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Madre de Água, 100% Syrah, Terras do Dão, 2012

 

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O Syrah Madre de Água é o segundo Syrah a surgir no Dão, e mostra possuir qualidades que muito apreciámos.
O anterior, já analisado aqui, de 2010, tinha mostrado já competências que foram devidamente salientadas.

O Syrah da Quinta de Madre de Água é de 2012, e foi o representante do Dão na prova Cega de Syrah, que aconteceu no passado 3 de Outubro, em Lisboa, que foi quando o conhecemos. Deu boa parte de si e suscitou grande interesse por parte de vários jurados.

A empresa Madre de Água, Lda., situa-se na freguesia de São Pedro, concelho de Gouveia, distrito da Guarda. A empresa gira à volta de um Hotel, o Madre de Água Hotel Rural, que está localizado apenas a 5 minutos de carro da cidade de Gouveia, na encosta da Serra da Estrela, numa quinta que produz além de Syrah, queijo e azeite. É neste espaço algo idílico que se produz o Quinta de Madre de Água Syrah.

Este Syrah tem uma graduação alcoólica de 13,3%. A enóloga é Francisca Pereira. No rótulo da garrafa pode ler-se o seguinte: “A cor púrpura envolta em reflexos violáceos envolve-se graciosamente com os taninos concedendo um corpo médio com acidez leve. Invade os sentidos através do seu aroma de ameixa com toque mentolado compondo um belo bouquet ao nariz. Tipicamente frutado onde a especiaria ocupa lugar de destaque, proporciona um memorável prazer a quem o consome. Vinho de altitude, Terras do Dão.”

Quanto ao Hotel e natureza envolvente, é o refúgio certo para partir à descoberta de uma região emblemática de Portugal. Situado a cinco minutos de Gouveia, junto à aldeia de Vinhó e a pouco mais de 20 quilómetros da Torre, lá no alto da Serra da Estrela, o Hotel possui 10 quartos que oferecem conforto e atmosfera para viver o que há de mais autêntico e tradicional nesta região do país.

É o caso dos vinhos da Região Demarcada do Dão, que pode conhecer logo a partir da vinhas, como já foi referido. Extremamente cuidadas, compõem a paisagem que envolve todo o Hotel e é através delas que se produzem vinhos assentes em castas tão tradicionais quanto a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen, Vinha Velha, Encruzado ou Gouveio e naturalmente agora com o Syrah.

O escritor francês Theophile Malvezin escreveu: “O vinho é feito para ser bebido assim como a mulher é feita para ser amada. Ambos possuem a frescura da juventude ou o esplendor da maturidade, mas não espere pela decrepitude”

Vamos ver se chega com facilidade a Lisboa!

Classificação: 17/20                                                            Preço: 17,00€

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Campanha para angariação de subscriptores… vamos chegar aos 120!

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Vai decorrer pela segunda vez uma campanha para angariação de subscritores aqui no Blogue do Syrah.

Desta vez haverá duas categorias a concurso, cada uma com seu prémio, portanto estamos a sortear duas garrafas, que entretanto revelaremos quais são, da nossa bebida preferida: Syrah!

Será pois atribuído um prémio a sortear entre os nossos actuais subscritores que indiquem novos subscritores do Blogue. Para confirmar que assim foi só terão que enviar essa indicação para o email mail@blogdosyrah.com, ou seja, qualquer coisa como ‘o dito subscritor é de minha indicação’. Claro que quantos mais subscritores indicar, mais hipóteses tem de ganhar.

Entre os novos subscritores, independentemente de terem sido ou não recomendados, será sorteado o segundo prémio.

O concurso é universal, ou seja aberto ao mundo. Quem ganhar, nem que seja do mais remoto lugar, ou mesmo zonas polares, não se preocupe, havendo correio ou transportadora, lá faremos chegar a respectiva garrafa de Syrah!

O concurso decorre durante todo o mês de Dezembro, portanto do dia 1 ao dia 31, e os resultados serão divulgados na primeira quinzena de Janeiro.

Para subscrever as actualizações só tem de ir à caixa do lado direito onde diz
Subscreva o Blog via Email
e colocar o seu endereço de Correio Electrónico… depois é só confirmar a subscrição.

É fácil, é grátis, não dá milhões, mas dá uma garrafa de Syrah… que pode haver de melhor?

Boa sorte para quem decidir participar!

Syrahs no Pátio – Syrahs de Lisboa e Setúbal

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Mais uma vez o Blogue do Syrah foi de passeio gustativo por mais uma mostra de Syrah, desta vez regiões de Lisboa e Setúbal. Três euros custo de entrada, com direito a copo, achámos bem, e como se pode ver, inclui além de prova livre, master classes e workshops. Da nossa parte fomos mais pelas provas…

O Pátio da Galé, em pleno Terreiro do Paço, que paços é que já lá não existem, sim os gabinetes de alguns dos que nos governam, se for o caso, é uma referência iluminista maior entre as congéneres europeias do século XVIII. Desenhado por Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, o projecto foi aprovado pelo Marquês de Pombal, após o terramoto de 1755, como é sabido.

