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Resultados do Concurso Internacional “Syrah du Monde” 2018

É com redobrado prazer que o Blogue do Syrah vem, em primeira mão, anunciar os resultados do concurso Internacional “Syrah du Monde”, que é o concurso mais importante para a casta de que diariamente falamos: a Syrah!

Concorreram um total de 24 países, que apresentaram 347 amostras de Syrah.
Os juízes testaram as amostras de acordo com as regras internacionais e seguiram escrupulosamente procedimentos de garantia de qualidade e isenção.
Após três dias de trabalhos, foram atribuídas 115 medalhas: 30 de ouro e 85 de prata.
Mais uma vez não foi atribuída a medalha de grande ouro e, por curiosidade, também não foram atribuídas medalhas de bronze.

Portugal, recebeu quatro medalhas no total. Quatro medalhas de prata!
Todos foram por nós aqui no Blogue do Syrah já devidamente apreciados, mas em termos de ano específico só o Monte da Ravasqueira 2017 é que não conhecemos. Provavelmente nem sequer foi colocado no mercado!

Aqui estão eles… os nossos parabéns!

Três dos Syrah premiados são de Setúbal e um é alentejano!
O grande vencedor em termos numéricos é a Austrália, como de costume, seguido pela França como de costume. Em terceiro lugar ficou a África do Sul como de costume. E é isto que nos começa a preocupar. Quantas medalhas é que ganhou os Estados Unidos? Uma medalha de prata! Estranho, certo?

Três dos Syrah premiados são de Setúbal e um é alentejano como já foi dito. Estranho, certo?
E os outros Syrah, não concorreram? Se é esta a explicação fizeram mal e aí, estimados leitores, não há nada a fazer! É a mentalidade portuguesa no seu melhor! Se concorreram e não ganharam então há muita coisa que não corre bem na organização do concurso!

O Blogue do Syrah irá contactar o júri do concurso internacional Syrah du Monde para colocar algumas questões que consideramos pertinentes e que merecem ser respondidas!
O desenvolvimento deste tema segue dentro de momentos!

É convicção do Blogue do Syrah que se concorressem mais Syrah portugueses (caso tenha sido essa a questão) maior seria o número de medalhas. Temos matéria prima para arrebatar pelo menos uma dúzia de medalhas. Ficamos atentos!

Pisar as Uvas

Pisar as uvas com os pés para obter o mosto é  uma tradição milenar que remonta aos tempos antigos. Posteriormente, inicia-se o processo de fermentação para a obtenção do vinho. Actualmente, a maioria dos produtores trocou este método tradicional por prensas automáticas.

A pisa a pé faz diferença?

Os especialistas dizem que sim! A pisa a pé permite uma maior extracção de cor e aromas dado que o acto de espremer as uvas é mais intenso e demorado, aumentando o contacto das cascas com o mosto. São as cascas que vão trazer aromas, estrutura e cor ao vinho. Na pisa a pé, o esmagamento dura várias horas, em contraste com os minutos que demora numa prensa automática. Nesta, elementos indesejados como as sementes são quebrados dando uma amargura e um aroma herbáceo ao vinho. Reconhece-se que vinhos produzidos com recurso à pisa a pé mostram intensidade aromática e mais carácter.

O enoturismo tem trazido um novo interesse por esta tradição, que mantém viva a prática!

Syrah e Diabetes

Um novo estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Sul da Dinamarca sugere que o consumo frequente e moderado de álcool, em especial o vinho tinto, pode reduzir a chance de desenvolver diabetes tipo 2.

O artigo publicado na revista Diabetologia utilizou dados da Pesquisa Dinamarquesa de Exame de Saúde, na qual hábitos de consumo e saúde foram relatados por 70.551 participantes livres de diabetes (28.704 homens e 41,847 mulheres) ao longo de cinco anos. Ao fim do período, 859 dos homens e 887 das mulheres desenvolveram diabetes. Os que tiveram o menor risco de diabetes eram os que bebiam moderadamente, 14 bebidas por semana para homens e 9 bebidas por semana para mulheres.

Além da frequência, também foi examinado o tipo de álcool ingerido. O consumo moderado de vinho foi associado a um risco consideravelmente menor para homens e mulheres, em comparação com abstenção ou consumo pouco frequente. No texto do estudo, os investigadores especulam que isso se deve às propriedades de equilíbrio do açúcar no sangue e polifenóis encontrados no vinho tinto.

Eis pois boas notícias para nós apreciadores de Syrah e para todos os outros do vinho tinto.

Há Syrah em Oeiras 2018

O Blogue do Syrah esteve presente no Sábado passado, dia 12, no “Há Prova em Oeiras”na sua sexta edição. Conceituados produtores de Syrah e reconhecidos vinhos nacionais estiveram à prova durante três dias, acompanhados de uma mostra seleccionada de restauração local.

Estiveram nesta mostra oito produtores de Syrah dos vinte e três produtores com as melhores sugestões dos seus vinhos para o Verão.

Eis as fotos mais significativas deste momento que fica para a história de mais uma feira de Syrah em Oeiras!

Syrah medalhado

A American Association of Wine Economists (AAWE) é uma coisa séria. Ler os seus documentos exige cabeça fria e conhecimentos de alta matemática, nomeadamente probabilidade e estatística, que estão para além das capacidades normais de um mortal comum. A seriedade é tanta que quando eles afirmam, e demonstram até à exaustão, a percentagem exacta de aumento do preço de um vinho quando ganha uma medalha em concurso, nós acreditamos. Será? No final revelaremos que nem sempre é assim.

Portanto a questão é: Para que serve uma medalha num concurso de vinho? Prestígio, garrafa com o rótulo engalanado, mas na realidade os consumidores a maior parte das vezes nem repara nisso. No entanto, o estudo referido, que pode ser descarregado aqui em formato pdf, revela que os produtores aumentam os seus preços em 13% se ganharem uma medalha em concursos de vinho. O artigo tem como objectivo principal verificar o efeito de uma medalha sobre o preço do vinho, concluindo que um produtor cujo vinho recebe uma medalha pode aumentar seu preço em futuras edições.

A pesquisa comparou o preço dos vinhos antes e depois de uma série de competições, descobrindo que alguns produtores aumentam logo o preço assim que são revelados os resultados, na maioria dos casos colocando um autocolante reproduzindo a medalha que ganharam. Isso ocorre porque alguns possuem contratos com negociantes em que há uma provisão para que o produtor receba um aumento de preço específico se o vinho ganhar uma medalha entre a data do contrato e a data de entrega. Como se pode ler no artigo, os autores concluem que “os incentivos para participar de competições são altos”.

Para terminar o nosso texto, e falando sobre a inexactidão que aflorámos acima, tomemos o caso do nosso famoso Cem Réis, merecidamente premiado, cuja tiragem de 2016 vai ter um aumento de preço acima do dobro em relação aos anos anteriores.

Concluindo: mesmo a matemática mais hermética e avançada pode falhar em alguns casos!