Category Archives: Alentejo

A região dos grandes Syrah portugueses…

Incógnito, Cortes de Cima, 100% Syrah, Alentejo, 2012

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Quando no ano passado apresentámos o Incógnito 2011, contando a história fascinante deste vinho, que dava um filme, dissemos o seguinte: “Mesmo estando a falar de acontecimentos que ocorreram nos últimos vinte anos, que quando falamos de Syrah em Portugal é tudo muito recente, este Syrah é já um mito vivo!” Esse mito foi reforçado com este Incógnito 2012 que, apesar de ter pela frente um caminho de evolução enológica, já tem uma história que só pode reforçar esse mesmo mito vivo de que falávamos o ano passado!

Na prova cega do passado mês de Outubro, que colocou frente a frente Syrah portugueses contra congéneres estrangeiros, desde franceses,australianos, sul africanos, austríacos, argentinos e chilenos, poucos poderiam inicialmente vaticinar o resultado final! Nós aqui, no Blogue do Syrah sempre tivemos confiança no bom desempenho dos Syrah portugueses. Mas o que aconteceu foi uma coisa quase do outro mundo: o Syrah vencedor da prova onde estiveram presentes vinte Syrah no total, avaliados por trinta e três jurados, foi o último a ser servido, justamente este Incógnito 2012. Não tem o mesmo significado ganhar a prova tendo sido apresentado nos primeiros dez lugares, ou tendo sido apresentado precisamente em último! O Incógnito 2012 arrebatou duma penada toda a concorrência dentro e fora de portas, e isso é obra! Estávamos longe de imaginar que tal coisa poderia sequer acontecer… mas aconteceu! E desse modo este Syrah de Cortes de Cima, grande representante do Baixo Alentejo, continua a sua caminhada em direcção ao espaço sideral mitológico!

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As notas de prova incluídas na garrafa dizem-nos que possui uma “mistura de frutos selvagens de bago vermelho, tosta de madeira, carne e notas de alcatrão. No paladar é complexo, com um forte paladar de fruta silvestre madura e um equilíbrio cativante. Suave no início, mostrando-se firme ao longo da prova, excelente estrutura de taninos e uma agradável frescura, com boa acidez a contribuir para um longo e persistente final.” Acreditamos que se vai manter grandioso pelo menos durante 10 anos. Safras anteriores do Incógnito já mostraram que a longevidade deste néctar está muito acima da média. Tem uma graduação alcoólica de 14%. O estágio foi feito em barricas de carvalho francês. A colheita, produção e engarrafamento é feito na propriedade familiar. Foi engarrafado sem filtração nem colagem em Julho de 2013. A produção total foi de 13.700 garrafas.

A casta Syrah, tal como em 1998, continua a não ser identificada no rótulo principal da garrafa, para seguir a tradição, apesar de já ser legal desde 2002, mas no contra-rótulo a pista permanece, mais precisamente um acróstico, para quem souber ler na vertical e decifrar o enigma:

Select fruit from
Young vines, well
Ripened,
And hand
Harvested.

Literalmente: “frutas seleccionadas de vinhas jovens, bem maduras, e colhidas à mão”. Para reforçar a ideia, Jorgensen ainda colocou a frase atribuída ao agora Prémio Nobel da Literatura, Bob Dylan “To live outside the law, you must be honest”, que em tradução livre significa “Para viver à margem da lei, tem que se ser honesto”. Ou num tom ainda mais ético: “Só se pode viver à margem da lei se formos honestos”.

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O sucesso alcançado pelo vinho “fora da lei” provou que a nossa casta Syrah se adaptou espectacularmente bem ao clima alentejano, fazendo com que o próprio Jorgensen ampliasse a área plantada por essa variedade em Cortes de Cima. O Incógnito, no entanto, continuou a ser produzido a partir apenas da vinha original, o talhão 9C, que ocupa parte do topo de uma colina e tem um solo particularmente calcário, formando uma mancha branca no terreno. Isso faz toda a diferença, ao conferir uma frescura particular que equilibra a maturação que o clima local instila na alma de um Syrah que habita no Olimpo dos néctares de culto.

