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Monte Seis Reis, 100% Syrah, Alentejo, 2008

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E regressamos ao Alentejo, para dar a conhecer um Syrah de excelsa qualidade!
Seis Reis, de 2008, 100% Syrah, terceira safra com 7000 garrafas das quais 90% vão para o mercado externo como a China, o Luxemburgo, a França, a Suíça e Ontário no Canadá. A primeira safra de 2003, igualmente com 7000 garrafas, e 2004 com 4000 garrafas, fazem a história desde Syrah, dos primeiros que passaram pelo nosso “estreito”.

Vejamos o que nos diz o produtor sobre esta maravilha do Alentejo. Em relação ao aroma: “Boa concentração aromática com frutos pretos maduros e especiarias.” E no paladar: “Sabor intenso, macio e elegante, com taninos robustos e grande persistência final.” O produtor também nos diz que este syrah tem uma “Evolução positiva durante 7 a 10 anos, se conservado em local fresco, escuro e a garrafa deitada.” A verdade verdadinha é que já este ano degustámos o Syrah 2003, portanto a caminho dos 12 anos e a nossa classificação foi de 19 valores! Este Syrah está para durar!

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O monte Seis Reis está localizado em Estremoz, a cerca de 170 Km de Lisboa. Nos 200 hectares da herdade, actualmente encontram-se plantados 50 hectares de vinha sobre dois tipos de solos: argilo-calcários e xistosos, nos quais são produzidas as castas tintas Syrah, Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Castelão, Trincadeira Preta, Touriga Nacional; e as castas brancas Arinto, Antão Vaz, Viognier e Alvarinho. Mais recentemente, foram introduzidas as castas Petit Verdot e Tannat. Toda a área de vinha, bem como a restante exploração agrícola, é desenvolvida de forma sustentável em produção integrada, respeitando os recursos naturais da região e a natureza envolvente.

O Monte Seis Reis iniciou a sua produção em 2003 e desde então tem alcançado vários reconhecimentos e prémios. É um espaço onde existe uma aposta notória tanto na qualidade dos vinhos como no enoturismo, visando criar uma ligação mais estreita entre o produtor e o consumidor. A adega está aberta todos os dias, para visitas guiadas e degustação dos vinhos. O nome da adega, bem como o nome dos vinhos, nasce da vontade de interligar o vinho à história de Estremoz, uma cidade que remonta ao século XIII e de onde se destacaram cinco Reis e uma Rainha.

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Em conversa com o enólogo, João Pedro Cardoso, ficamos a saber que o facto de não haver Syrah todos os anos, ao contrário de outros produtores, se deve a um único motivo: a preservação da qualidade. Se o Syrah dum determinado ano não tem a qualidade já presente nos anos anteriores, então esse Syrah vai para blend.
E já agora uma amigável pedido, que aqui os escribas agradeceriam: que a presença na Internet do Monte Seis Reis deixe de uma vez por todas de ser uma Página em Construção!

E assim chegamos ao momento presente. O próximo Syrah, provavelmente com o ano de 2011, sairá em Março ou em Setembro de 2015, e estão previstas 10000 garrafas. Dos 50 hectares de vinha só 4 são dedicados ao Syrah mas são 4 hectares preciosos! Sobre a próxima safra diz-nos o enólogo que “Está mais guloso” e nós começamos a salivar… e recordamos ao mesmo tempo uma anedota sobre a escolha do velho alentejano que adaptamos ao nosso tema e que diz assim:

Um velho alentejano começou a ter umas maleitas, que lhe afectavam o andar. Preocupado, foi ao Centro de Saúde e marcou uma consulta.
O clínico recebeu-o, auscultou, fez-lhe perguntas.
Olhou para ele fixamente, e inquiriu-o:
– Sr. Zé, se pudesse escolher, preferia ter Parkinson ou Alzheimer? 
-Parkinson, Sr. Doutor! Prefiro entornar metade do copo do que esquecer onde está a garrafa de Syrah!…

Fabuloso!

