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O Vinho pode ajudar a prevenir Alzheimer!

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Um estudo que levou três anos a concretizar indica que o consumo de vinho pode diminuir em 77% o risco de morte por demência. O estudo foi realizado por cientistas dinamarqueses da Universidade da Dinamarca do Sul, em Odense. O estudo foi publicado no jornal online BMJ Open e analisou o consumo de álcool num conjunto de 321 pessoas que sofriam da doença de Alzheimer, numa fase inicial. Os dados do estudo indicam que quem bebe moderadamente tem menor taxa de mortalidade que os outros grupos: os abstémios, os que bebem pouco e os que bebem muito.

O que é beber moderadamente? O estudo indica que são os que bebem duas ou três unidades de álcool por dia, o equivalente a uma quantidade que varia entre o copo de vinho cheio (0,22 litros) e quase meia garrafa (0,33 litros). A diminuição do risco atinge o seu valor máximo se comparamos os consumidores moderados com os dois grupos com maior mortalidade: os abstémios e os que bebem muito. O espantoso é o valor: quem bebe moderadamente tem cerca de 77% menos risco de morrer desta doença neuro degenerativa que provoca a chamada demência.

Curioso nesta ‘conclusão’ é que sempre se pensou que o álcool é neurotóxico, ou seja actua negativamente com as células cerebrais. Ora, o estudo indica que pode não ser (sempre) assim. Aliás, o professor Frans Boch Waldorff, um dos cientistas, afirmou que “os resultados do nosso estudo apontam para associação potencial e positiva do consumo moderado de álcool e a mortalidade de pacientes com a doença de Alzheimer”. No entanto, e como é costume nestes casos, o cientista não aconselha a que os pacientes desta doença desatem a beber vinho: “não podemos aconselhar ou desaconselhar a estes pacientes, só com base neste estudo, o consumo moderado de álcool”.

(Fonte: Revista de Vinhos / BMJ Open)


Nota do Blogue do Syrah
Em adenda a este texto feito pela Revista de Vinhos a partir do estudo publicado pelo jornal online BMJ Open queríamos só acrescentar que o Blogue do Syrah já antes tinha publicado vários textos, de que apresentamos as ligações, onde este tema tinha sido apresentado e desenvolvido.

Por exemplo no texto “Porque é que o Vinho dá Sono?” a dado passo diz-se que: “Não é a primeira vez que o vinho tinto – e as uvas que lhe dão origem – são apontados como benéficos para a saúde. Estudos anteriores já tinham indicado que o consumo moderado de vinho tinto poderia diminuir a taxa de “mau colesterol” no organismo e até ajudar a prevenir a doença de Alzheimer.”

Ou no texto “Syrah e cognição” onde se pode ler que “Contudo, sabe-se que o resveratrol é um alimento funcional, ou seja, é um ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta habitual, produz efeitos benéficos à saúde.”

Ou ainda no texto “Os benefícios do Syrah” onde se lê: “A uva Syrah contém grande quantidade de antioxidantes que trabalham para eliminar a oxidação através da eliminação de eventuais intermediários de radicais livres. Isto previne o aparecimento de doenças e ajuda a reparar os danos celulares. A oxidação é ligada a várias doenças, como fadiga crónica, aterosclerose, insuficiência cardíaca e doença de Parkinson.”

Também aqui o Blogue do Syrah na vanguarda da divulgação do conhecimento e de temas que ao dizer respeito ao especificamente ao Syrah também tem uma relação directa com o mundo dos vinhos.

Segue-se os textos já publicados e que dizem respeito ao tema aqui tratado.
Este tema de um modo geral ainda foi por nós tratado em mais dois textos, Os antioxidantes e o Syrah e O Syrah e o Resveratrol.


 

Susana Esteban, a enóloga do Syrah!

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Syrah, como nós o conhecemos, não é só feito por homens!

Dito isto, eis então hoje a nossa estrela, Susana Esteban, a única mulher em Portugal a fazer Syrah. E falamos dela com especial destaque porque já fez vários Syrah, e ainda por cima todos de qualidade!

Para além disso é a única enóloga a ter recebido, até agora, o prémio “Enólogo do Ano” pela Revista de Vinhos. Este prémio vale o que vale mas não deixa de ser importante!

