se agora um conhecido hipermercado.

É composta por uma parte agrícola (vinha e outras plantações, nomeadamente três pomares e uma horta) e por uma parte composta por escritórios, adegas, lagares e cubas de vinificação, etc.

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A firma possui ainda mais sete propriedades situadas no concelho de Palmela, estas destinadas exclusivamente à cultura de vinhas.

A propriedade em Pinhal Novo onde está instalada a sede ocupa, na totalidade, cerca de 5,5 hectares, sendo o espaço ocupado pela vinha de cerca de 4,5 hectares. A adega actual foi construída em 1947, substituindo uma outra que já existia no local desde fins do século XIX. A firma A S L – Tomé, Sociedade Vinícola, Lda. foi constituída em 1992, embora esta constituição tenha sido apenas uma mudança de nome e uma actualização do capital social e das partes integrantes da sociedade, da qual passaram a fazer parte a última geração da família. A designação anterior era Américo de Sousa Lopes & Herdeiros e começou a funcionar em 1953, produzindo vinho e fazendo a sua distribuição, principalmente na região da Grande Lisboa, distrito de Setúbal , Alentejo e Algarve. Na altura, imperava a venda a barril, além da venda directa, a quem se deslocasse à adega. Havia ainda criação de gado, o que deixou de acontecer há cerca de 20 anos atrás.

Hoje, a venda traduz-se principalmente em vinho engarrafado, embora ainda subsista a venda de vinho em barril (a granel) em muitas das tabernas do distrito de Setúbal.

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Recentemente, a firma passou a fazer parte da Rota das Adegas da Península de Setúbal, tendo para o efeito recuperado uma casa de lagares antiga, onde decorrem com frequência eventos de cariz cultural (concertos, workshops), provas de vinhos, festas temáticas e conferências, havendo ainda uma galeria para exposição de pintura e fotografia.

Se é verdade que “Enólogo é aquele que, diante do vinho, toma decisões. Enófilo é aquele que, diante de decisões, toma vinho” confidenciemos a seguinte decisão:
o aspecto mais positivo que podemos destacar em relação ao Cascalheira Syrah 2013 é que tem muitas potencialidades para evoluir no tempo.
Como o preço é bastante acessível talvez seja uma boa solução comprá-lo agora em quantidade para o beber daqui a mais uns anos.
Que tal?

Classificação: 15/20                                           Preço: 3,50€

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Só Syrah, Quinta da Bacalhôa, 100% Syrah, Setúbal, 2008

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Voltamos mais uma vez a Setúbal para vos apresentar o Syrah,que pertence à Quinta da Bacalhôa, a terceira grande empresa vitivinícola cuja sede se encontra na Península de Setúbal. As outras duas grandes empresas vitivinícolas sediadas na Península de Setúbal são a Ermelinda Freitas, de que já apresentamos aqui o respectivo syrah, e a José Maria da Fonseca cujo syrah foi também aqui apresentado.

Chegou hoje a vez da Quinta da Bacalhôa, um autêntico império no mundo da uva e do vinho em termos nacionais. Mas já lá vamos.

Falemos agora do que importa que é do Syrah. A primeira safra é de 1999 ( guardamos religiosamente duas garrafas desse ano) a que demos uma classificação de 18/20. Houve safras em 2003, 2004, 2007 e 2008. Esses são os anos que conhecemos. Da empresa ninguém falou connosco de modo que não sabemos de outras safras. Mas podemos dizer que em relação às notas de prova “tem fruta madura, ameixa preta e bagas silvestres, junto com notas de especiarias e hortelã-pimenta. Muito bom equilíbrio, com corpo cheio a envolver os taninos sedosos, sumarento e sedutor.” A graduação alcoólica do ano de 2008 é de 14,5%.

Agora a notícia triste. Apesar de se tratar de um potentado vitivinícola e de ter um monocasta Syrah desde 1999, e prosseguiu até 2008, ou seja, 9 anos de Syrah, e de qualidade, a Bacalhôa decidiu acabar não com a casta, que continuará a ser utilizada nos respectivos “blends”, mas com o vinho monocasta. Deu como justificação, que o Blogue do Syrah não aceita como plausível: “questões de ordem financeira”! Assim mesmo nos foi dito o ano passado na Feira dos vinhos 2014, que aconteceu na antiga FIL.

Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., é uma das maiores empresas vinícolas de Portugal, e desenvolveu ao longo dos anos uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Presente em 7 regiões vitícolas portuguesas, com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. A cada uma das entidades que constituem a Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A. – Aliança Vinhos de Portugal, Quinta do Carmo e Quinta dos Loridos – corresponde um centro de produção com características próprias e um património com intrínseco valor cultural. É à dinâmica gerada pelo cruzamento destas várias identidades, explorada com recurso à tecnologia mais actual que a Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A. deve a sua capacidade única no competitivo mercado português de oferecer um vinho de qualidade.

Em 1998, José Berardo tornou-se o principal accionista e prosseguiu a missão da empresa, investindo no plantio de novas vinhas, na modernização das adegas e na aquisição de novas propriedades, iniciando ainda uma parceria com o Grupo Lafitte Rothschild na Quinta do Carmo.
Em 2007 a Bacalhôa tornou-se a maior accionista na Aliança, um dos produtores mais prestigiados nas categorias de espumantes de alta qualidade, aguardentes e vinhos de mesa. No ano seguinte, a empresa comprou a Quinta do Carmo, aumentando assim para 1200ha de vinhas a sua exploração agrícola.

A Bacalhôa dispõe de adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro. Com uma capacidade total de 20 milhões de litros, 15.000 barricas de carvalho e uma área de vinhas em produção de cerca de 1.200 hectares, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no sector, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência. Para a Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A., empresa de tradição familiar que remonta aos anos de 1920, a memória das origens é uma questão de honra.

Na Quinta da Bassaqueira, anexa à vinha da propriedade, localiza-se a sede da empresa, Bacalhôa Vinhos de Portugal. Inclui a adega central, a Loja de Vinho e os magníficos jardins onde sobressaiem as suas oliveiras milenares. A Bacalhôa Vinhos de Portugal instalou-se, desde 1997, na zona vitivinícola de Azeitão, no “coração” da Península de Setúbal, num edifício emblemático, símbolo da modernidade ancorada na tradição.

A vinha que rodeia o lago é plantada com as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. O centro de vinificação vinifica as uvas da Quinta e as de todas as propriedades localizadas na Península de Setúbal. Aqui está centralizada a operação de engarrafamento e armazenamento de produtos já acabados. Este centro muito extenso distribui-se por diferentes edifícios, com os sectores de recepção das uvas e vinificação clássica, fermentação em barris, armazenamento, preparação para engarrafamento, linhas de engarrafamento, estágio de vinhos generosos, estágio de garrafas.

Em 1997, a Bacalhôa Vinhos de Portugal, então designada JP Vinhos, transfere-se de Pinhal Novo para a zona vitivinícola de Azeitão no “coração” da Península de Setúbal e instala-se num edifício igualmente emblemático, projectado e construído por António d’Avillez, símbolo da modernidade ancorada na tradição.

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Junto ao Palácio e Quinta da Bacalhôa, a vinha tem 14ha e foi plantada em 1972. A pedido de Thomas Scoville, então dono da Quinta, António Avillez instalou aqui uma vinha a fim de produzir um vinho com um encepamento semelhante ao utilizado em Bordéus, nomeadamente no Médoc. Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot são as castas tintas aqui produzidas. A vinha plantada na Quinta da Bacalhôa encontra o terroir ideal para a produção de excelentes vinhos: solos argilo-calcários bem drenados e clima ameno devido à forte influência atlântica.

Aqui se produz, em anos excepcionais, o vinho Palácio da Bacalhoa.

As outras quintas são:

– A Quinta da Catarina

– A vinha dos Frades

– A Vinha Casais da Serra

– Quinta dos Quatro Ventos

– Quinta da Garrida

– Quinta da Terrugem

– Quinta D´Aguiar

Voltemos ao syrah… Que acabou, dizem as más línguas, devido ao êxito alcançado pelo syrah de 2005 da Ermelinda Freitas como relatámos aqui. Devido a isso, ou não, a verdade é que já há poucas garrafas disponíveis no mercado. Seguramente ainda existe na garrafeira Estado d’ Alma e também, por exemplo, na Loja do Vinho no Bacalhôa Buddha Eden.

É uma pena porque, como dizia alguém que ficou anónimo para a História:
“Quem bebe syrah vive menos…menos stressado, menos tenso, menos deprimido, menos frustrado, menos doente do coração!”

Os amantes do sumo de uva terão que encontrar alternativas e felizmente elas existem e em quantidade… A Bacalhôa com o passar do tempo irá ver o erro grosseiro que acabou de cometer!

Classificação: 16/20                                           Preço: 12,50€

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