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Quinta de Arcossó, 100% Syrah, Trás-os-Montes, 2011

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Subimos um pouco mais na nossa viagem pelos syrah de Portugal e chegamos a Trás-os-Montes, região de Chaves, onde temos para vos oferecer o syrah da Quinta de Arcossó. Trata-se de um syrah único, possuidor de características que não encontramos em mais nenhum syrah em Portugal, quiçá no mundo.

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A quinta, do produtor Amílcar Salgado, homem duma grande disponibilidade comunicativa, possui doze hectares de vinha, produz diversos vinhos desde 2005, e está situada naquele que é considerado o local mais rico da Europa em águas minerais. Basta pensarmos nas águas Campilho, nas águas Vidago ou nas conhecidíssimas Pedras Salgadas, para além de outras que povoam toda esta região. Isto faz com que o syrah seja muito mineral, sobretudo no primeiro envolvimento na boca, sobressaindo de seguida toda a complexidade da nossa casta.

A Quinta de Arcossó está situada numa região de tradições vitícolas já muito antigas, anterior aos romanos, com um solo de origem granítica onde crescem castas adaptadas à região. Quem diria que o syrah se poderia adaptar tão bem a este “terroir”!

A História registou o seguinte pensamento dum anónimo: “ O mais humilde ser humano, ao experimentar ou oferecer um syrah, perpetua tradições milenares e realiza um acto ritual.” A produção é inteiramente artesanal, complementada por uma enologia de baixa intervenção e constante vigilância. Diz-nos o produtor que “todos os vinhos tintos são transformados com pisa a pé” e por isso recorre à enologia de Francisco Montenegro, técnico de vasta experiência.

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O syrah que deu origem a este texto, e que está neste momento a ser bebido pelo autor destas palavras, é de 2011, tem catorze graus e meio de graduação alcoólica, e estagiou durante dezasseis meses em barricas de carvalho francês. Diz-nos o produtor que tem “cor ruby profunda, com intensidade aromática, onde predominam bagas maceradas e especiarias com baunilha da madeira. Na boca evidencia corpo, boa acidez, sabores a fruta, taninos densos e elegantes e saboroso final.”

Esta é a terceira safra de syrah que teve um total de duas mil garrafas. A primeira safra tinha acontecido em 2007 e a segunda em 2009, com mil e trezentas garrafas cada uma. A próxima está prevista para Setembro de 2015, também com a mesma quantidade de garrafas. Produção pequena mas syrah de qualidade! Isso também origina a dificuldade em arranjá-lo. Na grande Lisboa existem dois sítios onde isso é possível: Oeiras, Néctares d`Aldeia no número 7 do Largo 5 de Outubro; Lisboa, Prazeres da Terra no número 6ª do Largo da Estefânia.

Fica a dica: Quando falarmos de grandes syrah do norte do país que ninguém se esqueça da Quinta de Arcossó. A continuidade está assegurada! Ainda bem!

Classificação: 17/20                            Preço: 10,40€

Ficha técnica


 

Syrah do Tejo (24)

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Hoje apresentamos a lista dos Syrah do Tejo, zona que anteriormente fazia parte da região vinícola da Estremadura juntamente com a região de Lisboa. São dezanove no total, e como é possível verificar, estão já seis Syrah esgotados.

Possui Syrah de grande nível como é o caso da Quinta da Lagoalva de Cima, Grande Escolha ou o Quinta de S. João, sem esquecer o Quinta do Alqueve infelizmente já desaparecido.

Alguns deles ainda puderam ser por nós apreciados, e no caso de outros sabemos que brevemente poderá haver novidades. Noutros casos, infelizmente, o ano indicado é mesmo o último, pelo menos para já…

Nos Syrah onde estiver mencionado mais do que um ano significa que os conhecemos, o que não quer dizer que não haja outros anos.