 

Classificação: 18/20                            Preço: 10,17€

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Syrah de Setúbal (18)

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Hoje apresentamos a lista dos syrah da Península de Setúbal, treze no total.
Como é possível verificar, dois estão esgotados, e outro só está disponível para o mercado externo, embora já tivéssemos tido oportunidade de o degustar.
As três grandes casas de vinhos de Setúbal produzem syrah de grande envergadura. Estou a referir-me à casa Ermelinda Freitas, à Bacalhoa e, naturalmente, à José Maria da Fonseca. O Só syrah da Bacalhoa deixou de ser produzido, com muita pena nossa, e desse último ano, 2008, haverá neste momento já poucas caixas ainda disponíveis…
Nesta lista, como temos vindo a fazer, apontamos todos os syrah, mesmo os já esgotados.
Onde estiver mencionado mais do que um ano significa que os conhecemos, o que não quer dizer que não haja outros anos.

Adega de Pegões, 2011
Ameias, 2009, 2010, 2013
Cascalheira, 2012
Domingos Soares Franco, 2004 (esgotado)
Domingos Soares Franco com TF, 2011
EMME, 2007, Grande Escolha (esgotado)
Ermelinda de Freitas, 2005, 2011, 2012
Fernão Pó, 2013
JP, Bacalhoa, Rosé Syrah, 2015
Lobo Novo, 2013 (mercado externo)
Quinta de Alcube, 2012
Quinta do Monte Alegre, 2011
São Filipe, 2011
Serras de Azeitão Rosé, Bacalhoa, 2015
Só Syrah Bacalhoa Setúbal, 1999, 2003, 2007, 2008
Talego, 2013
Vale dos Barris, 2011
Vinhas de Pegões, 2015


 

Quinta do Convento, 100% Syrah, Lisboa, 2008

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E voltamos a Lisboa, para desta vez ir ao encontro de mais um syrah de eloquente qualidade, mas difícil de encontrar. Trata-se do syrah da Quinta do Convento de Nossa Senhora da Visitação de seu nome completo, que está localizada em plena Serra de Montejunto. Esta quinta existe desde 1996 e surgiu após a recuperação da antiga casa senhorial do século XIX, em plena harmonia com a natureza e a tradição de um espaço com mais de 500 anos.

Vejamos a história contada pelos próprios. A Quinta guarda a memória dos jardins islâmicos dos finais do século X que os antigos almoxarifes dos castelos de Alenquer, Óbidos e Vila Verde dos Francos fundaram no isolamento da serra de Montejunto. Tendo sido conquistada por cruzados franceses, só se constituiria domínio senhorial em 1233, no reinado de D. Sancho I.

Gonçalo de Albuquerque, Senhor de Vila Verde, e pai de Afonso de Albuquerque, primeiro Vice-Rei da Índia, terá edificado o Convento da Visitação num local sem água. Nas primeiras décadas do século XVI, João de Castilho inicia a campanha de obras do segundo Convento, terminado em 1540. A sala do capítulo, mandada construir por Violante de Noronha, em 1660, é uma jóia do maneirismo português. A entrada do claustro para a igreja e a sacristia mantém alguns pormenores de frescos e brutesco do reinado de Filipe I.

Na nave central, e datada do mesmo ano de 1566, evidencia-se a pedra tumular do donatário deste convento da Ordem terceira de São Francisco, D. Pedro de Noronha Sexto, Senhor de Vila Verde e irmão de Afonso de Albuquerque. Também D. Catarina de Ataíde, a eterna namorada de Luís de Camões e mulher de D. Pedro de Noronha, Sétimo Senhor de Vila Verde, esteve sepultada na igreja antes de ser transladada para o Convento da Graça em Lisboa.

O corpo da igreja está revestido a azulejos de albarradas azuis e brancos do período Joanino, e os da capela-mor, do período rococó. Terão possivelmente sido encomendados a Valentim de Almeida pela primeira mulher do 1º Marquês de Pombal, Teresa de Noronha e Bourbon, donatária do Convento. Uma grande e longa história de que só mencionámos aqui alguns aspectos. É portanto um local que merece uma visita!

