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Monte Barbo, Produções Vinícolas Da Beira Interior Lda, Reserva, 90% Syrah, 10% Cabernet Sauvignon, Beira Interior, 2012

Este é um daqueles momentos em que no Blogue do Syrah pensamos “vale a pena o trabalho de divulgação dos Syrah portugueses que andamos a fazer há mais de três anos”!
É um gosto desmesurado dar conhecimento de um novo Syrah e que tem imensos aspectos positivos a destacar.
Para além de ser um topo de gama trata-se da primeira colheita do Monte Barbo, propriedade de dez hectares, localizada no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco. É portanto um Syrah da Beira Interior. O ano é de 2012.
Já está no mercado desde 2016 embora só agora é que o Blogue do Syrah teve conhecimento da sua existência.

No primeiro contacto com ele ficamos logo deslumbrados com a riqueza artística do rótulo, retro mas elegante, de uma beleza dificilmente igualável! Depois segue-se a grande surpresa de ser um Syrah com dez por cento de Cabernet Sauvignon. Em Portugal é a primeira vez que um produtor arrisca tal combinação. Se tal chegar ao conhecimentos dos Franceses, sem degustarem o néctar, dá-lhes um ataque cardíaco! O importante é que os franceses não são para aqui chamados, e o resultado final é que interessa.

O Monte Barbo é uma pequena propriedade, como já foi dito, que produz 70000 garrafas divididas por quatro tipos de vinho. Do Reserva Syrah 2012 foram feitas 10000 garrafas. E temos a garantia de que para o princípio de 2018 teremos uma nova colheita do Syrah/Cabernet Sauvignon. As notas de prova oficiais dizem-nos que “Apresenta cor violeta profunda, com notas de frutos silvestres (amora) bem maduros conjugadas com nuances tostadas do estágio em carvalho francês. Na boca é fresco, agradável, elegante mas estruturado com taninos equilibrados. Muito persistente.” Nós acrescentamos, se faz favor, “e complexidade aromática”. Tem 15% de graduação alcoólica. No que respeita à vinificação a vindima manual foi feita em caixas de 20 kg de castas com selecção prévia na vinha. A recepção na adega em mesa de escolha com eliminação de matéria prima defeituosa. Desengaçe total e esmagamento directo para a cuba de fermentação onde se procedeu a uma maceração a frio pré fermentativa. Fermentação alcoólica durante 6 a 8 dias a 30ºC. Maceração final durante 4 dias. Estágio em cascos de 300 litros de carvalho francês durante 12 meses.

Falemos agora um pouco sobre a história desta propriedade. Um dos responsáveis pela produção de Monte Barbo é Tiago Cristóvão com quem tivemos oportunidade de conversar para a elaboração deste texto. O Monte Barbo, como acontece muito em Portugal, é um vinho de família, fruto de uma produção muito seleccionada e de técnicas vitícolas e enológicas que aliam a tradição à modernidade. Tiago Cristóvão acredita que a qualidade e a essência do vinho Monte Barbo estão presentes, desde logo, na riqueza dos solos, na selecção das castas e na escolha minuciosa das uvas. Eis o que está na base da excelência deste Syrah. No que diz respeito ao Reserva 2012 só podemos confirmar o que está dito! A máxima desta casa, carregada de sentido é “A força do interior”! Durante quarenta anos Monte Barbo teve que fazer, como se costuma dizer, “das tripas coração”. Hoje o futuro apresenta-se radioso! Monte Barbo vai começar a exportar para o Luxemburgo e vai estar presente na próxima ProWein 2018 feira de vinhos e bebidas alcoólicas em Düsseldorf,  Alemanha que é considerada uma das feiras mais importantes da Europa!

O poeta persa dos séculos XI e XII Omar Khayyan no seu poema Rubaiyat, por nós citado até à exaustão, disse o seguinte:
“Quando Deus me criou sabia que eu beberia Syrah. Se me tornasse abstémio, a sua ciência estaria errada.”
Para o Enófilo o Monte Barbo Reserva 2012 poderá não ser ciência que é para o Enólogo, mas seguramente é uma obra de arte, por dentro mas também por fora!