Vejamos os Syrah que nos apresentou até agora:

Margarida, Margarida Cabaço, 96% Syrah, 4% Viognier, Alentejo, 2008

Solar dos Lobos, Silveira e Outro, Lda, 100% Syrah, Alentejo, 2011

HT, 100% Syrah, Tiago Cabaço Wines, Alentejo, 2013

Biografando sucintamente a nossa eleita, começamos por dizer que nasceu em Tui, Espanha, é licenciada em Ciências Químicas pela Universidade de Santiago de Compostela. Tirou mestrado em Viticultura e Enologia na Universidade de La Rioja. Na sua passagem pelo Douro, trabalhou como enóloga não só na Quinta do Côtto, mas também na Quinta do Castro . Tem a sua própria adega, a Quinta Seca da Boavista, em Mora. Os seus vinhos são distribuídos em vários países, como Alemanha, Reino Unido, Bélgica, USA, Espanha, Macau ou Brasil.

Mas vamos ver e analisar o trajecto desta enóloga ímpar!

Começou a interessar-se por vinhos aos 18 anos, quando teve algumas aulas sobre vinhos e descobriu o seu amor pelo néctar de Baco! “Apaixonei-me de tal maneira que comecei a trabalhar em adegas durante as vindimas quando era muito nova!” Ganhou uma bolsa de estudo para fazer um estágio num país da União Europeia, e foi aí que escolheu Portugal e o Vale do Douro, especificamente.

Em 2007, trocou o Douro pelo Alentejo porque se casou e passou a viver em Lisboa.
Tem trabalhado desde então como consultora de diferentes produtores do Alentejo, nomeadamente Tiago Cabaço Wines, Herdade do Barrocal, Monte dos Cabaços e Monte da Raposinha.

Durante este percurso o seu trabalho tem sido reconhecido tanto a nível nacional como internacional. No final do ano 2009 Susana Esteban decidiu dar início ao seu projecto pessoal com o objectivo de fazer vinhos com um carácter diferente do Alentejo tradicional. Durante dois anos Susana Esteban andou à Procura em todo o Alentejo pelas vinhas óptimas para fazer os seus vinhos. Só em 2011 conseguiu finalmente encontrar duas parcelas de vinhas diferentes e de personalidades bem distintas: numa das parcelas encontrou uma vinha de Alicante Bouschet de baixíssima produção plantado em solos xistosos, situada perto de Évora e com um clima óptimo para a boa maturação da casta.

Em Portalegre encontrou uma vinha tradicional plantada numa zona muito mais fresca que o resto do território do Alentejo. Uma vinha misturada que reúne um conjunto alargado de castas tradicionais de produção baixíssima que acrescenta uma frescura e complexidade pouco habituais. Da combinação destas duas parcelas nasceu um vinho o “Procura”.

Em 2012, depois de encontrar várias outras parcelas de vinha com características ideais para o seu projecto, decidiu elaborar o “Aventura”, um vinho sem madeira e com uma frescura e carácter acentuados.

Em 2013 decidiu avançar com a elaboração de dois brancos. As uvas do “Procura branco” provêem de uma vinha velha de 80 anos com mistura de castas, uma vinha única e excepcional situada na Serra de São Mamede, em Portalegre.

Para o “Aventura branco” utilizou uvas procedentes de uma vinha tradicional de Portalegre, com castas misturadas, loteadas com uma vinha de Estremoz cuja variedade principal é a casta Arinto.

Além dos vinhos Alentejanos elaborados na sua adega situada na vila de Mora Susana Esteban estabeleceu em 2011 uma sociedade com a sua amiga e igualmente enóloga, Sandra Tavares, para elaborarem vinho em parceria. O primeiro fruto desta parceria tomou o nome “Crochet”, um vinho do Douro que é elaborado no Pinhão. Com início na colheita 2014 este foi acompanhado por um irmão alentejano, igualmente tinto, que se chama “Tricot”, produzido em Mora.

Esperamos que a Susana volte a fazer Syrah!
Nós agradecemos e ela já mostrou que trata o Syrah por tu!


 

O vinho tem melhor gosto se nos disserem antecipadamente que é um vinho caro!

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As questões de ordem psicológica, quer queiramos quer não, têm uma influência decisiva na nossa maneira de ver e de sentir as coisas e o mundo.

