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Rolha com cristais… porquê?

Por vezes, depois de abrir uma garrafa de Syrah, verificamos que na rolha, sobretudo na parte que esteve em contacto com o líquido, há pequenos cristais em forma sólida!
Que pode isto significar? Devemos mandar o vinho de volta?

Bem, se tudo o demais estiver conforme o que esperamos, isto apenas significa que se geraram cristais de ácido tartárico, resultantes da precipitação deste ácido com potássio, e são chamados os Diamantes do Vinho. Também se podem encontrar no fundo das garrafas, devido a temperaturas baixas, igualmente designados por bitartarato de potássio.

São pois cristais naturais, em nada prejudicam o nosso Syrah, sendo para os conhecedores o indicador de que as uvas permaneceram por tempo prolongado nas videiras antes de serem colhidas, desenvolvendo, portanto, mais personalidade e riqueza de aromas. Diz-nos também que o vinho não foi submetido ao processo de estabilização pelo frio que, por sua vez, não somente precipitaria os cristais antes do engarrafamento, mas removeria substâncias coloidais, muitas delas responsáveis pelas características próprias da uva utilizada na sua produção.

Portanto, a existência destes cristais é um sinal de qualidade. Isto na Europa porque nas Américas tal é considerado um incómodo.

Quanto a nós, ficamos sempre muito felizes quando encontramos este sinal de bom augúrio nos nossos Syrah, quer na rolha quer no fundo do copo, chegando mesmo a permitir que se dissolvam no palato, sempre um momento muito especial!


 

O uso de Carvalho nos barris

Hoje vamos falar de madeira, e de um tipo de madeira em particular, o Carvalho, e da sua relação com o mundo dos vinhos, relação esta quase indispensável. Portanto é o Barril que está em causa neste texto.

O interior do Barril
Quando falamos de Syrah, quase sempre referimos a importância do estágio em madeira, por exemplo, e mais particularmente do Carvalho, sendo o francês o mais utilizado. Possui maior impermeabilidade, maleabilidade, resistência e leveza. Está  comprovado que o carvalho é a madeira que melhor se une ao nosso Syrah, conferindo-lhe muitas das propriedades que tanto apreciamos destacando ainda mais todos os aromas e subtilezas.
De referir que na construção de um barril de carvalho o uso de pregos ou cola é dispensável.

Principais benefícios da madeira

  • Permite micro-oxigenação, benéfica para a estrutura do vinho, garantindo a
    sua longevidade.
  • O vinho recebe da madeira sabores e aromas, em maior ou menor grau dependendo do processo de fabrico, principalmente da cura do barril.
  • O carvalho também possui a propriedade de amaciar e arredondar os taninos
    de um vinho, ou seja, suavizar os taninos rebeldes de algumas castas.
  • Uma parte da estrutura dos vinhos, provém também dos taninos que o
    carvalho fornece, importante ainda para intensificar a cor.
  • O barril é igualmente responsável por estabilizar a cor final do vinho.

Mais alguns factos

  • Tanoeiro é o nome do artesão que fabrica o barril, e a arte do seu fabrico a
    Tanoaria.
  • O barril de carvalho não contém pregos nem cola, como já referimos, as ripas são aquecidas para se tornarem flexíveis e desta maneira encaixarem em perfeita
    vedação.
  • O carvalho mais comum nas barricas é o francês e o americano, esse dado assume tal importância que é sempre referido na ficha técnica.
  • Os barris mais novos são os mais apreciados e desejados por carregarem
    consigo mais aromas e taninos, sem que os seus poros estejam de
    certa forma fechados com depósitos de outros vinhos.
  • No processo de fabrico, o barril é em maior ou menor grau queimado por dentro, dependendo das características finais que se pretendem.
  • Quercus Robus, Quercus Sessiliflora, Quercus Alba são espécies de carvalho utilizados nos barris e armazenamento do vinho. Já a espécie Quercus Súbir, também conhecida como Sobreiro, é o tipo de carvalho que não é utilizado para o armazenamento do vinho, mas sim na fabricação das rolhas.
  • Devido à sua estrutura molecular, o carvalho americano pode ser serrado, porém o carvalho francês apenas pode ser partido. Após esta etapa, a madeira entra no processo de secagem, que pode durar de dois a três anos.
  • Por fim, referimos ainda que pode dar-se o caso, veja-se o nosso querido Quinta de Ventozelo, do vinho nunca passar por madeira, somente inox. Acontece quando as uvas já trazem em si o aroma da madeira, entre outros atributos.