Terminando por onde começámos, seria fantasioso desejar outro preço que não o sabido para uma garrafa que nos chega, não de uma montanha, mas de uma tão sagrada planície!
O escritor João Filipe Clemente disse “Todo o grande vinho é caro, mas nem todo o vinho caro é grande!” O Incógnito cumpre a primeira parte do dito, e  poderá ser considerado caro mas é um grande vinho, disso não há dúvidas!

 

Classificação: 19/20                                                     Preço: 65,00€

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Margarida, Margarida Cabaço, 96% Syrah, 4% Viognier, Alentejo, 2008

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Foi em Julho do ano passado que o Blogue do Syrah apresentou a sua análise e avaliação deste Margarida Syrah, que foi elevado à condição de topo de gama.
Hoje, um ano e três meses depois, e por especial sorte, pois conseguimos descortinar uma solitária garrafa numa garrafeira em Grândola, fazemos uma revisitação a este Syrah.
E não é que está ainda melhor que a edição anterior?!

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Na altura dissemos:
“Este Syrah de Margarida Cabaço, podemos dizer desde já, tem algumas particularidades únicas. Primeiro é o facto de ser um Syrah não a 100%, como é de nossa preferência, mas sim a 96%, já que os restantes 4% são Viognier, como é consensual. Mas espantoso é o facto de que as uvas Syrah de Estremoz abafam de tal modo a casta branca que esta passa despercebida comparativamente com outros Syrah cuja composição é semelhante.
Em segundo lugar é um Syrah que, sem ser a 100%, obtém da nossa parte a classificação de 18 em 20. Com nenhum outro Syrah nas mesmas circunstâncias tal tinha acontecido.
Finalmente é um Syrah feminino, e aqui a nossa vertente marialva tem de dar o braço a torcer: estas duas senhoras, Margarida Cabaço e Susana Esteban,  percebem do ofício da vinha melhor que muitos criadores de vinho do sexo oposto.”

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E se percebem! O Margarida Syrah evoluiu de tal maneira que hoje está mais aguerrido, mais aromático, mais expressivo nos taninos, mais voluptuoso! Por isso não se admirem com a classificação! Nós aqui no Blogue do Syrah nem pestanejámos!

Margarida Cabaço é a produtora cujo nome é marca do topo de gama monovarietal que produz. Em cada ano é escolhida a casta que mostrou potencialidades capazes de fazer um grande vinho. Por exemplo o Margarida que se encontra no mercado com mais facilidade é o de 2009 feito a 100% da Alicante Bouschet. Em 2008 tinha cabido a vez ao Syrah. Safra única até agora pelo menos.
Temos viva esperança que a Margarida Cabaço decida fazer um Syrah da colheita de 2015! Se o fizer poderá, quiçá, igualar este Syrah 2008!
A enóloga de serviço é a Susana Esteban. Já falamos de outros Syrah feitos pela Susana e já a tínhamos apresentado aqui!

O Margarida Syrah 2008 foi vinificado em lagar e estagiado parcialmente em barricas de carvalho francês; fresco, fruta evidente, fumado, notas especiadas, estruturado ainda com os taninos por domar, final longo, gastronómico. Uma surpresa espantosa! As notas de prova dizem que se trata de um Syrah “complexo e austero, ameixa preta, especiarias. Muito carácter na boca vigorosa, seca, com sugestões de alcatrão e bagas esmagadas. Excelente acidez e frescura de conjunto.”  A graduação alcoólica é de 14,5% e teve uma produção de apenas 4.200 garrafas. Estagiou um ano em barricas de carvalho francês usadas.

