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Paris é a cidade que mais bebe vinho no mundo!

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Paris já era famosa por ser considerada a cidade luz, a cidade do amor. A partir de agora tem mais um atributo de peso! Paris foi considerada a cidade onde se bebe mais vinho no mundo!

Um estudo conduzido pela escola de negócios INSEEC e pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) apurou que Paris, capital da França, é a cidade que mais bebe vinho no mundo, com o número de 690 milhões de garrafas da bebida consumidas por ano.

Buenos Aires ficou em segundo lugar. A capital da Argentina consome 457 milhões de garrafas por ano, bastante distanciada portanto.

Para completar o pódio das cidades que mais bebem, segue-se Londres que conta com 369 milhões de garrafas por ano.

Nova Iorque soma 301 milhões de garrafas por ano e encontra-se em quarto lugar na classificação.

Entre as cidades que menos bebem vinho, segundo o estudo, está Milão, com 301 milhões, Los Angeles com 241 milhões, Nápoles com 188 milhões, Madrid com 181 milhões e Roma com 177 milhões de garrafas de vinho consumidas por ano.

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Lisboa pura e simplesmente não aparece nesta lista. Não é por não se consumir vinho, é sim por ser em população uma cidade bem mais modesta que todas as cidades mencionadas neste texto.

Voltando a Paris, o que seria bem interessante era investigar o consumo por casta. Aí temos quase a certeza de que a  nossa casta Syrah, e respectivos monocasta, ficaria muito bem posicionada em termos de consumo, não fosse o Vale do Rhône uma das regiões vitivinícolas de França onde se produz um maior número de hectolitros de vinho!


 

ASL Tomé Sociedade Vinícola, Rua 25 de Abril, 2955-123 Pinhal Novo

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Desta vez o Blogue do Syrah, em busca de novas terras e aceitando o convite de Carlos Branco, decidiu viajar a Sul até Pinhal Novo, para os lados de Palmela e à vista de Setúbal, já que não estamos à beira dos Alpes, muito menos de Turim, que chega a ser quase tão frio como São Petersburgo — entende-se. Estamos sim em ameno Verão e a ASL Tomé, com o seu Syrah que fica melhor de ano para ano, foi de nos fazer uma proposta que não pudemos recusar.

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Carlos Branco, que abandonou uma carreira teórica no campo da Sociologia, para se dedicar, em companhia de seu irmão Nuno, a tomar conta a tempo inteiro do negócio de família que herdou de seu pai, recebeu-nos disposto a partilhar a paixão por esta bebida plena de magia, sabores e histórias, mostrando-nos como tudo é feito, se fazia e continuará a fazer, em terras de Sol e clima propício ao cultivo da uva Syrah, de onde nasce o néctar único e que é sempre um prazer total para os sentidos, sobretudo quando é degustado em ambiente afável e espaço pleno de tradição e vernáculo.

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Visitámos a Adega, onde ainda se trabalha por métodos ancestrais mas já com os devidos modernismos. Passeámos por uma das vinhas, a que fica agarrada à sede, já que a empresa possui mais terrenos na região onde também cultiva outras castas. Acabámos em cavaqueira coloquial ouvindo falar quem sabe e degustando o nosso bem amado Cascalheira Syrah, que mais podia ser, no salão para conferências e eventos, espaço do mais acolhedor, pois a vertente de Enoturismo também é contemplada na Quinta das Cascalheira.

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Foi uma manhã em cheio, o nosso agradecimento sentido ao amigo Carlos Branco!

Ficam as imagens para complementar o relato.
Vão por lá, que o Syrah merece, sempre, e o acolhimento também!

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Vamos falar de Syrah!

 

Até aqui nada de novo, de Syrah falamos nós todos os dias, tardes e noites, e sempre que há oportunidade de o degustar ainda mais falamos dele.

Mas claro, não somos só nós a falar e gostar de Syrah.
O amigo Oz Clarke convidou Matt Kramer e Kevin Zraly para cavaquear sobre o nossa bebida favorita, em inglês, claro está, infelizmente sem legendas em português, no que consideramos uma boa e despretensiosa introdução ao mundo maravilhoso do Syrah, com algumas preciosas dicas e comentários. Aí vai, em duas partes… muito interessante!