Segundo um estudo alemão, o vinho sabe melhor se nos disserem antecipadamente que é um vinho caro. Vamos esmiuçar um pouco mais este conceito.

Num estudo recente efectuado pela Universidade de Bona, na Alemanha, consumidores avaliaram vinhos baratos com pontuações mais altas quando eram levados a pensar que esses vinhos tinham um preço mais elevado do que tinham na realidade.

Especialistas deste estudo intitulado “Individual Differences in Marketing Placebo Effects: Evidence from Brain Imaging and Behavioral Experiments” descobriram que as crenças preconcebidas criam um efeito placebo tão forte que pode mudar a química do cérebro.

Bernd Webber, da Universidade de Bona, e co-autor deste relatório, escreveu: “Vários estudos mostraram que entre produtos idênticos, os consumidores desfrutam mais intensamente se eles pensarem que o preço é mais elevado, no entanto, até ao momento, nenhuma pesquisa examinou os processos neurais e psicológicos necessários para tais efeitos em marketing”.

Os participantes no estudo, publicado no Journal of Marketing, disseram consumir cinco vinhos a um preço de 55, 28, 22, 6 e 3 libras, respectivamente, enquanto os cérebros eram mapeados para medir a resposta às técnicas de marketing. Na verdade, os voluntários no estudo apenas consumiram três vinhos diferentes, com dois preços diferentes.
Os participantes mostraram preconceitos significativos, tanto na forma como manifestaram o gosto, bem como a sua actividade cerebral mensurável. O estudo concluiu que as crenças preconcebidas podem criar tal efeito placebo que pode produzir mudanças químicas reais no cérebro.

Isto poderá ter alguma relação com o resultado extraordinário que o Syrah da Adega de Pegões obteve na prova cega que decorreu em Lisboa em Novembro último. Este Syrah ficou em sétimo lugar num conjunto de vinte e seis Syrah, todos eles mais caros. Se o preço de cada Syrah em prova tivesse sido revelado previamente e sabendo que o Syrah da Adega de Pegões custa quatro euros e noventa e nove cêntimos será que ficaria na posição final em que ficou?

O estudo referido termina com algumas informações muito interessantes que afectam o campo do marketing , o que indica que a compreensão dos mecanismos subjacentes ao efeito placebo observados no inquérito dá aos vendedores ferramentas poderosas , que eles chamam de “placebo marketing“.

Compreender os mecanismos subjacentes a este efeito placebo oferece aos produtores e empresas poderosas ferramentas de marketing“, escreveu Weber.

Fonte: Journal of Marketing


 

O Blogue do Syrah em 2015!

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Por cortesia do Jetpack, um dos auxiliares estatísticos aqui no vosso Blogue Syrahniano, eis um arranjo gráfico do que fomos ao longo do ano 2015, que agora se despede.

Fica igualmente um agradecimento a todos os nossos leitores e apoiantes, e sobretudo um agradecimento especial aos bem amados produtores de Syrah em Portugal, sem os quais a nossa vida seria bem mais triste, bem hajam todos!

Vamos continuar em força para 2016…

Annual Report

 


 

O maior produtor de vinho do mundo!

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Quando o tema é saber quem é o maior produtor de vinho do mundo dois países vêm sempre ao de cima: França e Itália. Estes dois países alternam-se na liderança quando o assunto é produção total de vinho. No ano passado, os franceses produziram cerca de 46 milhões de hectolitros e tomaram a dianteira dos italianos, que tiveram uma colheita menos boa e somaram 44,4 milhões de hectolitros.

Em 2015 a Itália voltou à liderar a lista de produtores com safra estimada em 48,8 milhões de hectolitros enquanto a França deve somar cerca de 46,4 milhões. A Espanha segue na terceira posição com 36,6 milhões de hectolitros. Os Estados Unidos também continuam em quarto lugar, com 22,1 milhões de hectolitros.

E em Portugal, qual é a situação da produção de vinho?

As previsões do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) apontam para a produção total de 6,7 milhões de hectolitros na campanha de 2015, depois da quebra no ano passado. Só Setúbal, Tejo e Alentejo não melhoram relativamente ao ano anterior.