 

5º Elemento, Quinta das casas altas, 2011

5 Outeiros, 2014

Bridão, Adega do Cartaxo, 2012

Cabeço Alto, 2010

Casa da Atela, 2007

Casaleiro, Reserva, Enoport, 2006 (esgotado)

Companhia das Lezírias, 2008

Dom Hermano, Quinta do Casal Monteiro, 2006 (esgotado)

Enigma, 2012

Gemelli, Rui Reguingua, Tejo, 2006 (esgotado)

Ninfa, 2003  (esgotado)

Paciência, 2003, 2007

Quinta da Lagoalva de Cima, 2010, 2000

Quinta da Lapa, 2010

Quinta de S. João, 2007

Quinta de S. João Baptista, 2009

Quinta do Alqueve, 2001 (esgotado)

Quinta do Côro, Sardoal, 2013

Quinta do Sampayo, Agroseber, 2004 (esgotado)

Quinta dos Penegrais, Reserva, 2011

Quinta Vale de Fornos, 2007 2012

Tributo, Rui Reguingua, Tejo, 2012

Vale de Lobos, 2011

Vidigal, 2008 (esgotado)


 

Quinta das Camélias, 100% Syrah, Jaime de Almeida Barros, LDA, Terras do Dão, 2010

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Hoje vamos apresentar um syrah de que nos podemos orgulhar de forma muito especial. Trata-se do syrah Quinta das Camélias. Fica desde já dito que se trata do único syrah do Dão. Daí merecer só por este facto um carinho e uma atenção diferente.

A Quinta das Camélias situa-se na região demarcada do Dão, na aldeia de Sabugosa, a catorze quilómetros de Viseu. É uma propriedade com vinte e três hectares dos quais quinze estão ocupados com vinha. Foi adquirida em 2002 por Jaime de Almeida Barros, (que deve o gosto pela vinha ao pai, que também tinha sido produtor) tendo sido necessário proceder à reconversão total das vinhas existentes, devido à situação de semi-abandono em que a Quinta se encontrava.

Em conversa com o proprietário ficamos a saber que a Quinta inicialmente tinha somente oito hectares e meio e foi aumentando sucessivamente para actuais vinte e três com a compra de treze parcelas de terreno.

Uma das perguntas mais importantes que tínhamos a fazer a Jaime de Almeida Barros era saber o que o tinha levado a plantar syrah no Dão, quando nunca ninguém o tinha feito. A resposta foi simples e cristalina: “Tentativa de fazer vinhos diferentes.” E não há dúvida que o syrah da Quinta das Camélias é diferente de todos os vinhos que se produzem nesta região demarcada.

Mas é verdade, e é preciso dizê-lo, houve muito boa gente que logo teceu críticas fortes ao facto da casta syrah nada ter a ver com o Dão. A isso Jaime de Almeida Barros respondia que o mais importante era a produção de bons vinhos, e que fossem ao encontro do que o mercado pedia. Ainda não há muito tempo foi esta a resposta que João Paulo Martins, crítico de vinhos bem conhecido do meio vinícola, ouviu do nosso produtor.

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O encepamento da Quinta é constituído maioritariamente por Touriga –Nacional a sessenta por cento (apesar de ser dominante no Douro e estar distribuída por todo o país ela é originária do Dão) sendo os restantes quarenta por cento constituídos por Alfrocheiro, Tinta-Roriz, Jaen, (outra casta autóctone) e Syrah, que só ocupa dois hectares do total.

Este syrah, com 14,5 % de teor alcoólico, é de cor granada e tons violeta escuro. Segundo o produtor “apresenta aromas de framboesa, groselha, amora, tostado e defumado. Na boca é aveludado, com taninos bem integrados, com boa concentração de fenóis, complexo e encorpado”.

Apesar da Quinta ter começado a sua produção de vinhos em 2005, o primeiro syrah só saiu em 2008 com cerca de quatro mil garrafas. A segunda safra aconteceu em 2009 e esta de que estamos a falar surgiu em 2010, e já teve um total de sete mil garrafas, das quais já só existem entre trezentas quatrocentas, algumas das quais se podem encontrar na Estado d`Alma. O ano de dois mil e onze não viu nenhum syrah por problemas com as uvas.