 

O Blogue do Syrah no Vale do Rhône: uma Reportagem Fotográfica!

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A alta colina com vinhedos da vila de Tain Hermitage, atravessada pelo rio Ródano (Rhône), é famosa pela minúscula Ermida (Hermitage), uma capela medieval que, segundo a tradição, foi erguida pelo Cavaleiro Gaspar de Sterimberg, cruzado, eremita e que foi desta forma o primeiro produtor de Hermitage.

Impera aqui, para os tintos, a uva Syrah, daí a nossa presença. Cultivada em área xistosa, origina tintos concentrados e com fortes taninos. Na área sílico-calcário, surgem ricos e aromáticos, refinados, mas com menos cor e estrutura.

Passando longo período de maturação em madeira, entre um e três anos, os grandes Hermitage não estarão prontos antes de cinco anos, pelo menos, após a colheita.

Mas hoje vamos terminar por aqui e deixar as imagens falar por si, que a paisagem é deslumbrante e única. Respira-se espaço, beleza e história!

Fica a reportagem fotográfica.


 

Há Syrah na Ilha da Madeira?

Durante muito tempo aqui no Blogue do Syrah acreditámos, e defendíamos, com base no nosso conhecimento, que não havia Syrah em três regiões vinícolas distintas do território nacional: no mundo setentrional dos vinhos verdes, na ilha da Madeira e no arquipélago dos Açores. Mas isto já não é verdade!

Há um mês e pouco demonstrámos aqui que havia um Syrah de características únicas em Marco da Canaveses, distrito do Porto, em pleno reino do Vinho Verde.

Hoje chegou a vez de provar que existe Syrah na ilha da Madeira. A alegria para nós foi enorme, como se pode imaginar, mas apesar de tudo não foi total! E porquê? Porque apesar de termos descoberto que havia Syrah, embora em pequena quantidade na Madeira, ali plantada, videiras da nossa casta tão imensamente amada, não é utilizado para um monovarietal, mas apenas em vinho de corte.

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Foi, mais uma vez, uma nossa leitora atenta, de seu nome Isabel Vasconcelos, e apreciadora desta casta única,  que nos alertou para a existência deste vinho, e que tinha Syrah! O vinho em causa é o Terras do Avô, da Sociedade Duarte Caldeira e Filhos – Seixal Wines, Lda. A sede é em Porto Moniz, no Sítio do Lombinho, no Seixal.

Segue-se um vídeo esclarecedor sobre a Seixal Wines:

Há dois vinhos tintos Terras do Avô com Syrah. Há o Grande Escolha, com cerca de 40% de Syrah sendo os outros 60% de Tinta Roriz e Touriga Nacional . O outro vinho tinto que é a gama de entrada só tem cerca de 20% de Syrah sendo os outros 80% de Tinta Roriz, Touriga Nacional, um pouco de Cabernet Sauvignon e também de Merlot. A enologia está a cargo de Paulo Laureano e João Pedro Machado.

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Pode ser que o produtor ao ler o este nosso texto se convença de como seria extraordinário produzir um monocasta Syrah mesmo de uma produção bastante limitada! Vamos esperar para ver!

E quanto aos Açores? Há Syrah? Nada aponta para isso! Mas o Blogue do Syrah tem um agente infiltrado nos Açores (esta informação é confidencial) de nome António Maçanita que investiga essa possibilidade. Pelo menos o Blogue do Syrah sonha com isso!

E como diz o poeta: “O sonho comanda a vida!”


 

Factos sobre o que podemos encontrar num Syrah em dois minutos!

Shiraz, Syrah… é a nossa casta de eleição, é a nossa casta preferida, bem-amada, e por aí adiante… falamos dela até à exaustão, com paixão, mesmo que seja em inglês… aí vai para este Domingo… vamos abrir uma garrafa, servir uma taça e sorver este néctar bendito à saúde de todos… acompanhem-nos!