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Museu do Saca-Rolhas

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O nome Ranhados, dito assim, nada mais é que uma abstracção. Mas se não nos ficarmos por aqui e formos inquirir para além da mera palavra, descobrimos que se trata do nome de uma freguesia, concelho de Mêda, distrito da Guarda. Para já nada nos levaria a continuar, tendo em conta que estamos aqui para falar de Syrah, ou assuntos com ele relacionados, e que se saiba por aqueles terras Syrah não há, para nosso desalento.

Mas pelo título dado a este texto já se percebe que há motivo para seguir adiante pelas veredas deste lugar. Isto porque em Ranhados precisamente há um projecto muito original e interessante de vir a implantar um museu, e logo de um instrumento, ou peça de design, indispensável para se poder desfrutar de um Syrah, seja ele qual for menos aqueles sem rolha de cortiça.
Estamos pois a falar de um Museu do Saca-Rolhas!
E que conta, desde já, com todo o nosso apoio!

O saca-rolhas é aquela peça que há que ter sempre à mão quando se quer abrir uma garrafa de Syrah com rolha de cortiça, como referimos. Um saca-rolhas simples é composto por uma espiral de metal que penetra na rolha e uma pega onde a mão imprime um movimento circular ou de alavanca ao instrumento. Este movimento permite a penetração da espiral na rolha, que depois é retirada do gargalo da garrafa puxando o saca-rolhas, ficando a rolha presa à parte espiralada. Em termos básicos é assim que funciona. Eis alguns modelos mais comuns.

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Em Ranhados decidiu-se, então, criar um museu de homenagem a este objecto ligado ao mundo do Syrah e do vinho em geral. O projecto inclui, fundamentalmente, recuperar um antigo lagar de vinho, abandonado e em ruínas, para aí instalar as futuras instalações do Museu.

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O acervo de modelos, literalmente de todas as formas e feitios, já colectados pelo grupo envolvido no projecto é já enorme, alguns de uma criatividade delirante. A página Pinterest é o melhor local para ver isso mesmo. Apenas um pequeno exemplo.

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A ideia está lançada e, quem sabe, um dia há-de tornar-se mesmo realidade, e então passará a ser um lugar de visita obrigatória para todos os amantes da bebida de Baco, e não só.

Para já, é na página do Facebook que está a ser feita a melhor divulgação do ensejo.
É passar por lá e apoiar uma ideia que merece todo o nosso carinho!


 

Campanha para angariação de subscriptores… vamos chegar aos 120!

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Vai decorrer pela segunda vez uma campanha para angariação de subscritores aqui no Blogue do Syrah.

Desta vez haverá duas categorias a concurso, cada uma com seu prémio, portanto estamos a sortear duas garrafas, que entretanto revelaremos quais são, da nossa bebida preferida: Syrah!

Será pois atribuído um prémio a sortear entre os nossos actuais subscritores que indiquem novos subscritores do Blogue. Para confirmar que assim foi só terão que enviar essa indicação para o email mail@blogdosyrah.com, ou seja, qualquer coisa como ‘o dito subscritor é de minha indicação’. Claro que quantos mais subscritores indicar, mais hipóteses tem de ganhar.

Entre os novos subscritores, independentemente de terem sido ou não recomendados, será sorteado o segundo prémio.

O concurso é universal, ou seja aberto ao mundo. Quem ganhar, nem que seja do mais remoto lugar, ou mesmo zonas polares, não se preocupe, havendo correio ou transportadora, lá faremos chegar a respectiva garrafa de Syrah!

O concurso decorre durante todo o mês de Dezembro, portanto do dia 1 ao dia 31, e os resultados serão divulgados na primeira quinzena de Janeiro.

Para subscrever as actualizações só tem de ir à caixa do lado direito onde diz
Subscreva o Blog via Email
e colocar o seu endereço de Correio Electrónico… depois é só confirmar a subscrição.

É fácil, é grátis, não dá milhões, mas dá uma garrafa de Syrah… que pode haver de melhor?

Boa sorte para quem decidir participar!

Syrahs no Pátio – Syrahs de Lisboa e Setúbal

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Mais uma vez o Blogue do Syrah foi de passeio gustativo por mais uma mostra de Syrah, desta vez regiões de Lisboa e Setúbal. Três euros custo de entrada, com direito a copo, achámos bem, e como se pode ver, inclui além de prova livre, master classes e workshops. Da nossa parte fomos mais pelas provas…

O Pátio da Galé, em pleno Terreiro do Paço, que paços é que já lá não existem, sim os gabinetes de alguns dos que nos governam, se for o caso, é uma referência iluminista maior entre as congéneres europeias do século XVIII. Desenhado por Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, o projecto foi aprovado pelo Marquês de Pombal, após o terramoto de 1755, como é sabido.