 

Syrah e seus problemas

Tal como o ser humano, também um Syrah pode ter problemas com os quais nos defrontamos quando queremos degustar o conteúdo de uma garrafa que adivinhamos precioso. E não são tão poucos como isso. Vamos ver.

Hoje em dia todo o processo de elaboração do vinho, quer seja artesanal ou industrial, segue normas estritas de controlo de produção e de mediadas higiénicas. Está fora de causa colocar no mercado Syrah com aromas impróprios ou desagradáveis, com todas a consequências que tal acarreta. Embora uma enorme variedade de recursos enológicos aplicados na actividade vitivinícola tenha eliminado muitos dos defeitos que eram comuns no passado, há sempre aqueles “defeitos” que, quando presentes de forma subtil, podem ser interpretados como qualidade, por contraditório que isto possa parecer assim à primeira vista. Os esquemas usados para a interpretação sensorial do vinho inclui, como se pode ver, a fatia dos Defeitos.

Vejamos alguns destes imprevistos e o que significam exactamente.

Efeito de Rolha
Em francês, bouchon significa rolha, logo ‘bouchonné’, em tradução literal, é um vinho rolhado. Em inglês diz-se ‘corked’, de cork, rolha, portanto vamos dar ao mesmo. Estaremos então em presença de um Syrah infectado por um composto tricloroanisol, conhecido como TCA, substância química que surge da presença de fungos na rolha de cortiça. Tal elemento ofusca os verdadeiros aromas do fermentado, dando-lhe um cheiro terrível a mofo. E só pode ser identificado depois de o vinho ser aberto. Este problema atinge cerca de 5% das garrafas no mercado, algo equivalente a mais de 1 bilhão de recipientes a cada ano. Embora a rolha de cortiça natural seja identificada como a maior culpada por este defeito, há também outros produtos como os usados no tratamento e limpeza de madeiras, e fenóis, naturalmente encontrados nas rolhas. Concluindo, um vinho com sabor a rolha, que aliás logo se identifica pelo estado da rolha, como já dissemos noutro artigo, é vinho para deitar fora, infelizmente.

Brettanomyces
Brettanomyces é uma família de leveduras que pode atacar o vinho ou o mosto em fase final de fermentação. Popularmente chamada de “Brett”, esta levedura produz aromas de couro, suor e bacon. No entanto, quando levemente presente, sem encobrir o carácter da fruta, pode adicionar complexidade ao Syrah. Podemos observar isto em muitos dos principais produtores do Rhône. Que melhor exemplo para falar disto senão o nosso bem amado Brett Edition, da Herdade do Arrepiado Velho…!

Oxidação
Oxidação é o processo em que o oxigênio actua como catalisador de uma série de reacções indesejáveis e irreversíveis no Syrah. No entanto uma leve presença pode ser interpretada como qualidade, como é o caso de alguns vinhos emblemáticos de Espanha. De forma geral, a oxidação pode ser notada visualmente por dar à bebida tons alaranjados e enegrecidos. Uma série de substâncias podem ser indicativas de oxidação: Acetaldeído – presente em pequenas quantidades, pode contribuir para a complexidade do vinho, como no caso do Jerez;  Acidez volátil – termo popularmente utilizado para descrever a presença de ácido acético no vinho; Etil acetato – responsável pelo aroma normalmente ligado ao vinagre; Cozimento – em clara referência ao processo de produção do Vinho da Madeira, esta oxidação desenvolve-se pelo aquecimento prolongado da matéria fermentada.

