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Reflexão sobre a classificação final da Prova Cega de Syrah de dia 3 de Outubro

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No dia 3 de Outubro de 2015 aconteceu pela primeira vez em Portugal uma prova cega exclusivamente de monocasta Syrah, com a participação de vinte e quatro produtores que forneceram vinte e seis Syrah levados a concurso.

A prova foi organizada e posta em prática pelo grupo Cegos por Provas, com o apoio e participação da garrafeira Estado D’Alma e o entusiasmo do Blogue do Syrah e do Clube de Vinhos Portugueses.

Algumas conclusões são assim possíveis de fazer, mais ou menos no calor do momento, embora haja outras considerações que iremos fazendo em próximas oportunidades.

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A primeira e principal conclusão a retirar desta prova cega é que os grande vencedores foram os Syrah velhos. Ou seja, o primeiro classificado, o Incógnito é de 2002, e o segundo o Quinta de Pancas é do ano 2000. Foram os únicos vinhos desta idade a participar na prova e ganharam os primeiros prémios. O Incógnito saiu na prova do grupo B onde estava a participar o Blogue do Syrah (que foi premiado com a nota mais alta de 19). O Quinta de Pancas saiu no grupo A. Isto significa que houve uma posição geral dos jurados em considerarem os Syrah velhos como os melhores a concurso. Parece-nos que este é um dado objectivo. Sempre defendemos a tese de que um bom Syrah tem grandes capacidades de evolução em garrafa. Esta prova cega dá-nos razão. Surpresa para nós foi a conquista do terceiro lugar pelo alentejano Telhas.

Outra conclusão a tirar é que no top 10 encontram-se cinco Syrah alentejanos ou seja 50%. Depois a diferença classificativa entre os Syrah do top 10 é deveras muito pequena e isto também não deixa de ser impressionante de alguma maneira.

A grande surpresa reside no sétimo lugar, obtido pelo Syrah de Pegões! Grande surpresa!
O Plátanos de Lisboa que nem está ainda no mercado obteve um oitavo lugar. O para nós grande Syrah Quinta do Francês conseguiu um honroso quarto lugar. O top 10 acaba como começou. Com um Syrah de Cortes de Cima, desta vez com o Homenagem a Hans C. Andersen. O primeiro teve uma classificação de 17,06 e o décimo obteve 16,27.

Outra conclusão que temos que retirar e que aí sim, fomos apanhados de surpresa é que os Syrah orgânicos não sensibilizaram os jurados: Dona Dorinda do Alentejo, Quinta da Caldeirinha da Beira Interior e os dois Syrah da Quinta do Monte d`Oiro de Lisboa não cativaram os jurados de modo a obterem um resultado no top 10.

Syrah que consideramos de grande categoria ficaram arredados do top 10, injustamente. Pensamos que as suas qualidades ficaram diluídas no turbilhão de aromas, o que é natural.

A opção por dois grupos de jurados por necessidades não imputadas à organização (alguns dos produtores enganaram-se e só enviaram 3 garrafas quando o pedido tinha sido 4 garrafas) não ajudou a esta discrepância. Cada grupo só degustou e classificou 13 dos Syrah em prova. Alguns jurados do grupo A foram muito críticos na avaliação dalguns dos Syrah que não mereciam tamanha desfaçatez. Enfim, são critérios que temos que respeitar, apesar de não concordarmos.

Os quase 60 jurados enquadravam-se em três tipos de pessoas: Os especialistas de facto (produtores e enólogos), os enófilos (especialistas pela variedade) e o terceiro grupo constituído pelos leigos.

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O resultado é inequivocamente democrático. Todos participaram, todos eram a sua opinião. Mas será esta a melhor maneira?

Os parabéns do Blogue do Syrah aos vencedores da prova cega e muito especialmente ao Incógnito 2002. O blogue do Syrah deu-lhe a nota de 19 e em breve falaremos dele em profundidade! Grande Syrah!

Um Momento Memorável! Prova Cega de Syrah, 3 de Outubro, Estado D’Alma – Bar & Bistro, Lisboa

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Estado D’Alma – Bar & Bistro, Lisboa, uma prova cega exclusivamente de Syrah, que foi efectivamente um momento memorável para todos os amantes desta casta.

