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O Cheiro do Vinho

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Vagueando este Domingo por alguns pensamentos, vamos falar de vários termos que podemos usar para designar a subtileza de um vinho quando nos aproximamos dele: perfume, odor e, principalmente, “aroma” e “bouquet”, que designam os cheiros agradáveis que o vinho pode libertar.

O cheiro do vinho depende da uva, da terra, da sua idade e do seu estado de conservação.
É muito importante diferenciarmos buquê, (aportuguesamento do vocábulo francês) de aroma, e dar o correcto significado para cada um deles.

Os especialistas costumam diferenciar o buquê de três formas básicas:

  • O primeiro grupo diz que vinho branco tem aroma e vinho tinto tem buquê, uma vez que, normalmente, os vinhos brancos são bebidos jovens e, por isso, não conseguem criar essa característica, mas claro que existem excepções.
  • O segundo grupo de especialistas afirma que o buquê é percebido pelo olfacto e aroma por via retronasal, quando o vinho está na boca para consumo e poderíamos dizer que nesse caso temos o “aroma de boca”.
  • O terceiro grupo que é o mais comum, diz que o aroma é um princípio odorante libertado pelas substâncias vegetais dos vinhos jovens, que se pode respirar, e buquê é o cheiro adquirido pelo envelhecimento.

Logo, os vinhos mais jovens agradam pelo aroma e os envelhecidos pelo buquê. É subtil e não merece discussão entre os convivas.

Podemos continuar o estudo com os aromas primários (preexistentes na uva) e os secundários (criados na fermentação) mas, sinceramente, esse assunto merece um vinho para acompanhar…e no nosso caso só pode mesmo ser um Syrah!

Consultem o Blogue do Syrah e façam a vossa escolha…

À nossa!


 

2 momentos audiovisuais descontraídos e engraçados…

…como fazer vinho gasoso em casa!

 

…as 10 técnicas mais inventivas para abrir garrafas de vinho!

E havendo tentações, aqui fica o aviso do costume: não façam isto em casa!


 

Ao longo do tempo, podemos evoluir como ser humano da mesma maneira que um Syrah? (parte II)

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Continuando a dissertar sobre o tema iniciado no texto anterior, e em relação ao ser humano, podemos mudar alguns comportamentos, limar arestas, largar vícios, cria oportunidades, empreender decisões que transformam a nossa vida e lhe mudam o rumo, mas tudo isto – que implica já muito esforço e força de vontade – é apenas um arranhar na superfície do que somos essencialmente. De resto, e se pusermos de parte patologias e distúrbios psiquiátricos, os tipos de organização de personalidade são apenas três: neurótica (que embora usemos muitas vezes com sentido pejorativo corresponde à da maioria de nós e é a mais saudável), borderline (estado mental limítrofe entre a neurose e a psicose) e psicótica. E estas organizações são rígidas e não são intercambiáveis. Um neurótico não pode passar a psicótico nem a borderline ou vice-versa. São organizações de personalidade que se prendem com o tipo de angústia subjacente. Mantemos alguma plasticidade toda a vida, mas no que se refere à personalidade, que é algo muito nuclear, essa plasticidade é mínima.

Destes ramos mais periféricos fazem parte a mudança de comportamentos. Quando estamos conscientes das desvantagens ou dos problemas que um traço de personalidade nos traz, podemos estar dispostos a tentar alterá-lo. As pessoas não mudam completamente, mas um desorganizado pode aprender estratégias para ser mais organizado. Da mesma forma, um tímido pode desenvolver competências sociais para ser mais adequado, mas não se tornará uma pessoa extrovertida. E na base deste limar de arestas comportamentais estão, muitas vezes, os dissabores que os traços de personalidade nos trazem.

Um grande motor de mudança é o sofrimento. Uma pessoa que é tímida, que tem dificuldade em socializar e que se sente só, ao reconhecer isso pode fazer um esforço para melhorar a sua socialização. Muitas pessoas que passam por situações ameaçadoras como uma doença grave ou um acidente potencialmente fatal garantem que nunca mais se chatearam ou preocuparam com ninharias e a sua atitude perante a vida e os outros tornou-se diferente. Ouvimos o que nos dizem e parecem-nos pessoas muito diferentes do que eram. Será? Nem por isso!

