Acabou de sair o Quinta da Romaneira 2012 quando tínhamos indicação da direcção comercial que provavelmente isso só aconteceria no princípio do próximo ano!
Esta antecipação de datas constitui sempre uma boa notícia!
Um grande syrah em perspectiva!
Acabou de sair o Quinta da Romaneira 2012 quando tínhamos indicação da direcção comercial que provavelmente isso só aconteceria no princípio do próximo ano!
Esta antecipação de datas constitui sempre uma boa notícia!
Um grande syrah em perspectiva!
E hoje chegamos ao Douro!
Mas no Douro não há Syrah, dirão os apaixonados das tourigas! Mas há! Há poucos mas há! E são todos de recente data.
O mais relevante é este Quinta da Romaneira, do ano 2011, a terceira safra da quinta donde saíram oito mil garrafas, infelizmente já quase no fim. A primeira safra tinha acontecido em 2009 com quatro a cinco mil garrafas, a segunda no ano seguinte com a mesma produção. Nos princípios de 2015 está previsto nova safra, igualmente com oito mil garrafas.
Eis pois um Syrah de grande qualidade, assim apresentado pelo produtor no rótulo da garrafa: “Frutos vermelhos exuberantes e suculentos, com uma agradável frescura e equilíbrio. Algumas notas de especiarias e alcaçuz. Madeira bem integrada, taninos finos, final longo e persistente.” Ernest Hemingway já dizia que “o conhecimento e a educação sensorial apurada podem obter do Syrah prazeres infinitos.”
Mas impõe-se um pouco de história duma quinta várias vezes centenária, com uma linhagem ancestral que remonta ao século XVII. Uma das cinco maiores Quintas do Douro (um total de 400 hectares, sendo que 86 hectares são de vinha e 12 de olival), possui cerca de 50 km de estradas no interior da propriedade e quase 3 km de frente de rio.
Produtor de topo da região do Douro, é possuidor de algumas das maiores pontuações atribuídas a vinhos portugueses pelas mais prestigiadas revistas de vinho dos Estados Unidos, além de competições nacionais e internacionais. O vinho tinto representa 75% da produção total da Romaneira (Vinho do Porto: 20%; Branco/Rosé: 5%). Produção anual de cerca de 250.000 a 300.000 garrafas. A marca Romaneira está presente em cerca de 30 países dos cinco continentes.
Este Syrah, assim como o irmão “Labrador” da Quinta do Noval, quando surgiu logo causou imensa polémica devido ao facto reconhecido de que Syrah, como casta, é estranho ao Douro. Surgiram imediatamente os críticos acérrimos do enólogo António Agrellos, responsável pelos dois Syrah, e figura muito respeitada e conhecida no mundo dos vinhos do Porto e de mesa. Contactada a Quinta da Romaneira, falamos com um elemento da direcção comercial que nos disse que perante esta crítica a resposta oficial da Quinta foi e é sempre a mesma:
“Prove o vinho e diga-nos o que pensa”.
Nesse aspecto este Syrah cala toda a crítica, porque é de qualidade superlativa!
Classificação: 19/20 Preço: 19,00€
Desenganem-se aqueles que pensam que os grandes Syrah portugueses obrigatoriamente estariam para lá ou para cá do Tejo. Este Syrah Quinta da Caldeirinha 2009 está bem longe do grande rio do sul pois provém das terras altas da Beira Interior, do parque natural do Douro Internacional!
Primeira safra de Syrah desta quinta localizada nos confins do mundo, onde nem o Google Maps a reconhece, e por vezes nem o contacto por telemóvel é possível, tão remota é a sua localização no Douro superior…
“Aroma a amora e compota. Vinho com cor granada, bem estruturado e equilibrado”. Saiu um Syrah com um teor alcoólico de 13,5%, aromático, denso e complexo no sabor. Uma bebida superior! E quem é que fez este néctar? Foi feito a seis mãos. Jorge Roda o produtor, Aida Roda a responsável pela vinha e finalmente Jenny Silva, mestre em Enologia!
Uma característica muito peculiar desde Syrah é que se trata dum vinho biológico, o que significa que é isento de pesticidas e químicos. Por lei o ácido sórbico e a dessulfuração não são autorizados e o teor de sulfitos no vinho biológico tem de ser inferior, no mínimo, em 30-50 mg por litro ao do seu equivalente convencional.
A primeira safra deu um total de 2200 garrafas e já está quase no final, mas a boa notícia é que está em preparação a segunda, neste momento a estagiar nas barricas de madeira, a sair lá para os fins da primavera de 2015. Quando sair terá a menção do ano de 2011.
Em tudo na vida há um senão. E o senão aqui é que se trata de um Syrah relativamente difícil de encontrar. Quem vive em Lisboa e nos arredores pode adquiri-lo na casa Stevia, que fica localizada em Benfica na Rua José da Purificação Chaves, nº 2 – A, e que vende produtos de agricultura biológica e onde se encontra o nosso Syrah assim como outros vinhos da Quinta, e também nos Supermercados de produtos biológicos BRIO, com várias lojas na zona da grande Lisboa.
Durante a sua apreciação, veio-nos à memória Emile Peynaud: “Aos amantes do vinho. Vocês são o elo mais importante da corrente. Se há maus vinhos, é porque há maus bebedores. Cabe ao consumidor desencorajar os produtores de vinhos ruins.” Nada mais certo! E no caso do Syrah da Quinta da Caldeirinha esta verdade tem ainda mais consistência. Trata-se de um grande Syrah!!!
Classificação: 19/20 Preço: 15,79€