Brevemente estará no mercado a safra de 2012, a acontecer provavelmente entre o final deste ano e o princípio do próximo, e que terá um total de dez mil garrafas. Pela primeira vez se pondera a possibilidade de levar o syrah a concursos internacionais. A safra de 2013 sairá, se tudo correr bem, lá mais para o fim de 2015. Setenta por cento da produção desde o primeiro ano destina-se ao mercado externo nomeadamente Alemanha, Brasil e Bélgica.

Jaime de Almeida Barros pensa ainda plantar mais vinha devido ao aumento da procura. E isso é óptimo porque parafraseando Miguel de Cervantes: “O syrah que se bebe com medida jamais foi causa de dano algum”.

A aposta do mercado externo está ganha. É preciso ganhar o mercado interno. A Quinta das Camélias está no bom caminho!

Classificação: 16/20                            Preço: 5,72€

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Quinta da Lagoalva de Cima, 100% Syrah, Tejo, 2010

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E hoje estamos na região vinícola do Tejo para apresentar um grande Syrah:
Quinta da Lagoalva de Cima, 2010.

A Quinta estende-se pela margem sul do Tejo, desde perto da vila de Alpiarça até cerca de onze quilómetros da cidade de Santarém.

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Façamos um pouco de história. Em 1834, a Quinta da Lagoalva é comprada por Henrique Teixeira de Sampayo, 1º conde da Póvoa. Em 1841-42 todos os bens passam para Dona Maria Luisa Noronha de Sampaio, que se casa em 1846 com Dom Domingos António Maria Pedro de Souza e Holstein, 2º Duque de Palmela, revertendo a partir dessa época os bens para a Casa Palmela.

Sucessivamente em poder dos seus descendentes, as terras são desde 1950 até hoje pertença da Sociedade Agrícola Quinta da Lagoalva de Cima SA.

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A Quinta tem uma longa tradição como produtora de vinhos, que remonta a 1888, ano em que esteve presente na Exibição Portuguesa de Indústria. Com uma área de sete mil hectares aproximadamente, as suas principais produções são o vinho, o azeite, a cortiça, a floresta, cereais, vacas e ovelhas, e o cavalo lusitano. A produção anual ronda as duzentas e setenta mil garrafas e os cinquenta hectares de vinhas da Quinta da Lagoalva estão implantados nos melhores “terroirs” do Tejo, e são constituídos pelas castas nacionais e mundiais com as melhores aptidões, enologicamente comprovadas.

E é aqui que entra o nosso Syrah!

Feito pelos enólogos Diogo Campilho e Pedro Pinhão, o Syrah da Quinta da Lagoalva de Cima, cuja primeira safra é de 1994, provém de pequenos talhões cujas uvas seleccionadas são vindimadas à mão para caixas, e chegam à adega ainda durante a manhã. Após 3 dias de maceração pré fermentativa, a fermentação alcoólica ocorre em lagares de inox a 24ºC. As massas são espremidas em prensa hidráulica e a fermentação malo-láctica ocorre em barricas (novas e 1º ano) de carvalho Francês, onde estagia doze a catorze meses.
As safras seguintes deram-se nos anos de 1997, 2000, 2005, 2008 e a presente de 2010.
Apenas feito em anos excepcionais, este vinho de cor granada e aroma intenso tem no nariz segundo os seus produtores “notas de especiarias, fruta preta madura e tabaco. Na boca tem profundidade, taninos elegantes e um final longo.”
Como dizia Roland Betsch, segundo a nossa versão: “No Syrah está verdade, vida e morte. No Syrah está aurora e crepúsculo, juventude e transitoriedade. No Syrah está o movimento pendular do tempo. No Syrah se espelha a vida.”

Não foi divulgado nem a quantidade de garrafas que foram feitas, nem quando será a próxima safra. Sabe-se que é exportado para vários países como Canadá, Brasil, França, Bélgica, Alemanha, Áustria, Reino Unido e também para Macau. Isto significa que deve haver poucas garrafas disponíveis, o que explica a grande dificuldade em as encontrar. Tentem na garrafeira Estado d`Alma, mandando reservar.