Também as mudanças de vida radicais – que hoje vemos com alguma frequência – de pessoas que largam um emprego estável para iniciar um projecto social ou que, cansadas de uma vida agitada, empreendem uma mudança da cidade para o campo não significam que mudaram de personalidade, mas antes a forma como vivem. É uma necessidade de realização pessoal que as move, e, na realidade, a pessoa não está a transformar-se, mas sim a tentar alterar a sua realidade em função da sua maneira de ser e das suas necessidades.

Aliás, para tudo o que podemos, queremos ou devíamos mudar – e já vimos que a personalidade não faz parte deste grupo – é necessário ter consciência da desadaptação, estar motivado e aceitar ajuda. E, mesmo assim, temos pela frente um outro factor que não controlamos e nos condiciona: os nossos genes. Dizia Henry Miller que «Com raras excepções, as pessoas não se desenvolvem nem evoluem; o carvalho permanece um carvalho, o porco um porco e o asno um asno

Resumindo e concluindo: se tivermos um bom, ou mesmo um muito bom, Syrah pela frente, será mais difícil a um enófilo prever o seu “comportamento” em garrafa durante a sua evolução do que se conhecermos bem uma pessoa, porque é da nossa família, porque é nosso amigo, ou porque temos uma relação amorosa. Dito de outro modo, é mais fácil prever a reacção de uma pessoa que conhecemos bem, porque já lidamos com ela há bastante tempo, do que pode, em termos de previsibilidade, acontecer com a evolução de uma garrafa de Syrah.

Por isso é que abrir uma garrafa com dois anos, quatro, seis, dez ou mais anos é sempre uma surpresa para o mais bem preparado enófilo. A maior parte das vezes, se o Syrah é de qualidade, acontece uma surpresa muito agradável. Outras vezes, infelizmente, e sem estarmos à espera, uma certa decepção!

A complexidade de um Syrah é maior do que a dum ser humano…!


 

Ao longo do tempo, podemos evoluir como ser humano da mesma maneira que um Syrah? (parte I)

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O que será mais difícil de compreender, o ciclo de evolução de um vinho desde que é engarrafado até ser degustado, ou o comportamento humano?

Vamos reflectir um pouco sobre esta questão.

Depois de engarrafados, os vinhos sofrem uma evolução com o passar do tempo. É um processo de redução, um certo rearranjo das centenas de substâncias que o compõem e que se formaram naturalmente durante o processo de fermentação.

Factores externos ao vinho influenciam na sua evolução, como as condições de armazenamento e, também, o tamanho da garrafa – numa meia garrafa a evolução é mais rápida do que numa garrafa normal. Contudo, a evolução depende fundamentalmente do próprio vinho: a variedade de uva, o vinhedo de onde provém, o terroir, a qualidade da colheita e as técnicas utilizadas na vinificação.

A tendência natural das coisas é que no momento da comercialização os vinhos já estejam prontos para serem consumidos. A maioria deles é feita para ser consumida até dois ou três anos depois de colocados à venda. Os brancos devem ser consumidos o mais cedo possível, para se desfrutarem as qualidades aromáticas, o sabor da fruta e a frescura. Para os tintos, o prazo é maior, pois os taninos e as anticianinas ajudam a conservá-los, à medida que as interacções ocorrem.

O ciclo de evolução de um vinho pode ser representado por uma curva. Começam a evoluir de forma ascendente até atingir o seu apogeu, quando as características de aroma, sabor e complexidade chegam à plenitude. Iniciam depois uma trajectória descendente, que reflecte a perda gradual de qualidades até à decrepitude.

Apenas uma parte mínima dos vinhos que actualmente são produzidos, como os grandes tintos do velho Mundo, tem condições de desenvolver as suas qualidades com o passar do tempo. Para comprar esses vinhos, geralmente muito caros é recomendado analisar o seu histórico através de safras anteriores, pois, geralmente, as uvas que entram no seu corte e a maneira de o vinifica é constante, definindo um estilo de vinho.

Na sua fase inicial, dentro do arranjo interno dos seus componentes, os polifenóis predominam, prevalecendo sobre moléculas menores, que são as responsáveis por aspectos mais interessantes do vinho. É comum ouvir que muitos grandes tintos são “fechados” quando jovens. Com o passar do tempo, os polifenóis polimerizam-se e precipitam-se na forma de sedimentos no fundo da garrafa. Começa a “abertura” do vinho, que caminha em direcção ao seu apogeu.