Pela primeira vez em Portugal foi realizada uma prova cega com vinte e seis Syrah, representativos de todas as regiões do país, e com cerca de sessenta jurados, que degustaram e classificaram de zero a vinte alguns dos melhores Syrah portugueses.

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A prova decorreu em ambiente animado, e o Blogue do Syrah em conversa com muitos dos participantes concluiu do sucesso e da boa disposição que contagiou os jurados, havendo duas notas a destacar e que funcionaram como mais-valia deste evento.

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Em primeiro lugar, a organização deste acontecimento a cargo do grupo “Cegos por Provas”, que tiveram em atenção os mais pequenos pormenores, não descuraram nada nem ninguém de modo a que o resultado fosse do agrado de todos!

Em segundo lugar, o profissionalismo demonstrado pela equipa do “Estado D’Alma – Bar & Bistro” capitaneada pelo sommelier João Chambel e secundada por alguns dos elementos dos “Cegos por Provas” que foram incansáveis para que a prova decorresse com toda a normalidade e ritmo, a fim de que os jurados pudessem estar focalizados no seu trabalho: degustar, apreciar com rigor, avaliar e classificar os Syrah apresentados em conjuntos de três.

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Resultados finais, só mesmo daqui a dois ou três dias porque agora é necessário fazer as contas que se impõem (e não são poucas), de modo a obtermos um top ten dos Syrah portugueses submetidos a esta prova cega.

Por último, um agradecimento especial é devido aos produtores portugueses que graciosamente participaram nesta prova, que irá marcar indelevelmente o futuro dos Syrah portugueses!


 

Prova Cega de Syrah, amanhã, 3 de Outubro, 15:00, Estado D’Alma – Bar & Bistro

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É já amanhã que se vai realizar a anunciada Prova Cega, onde irão estar a julgamento 26 Syrah, para serem avaliados por cerca de 50 apreciadores, entre especialistas, produtores, enófilos, enólogos, sommeliers, público em geral e o que de mais etc houver que aprecie este nosso néctar de eleição!

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Obviamente que um acontecimento desta magnitude conta com todo o nosso apoio, com especial agradecimento ao Grupo do Facebook Cegos por Provas. Igualmente a contribuir para a festa, com todo o seu saber e paladar apurado, está a vasta comunidade, liderada por Jorge Cipriano, Clube de Vinhos Portugueses. Vai ser memorável.

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Nas palavras dos próprios: “Temos o prazer de anunciar mais uma “Cegada” que, achamos, será marcante. Desta feita iremos a Lisboa, ao Bar & Bistro Estado D’Alma, pôr à prova a casta Syrah. Estarão 20 produtores presentes que nos levarão alguns dos melhores Syrah nacionais. Todas as regiões que têm produtores a vinificar esta casta como monovarietal estarão representadas.”

Sobretudo estamos curiosos de saber como cumprem os nossos Syrah preferidos, ou seja, saber da unanimidade à volta das nossas classificações que rondam os máximos, ou vice-versa.

Lá nos vamos ver e, nos próximos dias, aqui estaremos a fazer o relato de tudo o que aconteceu!


 

 

O Blogue do Syrah na rota dos Syrah do Alto Alentejo!

Foi uma sortida muito proveitosa, esta que o Blogue do Syrah realizou ao Alto Alentejo, na demanda de alguns Syrah que daqui saíram durante 2015!

De Lisboa, fomos directamente para Estremoz, onde o Syrah tem grande presença e onde existe um número considerável de monovarietais da casta que nos interessa e encanta.

Mas antes disso uma paragem pelo castelo de Évora-Monte para olharmos a imensidão quase infinita do Alto Alentejo.

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Já em Estremoz as vinhas por onde passámos estavam lindas, viçosas de se ver.

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Na hora de almoço… onde deveríamos almoçar? Obviamente no restaurante “São Rosas” da produtora e cozinheira afamada Margarida Cabaço. Duplamente afamada! Pela cozinha e pelos Syrah.