 

Classificação: 19/20                                                            Preço: 18,98€

Grand´Arte, 100% Shiraz, DFJ Vinhos, Lisboa, 2014

Estamos perante a terceira colheita deste Shiraz, desta forma designado porque nos foi confidenciado que com a grafia do novo mundo, em vez de Syrah, vende muito mais em terras anglo-saxónicas! A primeira colheita foi em 2011 e a segunda foi em 2012. Esta é de 2014 e a qualidade mantêm-se!

O Shiraz Grand´Arte, da DFJ Vinhos, liderada por José Neiva Correia, nasce na Quinta Fonte Bela, em Vila Chã de Ourique, no concelho de Santarém, ou seja, é um regional de Lisboa. Possui uma graduação alcoólica de 13,5% e teve um estágio de três meses em barricas de carvalho francês. Diz-nos o produtor que se trata de um Shiraz “…equilibrado, com taninos macios e um toque de baunilha e especiarias. Muito suave, fácil de beber e ao mesmo tempo, intenso, persistente e saboroso.”

A DFJ Vinhos, uma casa que produz uma média anual de seis milhões de garrafas, distribuídas por 33 marcas e 77 vinhos diferentes, oriundos de quase todas as regiões vinícolas portuguesas. Tendo em conta o panorama português, poderíamos chamar à empresa do Eng.º Neiva um potentado vinícola.

A produção no nosso caso faz-se por método clássico de fermentação com desengace e contacto pelicular pré fermentativo seguido de aplicação de leveduras secas activas. Fermentação a 30ºC nos primeiros 2/3, e baixando para 20ºC durante o último 1/3. Durante todo o processo fermentativo são feitas 2 remontagens diárias utilizando em cada uma delas metade do volume contido na cuba. Após a fermentação alcoólica é mergulhada a manta durante 30 dias, durante os quais se procede à extracção dos taninos suaves, à fermentação maloláctica e estabilização natural do vinho. Estágio de 3 meses em barricas de 225Lt de carvalho francês da Seguin Moreau. Feito a partir de uvas seleccionadas da casta Shiraz, este vinho de cor granada mostra alta concentração de frutos com aromas de ameixas, amoras e chocolate. O estágio em madeira deu-lhe um equilíbrio perfeito e um final de boca deliciosamente macio. No total, já representa mais de 60 000 garrafas, com cerca de 35 000 garrafas vendidas para uma cadeia de restaurantes em Inglaterra.

O poeta romano Ovídio escreveu:
“Aquece o sangue, acrescenta brilho aos olhos, Shiraz e amor sempre foram aliados!”
Portanto vamos aquecer este Inverno com um brilhozinho nos olhos e este Shiraz Grand´Arte 2014!

 

Classificação: 16/20                                                         Preço: 7,95€

Quinta das Camélias, 100% Syrah, Jaime de Almeida Barros, Lda., Terras do Dão, 2015

O Syrah Quinta das Camélias foi o primeiro Syrah a aparecer no Dão!
Daí merecer só por este facto um carinho e uma atenção especial da nossa parte.
Apresentámos aqui a colheita de 2010.
Esta de 2015 está bem melhor!

Este Syrah, com 14,5 % de teor alcoólico, é de cor granada e tons violeta escuro. Segundo o produtor “apresenta aromas de framboesa, groselha, amora, tostado e defumado. Na boca é aveludado, com taninos bem integrados, com boa concentração de fenóis, complexo e encorpado”. Uma das perguntas que relembramos aqui, e que fizemos há anos ao produtor Jaime de Almeida Barros, era saber o que o tinha levado a plantar Syrah no Dão, quando nunca ninguém o tinha feito. A resposta foi simples e cristalina: “Tentativa de fazer vinhos diferentes.” E não há dúvida que o Syrah da Quinta das Camélias é diferente de todos os vinhos que se produzem nesta região demarcada.