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O Pátio da Galé ocupa a área onde se situavam o Paço Real e a Casa da Índia. A intervenção efectuada reflecte, em simultâneo, a imagem inovadora e vanguardista associada a Lisboa, respeitando a componente patrimonial e histórica do edificado. O novo espaço, agora reabilitado, disponibiliza a Sala do Risco – galeria para exposições e eventos -, dois restaurantes, uma geladaria, a Lisbon Shop,  loja de produtos de merchandising de Lisboa, e um Posto de Turismo. O Restaurante Terreiro do Paço apresenta confort food de inspiração portuguesa e mediterrânica e o Aura Restaurante + lounge café aposta na cozinha portuguesa contemporânea, enquanto a Geladaria Paço d´Água oferece gelados confeccionados artesanalmente. Para além da sede do Turismo de Lisboa, no Pátio da Galé encontram-se ainda o Canal Lisboa e a sede da Modalisboa. O Peixe em Lisboa, actividades do Festival dos Oceanos e a Modalisboa são alguns dos eventos que decorrerão no novo Pátio da Galé.

E desta vez foi pois o Syrah, como sempre, que nos levou até lá, para um convívio sempre agradável e prazenteiro com quem sabe fazer e comunicar da sua arte, falando das suas paixões pelo nosso abençoado néctar.

Aqui ficam os momentos mais relevantes.

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Por esta Quinta de Hortências, selecta e sofisticada, foi por onde começámos o périplo, conhecendo e degustando a nova safra, e conversando amavelmente sobre o que nos levou ao local: o mundo maravilhoso do Syrah!
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Mesmo ao lado estava igualmente mais uma casa de Syrah, mas para nossa infelicidade, apesar da simpatia e empenho, este nosso dito cujo não estava entre os presentes, por questões de logística. Imperdoável! Mas os revezes da vida são de aceitar com estoicismo. Para não irmos de paladar a abanar, provámos um Reserva que nos foi sugerido… e por aqui nos fomos.
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Aqui a história agigantou-se e fomos de tirar o assunto a limpo e inquirir de motivos, falando em directo com quem pode tomar as decisões que nos importam. A casa Vidigal é mãe não de um, mas de TRÊS Syrah! Todos esgotados, diga-se, e por aí se ficou, não mais produziu do que nos interessa. Porquê? Pois porque sim, foi basicamente a resposta. Insistimos e tentámos que a porta se abra de novo para o nosso lado… quem sabe, foi a promessa! Fomos dali com alguma esperança.
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A história em eterno retorno, havia, mas já não há, e como tal não estava presente, logo a pergunta, voltará a haver?…. quem sabe, foi a resposta. Anima, mas não é suficiente, para nossa inquietação.
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Mais do mesmo e não nos vamos repetir. Foi o Syrah que catapultou para a fama a nossa Ermelinda, mas entretanto os ânimos para os lados do Syrah esfriaram por ali… é pena!
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Para terminar em alta, aqui sim, a simpatia converteu-se em certezas, há Syrah, estava presente, provou-se, sentiu-se a paixão, é para continuar. Enólogo à fala em directo, prometendo continuidade e mais qualidade. Conte com o nosso apoio. Ainda houve tempo de ouvir contar estórias da região de Setúbal, lugar de grandes vinhas e famílias interligadas que se dedicam de alma e coração a uma arte genealógica de Syrahs enraizada naquelas férteis planícies de parentescos gustativos!

Terminámos por entre as bancas de produtos complementares, com expositores de queijo tradicional, pão e bolinhos, azeites e outros vinagres, alguns de ideia bem original. Passem por lá e confirmem!


 

Velharia Reserva, Adega Cooperativa da Labrugeira CRL, 100% Syrah, Lisboa, 2009

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aqui tínhamos apresentado um outro Syrah da Adega Cooperativa da Labrugeira, que foi descoberto em Torres Vedras, e nos espantou pela positiva.

Logo na altura quando consultamos o site da Adega reparamos neste Velharia hoje em destaque, mas fomos de o ignorar porque segundo o site da Adega Cooperativa da Labrugeira não se tratava de um monocasta Syrah, que é o que nos interessa, mas sim de um vinho constituído por cinco castas: Castelão, Tinta Miúda, Camarate, Tinta Roriz e Syrah. Mas a realidade é diferente. Trata-se de um erro crasso, inadmissível num site dos próprios produtores, não se aperceberem que estão a veicular informação incorrecta. Portanto o nosso Velharia é apresentado no site da ACL como sendo tudo menos um monocasta Syrah!

Na realidade é um Syrah dos nossos, e é por isso que estamos aqui a falar dele. Indo pelo que é dito no site da cooperativa, passaríamos ao lado!

Feito o reparo, e tanto quando sabemos, é já a terceira safra deste Syrah, imagine-se. A primeira foi a de 2006 e a segunda a de 2008. Tem uma óptima relação qualidade preço e apresenta uma graduação alcoólica de 14%. As notas de prova na ficha técnica falam de um “Vinho tinto cor granada clara, ligeiramente complexo entre fruta e especiarias e com alguma persistência. Acompanha pratos bem confeccionados de carne e peixe, fumados e queijos.” O enólogo responsável é Vasco Miguel, coadjuvado pelo enólogo residente Nuno Pimentel.