“Em 2008 elegi a casta Syrah como base para este vinho. As uvas foram vinificadas em lagar com pisa pé e fizeram estágio em barricas de carvalho francês” palavras da própria Margarida Cabaço.
Luís Pato, o sr. Baga, nunca fez um Syrah mas a frase dele que aqui reproduzimos aplica-se às mil maravilhas a este Syrah. “Não se pode fazer Vinho ao acaso – a Qualidade é o que o consumidor gosta e paga.”

Só é mesmo pena que já não haja mais para consumir.
Ficamos assim à espera do próximo Margarida Syrah!

 

Classificação: 20/20                                                     Preço: 19,95€


 

Monte do João Martins, Miraldino Filipe Mendes & Cª, Lda, Reserva, 100% Syrah, Alentejo, 2012

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Em Junho de 2015 apresentamos o Syrah 2011 do Monte do João Martins. Hoje é a altura de apresentarmos a colheita de 2012, que já saiu há um ano e que desde essa altura conhecemos! Feito por um pequeno produtor, que temos sempre o prazer de reencontrar na Feira de pequenos produtores do Campo Pequeno!

O Monte do João Martins situa-se no Norte Alentejano, freguesia de Carreiras, entre Portalegre Castelo de Vide, e junto ao maciço da Serra de São Mamede, ponto mais alto de Portugal a sul do rio Tejo.

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Monte do João Martins, inserido numa região do nosso país culturalmente muito rica, guarda, entre os seus muros de pedra, segredos milenares. Escondidos entre o montado de sobreiros e formações rochosas, podemos observar desde logo alguns importantes vestígios megalíticos, como algumas mós neolíticas, onde se moíam os cereais para fazer farinha há milhares de anos. A par desse passado longínquo, falar do Monte do João Martins no presente, implica falar dos testemunhos da presença do homem nos nossos dias.

Com uma pequena área de vinha, 5,5 hectares, com castas tintas Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Syrah e Aragonez e brancas, Alvarinho, Arinto e Viognier, fazem-se na adega que foi construída no Monte, os melhores vinhos de quinta brancos e tintos que têm merecido algum reconhecimento dos consumidores, bem como das revistas da especialidade.

Porquê o nome de João Martins?

João Martins, lavrador, nascido por volta de 1481 e morador nos “Montes do Carreiro” (hoje Carreiras, no concelho de Portalegre), foi nomeado em 1511 pelo rei D. Manuel I “besteiro do monte”, competindo-lhe assim a segurança da população residente no seu meio rural. A herdade que terá recebido o seu nome reserva, entre os seus limites, dos vestígios humanos mais remotos dessa parte do Norte Alentejano, entre os quais se destacam mós neolíticas, uma anta e restos de povoamento da Alta Idade Média, nomeadamente os denominados chafurdões. Possui ainda vestígios de construções mais recentes talvez do século XV.

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E é neste monte do concelho de Portalegre que encontramos um Syrah de qualidade superior, em nosso entender, com uma produção limitada. É um Syrah com uma graduação alcoólica de14,5%, e as notas de prova dizem-nos que “é um vinho de aromas e frutos silvestres e especiarias. Na boca tem frutos pretos em harmonia com notas de baunilha e tostados. É equilibrado, perfil persistente e complexo.”  Estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês. No Monte do João Martins o conceito de Reserva pretende seleccionar todos os anos a casta que melhor se evidenciou. A distinguida de 2011 é justamente a nossa casta Syrah!

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A Adega está planificada de forma concisa e muito funcional. Tem uma forte ligação entre os métodos tradicionais de vinificação na região com a tecnologia necessária às melhores práticas enológicas disponíveis. Sendo a matéria prima, uva, tratada com o máximo respeito, as vindimas são feitas pela manhã em caixas  de 12 a 15Kg transportadas para a adega que se encontra lado a lado com a vinha. As vinificações são feitas em lagares de inox com temperaturas controladas. A adega possui também uma zona destinada ao estágio do vinho em barricas e também em garrafas.