E vale a pena porque se trata de um Syrah fabuloso!

Classificação: 18/20                            Preço: 28,50€

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Ermelinda Freitas, 100% Syrah, Casa Ermelinda Freitas, Península de Setúbal, 2012

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Na viagem que empreendemos pelo Portugal dos syrah, chegamos desta vez à península de Setúbal, e mais precisamente à casa Ermelinda Freitas, que desde 2004 nos presenteia regularmente com um syrah.

Não é preciso falar muito da casa Ermelinda Freitas, sobejamente conhecida no mundo dos vinhos, empresa familiar localizada em Fernando Pó, no concelho de Palmela. Nasceu em 1920 pelas mãos de Deonilde Freitas e neste momento, com Leonor Freitas, vai já na sua quarta geração. Esta assumiu o comando da sua mãe, que deu o nome aos vinhos da casa. Foi com a actual proprietária que surgiu o grande impulso dado à empresa pois foi ela que ampliou as vinhas que herdou, de sessenta hectares para os actuais trezentos e quinze hectares. A quinta inicialmente só tinha duas castas, Castelão (conhecida na península de Setúbal por piriquita – que acabou por dar o nome a um vinho da empresa concorrente, a José Maria da Fonseca) e a Fernão Pires, branca, também muito usada na região. Foi Leonor Freitas que introduziu todas as castas que a Casa Ermelinda tem actualmente e naturalmente o syrah.

E é por isso que se justifica este post! Falamos da safra de 2012. Que foi a primeira e que aconteceu quase como experiência em 2004.

Mas foi com o syrah de 2005 que, claro está, tudo mudou. Numa prova cega, em 2008, ganhou o primeiro prémio num concurso internacional – o Vinalies Internationales – onde estiveram presentes mais de três mil vinhos de trinta e seis países. Foi indiscutivelmente um marco superior, porque nunca um vinho da península de Setúbal tinha ganho um primeiro prémio num concurso internacional. Foi assim um syrah que deu a projecção nacional e internacional que a Casa Ermelinda Freitas nunca tinha tido. Mas daí à imprensa noticiar que se tratava do melhor vinho tinto do mundo vai uma imensa distância, nem era esse o propósito do concurso. Mas por falta de informação ou, podemos mesmo dizer, por ignorância, quando a notícia do prémio chegou a Portugal todos começaram a dizer o que não era rigoroso dizer, porque se tratava dum prémio num concurso internacional entre outros concursos internacionais. A Ermelinda aproveitou a deixa e a publicidade gratuita, apesar de falsa. A especulação começou e  continua até aos dias de hoje.
A safra de 2005 tinha tido tiragem de onze mil garrafas, uma boa produção para o meio vinícola português, mas largamente  insuficiente para um vinho que esteve nas bocas do mundo.
A esse syrah damos a nota dezoito em vinte. Os anos seguintes merecem-nos a nota de dezasseis.

De referir que nas três gerações anteriores os vinhos não eram engarrafados e não tinham marca própria. Eram vendidos a granel e com uma qualidade que muitas vezes deixava a desejar.

Sob a liderança da quarta geração tudo mudou! Percebe-se que Leonor Freitas não estava satisfeita com a herança recebida e munida de uma equipa onde se destaca o enólogo Jaime Quendera, mudou todo o “savoir faire” da Casa.

O nosso syrah, com 14% de teor alcoólico, teve fermentação em cubas de inox de temperatura controlada. Estágio de doze meses em meias pipas de carvalho americano e francês. Isto deu origem a um vinho de cor granada, concentrado. Aroma confitado de fruta preta madura, com alguma especiaria. Na boca é cheio, um tanto ou quanto aveludado com taninos presentes, como não podia deixar de ser – característica da casta. O final é longo e persistente.

Já Plínio dizia, no princípio da nossa era, e com razão, que “o vinho é o sangue da terra”.