Redução
Trata-se do fenómeno inverso ao da oxidação. São reacções químicas que se desenvolvem em ambientes livres de oxigénio. No caso do vinho, quando se diz que está “reduzido”, ou com “aroma de redução”, significa que alguns compostos sulfúricos indesejáveis foram produzidos. Certas leveduras, diante de condições extremas de carência de nutrientes no produto, passam a alimentar-se de aminoácidos que contêm enxofre, produzindo estes compostos indesejáveis, como o sulfeto de hidrogênio (H2S), mercaptanos e tióis. A incidência de iluminação directa por período prolongado acelera este processo de produção destas substâncias, um mal conhecido como “gosto de luz” (goût de lumière). Mais alguns elementos dão a sua achega nesta matéria. Eis mais algumas: Sulfeto de Hidrogénio, que possui o aroma característico de ovos cozidos em excesso, mas que normalmente agitando-se o vinho na taça ou decantador conseguimos eliminar este problema; Mercaptanos – também são compostos sulfúricos e podem ser produzidos pela acção de leveduras nos aminoácidos do vinho ou nas moléculas de sulfeto de hidrogénio, manifestando-se por aromas de gás de cozinha, alho e repolho, e é um problema difícil de eliminar na totalidade; Tióis e outros dissulfitos – são originados a partir da oxidação de mercaptanos, produzindo aromas de borracha e borracha queimada, e são defeitos permanentes, não podendo ser corrigidos.

Cristais e borras
Não são propriamente defeitos. Cristais de tartarato podem indicar um processo de estabilização leve ou sua ausência. Já as borras ocorrem naturalmente com a evolução dos vinhos tintos e alguns fortificados em garrafa. Também denotam pouca ou nenhuma estabilização e filtração. Não oferecem risco quando ingeridos.

Depois desta lengalenga, que seria de um Syrah livre de defeitos e problemas? Syrah pasteurizado, sem carácter e personalidade? Provavelmente. Para onde iria a complexidade e o trabalho do enólogo que tanto apreciamos?
A polémica fica no ar!


 

O Tempo e o Syrah

Dentro de uma garrafa, no barril, onde quer que esteja, o nosso Syrah, sob a acção do tempo, está sempre em movimento, activo, em transformação, em suma, vivo!
Vamos tecer algumas considerações sobre este tema, ao sabor da pena e das ideias.

Os processos que acontecem na bebida alcoólica que é o Syrah são de natureza fisico-química e microbiológica.
Enquanto está na adega, é o Enólogo que supervisiona a sua evolução, procurando atingir os padrões de qualidade que estabeleceu para si próprio. As variações são muito subtis a nível de características sensoriais, assim como as mudanças de cor. Nesta fase tudo é controlado ao pormenor. Os aromas próprios de cada casta (primários) passam de elementos principais a precursores aromáticos, transformando-se em aromas de fermentação (secundários). Estes formarão o aroma final (aromas terciários). Tudo o que irá existir no produto final já  faz parte da constituição da uva, e não pode ser acrescentado. Acetatos, terpenos, fenóis, compostos de enxofre, são alguns dos elementos que em quantidades limitadas, podem influenciar positivamente o aroma final. Há o carvalho, que pela oxigenação controlada ou pelo aporte de substâncias, pode beneficiar o perfil final do Syrah.

Quando este deixa a adega, entra em jogo a expressividade dos taninos presentes, dando lugar a modificações gustativas causadas pelos períodos de amadurecimento e envelhecimento. Isto é devido à polimerização dos taninos, reacções nas quais os processos se misturam, diminuindo a adstringência e favorecendo a sensação de maciez. Quanto maior for a riqueza fenólica, mais tempo será necessário para suavizar os taninos e atingir o auge qualitativo. O envelhecimento na garrafa eleva a qualidade sensorial a um nível superior, na qual aromas e sabores aumentam sua complexidade. É um período crítico, exigindo garrafas bem fechadas, armazenadas em temperatura abaixo de 20ºC e sem variações, ao abrigo da luz, para que ocorra uma evolução lenta e harmoniosa.

Pelo dito, pode-se perceber que a longevidade e finura de um Syrah vai depender da sua constituição intrínseca a nível de polifenóis e compostos aromáticos,  aliadas ao uso de técnicas enológicas apuradas e de um período de amadurecimento bem controlado!

É só ir à nossa lista de Syrah e escolher…


 

Rui Reguinga, um enólogo do Syrah à maneira do Rhône

Desde a segunda metade dos anos 90 que se produz Syrah em Portugal. O Blogue do Syrah tem feito o seu papel na divulgação desse percurso por terras lusas. Já dissemos várias vezes que em Portugal se produz do melhor Syrah do mundo!
Como o Syrah é feito por pessoas, é natural que o Blogue do Syrah fale de quem colocou o Syrah português nas bocas do mundo, já que são eles os principais responsáveis pelo aparecimento deste espaço de apresentação, apreciação, devoção e divulgação.
Na sequência de artigos anteriores sobre os enólogos que fazem Syrah em Portugal, trazemos hoje à ribalta Rui Reguinga, que tem no seu currículo três Syrah, um com várias colheitas, um outro é a primeira até ver e o terceiro foi colheita única.