Na evolução de um vinho, os taninos têm grande participação, mas o teor alcoólico e a acidez são também muito importantes. Quando bem combinados, determinam a longevidade de um vinho. Isto é o que de um modo muito sintético é possível dizer sobre por exemplo, um grande Syrah!

Mas em relação ao comportamento humano? Esta evolução também existe após a constituição da personalidade, que por analogia colocamos a par do final do processo de engarrafamento dum vinho? Ou em relação à personalidade as coisa passam-se dum modo diferente?

Os vários especialistas que estudam o comportamento humano estão no geral de acordo com a seguinte tese: Depois da constituição da personalidade, que na maior parte dos casos acontece entre os 18 e os 21 anos de idade, não podemos mais mudar, ou seja, somos o que somos para o resto da vida. Podemos mudar muita coisa desde o aspecto, os amigos, de namorado/a, de trabalho, de hábitos, de prioridades, mas não mudamos de personalidade.

Com o tema lançado para reflexão, hoje haveremos de ficar por aqui, para continuar a reflectir sobre este assunto em próximo texto.


 

Visita à grande mostra de Syrah em Portugal, Lisboa, 31 de Outubro 2015!

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Mais uma vez este ano o Blogue do Syrah  esteve de armas e bagagens na grande Feira de Syrah em Portugal.

Memorável, como não podia deixar de ser. Organização impecável, entusiasmo, simpatia, disponibilidade por parte dos expositores, possibilidade de contactar em directo quem faz esta bebida com alma e coração!

Gostámos muito.

Ficam as imagens mais significativas, ligadas a momentos especiais e a algumas novidades que vão alegrar imensamente os nossos próximos meses.

Acompanhem-nos!

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Começamos pelo império que é a DFJ Vinhos, caso do enorme Shiraz Grand’Arte, assim mesmo, com a grafia tradicional, e como é conhecido em países para onde a DFJ exporta, Austrália, por exemplo, daí a opção em o denominar de tal forma, que muito apreciamos.
Os nossos sempre amigos do Solar de Lobos, com aquele design de rótulo que nos encanta, assim como o conteúdo, obviamente!
Os nossos sempre amigos do Solar de Lobos, com aquele design de rótulo que nos encanta, assim como o conteúdo, obviamente!
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A descendência de uma das metades do Blogue do Syrah, em boa companhia, o nosso amigo Christopher Price servindo com regozijo a nova safra Cortém…!
Quinta da Romaneira, Syrah em terras do Douro majestoso!
Quinta da Romaneira, Syrah em terras do Douro majestoso… irresistível!
Vila Santa, bebida abençoada!
Vila Santa, bebida santificada!
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O memorável encontro da tarde, António Saramago, o grande mestre do Syrah, em conversa simples mas erudita com o Blogue do Syrah, argumentação apaixonada de ambas as partes… e que não vamos esquecer!

Eis-nos perante a grande notícia, Algarve, Quinta da Tôr, que vai lançar um Syrah com graduação alcoólica de 17%!!!
Eis-nos perante a grande notícia, Algarve, Quinta da Tôr, que vai lançar um Syrah com graduação alcoólica de 17%… a espera vai ser difícil!!!
Mesmo em grande, provando finalmente pela primeira vez o Mil Réis... palavras para quê?...
Mesmo em grande, provando finalmente pela primeira vez o Mil Réis… palavras para quê?…
Um novo Syrah descoberto em primeiríssima mão, Labrujeira, Lisboa, Reserva Velharia, não podíamos estar mais felizes!
Um novo Syrah descoberto em primeiríssima mão, Labrugeira, Lisboa, Reserva Velharia, não podíamos estar mais felizes… venha ele!
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Novamente entre amigos, a Quinta da Caldeirinha, biológico, superlativo como sempre!
Lagoalva de Cima, Alpiarça, aqui a tentar o averiguar de uma das nossas demandas: saber qual foi o primeiro Syrah a surgir em Portugal. A resposta anda por ali perto... para breve o desvendar da incógnita!
Lagoalva de Cima, Alpiarça, aqui a tentar o averiguar de uma das nossas demandas: saber qual foi o primeiro Syrah a surgir em Portugal. A resposta anda por ali perto… para breve o desvendar da incógnita!
Rui Reguinda, mais um mestre da arte de fazer Syrah, com mais uma feliz novidade degustada em primeira mão: Pedra Basta, 2014!
Rui Reguinda, mais um mestre da arte de fazer Syrah, com mais uma feliz novidade degustada em primeira mão: Pedra Basta, 2014!