A Sociedade Agrícola da Quinta do Convento  gere actualmente um património florestal de cerca de 2000 hectares; um número de efectivos pecuários superior a 400 cabeças; 16 hectares de vinha com vista à obtenção de vinhos de elevada qualidade; espaços de elevada importância artística, histórica e cultural da Quinta do Convento e da Torre Bela.

Tivemos oportunidade de falar com Luís Barreto engenheiro técnico agrícola da Quinta do Convento sobre o syrah que é o objecto deste texto.

Syrah duma única safra do ano de 2008, foi só em 2004 que se começaram a produzir vinhos, com uma produção de apenas 3259 garrafas e com um teor alcoólico de 13,5%, apresenta-se segundo o produtor: Cor rubi intenso, com alguma complexidade aromática onde predominam notas de especiaria fina, cacau e pimenta preta. Na boca revela profundidade, taninos firmes que conferem estrutura e persistência.” Baudelaire escrevia no poema “A alma do vinho”:

Alma do vinho assim cantava na garrafa:
Homem, ó deserdado amigo, eu te compus,
Nesta prisão de vidro e lacre em que se abafas,
Um cântico em que só há fraternidade e luz!”

A característica mais salientada pelo Eng. Luís Barreto foi o facto das vinhas estarem a 400 metros de altitude, o que não é muito vulgar nomeadamente na região de Lisboa, marcando desta maneira este terroir.

Só há dois locais onde é possível adquirir o nosso syrah da Quinta do Convento de Nossa Senhora da Visitação. Na própria quinta que fica em Vila Verde dos Francos, Rua Convento, 2580-442, ou então nos escritórios que ficam em Lisboa, nas Amoreiras, Rua Tierno Galvan, T3 – 13º piso.

É vendido em parte para o mercado externo, principalmente Dinamarca, Alemanha, China e Brasil. Não está presentemente colocada a hipótese de haver para breve uma segunda safra de monovarietal syrah, mas não é totalmente impossível, pois encontra-se syrah de 2013 em barrica, que é também usado desde o princípio para a feitura do Reserva, que é feito com touriga nacional e syrah. Obviamente que a última palavra será do enólogo quando chegar a altura de tomar uma decisão.
Ficamos a torcer que seja a nosso favor!
A bem da verdade do syrah!

Classificação: 17/20                            Preço: 6,20€

 

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Quinta do Valdoeiro,100% Syrah, Bairrada, 2007

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Depois do Douro, descemos, e encontramos a Bairrada.

E aqui, na Mealhada, temos o syrah da Quinta do Valdoeiro. Este syrah impressiona pelo que é em si, e também pelo facto de estar implantado numa região, a Bairrada, que tem pouco syrah, logo sem grande relevância em termos desta casta.

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A Quinta do Valdoeiro faz parte duma companhia, a Sociedade Agrícola e Comercial Vinhos Messias, que congrega três quintas. A companhia foi fundada em 1926, por Messias Baptista, que manteve a administração da empresa até 1973. A Administração das Caves Messias é ainda nos dias de hoje assegurada pelos descendentes da família Messias.
Desde a sua fundação que tem produzido e comercializado vinhos das principais regiões demarcadas: Dão, Bairrada, Douro, Vinho Verde, Beiras e Vinho do Porto. A empresa é também reconhecida pela alta qualidade dos seus vinhos Espumantes Naturais e Aguardentes.
A sede da MESSIAS está situada na Mealhada, pequena cidade da região da Bairrada, onde a empresa possui mais de 6.000 metros quadrados de instalações e aproximadamente 160 hectares de vinha, sendo 70 hectares destinados à produção dos vinhos da Quinta do Valdoeiro.

Quinta do Cachão tem as suas encostas adjacentes ao rio Douro, na sub-região do Cima Corgo. A vinha foi plantada pela primeira vez em 1845 pelo Barão do Seixo sendo mais tarde adquirida pela família Afonso Cabral, que por sua vez a vendeu à família Messias no ano de 1956.