Aqui vão eles, ambos de peso, como se pode ver pelas classificações atribuídas:


Tributo, Rui Reguinga, 85% Syrah, 10% Grenache, 5% Viognier, Tejo
Classificação: 18/20

Gemelli, Rui Reguinga, 85% Syrah, 15% Grenache, Tejo
Classificação: 18/20

Pedra Basta, Sonho Lusitano Vinhos Lda, 95% Syrah e 5% Viognier, Alentejo
Classificação: 18/20

Vejamos cada um em pormenor.

Tributo, Rui Reguinga, 85% Syrah, 10% Grenache, 5% Viognier, Tejo
Este vinho regional do Tejo, produzido a partir das castas Syrah (85%), Grenache (10%) e Viognier (5%), é feito bem à maneira dos franceses do Vale do Rhône, assumidamente. As notas de prova apresentam este Syrah da seguinte maneira: “De cor rubi, apresenta um aroma de grande intensidade, complexo, com notas de fruto vermelho maduro e amoras e um toque balsâmico da barrica. Paladar equilibrado, muito elegante, com uma boa acidez. Final longo, com uma agradável persistência. As características que melhor defendem este néctar são a elegância, equilíbrio e complexidade, apresentando-se com grande potencial de envelhecimento.” Tem graduação de 15%.
Rui Reguinga acredita que é o terroir que está na raiz de tudo. Como ele diz: “Acredito que qualquer casta no terroir ideal pode produzir grandes vinhos…”
Não estamos em presença de um Syrah a 100%, como preferimos, mas reconhecemos e aceitamos a herança cultural importada da nobre região onde foi beber a sua génese.

Gemelli, Rui Reguinga, 85% Syrah, 15% Grenache, Tejo
Em 2006 Rui Reguinga deu à luz um outro Syrah, também do Tejo, hoje esgotado, uma edição especial, em associação com um restaurante da capital, o Gemelli, do chefe Augusto Gemelli, que era outro Syrah à moda dos franceses, Syrah e Grenache, 85% e 15% respectivamente, e como dizia o vinho “Duas castas, dois ingredientes. Um lote, uma receita.Os aromas, os sabores.”

Pedra Basta, Sonho Lusitano Vinhos Lda, 95% Syrah e 5% Viognier, Alentejo
O Pedra Basta Syrah, na sua primeira colheita, tem 95 % Syrah e 5% de Viogner, à boa maneira do Vale do Rhone! O estágio foi de 14 meses em barricas de carvalho francês. As notas de prova do enólogo falam de um vinho com “sabor a frutos vermelhos, notas balsâmicas e de especiarias. Final equilibrado e persistente.” A graduação alcoólica é de 13,5%. Sonho Lusitano é um projecto conjunto do especialista em vinhos Richard Mayson e do Enólogo Rui Reguinga. As vinhas estão localizadas na região do Alentejo, nas encostas da Serra de São Mamede, entre 500 e 560 metros acima do nível do mar ao pé de Portalegre. O escritor inglês Richard Mayson especializou-se em vinhos portugueses há mais de vinte anos e é autor de cinco livros sobre o assunto. Já em 1989, identificou a sub-região de Portalegre do Alentejo como sendo potencialmente uma das principais regiões vitivinícolas de Portugal devido à sua altitude, solos e clima.


Rui Reguinga foi eleito “Enólogo do Ano” pela Revista de Vinhos, conquistou vários troféus e medalhas de ouro com os seus vinhos, e tem sido membro do júri em várias edições das prestigiadas provas como o “International Wine Challenge”, “Decanter World Wine Awards” e “Concours Mondial de Bruxelles.”

Nasceu em 1966, em Almeirim, no Ribatejo, numa família com raízes no mundo do vinho. Filho e neto de vitivinicultores, cresceu com o sonho de prosseguir uma carreira na área. Esta vocação ganhou forma ao licenciar-se em Engenharia Alimentar pelo Instituto Superior de Agronomia em Lisboa. Seguiu-se uma pós graduação em Marketing de Vinhos na Universidade Católica do Porto e uma especialização em “Dégustation des Vins” pela Universidade de Bordéus. Em 1990 estagiou na região de Champagne. Pouco depois iniciava um intenso percurso como enólogo consultor ao lado de João Portugal Ramos, na Consulvinus. Aí, ao longo de uma década, destacou-se no trabalho para conceituadas marcas nas grandes regiões vitícolas portuguesas.