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O Pátio da Galé ocupa a área onde se situavam o Paço Real e a Casa da Índia. A intervenção efectuada reflecte, em simultâneo, a imagem inovadora e vanguardista associada a Lisboa, respeitando a componente patrimonial e histórica do edificado. O novo espaço, agora reabilitado, disponibiliza a Sala do Risco – galeria para exposições e eventos -, dois restaurantes, uma geladaria, a Lisbon Shop,  loja de produtos de merchandising de Lisboa, e um Posto de Turismo. O Restaurante Terreiro do Paço apresenta confort food de inspiração portuguesa e mediterrânica e o Aura Restaurante + lounge café aposta na cozinha portuguesa contemporânea, enquanto a Geladaria Paço d´Água oferece gelados confeccionados artesanalmente. Para além da sede do Turismo de Lisboa, no Pátio da Galé encontram-se ainda o Canal Lisboa e a sede da Modalisboa. O Peixe em Lisboa, actividades do Festival dos Oceanos e a Modalisboa são alguns dos eventos que decorrerão no novo Pátio da Galé.

E desta vez foi pois o Syrah, como sempre, que nos levou até lá, para um convívio sempre agradável e prazenteiro com quem sabe fazer e comunicar da sua arte, falando das suas paixões pelo nosso abençoado néctar.

Aqui ficam os momentos mais relevantes.

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Por esta Quinta de Hortências, selecta e sofisticada, foi por onde começámos o périplo, conhecendo e degustando a nova safra, e conversando amavelmente sobre o que nos levou ao local: o mundo maravilhoso do Syrah!
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Mesmo ao lado estava igualmente mais uma casa de Syrah, mas para nossa infelicidade, apesar da simpatia e empenho, este nosso dito cujo não estava entre os presentes, por questões de logística. Imperdoável! Mas os revezes da vida são de aceitar com estoicismo. Para não irmos de paladar a abanar, provámos um Reserva que nos foi sugerido… e por aqui nos fomos.
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Aqui a história agigantou-se e fomos de tirar o assunto a limpo e inquirir de motivos, falando em directo com quem pode tomar as decisões que nos importam. A casa Vidigal é mãe não de um, mas de TRÊS Syrah! Todos esgotados, diga-se, e por aí se ficou, não mais produziu do que nos interessa. Porquê? Pois porque sim, foi basicamente a resposta. Insistimos e tentámos que a porta se abra de novo para o nosso lado… quem sabe, foi a promessa! Fomos dali com alguma esperança.
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A história em eterno retorno, havia, mas já não há, e como tal não estava presente, logo a pergunta, voltará a haver?…. quem sabe, foi a resposta. Anima, mas não é suficiente, para nossa inquietação.
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Mais do mesmo e não nos vamos repetir. Foi o Syrah que catapultou para a fama a nossa Ermelinda, mas entretanto os ânimos para os lados do Syrah esfriaram por ali… é pena!
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Para terminar em alta, aqui sim, a simpatia converteu-se em certezas, há Syrah, estava presente, provou-se, sentiu-se a paixão, é para continuar. Enólogo à fala em directo, prometendo continuidade e mais qualidade. Conte com o nosso apoio. Ainda houve tempo de ouvir contar estórias da região de Setúbal, lugar de grandes vinhas e famílias interligadas que se dedicam de alma e coração a uma arte genealógica de Syrahs enraizada naquelas férteis planícies de parentescos gustativos!

Terminámos por entre as bancas de produtos complementares, com expositores de queijo tradicional, pão e bolinhos, azeites e outros vinagres, alguns de ideia bem original. Passem por lá e confirmem!


 

A arte de provar um Syrah!

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Hoje estamos na área sofisticada da prova de Syrah, plena de requinte e subtileza.

Antes de mais, existem três condições fundamentais a cumprir para que nada atrapalhe o prazer de provar um bom Syrah:

  • um local isento de cheiros
  • um local bem iluminado, de preferência, sem luz fluorescente
  • um bom copo, transparente e bem limpo de odores e manchas

Estando reunidas estas condições, é hora de servir o nosso Syrah.
A quantidade ideal a verter será sempre no máximo um terço do copo. Mesmo que esteja numa tasca! Porquê? Simples: liberta espaço para o agitar o vinho sem entornar, permite que o aroma se concentre no copo, e é mais civilizado, e civilidade fica sempre bem, qualquer que seja o lugar.