A Quinta do Penedo é constituída por uma área de 20 hectares e situa-se no coração da Região Demarcada do Dão, mais precisamente no interior do triângulo clássico Viseu-Nelas-Mangualde. A sua origem como vinha remonta ao ano de 1930, pela mão do General Lobo da Costa, tendo permanecido na família até 1998, ano em que foi adquirida pela família Messias.

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Até que chegamos à Quinta do Valdoeiro, que é uma bem estruturada propriedade agrícola da região vitivinícola da Bairrada. Possui 130 hectares, 70 dos quais plantados com vinha  em solos calcários de baixa fertilidade.
A ligeira ondulação do relevo, as encostas voltadas a sul e nascente, assim com a implantação das castas separadas por talhões, são factores que contribuem para a qualidade das uvas aí produzidas.

E é neste ambiente que se produz o nosso syrah, para além das variedades tintas Touriga-Nacional, Baga, Castelão e Cabernet-Sauvignon. Nas variedades brancas temos o Arinto, Bical, Chardonnay e Cerceal.

Como nos diz o produtor este syrah possui “cor violeta muito intensa. Aroma a frutos, especiarias e chocolate, afinados pela tosta de barrica. Na boca apresenta uma forte estrutura e sedosos taninos, com um sabor potente e fresco. Final muito longo”.

Terá sido por isso que Bossuet diz e nós adaptamos que “O syrah tem o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia.”

Em conversa com o enólogo, Eng. João Soares, que se percebe, mesmo à distância do fio de telefone, que é um homem de grande disponibilidade e que manteve connosco uma longa conversa, impossível aqui de reproduzir, e isto apesar de ser o enólogo das três quintas das Caves Messias, ficamos a saber que a Quinta do Valdoeiro tem syrah desde 1998, ocupando 3,5 hectares, apesar do monocasta só ter visto a luz do dia em 2001 com 5200 garrafas.

A partir daí foi sempre a crescer em número e qualidade, com pequenas excepções, que não foram notadas porque a exportação subiu de tal modo que certos anos viram a sua produção totalmente dirigida para o mercado externo, como foi o caso de 2008. Os países principais que recebem este syrah são os Estados Unidos, Canadá, Brasil, e, em crescendo, a China.

O actual ano em degustação de 2010 teve 7500 garrafas que estão aí para fazer o deleite de quem puder, queira e souber chegar a elas. O momento alto desta história chegou com o syrah de 2007 (10200 garrafas) que em 2009 ganhou a medalha de ouro no concurso internacional “syrah du monde”. Na minha modesta opinião já o ano de 2005 (10100 garrafas) teria merecido o mesmo prémio! Isto em cuja Casa, nas palavras do seu enólogo: “A intenção não é ser produtor de syrah”.

E o futuro?
O futuro está para já assegurado. O syrah de 2013 foi engarrafado a semana passada e sairá para o mercado nos finais de 2015 ou princípios de 2016.

Se tudo correr bem e como planeado, cá estaremos para o degustar e continuar a falar desta maravilha da Bairrada!

 Classificação: 17/20                            Preço: 13,50€

 

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Syrah de Lisboa (36)

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Hoje apresentamos a lista dos Syrah de Lisboa, região que anteriormente fazia parte da região vinícola da Estremadura juntamente com a região do Tejo. São vinte e um no total, e como mais uma vez se pode ver, cinco já se encontram esgotados. Há nesta zona Syrah de grande nível como são os casos da Quinta do Monte d´Oiro, ou o Grand´Arte, sem esquecer o Quinta de Pancas, infelizmente já desaparecido.
Alguns deles ainda puderam ser por nós apreciados, e no caso de outros sabemos que brevemente pode haver novidades. Noutros casos, infelizmente, o ano indicado é mesmo o último, pelo menos para já…
Nos Syrah onde estiver mencionado mais do que um ano significa que os conhecemos, o que não quer dizer que não haja outros anos.