Em 2015, a produção de vinho em Portugal deverá aumentar cerca de 8% face à anterior campanha, para um volume total de 6,7 milhões de hectolitros. No ano passado, os vitivinicultores portugueses produziram um total de 6,2 milhões de hectolitros, o que representou uma ligeira quebra de 0,8% face ao período homólogo.

As previsões divulgadas a 31 de Julho pelo IVV apontam para uma subida da produção na maioria das regiões.

As excepções são a quebra de 10% prevista para a Península de Setúbal devido à «escassez de água» e a manutenção da produção nas regiões do Tejo e do Alentejo, embora com «menor incidência de doenças face a uma campanha normal».

Na maioria das regiões onde se prevê aumento de produção, as vinhas apresentam, em geral, um bom desenvolvimento vegetativo e um bom estado sanitário, perspectivando-se um ano com vinhos de excelente qualidade, estima o instituto público tutelado pelo Ministério da Agricultura, que coordena e controla a organização institucional do sector, além de auditar o sistema de certificação de qualidade e acompanhar e preparar a aplicação das políticas comunitárias.

Em 2014, a quebra na produção acabou por ser mais ligeira do que a que tinha sido prevista pelo IVV antes da vindima.

Os maiores problemas durante o período de floração afectaram sobretudo o Norte e Centro do país, onde a produção caiu 10%, mas acabaram por ser quase compensados pelo crescimento no Alentejo (9%), Tejo (17%) e na Península de Setúbal (22%).

Em volume, Portugal é o 12º maior produtor e o 9º maior exportador a nível mundial.

Em termos de valor, as empresas portuguesas exportam perto de 60% da produção e conseguem vender no exterior os seus vinhos engarrafados pelo quarto maior preço médio mais elevado em todo o mundo (2,55 euros por litro em 2014, face a 2,37 euros obtidos em 2013), só atrás da França, Nova Zelândia e Estados Unidos.

As exportações do sector tiveram no último ano o quinto registo consecutivo de crescimento, embora tenha abrandado o ritmo, progredindo apenas 0,4% face ao ano anterior (em que tinham aumentado 2,4%), para um total de 728,7 milhões de euros.

(Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho e Jornal de Negócios)


 

Os números do Vinho em Portugal!

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Hoje continuamos a falar não de Syrah mas de Vinho. Fomos ao Instituto da Vinha e do Vinho recolher algumas curiosidades estatísticas que a seguir apresentamos.

As exportações registaram um aumento de 3,5% em valor, representando cerca de 515 Milhões de Euros, quando comparamos o ano de 2015 (até Setembro) com o período homólogo de 2014.

De assinalar o aumento quer em volume, quer em valor das exportações de vinho português, com um total de 2 milhões de hectolitros e cerca de 515 Milhões de Euros.
O principal destino das exportações, em volume, é Angola, mas França lidera o ranking em valor. Os Estados Unidos da América (EUA) e o Canadá são os destinos com melhor preço médio com cerca de 3,9 Euros/litro. Comparando o ano 2015 (até Setembro) com o período homólogo de 2014, aqueles dois destinos (EUA e Canadá) apresentaram um desempenho positivo em termos de aumento em volume (11%) e em valor (EUA com 20% e Canadá com 13%).

As vendas no Mercado Nacional registaram um aumento de cerca de 4% em volume, representando cerca de 173 milhões de litros vendidos e 2,7% em valor, representando cerca de 497 Milhões de Euros, quando comparamos o ano de 2015 (até Setembro) com o período homólogo de 2014.

Com aproximadamente 77% (em volume), a distribuição apresenta a maior quota de mercado, cabendo os restantes 23% ao canal da restauração, cafés e snacks.

Na distribuição, assiste-se a um aumento de cerca de 6% em volume (cerca de 133 milhões de litros) e cerca de 4% em volume (cerca de 268 Milhões de Euros).

O comportamento das vendas no canal da restauração, cafés e snacks registou uma ligeira quebra em volume e aumento em valor (em ambos de 1%) traduzindo-se esta situação num aumento do preço médio do litro vendido.

Regista-se um aumento de cerca de 6% quer em volume quer em valor de vendas de vinhos certificados, representando, também aqui, a distribuição como o canal preferencial de vendas destes vinhos em território nacional.