A partir destas premissas, siga agora os passos que lhe sugerimos:

  • Comece por observar a limpidez do vinho: é brilhante e límpido ou, por contrário, turvo? A segunda hipótese aponta para um vinho com mais depósito, resultado da precipitação de matérias ao longo do tempo, por sua vez, típico de um vinho que não sofreu muitos tratamentos de estabilização ou filtração. Neste caso tratar-se-á de um vinho mais encorpado e com mais volume de boca.
  • Atente agora na cor do vinho. No caso dos tintos é avermelhado ou acastanhado? A segunda hipótese indica geralmente mais idade e sabedoria.
  • Apure a seguir o seu olfacto. Agite cuidadosamente o copo em movimentos circulares para que liberte os seus aromas mais escondidos. Provavelmente reparará na lágrima que escorre pelas paredes do copo. Essa presença relaciona-se com o maior teor de álcool e de açúcar presente no vinho. Aproxime-se e cheire. Sente os aromas naturais de frutas vermelhas, de frutas de caroço, flores, madeira ou especiarias? No caso de um vinho mais evoluído (com mais anos de garrafa), poderá encontrar cheiros de evolução (mel, couro, carne, por exemplo). Procure incentivar-se a descobri-lo!
  • Por último, chega então a altura de provar. Procure espalhar o vinho por toda a boca, de modo a que consiga atingir todos os sabores nele presentes. Inspire novamente os aromas do vinho. Desfrute do momento e da harmonia dos sabores e dos aromas!

Terminamos com uma tradução nossa de um pequeno parágrafo de Joanne Harris, a grande autora de novelas gastronómicas, do livro “Blackberry Wine”:

‘Um Syrah fala. Todos sabem isso. Olhem à volta. Perguntem ao oráculo que está na esquina; ao que não foi convidado para o banquete de casamento; ao louco sagrado. Fala. É um ventríloquo.  Tem um milhão de vozes. Solta a língua, brincando com os segredos que nunca deveriam ter sido revelados, segredos que nem sabias que existiam. Grita, rasga, sussurra. Fala das coisas grandes, esplêndidos planos, amores trágicos e terríveis traições. Grita no meio de gargalhadas. Fala suavemente para si próprio. Chora em frente da sua própria reflexão.  Abre-se no verão longínquo e nas memórias que melhor se esqueceram. Cada garrafa traz o sopro de outros tempos, outros lugares… a matéria base transforma-se na matéria dos sonhos, em alquimia!’

À nossa, com um Syrah, sempre!


 

Dicas de etiqueta para servir e apreciar devidamente um Syrah!

Muitas vezes elevado ao estatuto de “néctar dos deuses”, não é de estranhar que, por isso, o mundo dos vinhos seja um do que apresenta mais regras de etiqueta com características muito próprias. Desde a abertura da garrafa, passando pela sua degustação,até aos próprios brindes, estas dicas têm um simples propósito: garantir um maior prazer em todo o maravilhoso ritual que compõe a apreciação de um copo de Syrah, no nosso caso.

Aqui vão algumas dessas regras.

  • Sempre que puser a mesa, certifique-se que o copo do vinho é colocado à direita do copo da água – esta é a sua posição correcta em qualquer mesa.
  • Quando servir vinho a alguém, saiba que a quantidade que deita no copo depende sempre do vinho que está a ser servido: 1/3 do copo no caso do vinho tinto, ½ copo no caso do vinho branco e ¾ do copo no caso do vinho espumante.
  • Ao terminar de servir um copo de vinho, deve rodar ligeiramente a garrafa enquanto a afasta desse copo – não só fica bem, como vai evitar que o vinho pingue para a mesa.
  • Sempre que beber vinho do seu copo, deve olhar para o mesmo, ou seja, para o próprio copo, em vez de olhar para a pessoa com quem está a conversar, por exemplo.
  • Pegue sempre no copo de vinho pelo seu pé: para além de evitar sujar o copo com dedadas, mantém o vinho fresco (no caso do vinho branco ou vinho espumante) e permite observar a cor e a claridade do vinho (nomeadamente no caso do vinho tinto).
  • Quer seja o seu aniversário, casamento ou outra festa qualquer, se alguém lhe estiver a fazer um brinde, não beba o seu vinho até o brinde terminar – sorria e erga ligeiramente o seu copo de vinho enquanto ouve.
  • Quando estiver efectivamente a brindar com outras pessoas, deve olhar cada pessoa nos olhos enquanto faz tchim-tchim (os franceses são da opinião que quem não o fizer, estará sujeito a sete anos de azar!) e, claro, deve tocar individualmente com o seu copo de vinho no copo de vinho de cada pessoa que estiver a participar no brinde, mas sem cruzar os seus braços sobre os braços de outra pessoa. Conhecia esta regra de etiqueta do mundo dos vinhos?
  • Esta dica vai um pouco contra e a favor da etiqueta para o consumo correcto de um copo de vinho: se estiver a usar batom e quer evitar que o mesmo não marque o seu copo de vinho (já sabemos que esteticamente isso não fica nada bem!), passe a língua rapidamente pela zona do copo por onde vai beber antes de saborear o vinho… mas faço-o sem ninguém ver!

É da responsabilidade do anfitrião da festa ou do jantar, manter os copos sempre com a quantidade correcta de Syrah – ninguém quer ter na mão um copo de vazio… de Syrah!

Bom proveito…e bons Syrah!