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E aqui destacamos o topo de gama Margarida Syrah 2008, do qual já demos conta aqui. Pela cozinha, reparem o que foi o almoço: Sopa de tomate alentejana, bochechas de porco preto acompanhadas por migas de espargos e lombo de porco com ameixas e puré de maçã. O vinho tinha que ser da casa até por simpatia, naturalmente um Monte dos Cabaços. Uma nota curiosa a realçar: O Blogue do Syrah não conhecia o Monte dos Cabaços, nem tinha que conhecer até porque se trata de um blend, mas ao primeiro golo dissemos: este blend tem Syrah! Perguntamos ao empregado dos vinhos quais eram as castas que compunham este vinho e ele limitou-se a dizer o que estava escrito no rótulo: Touriga Nacional, Aragonês, Alicante Bouschet!, mas também dizia no rótulo “e outras castas”. Quando perguntei à Margarida, confirmou efectivamente que o Blend Monte dos Cabaços tinha uma percentagem, que não quis partilhar, de Syrah!

Syrah, tu já não me enganas!!

Deixando Estremoz para trás, zarpámos para Elvas, onde pernoitamos, não sem antes termos admirado as inúmeras vinhas que pontuam o caminho.

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No dia seguinte a portuguesa Olivença era o destino.

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Após a visita cultural que se impunha ao único baluarte não resgatado ao Império Castelhano, o regresso a Elvas onde a preparação psicológica para o outro dia se fez com Bacalhau dourado à moda de Elvas e plumas de porco preto, no restaurante “O Lagar”. Blends típicos alentejanos, a acompanhar, para contento de todos os participantes.

No dia seguinte após a visita demorada ao centro histórico saímos rapidamente de Elvas pois o destino era Ebora Liberalitas Júlia hoje em dia com o nome de Évora, o grande destino que suscitou toda esta movimentação e ao fim e ao cabo a escrita deste texto. O Blogue do Syrah faz aqui uma pausa para fazer uma premonição:

Atenção aos tambores!…

Aqui vai: Évora poderá muito bem tornar-se num futuro próximo a grande capital do Syrah português. O número de Syrah classificados pelo Blogue do Syrah com notas de nível superior no concelho de Évora é o mais elevado do país, comparativamente a outras zonas.

Quando estes pergaminhos estiverem bem firmados, Évora como capital do Syrah poderá lançar-se para ao mundo, com gravidade rejubilante o dizemos!

O restaurante Mr. Pickwick recebeu-nos pois de braços abertos e presenteou-nos com Borrego assado no forno com Batata assada. A acompanhar mais Blends típicos alentejanos, sempre com toques de Syrah aqui e ali. Que não passe pela cabeça de ninguém tentar listar analiticamente os blends alentejanos que contenham uma percentagem de Syrah. Se alguém pouco ajuizado tentar a façanha não terá hipótese de fazer mais nada o resto da vida, e temos muitas dúvidas que consiga concluir o empreendimento. É que são milhares! Mas adiante.

O momento alto desta visita, na perspectiva do Blogue do Syrah, era a visita à Quinta de Nossa Senhora da Conceição, mesmo à saída de Évora, no caminho de Arraiolos, logo a seguir à Herdade da Cartuxa.

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O grande objectivo era conhecer o espaço físico, social e mental da Quinta, sem mais rodeios, até porque os franceses há muito tempo que numa só palavra explicaram tudo isto e chamaram-lhe “terroir”, do território que produz um Syrah a 100%, o Dona Dorinda, que obteve a mais alta classificação atribuída pelo Blogue do Syrah, como se pode confirmar aqui.

Na ausência de Victor Conceição, a passar umas merecidas férias em ilhas portuguesas, fomos recebidos por Luís Caeiro, que não deixou por mãos alheias os pergaminhos da Quinta. Foi uma visita de luxo, com um anfitrião sabedor, que respondeu a todas as questões sobre Syrah, sobre a quinta e até sobre energias positivas, como já antes tínhamos contado. A Quinta de Nossa Senhora da Conceição tem no total 27 hectares e uma produção de raiz orgânica e com bastante água, aqui indispensável.

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Um pomar, um olival, uma horta onde se produz um pouco de tudo, até beldroegas, que no final trouxemos para Lisboa, com as quais fizemos uma sopa com esse mesmo nome, mais um queijo de cabra curado, e a acompanhar, Syrah, obviamente. A vinha tem 2,2 hectares em forma de meia lua e foi plantada em Abril deste ano uma nova vinha que será enxertada para syrah no próximo ano com 1,8 hectares.

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Daqui a 3 anos teremos um total de 4 hectares a produzir em pleno e aí a produção já poderá alcançar valores ainda hoje distantes.