A Adega Cooperativa da Labrugeira, situada no concelho de Alenquer, é actualmente a única adega cooperativa deste concelho, representando assim todos os viticultores cooperantes desta área, congregando desde 1973 as produções de mais de 400 sócios-cooperantes, produtores da zona norte do concelho. Com uma forte tradição na produção de vinhos de qualidade, a adega tem vindo a melhorar gradualmente as suas estruturas, sendo neste momento uma das adegas com melhor resposta às exigências enológicas.

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A Adega tem vindo, desde 1992, a melhorar as suas estruturas de produção nomeadamente na vertente da qualidade e infraestruturas, dando resposta às actuais exigências enológicas e dos mercados consumidores. A sua produção média anual de mais de 4 milhões de litros permite-lhe engarrafamentos de escala, com bons binómios preço-qualidade, e tem vindo a alargar a sua oferta, que se estende actualmente a diversos vinhos certificados “DOC Alenquer” e “Regional Lisboa”, tendo como objectivo oferecer ao consumidor o que de melhor se produz na região de Alenquer e levando esses néctares aos quatro cantos do Mundo.

Escreveu um autor desconhecido que “Sondar a História do Syrah é conhecer uma civilização velha de milénios que continua viva”.
É isso que o Blogue do Syrah tem estado a fazer desde o início do seu percurso, trazer ao conhecimento de todos aqueles que nos quiserem acompanhar as histórias e os temas de uma casta cuja origem se perde nos milénios de antigas civilizações, e ao mesmo tempo está implantada com garra num território que a acolheu de braços abertos!

 

Classificação: 15/20                                                   Preço: 3,00€

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A arte de provar um Syrah!

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Hoje estamos na área sofisticada da prova de Syrah, plena de requinte e subtileza.

Antes de mais, existem três condições fundamentais a cumprir para que nada atrapalhe o prazer de provar um bom Syrah:

  • um local isento de cheiros
  • um local bem iluminado, de preferência, sem luz fluorescente
  • um bom copo, transparente e bem limpo de odores e manchas

Estando reunidas estas condições, é hora de servir o nosso Syrah.
A quantidade ideal a verter será sempre no máximo um terço do copo. Mesmo que esteja numa tasca! Porquê? Simples: liberta espaço para o agitar o vinho sem entornar, permite que o aroma se concentre no copo, e é mais civilizado, e civilidade fica sempre bem, qualquer que seja o lugar.

A partir destas premissas, siga agora os passos que lhe sugerimos:

  • Comece por observar a limpidez do vinho: é brilhante e límpido ou, por contrário, turvo? A segunda hipótese aponta para um vinho com mais depósito, resultado da precipitação de matérias ao longo do tempo, por sua vez, típico de um vinho que não sofreu muitos tratamentos de estabilização ou filtração. Neste caso tratar-se-á de um vinho mais encorpado e com mais volume de boca.
  • Atente agora na cor do vinho. No caso dos tintos é avermelhado ou acastanhado? A segunda hipótese indica geralmente mais idade e sabedoria.
  • Apure a seguir o seu olfacto. Agite cuidadosamente o copo em movimentos circulares para que liberte os seus aromas mais escondidos. Provavelmente reparará na lágrima que escorre pelas paredes do copo. Essa presença relaciona-se com o maior teor de álcool e de açúcar presente no vinho. Aproxime-se e cheire. Sente os aromas naturais de frutas vermelhas, de frutas de caroço, flores, madeira ou especiarias? No caso de um vinho mais evoluído (com mais anos de garrafa), poderá encontrar cheiros de evolução (mel, couro, carne, por exemplo). Procure incentivar-se a descobri-lo!
  • Por último, chega então a altura de provar. Procure espalhar o vinho por toda a boca, de modo a que consiga atingir todos os sabores nele presentes. Inspire novamente os aromas do vinho. Desfrute do momento e da harmonia dos sabores e dos aromas!

Terminamos com uma tradução nossa de um pequeno parágrafo de Joanne Harris, a grande autora de novelas gastronómicas, do livro “Blackberry Wine”:

‘Um Syrah fala. Todos sabem isso. Olhem à volta. Perguntem ao oráculo que está na esquina; ao que não foi convidado para o banquete de casamento; ao louco sagrado. Fala. É um ventríloquo.  Tem um milhão de vozes. Solta a língua, brincando com os segredos que nunca deveriam ter sido revelados, segredos que nem sabias que existiam. Grita, rasga, sussurra. Fala das coisas grandes, esplêndidos planos, amores trágicos e terríveis traições. Grita no meio de gargalhadas. Fala suavemente para si próprio. Chora em frente da sua própria reflexão.  Abre-se no verão longínquo e nas memórias que melhor se esqueceram. Cada garrafa traz o sopro de outros tempos, outros lugares… a matéria base transforma-se na matéria dos sonhos, em alquimia!’

À nossa, com um Syrah, sempre!