A Quinta das Camélias situa-se na região demarcada do Dão, na aldeia de Sabugosa, a catorze quilómetros de Viseu. É uma propriedade com vinte e três hectares dos quais quinze estão ocupados com vinha. Foi adquirida em 2002 por Jaime de Almeida Barros, (que deve o gosto pela vinha ao pai, que também tinha sido produtor) tendo sido necessário proceder à reconversão total das vinhas existentes, devido à situação de semi-abandono em que a Quinta se encontrava. Em conversa com o proprietário ficamos a saber que a Quinta inicialmente tinha somente oito hectares e meio e foi aumentando sucessivamente para actuais vinte e três com a compra de treze parcelas de terreno.
Mas é verdade, e é preciso que se diga, houve muito boa gente que logo teceu críticas fortes ao facto da casta Syrah nada ter a ver com o Dão. A isso Jaime de Almeida Barros respondia que o mais importante era a produção de bons vinhos, e que fossem ao encontro do que o mercado pedia.

O encepamento da Quinta é constituído maioritariamente por Touriga –Nacional a sessenta por cento (apesar de ser dominante no Douro e estar distribuída por todo o país ela é originária do Dão) sendo os restantes quarenta por cento constituídos por Alfrocheiro, Tinta-Roriz, Jaen, (outra casta autóctone) e Syrah, que só ocupa dois hectares do total. Jaime de Almeida Barros pensa ainda plantar mais vinha devido ao aumento da procura.
E isso é óptimo porque parafraseando o desportista do mundo automóvel Kimmi Raikonen:
“Não se deve deitar fora aquilo que foi feito para se beber.”
Ora aí está, eis um Syrah para se degustar e sorver até à última gota!

 

Classificação: 17/20                                                                         Preço: 5,75€

Mundus, Adega Cooperativa da Vermelha, 100% Syrah, Lisboa, 2015

Ao longo da sua existência por duas vezes o Blogue do Syrah deu a nota impossível a um Syrah: a nota 0!
Explicamos desta forma a classificação 0: significa aquele Syrah mesmo intragável, que não é bebível, e mais, não é sequer digno de ser considerado vinho, quanto mais Syrah!
O texto completo pode ser lido aqui.

O primeiro Syrah que recebeu tal nota, o Syrah Encosta de Mouros 2009, da Bairrada, da Adega Cooperativa da Mealhada, já não existe, felizmente, porque a própria Adega foi encerrada permanentemente. O primeiro caso está resolvido!

O segundo caso foi o Mundus 2012, de Lisboa, da Adega Cooperativa da Vermelha, que lançou o mês passado a nova colheita deste Syrah e do ano de 2015. O receio era imenso devido ao passado. Mas o exame teve nota positiva, felizmente. Tudo mudou neste Syrah e para bem melhor. A garrafa, os rótulos e o mais importante a bebida de Baco que se encontra dentro desta nova garrafa! O Syrah Mundus da Adega Cooperativa da Vermelha teve desde o princípio uma coisa a seu favor, o nome, Mundus, uma designação forte do ponto de vista do marketing, mas isso só não chegava. Segundo as notas de prova este Syrah “é um vinho estruturado, com aromas a frutos vermelhos sobremaduros conjugados com a madeira. Na boca apresenta-se macio e estruturado.” Foi fermentado à temperatura de 26ºC em cuba de inox e em sistema de curtimenta. Após o processo fermentativo foi estagiado durante 6 meses em barricas de carvalho Americano.

Fundada em 1962 por um grupo de vinicultores da região, liderados pelo Engenheiro Carvalho Cardoso, a Adega Cooperativa de Vermelha começou por ser um espaço para vinificar a produção dos viticultores da região, que devido a várias condicionantes não podiam vinificar “per si” as suas uvas. Desde a sua fundação até aos nossos dias, muitas foram as alterações e evoluções que se registaram na Adega. Efectivamente a sua génese inicial assentava na recepção e vinificação das uvas dos associados e posterior armazenagem e comercialização a granel dos vinhos obtidos (venda de grandes quantidades de vinho em vasilhas de madeira “cascos” para a região da estremadura e Lisboa). Com a evolução dos mercados e com as novas tendências dos consumidores a ACV adoptou as melhores e mais recentes tecnologias, nomeadamente no que concerne a engarrafamento, vinificação e métodos laboratoriais, permitindo o engarrafamento dos seus vinhos, sendo os mesmos distribuídos para diversos mercados.