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Tivemos oportunidade de provar vários bagos de uva Syrah em sítios diferentes da vinha e o nosso espanto foi total porque estando nos princípios de Agosto a uva estava doce como nunca pensámos que pudesse estar, quando ainda faltavam várias semanas para o tempo nobre das vindimas.

A seguir seguiu-se uma prova do Dona Dorinda Syrah 2012 que apesar de o conhecermos bastante bem é sempre “um momento alto” bebermos uma nova garrafa, cuja safra, ainda por cima está quase a acabar.

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A visita ao Alto Alentejo estava na sua ponta final. Faltava o regresso a casa e a convicção de que o concelho de Évora tem um futuro glorioso como produtor de Syrah de altíssima estirpe!…

O enólogo americano Robert Noecker escreveu:
“O meu único arrependimento na vida é não ter bebido champanhe suficiente.”
Parafraseando poderíamos dizer que a vida será excepcional se no fim pudermos dizer:
“O meu único arrependimento na vida é não ter bebido Syrah suficiente.”
Mas estamos a fazer um esforço para contrariar esta afirmação, todos os dias da nossa vida!


 

Prova Cega de Syrah, Sábado, 3 de Outubro, 15:00, Garrafeira Estado D’Alma, Lisboa

É com desmesurada alegria e incontido entusiasmo que estamos hoje aqui a comunicar esta iniciativa do grupo Facebook Cegos por Provas!

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Uma prova cega exclusivamente de Syrah, que, obviamente, conta com todo o nosso apoio, e que desde já agradecemos na pessoa do seu mentor, Carlos Ramos. Igualmente a contribuir para a festa, com todo o seu saber e paladar apurado, está a vasta comunidade, liderada por Jorge Cipriano, Clube de Vinhos Portugueses. Vai ser memorável.

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Nas palavras dos próprios: “Temos o prazer de anunciar mais uma “Cegada” que, achamos, será marcante. Desta feita iremos a Lisboa, à Garrafeira Estado D’Alma, pôr à prova a casta Syrah. Estarão 20 produtores presentes que nos levarão alguns dos melhores Syrah nacionais. Todas as regiões que têm produtores a vinificar esta casta como monovarietal estarão representadas.”

Sobretudo estamos curiosos de saber como cumprem os nossos Syrah preferidos, ou seja, saber da unanimidade à volta das nossas classificações que rondam os máximos, ou vice-versa.

Vai de ser de sumo, ou melhor, de Syrah interesse!


 

Quatro truques para se livrar das nódoas de Syrah

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Apresentamos hoje algumas maneiras de acabar com as difíceis e persistentes nódoas do nosso bem amado Syrah. E que resultam mesmo. Porque há manchas e nódoas que, mesmo perante o batalhão de produtos existentes no mercado, insistem em atormentar a roupa e seus proprietários. O monocasta Syrah, por exemplo,  dito por nós, é um dos alimentos que leva a sua teimosia ao máximo nível.

Mas damos aqui uma boa notícia. Não precisa de comprar nenhum produto específico e a preço exorbitante para resolver o seu problema! Afinal, a resposta contra estas manchas está nos armários da cozinha, ou facilmente acessível no seu restaurante favorito.

Eis então que, para retirar as nódoas de Syrah, pode optar por usar os seguintes procedimentos:

 

Água gaseificada

Despeje algum conteúdo de água com gás sobre a mancha até que a sua cor se desvaneça. Deixe a peça secar ou retire o excesso com papel de cozinha.

 

Sal

Mas apenas funciona para manchas acabadas de criar: deite sal de mesa na nódoa e se disponível também algumas gotas de sumo de limão. Ao fim de uma hora, lave a peça de roupa com água e sabão.

 

Leite

Mas também apenas em manchas recentes. Em primeiro lugar, retire o excesso de vinho com papel de cozinha sem que a nódoa se espalhe na peça de roupa. Logo a seguir, despeje algum leite na mancha e espere que a roupa absorva a maior quantidade possível deste produto. Uma hora depois, a nódoa desaparece.

 

Creme de barbear

Desta vez para nódoas que já tenham secado. Coloque o creme sobre a mancha e meta-a na máquina de lavar roupa com água quente.

 

Fez sentido?
Então não se esqueça, acima de tudo tente prevenir os actos que levam às nódoas, até porque assim evita o desperdício de Syrah!