“O bom Vinho alegra o coração dos homens”dizem as Escrituras, e o presente Syrah é um bom exemplo disso mesmo!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 19,95€

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Herdade dos Lagos, Soc. Agrícola Herdade dos Lagos, Lda, 100% Syrah, Alentejo, 2006

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aqui tínhamos apresentado este Syrah da colheita de 2012. Hoje vamos apresentar a colheita de 2006! São dez anos de distância mas com um equilíbrio e um brio que são de realçar, ou não fosse um Syrah de Mestre António Saramago!

É um vinho feito em regime de agricultura biológica. Não tem químicos, nem pesticidas! Trata-se de vinho regional alentejano, cuja produção foi de 12000 garrafas. “Apresenta cor rubi intensa. Aroma frutado a ameixa madura. Cheio, redondo, complexo, boa acidez, terminando longo.” Em suma, qualidade plena e assegurada!
Foi vinificado pelo processo tradicional de curtimenta em lagares inox com temperaturas de fermentação a cerca de 28ºC. Teve  um estágio em barricas de carvalho francês e americano durante 12 meses. Apresenta um teor alcoólico de 14,5 %.
A transição para a produção biológica revelou ser um enorme desafio e uma das mais significativas mudanças na Herdade.

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Em cerca de 25 hectares crescem as castas Syrah (a estrela internacional), Aragonez (conhecida na Espanha como Tempranillo), Touriga Nacional (uma uva tradicionalmente usada no vinho do Porto) e Alicante Bouschet (do intenso jogo decor).
Cerca de 70% do vinho é vendido para a Alemanha e também para a Suíça. O restante vai para o mercado nacional, onde não se trabalha com as grandes cadeias de supermercados, à excepção do Intermarché, mas há consumidores que adquirem os vinhos e o compram através das garrafeiras e dos restaurantes. Localizada próximo da localidade de Vale de Açor, na freguesia de Alcaria Ruiva, a Herdade dos Lagos perde-se de vista e por lá é possível encontrar gado e olival (80 hectares), além do maior alfarrobal de Portugal (260 hectares) e 25 hectares de vinha e onde trabalham a tempo inteiro doze pessoas.

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Em 2011 saíram da herdade perto de 130 mil garrafas, num total de 100 mil litros de vinho, e nos anos seguintes a produção teve valores semelhantes, sendo que cerca de 70% se destina à exportação, sobretudo para a Alemanha e para a Suíça.

O pensador grego Plutarco dizia:
“No vinho, a verdade”.
E é bem o podemos afirmar!
E é por isso que continuamos a dizer:
“Olhe desculpe, importa-se de nos trazer mais uma taça de Syrah da Herdade dos Lagos?”

 

Classificação: 17/20                                           Preço: 9,95€


 

Alfaraz, Herdade da Mingorra, 100% Syrah, Alentejo, 2009

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Há um ano atrás apresentámos este Alfaraz Syrah de Beja. Hoje voltamos a falar dele. E porquê? Pois porque este tempo depois as diferenças são óbvias.
Está melhor!
Mais encorpado, mais aromático!
O que lamentamos mesmo é que desde 2009 a Herdade da Mingorra não voltasse a apostar em novos Syrah. Mas enquanto este durar é de aproveitar!

As notas de prova dizem-nos que “apresenta cor intensa, aroma acentuado a compotas de frutos vermelhos, acidez equilibrada, taninos firmes e persistentes.” Teve doze meses de estágio em madeira de carvalho francês. Tem uma graduação alcoólica de 14%.

Nas terras quentes do Baixo Alentejo, a escassos quilómetros da cidade de Beja, há uma das mais antigas culturas vitícolas da região. São vinhas com décadas de história, que Henrique Uva preserva e rentabiliza há anos, e as quais sempre quis valorizar como produtor independente. Em 2004 concretizou-se o sonho, com o projecto a dar pelo nome de Henrique Uva / Herdade da Mingorra. A Adega está devidamente enquadrada nos 1.400 hectares de uma paisagem que chega a ser exuberante, tal é a diversidade de culturas e fauna, com várias bacias hidrográficas a funcionarem como autênticos oásis. A Adega assume-se como um autêntico lugar de culto. Um espaço onde a modernidade e a funcionalidade convivem, de forma indelével, com as técnicas mais tradicionais.