A citação de hoje é o ditado popular “Nunca digas desta água não beberei.”
Pensávamos o pior do Mundus, mas eis que se deu a redenção em 2015.
Agora finalmente bebe-se com alegria e alívio quando houve tempos que dizíamos “nem pensar!”
Bem vistas as coisas, a questão é a água mudar, para melhor!

O Blogue do Syrah aproveita esta oportunidade e deseja a todos os seus leitores um óptimo ano de 2018 com muitos e bons Syrahs!

 

Classificação: 15/20                                                                  Preço: 5,50€

Monte Judeu, Adega Cooperativa Dois Portos , 100% Syrah, Lisboa, 2004

Uma autêntica preciosidade perdida nos confins das “bibliotecas vinícolas” e descoberta para o Blogue do Syrah pelo sempre prestável e amigo Tiago Paulo, da garrafeira Estado de Alma!
Última colheita deste Syrah a 100%, de Lisboa, de nome Monte Judeu, e da Adega Cooperativa Dois Portos!

Este Syrah, cujas notas de prova nos dizem que “tem cor granada carregado com reflexos violetas, apresenta um aroma vinoso intenso à casta, lembrando frutos vermelhos maduros. Uma excelente estrutura de boca, uma ligeira adstringência final, consequência de um curto estágio de três meses a que foi submetido em barricas de carvalho francês!” Tem 13,5% de graduação alcoólica. Foram feitas cinco mil garrafas. O nome deste Syrah é devido ao nome da vinha de um associado. O enólogo responsável é Alexandra Mendes com quem tivemos oportunidade de falar com o objectivo de investigar tudo que está ligado a este Syrah.

A Adega Cooperativa Dois Portos fica situada em pleno centro da região demarcada de Torres Vedras, foi fundada a 24 de Fevereiro de 1960 e iniciou a sua laboração em 1964, ano em que se deram por concluídas as obras do projecto inicial, apenas com 188 associados, é actualmente composta por cerca de 1000 Cooperadores e abrange uma área social da qual cobre cerca de 80%, que se circunscreve às freguesias de Dois Portos, Runa, S. Domingos de Carmões e parte da freguesia de S. Pedro do Concelho de Torres Vedras; parte da freguesia de Enxara do Bispo do concelho de Mafra e parte das freguesias do concelho de Sobral de Monte Agraço. Com uma percentagem de produção que ronda os 70% nas uvas tintas e os 30% nas uvas brancas, fabrica anualmente cerca de 15 000 pipas de vinho, tendo como castas predominantes nas uvas tintas: Castelão (Periquita), Alicante Bouschet, Aragonez e Syrah. Nas uvas brancas: Fernão Pires, Vital, Alicante e Seara Nova.

No aspecto tecnológico tem esta Adega acompanhado as mais modernas técnicas de vinificação com a consequente melhoria da qualidade dos seus vinhos. Desde a colheita de 1986 mantém a Adega em vigor um sistema de bonificação no pagamento das uvas de castas nobres da região desde que as mesmas reúnam determinadas características. Após a criação da região demarcada de Torres Vedras, iniciou o fabrico de D.O.C. e vinhos Regionais, com as castas tradicionais que já se destinavam às nossas reservas. A Adega Cooperativa Dois Portos ao longo da sua existência tem vindo a desenvolver uma preocupação com a protecção do ambiente. Dessa forma, todos os produtores associados são sensibilizados sobre o impacto que a actividade agrícola tem sobre o solo, os lençóis de água e os seres vivos e incentivados a cumprir as normas da Protecção Integrada.
Desde o aspecto geológico com representação de todas as idades, na apreciação climática considerando a transição entre a zona de ventos húmidos e permanentes de Oeste e a dos estios secos. O tipo de vegetação da parte norte aproxima-se de um tipo da Europa Central, enquanto na extremidade meridional já apresenta características mediterrânicas.