Em 2000 fundou a Rui Reguinga Enologia. Hoje é pois responsável por vários projectos e parcerias de sucesso em Portugal e no mundo. As visitas profissionais levaram-no a regiões vitivinícolas por todo o mundo na Austrália, Nova Zelândia, Califórnia, Argentina, Chile e Ásia. Mas é à produção dos seus próprios vinhos e aos terroir de origem do Velho mundo que retorna sempre, com saber acumulado e uma dedicação muito especial.

E se houvesse dúvidas quanto à competência deste enólogo bastaria lembrar o espectacular segundo lugar que obteve na prova cega que aconteceu no passado mês de Outubro de 2016 e que colocou frente a frente Syrah português e Syrah estrangeiros, tendo este Tributo de 2014 obtido o segundo lugar, unicamente destronado pelo mítico Incógnito 2012!


 

Tributo, Rui Reguinga, 85% Syrah, 10% Grenache, 5% Viognier, Tejo, 2015

Este é, sem margem para dúvidas, o melhor Tributo que já nos apareceu à mesa!
De 2015, ano mágico para a vinha portuguesa e para o Syrah em particular, mostra bem todo o potencial do Tejo!

Produzido a partir das castas Syrah (85%), Grenache (10%) e Viognier (5%), é feito bem à maneira dos franceses do Vale do Rhône, assumidamente. As notas de prova apresentam este Syrah da seguinte maneira: “De cor rubi, apresenta um aroma de grande intensidade, complexo, com notas de fruto vermelho maduro e amoras e um toque balsâmico da barrica. Paladar equilibrado, muito elegante, com uma boa acidez. Final longo, com uma agradável persistência. As características que melhor defendem este néctar são a elegância, equilíbrio e complexidade, apresentando-se com grande potencial de envelhecimento.” Tem graduação de 14,5%.
Foram produzidas apenas 2300 garrafas.

Rui Reguinga acredita que é o terroir que está na raiz de tudo. Como ele diz: “Acredito que qualquer casta no terroir ideal pode produzir grandes vinhos…” Rui Reguinga foi eleito “Enólogo do Ano” pela Revista de Vinhos, conquistou vários troféus e medalhas de ouro com os seus vinhos, e tem sido membro do júri em várias edições das prestigiadas provas como o “International Wine Challenge”, “Decanter World Wine Awards” e “Concours Mondial de Bruxelles”.

Rui Reguinga nasceu em 1966, em Almeirim, no Ribatejo, numa família com raízes no mundo do vinho. Filho e neto de vitivinicultores, cresceu com o sonho de prosseguir uma carreira na área. Esta vocação ganhou forma ao licenciar-se em Engenharia Alimentar pelo Instituto Superior de Agronomia em Lisboa. Seguiu-se uma pós graduação em Marketing de Vinhos na Universidade Católica do Porto e uma especialização em “Dégustation des Vins” pela Universidade de Bordéus.Em 1990 estagiou na região de Champagne. Pouco depois iniciava um intenso percurso como enólogo consultor ao lado de João Portugal Ramos, na Consulvinus. Aí, ao longo de uma década, destacou-se no trabalho para conceituadas marcas nas grandes regiões vitícolas portuguesas.

Em 2000 fundou a Rui Reguinga Enologia. Hoje é pois responsável por vários projectos e parcerias de sucesso em Portugal e no mundo. As visitas profissionais levaram-no a regiões vitivinícolas por todo o mundo na Austrália, Nova Zelândia, Califórnia, Argentina, Chile e Ásia. Mas é à produção dos seus próprios vinhos e aos terroir de origem do Velho mundo que retorna sempre, com saber acumulado e uma dedicação muito especial.

Recordamos as palavras sábias do escritor Robert Louis Stevenson que vêm mesmo a propósito:
“O vinho é a única obra de arte que se pode beber!”
Eis-nos pois ante um Syrah de qualidade, muito bem feito, apesar do preço algo elevado!

 

Classificação: 19/20                                                                       Preço: 26,00€