ACL, 2009
ACL, Reserva Velharia, 2009
Arruda dos Vinhos, 2009 (esgotado)
Bonifácio, 2009
Casa do Cónego, 2004 (esgotado)
Casa Santos Lima, 2009
Casal Castelão, 2007
Confraria, 2012
Cepa Pura, 2013
Cortello, 2010 (esgotado)
Cortém, 2010
D´Arada, 2007
Feitorias

Grand´Arte, 2011
Homenagem a António Carqueijeiro, Quinta do Monte d`Oiro, 1999, 2001 (esgotado)
Humus, 2010
Lybra, Monte D´Oiro, 2011
Syrah Rosé, Monte D’Oiro, 2013
Monte da Caçada, 2014
Monte do Roseiral, 2012
Mundus, Adega Cooperativa da Vermelha, 2012

Pactus, 2007
Pynga, 2012

Quinta das Hortênsias, 2008
Quinta de Pancas, 2000 (esgotado)
Quinta do Convento de nossa senhora da visitação, 2008
Quinta do Gradil, Festa das Vindimas, 2012
Quinta do Gradil, 2013

Quinta dos Plátanos, 2013
Quinta de S. Jerónimo, 2007, 2009, 2011, 2013
Reserva, Monte d´Oiro, 2004
Reserva dos Amigos, 2004  (esgotado)
Syrah 24, Monte d´Oiro, 2007 2009
Vale das Areias, 2010, 2011
Vale Zias, 2011
Vinha da Nora, Monte d´Oiro, 2000 2005 (esgotado)


 

Quinta da Romaneira, 100% Syrah, Douro, 2011

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E hoje chegamos ao Douro!

Mas no Douro não há Syrah, dirão os apaixonados das tourigas! Mas há! Há poucos mas há! E são todos de recente data.

O mais relevante é este Quinta da Romaneira, do ano 2011, a terceira safra da quinta donde saíram oito mil garrafas, infelizmente já quase no fim. A primeira safra tinha acontecido em 2009 com quatro a cinco mil garrafas, a segunda no ano seguinte com a mesma produção. Nos princípios de 2015 está previsto nova safra, igualmente com oito mil garrafas.

Eis pois um Syrah de grande qualidade, assim apresentado pelo produtor no rótulo da garrafa: “Frutos vermelhos exuberantes e suculentos, com uma agradável frescura e equilíbrio. Algumas notas de especiarias e alcaçuz. Madeira bem integrada, taninos finos, final longo e persistente.” Ernest Hemingway já dizia que “o conhecimento e a educação sensorial apurada podem obter do Syrah prazeres infinitos.”

Mas impõe-se um pouco de história duma quinta várias vezes centenária, com uma linhagem ancestral que remonta ao século XVII. Uma das cinco maiores Quintas do Douro (um total de 400 hectares, sendo que 86 hectares são de vinha e 12 de olival), possui cerca de 50 km de estradas no interior da propriedade e quase 3 km de frente de rio.

Produtor de topo da região do Douro, é possuidor de algumas das maiores pontuações atribuídas a vinhos portugueses pelas mais prestigiadas revistas de vinho dos Estados Unidos, além de competições nacionais e internacionais. O vinho tinto representa 75% da produção total da Romaneira (Vinho do Porto: 20%; Branco/Rosé: 5%). Produção anual de cerca de 250.000 a 300.000 garrafas. A marca Romaneira está presente em cerca de 30 países dos cinco continentes.

Este Syrah, assim como o irmão “Labrador” da Quinta do Noval, quando surgiu logo causou imensa polémica devido ao facto reconhecido de que Syrah, como casta, é estranho ao Douro. Surgiram imediatamente os críticos acérrimos do enólogo António Agrellos, responsável pelos dois Syrah, e figura muito respeitada e conhecida no mundo dos vinhos do Porto e de mesa. Contactada a Quinta da Romaneira, falamos com um elemento da direcção comercial que nos disse que perante esta crítica a resposta oficial da Quinta foi e é sempre a mesma:
“Prove o vinho e diga-nos o que pensa”.

Nesse aspecto este Syrah cala toda a crítica, porque é de qualidade superlativa!

 

Classificação: 19/20                            Preço: 19,00€

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