O prémio internacional referido serve para explicar porque é que uma casa vinícola, também de Setúbal, concorrente da Ermelinda, desiste do syrah que vinha a produzir desde 1999. Trata-se do “Só” syrah, da Bacalhoa, que teve o seu fim com a safra de 2008. Situação que lamentamos visto que era um syrah de grande qualidade, apesar de ter preço mais elevado em relação ao syrah da Ermelinda Freitas, que  acabou por ganhar o confronto entre os dois syrah mais emblemáticos da península de Setúbal!

Classificação: 16/20                            Preço: 8,99€

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Garrafeira Estado d`Alma Wine shop, Rua João de Oliveira Miguéns, nº 3-B 1300-255 Lisboa

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Hoje não vamos falar de um syrah específico.
Hoje vamos falar de uma garrafeira.
A questão é importante porque não basta falar de syrah, é preciso dizer às pessoas onde o encontrar!
Situada em Lisboa, mais precisamente em Alcântara, é somente a mais importante garrafeira de syrah do país!
Falamos por experiência própria!
Estamos a referir-nos naturalmente à garrafeira Estado d`Alma.

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Dirigida superiormente por um casal, Tiago Paulo e Susana Paulo, coadjuvados pelo diligente e sempre pronto David, estão à frente desta loja, que abriu em Junho de 2013.

Em conversa com o Tiago, disse-nos este que no seu entender a evolução natural de alguém que se assume como consumidor de vinho é começar com o syrah, porque é uma casta cativante, aromática, com uma personalidade própria,  e só depois ir para as outras castas. Ele próprio confidenciou-nos que apesar de gostar muito de syrah, assim como a Susana, que dá destaque a um syrah da Quinta do Monte d`Oiro, o Syrah 24, a que brevemente teremos que dar a devida atenção, a sua casta favorita é a Touriga Nacional. A casta que é considerada por muitos como a casta rainha em Portugal. Não contestamos mas também não precisamos de voltar a acentuar a nossa preferência.

A  garrafeira Estado d`Alma não comercializa somente syrah. Tem também muitos outros pontos de interesse e de atenção. Vou referir somente um. Os vinhos velhos. A Estado d`Alma possui uma colecção muito considerável de vinhos com quinze, vinte, trinta e mesmo quarenta anos, a preços muito competitivos.
Vejamos alguns exemplos como mostruário: Um espumante Bairrada Luís Pato de 1992. Um vinho tinto, também da Bairrada, de nome Barrocão, reserva de 1990. Ou um Colares branco, colheita de 1969, que tive oportunidade de provar na última feira de vinhos de pequenos produtores ocorrida no Campo Pequeno e onde a Estado d`Alma esteve presente, e que estava superlativo!

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O que orienta a Estado d`Alma são basicamente dois aspectos: o factor preço em primeiro lugar, e depois ter aquilo que os outros não têm!
Efectivamente aqui o preço dos syrah é o mais competitivo do mercado. Não me refiro somente às garrafeiras onde a Estado d`Alma ganha por K.O. mas também nas outras superfícies comerciais que vendem vinho, como por exemplo os hipermercados.
Vejamos somente um exemplo: Pontual, Syrah do Alandroal, Alentejo, 2011 ou 2012 entre sete e oito euros em hipermercado. O mesmo vinho mas do ano de 2004 ou seja, um vinho com dez anos, o preço situa-se abaixo dos cinco euros na Estado d`Alma. Fica tudo dito!
Ter aquilo que os outros não têm é a outra característica da Estado d`Alma e no que respeita aos syrah esta verdade é “um brilhozinho nos olhos”. Quem se dirigir à Rua João de Oliveira Miguéns, nº 3-B em Alcântara irá deparar-se com dezenas de syrah das mais variadas zonas geográficas do país, e isto é obra!

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O poeta Cardoso Marta escrevia:

Da vida sábia e sem perda
Melhor exemplo não topo
Que um livro na mão esquerda
E na mão direita um copo.

Com igual fervor constante
Tua mão colide e agrega
Bons livros, na tua estante
Bons vinhos, na tua adega!

De livros a garrafeira Estado d`Alma nada pode dizer, mas de syrah tem tudo o que é preciso! Parabéns e continuidade!

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Classificação: 20/20