A vinha, ainda que com uma grande capacidade de adaptação aos diversos tipos de solos, encontra na diversidade da região manifesta preferência por alguns destes, designadamente os solos calcários pardos ou vermelhos de margas ou parabarros e arenitos finos, os solos mediterrânicos pardos ou vermelhos normais e ainda os solos litólicos não húmicos, estes com representação na parte mais setentrional da região.

Há um provérbio francês que diz :
“Um bom Syrah não necessita de rótulo.”
Aqui está um bom exemplo disso.
Monte Judeu de 2004 !
Só temos mesmo pena é que os responsáveis desta adega cooperativa não tenham percebido as potencialidades deste Syrah em termos de futuro.
É por isso que se diz que o futuro é dos audazes !

 

Classificação: 17/20                                                            Preço: 5,50€

Quinta da Lagoalva de Cima, 100% Syrah, Tejo, 2015

Não foi há muito tempo que aqui falamos da colheita de 2012!
Hoje chegou a altura de falar da mais recente colheita deste extraordinário Syrah!
A colheita de 2015 tem todas as condições para se vir a tornar a melhor ou, pelo menos, uma das melhores tendo em conta o ano considerado!
Apenas feito em anos excepcionais, este vinho de cor granada e aroma intenso tem no nariz segundo os seus produtores “notas de especiarias, fruta preta madura e tabaco. Na boca tem profundidade, taninos elegantes e um final longo.”

Feito pelos enólogos Diogo Campilho e Pedro Pinhão, o Syrah da Quinta da Lagoalva de Cima provém de pequenos talhões cujas uvas seleccionadas são vindimadas à mão para caixas, e chegam à adega ainda durante a manhã. Após 3 dias de maceração pré fermentativa, a fermentação alcoólica ocorre em lagares de inox a 24ºC. As massas são espremidas em prensa hidráulica e a fermentação malo-láctica ocorre em barricas (novas e 1º ano) de carvalho Francês, onde estagia doze a catorze meses. A Quinta estende-se pela margem sul do Tejo, desde perto da vila de Alpiarça até cerca de onze quilómetros da cidade de Santarém.

Façamos um pouco de história. Em 1834, a Quinta da Lagoalva é comprada por Henrique Teixeira de Sampayo, 1º conde da Póvoa. Em 1841-42 todos os bens passam para Dona Maria Luisa Noronha de Sampaio, que se casa em 1846 com Dom Domingos António Maria Pedro de Souza e Holstein, 2º Duque de Palmela, revertendo a partir dessa época os bens para a Casa Palmela. Sucessivamente em poder dos seus descendentes, as terras são desde 1950 até hoje pertença da Sociedade Agrícola Quinta da Lagoalva de Cima SA. A Quinta tem uma longa tradição como produtora de vinhos, que remonta a 1888, ano em que esteve presente na Exibição Portuguesa de Indústria. Com uma área de sete mil hectares aproximadamente, as suas principais produções são o vinho, o azeite, a cortiça, a floresta, cereais, vacas e ovelhas, e o cavalo lusitano. A produção anual ronda as duzentas e setenta mil garrafas e os cinquenta hectares de vinhas da Quinta da Lagoalva estão implantados nos melhores “terroirs” do Tejo, e são constituídos pelas castas nacionais e mundiais com as melhores aptidões, enologicamente comprovadas. A capacidade de evolução é enorme e ninguém se admire se daqui a um ano ou dois voltarmos a falar desta colheita de 2015 para revermos a avaliação agora feita!

“Quando tenho sede, bebo água, quando busco prazer, degusto Syrah!”, alguém disse.
Este é um Syrah que vale mesmo a pena apreciar intensamente, e ao qual ciclicamente voltamos, porque se trata, à falta de melhor adjectivo, de um Syrah fabuloso!

 

Classificação: 18/20                                                          Preço: 28,50€