Assim nos fomos, de boca cheia e coração pleno de espírito, até ao próximo ano!


 

 

A maior prova de Syrah em Portugal na maior prova de vinhos já este fim de semana!

Vinho e Sabores

Começa já amanhã aquela que é considerada a maior prova de vinhos e sabores realizada em Portugal dirigida ao grande público, o Encontro com o Vinho e Sabores.
Simultaneamente esta é também a maior prova de Syrah em Portugal.
É de aproveitar!

A 16ª edição deste encontro vai trazer como habitual provas de vinhos e sabores, provas comentadas, mercado de vinhos e muito mais.
Até dia 2 de Novembro no Centro de Congressos de Lisboa.

De 30 de Outubro a 2 de Novembro e se é amante dos verdadeiros prazeres da vida, não pode perder aquela que é, talvez, a melhor combinação de sabores – os melhores vinhos, os melhores queijos, os melhores fumados e os melhores doces. Tudo num só lugar.

• Provas de Vinhos e Sabores
• Provas de Vinhos comentadas por especialistas
• Concurso “A Escolha da Imprensa”
• Mercado de Vinhos
• Praça de Alimentação
• Acessórios
• Espaço de Gin e Espirituosas

Trata-se de uma prova única no seu género em Portugal na qual mais de 400 produtores de vinhos, queijos, presuntos, enchidos e azeites, apresentam os seus produtos aos consumidores e público interessado.

Encontro com o Vinho e Sabores: 3 pavilhões a visitar!
O Pavilhão do Rio onde se realiza a maior mostra e degustação de Vinhos do país, ao longo de todo o piso 0. E no piso 1 – Galeria, vai estar o espaço dedicado ao Gin e às Bebidas Espirituosas.
A exemplo de edições anteriores, o evento será visitado por importadores e jornalistas estrangeiros.
Este é sem dúvida um evento a não perder!

DATAS E HORÁRIOS

Horários:
30 de Outubro (6ª feira) – 18:00 / 22:00
31 de Outubro e 1 de Novembro (Sábado e Domingo) – 14:00 / 20:00
2 de Novembro (2ª feira) – dia exclusivo para Profissionais – 11:00 / 18:00

Entrada: 10 euros
Bilhetes à venda no Centro de Congressos de Lisboa durante os dias do evento.

Entrada gratuita para crianças até aos 12 anos de idade.
50% de desconto para leitores da Revista de Vinhos, mediante a apresentação do cupão publicado na Revista de Vinhos de Outubro.
50% de desconto para clientes Prestige do Millennium BCP

Eis os 46 produtores de Syrah que vão estar presentes, pela ordem dos stands!

  • Cortes de Cima
  • Solar dos Lobos
  • Herdade da Figueirinha
  • Herdade dos Lagos
  • Terras de Alter
  • Pontual Wines
  • Monte dos Cabaços
  • Herdade dos Coelheiros
  • Niepoort
  • Comenda Grande
  • José Maria da Fonseca
  • Bombeira do Guadiana
  • Esporão
  • João Portugal Ramos Vinhos
  • Adega de Borba
  • Quinta da Lagoalva
  • Companhia das Lezírias
  • Quinta do Noval
  • Fernão Pó
  • Herdade das Aldeias da Juromenha
  • Casa Santos Lima
  • Quinta do Crasto
  • Carmim
  • Herdade S. Miguel
  • Ervideira
  • Herdade da Malhadinha Nova
  • DFJ Vinhos
  • Quinta do Gradil
  • Vinhos Cortém
  • Adega Cooperativa da Labrugeira
  • Fundação Eugénio de Almeida
  • Bacalhoa
  • Campolargo
  • Herdade Monte da Cal
  • Monte da Ravasqueira
  • Quinta do Monte D´Oiro
  • Ermelinda Freitas
  • Adega de Pegões
  • Xavier Santana
  • Herdade da Maroteira
  • Tiago Cabaço
  • Rui Reguinga
  • Quinta da Caldeirinha
  • Almeida Garrett Vinhos
  • Quinta dos Termos
  • Quinta das Camélias

Lá estaremos como não podia deixar de ser,  e cá viremos dar notícia do que nos for dado a ver para contar!