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Os registos comprovam que na propriedade há vinhas plantadas há quase 30 anos, uma salutar raridade na região. Em termos vitícolas, a área está distribuída da seguinte forma: 60 hectares de vinha velha, com cerca de 30 anos, das mais antigas de que há registo no Alentejo e das primeiras a serem plantadas e organizadas em talhões, aramadas e separadas por castas. Tudo com arte e rigor.

Napoleão Bonaparte dizia que  “O Syrah inspira e contribui grandemente para a alegria de viver”.
Essa vinho pode bem ser, entre outros e enquanto durar, um Syrah denominado Alfaraz!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 9,95€

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Castelo de Arraiolos, Herdade das Mouras de Arraiolos, Alentejo, 2015

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O Syrah do Castelo de Arraiolos é o terceiro Syrah de 2015, de que temos conhecimento, a ver a luz do dia! O anterior tinha sido o Herdade das Mouras de Setúbal . Mas há uma curiosidade extra: ambos foram elaborados pelo mesmo enólogo – Jaime Quendera!
É caso para dizer mais uma vez: “Este homem está em todas!”

Também se começa a tornar um padrão, este syrah de 2015 é superior ao seu congénere do ano anterior! As coisas são o que são. E o ano de 2015 está a sair verdadeiramente bombástico!

O consumo pode ser imediato ou durante os próximos 6 anos. A graduação alcoólica é de 13,5%. Seleccionámos as notas de prova  que falam de “um Syrah de cor vermelho rubi. O paladar é encorpado e com final de boca elegante.”

O projecto Adega das Mouras começou no ano de 2000, com a compra das terras por parte de um empresário de Lisboa, Henrique Neves dos Santos. A herdade tem na totalidade mais de 300 ha, estando uma grande parte ocupada com vinha. A herdade tem um verdadeiro mar de vinhas com mais de 226ha, sendo uma das três maiores vinhas contínuas da Europa, que ficou completa entre 2004/2005. As cepas mais velhas são de 2002, ano em que se começou a plantar a vinha que hoje lá existe. Entre 2000 e 2002 arrancou-se vinha para produção de uva de mesa que já lá existia e estudou-se o terroir específico da Adega das Mouras, de forma a preparar-se o solo para plantação de vinho e decidir-se as castas indicadas.

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A Adega das Mouras de Arraiolos é um projecto empresarial privado. Localizada no município de Arraiolos, histórica Vila do Alentejo, conhecida pela sua tradição secular de fabrico de tapetes bordados à mão, com o mesmo nome da terra, a Herdade das Mouras de Arraiolos é um testemunho vivo de uma nova geração de produtores que enriquece as mais genuínas tradições.

Apesar de ser uma empresa ainda pouco conhecida no mercado, inclui as referências Castelo de Arraiolos, Conde de Arraiolos, Mouras de Arraiolos, Moira’s, Monte das Parreiras, Maria da Penha, Talha Real, Vinha da Mouras, Adegas das Mouras, entre outras. A aposta vai para a venda em quantidade nas grandes superfícies, não sendo por isso de surpreender que a adega tenha sido projectada, precisamente antes da vindima deste ano, para ter uma capacidade de produção de perto de 3 milhões de litros e de armazenamento cerca de 5 milhões.

Galeno, médico grego, dizia:
“O Vinho bebido sobriamente e com moderação é admirável remédio e única consolação do homem”.
O Syrah Castelo de Arraiolos é um Syrah jovem, não muito complexo, fresco, para um tinto, e com uma relação qualidade/preço difícil de igualar, mas em nosso entender superior ao seu congénere de 2014.
Valeu e estamos nele em força!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 1,99€