Pynga, Vale da Capucha, 97% Syrah, 3% Viognier, Lisboa, 2012

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Fazia já algum tempo que tínhamos conhecimento da eminente chegada deste novo Syrah, de Lisboa, produção biológica, concelho de Torres Vedras, do produtor e enólogo Pedro Marques. Foram várias as vicissitudes na obtenção deste Syrah, que agora já nada importam, interessa sim dizer que quando tal foi conseguido ficámos muito surpreendidos, pela positiva. O primeiro Syrah de Pedro Marques foi uma aposta ganha.

Agora é preciso divulgá-lo, como merece, e o Blogue do Syrah está aqui para dar a sua contribuição. Não é Syrah a cem por cento, como gostamos, mas adiante.

As notas de prova que escolhemos falam de um “vinho com caracter e personalidade vincada. As vinhas gozam de influência marítima o que confere às uvas uma frescura e equilíbrio singulares.” A graduação alcoólica é de 14 %.

Para criar este e os outros vinhos no Vale da Capucha, as videiras foram plantadas em solos calcários de origem oceânica. A expressão da influência marítima é assegurada por uma intervenção humana máxima na vinha e mínima na adega.

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A Vale da Capucha, Agricultura e Turismo Rural, Lda, iniciou a sua actividade vitivinícola em 2006 na Quinta de S. José em Carvalhal, Torres Vedras.

A empresa, herdeira de gerações de produtores/armazenistas de vinho desde 1858 alterou profundamente a sua vitivinicultura em 2006, com o arranque de todas as vinhas existentes e a instalação maioritária de castas brancas portuguesas. Apenas a 10 km da faixa costeira e da influência marítima, os solos fossilíferos argilo-calcários de origem oceânica, juntamente com as pequenas amplitudes térmicas que permitem o lento amadurecimento dos brancos sem os escaldões do verão, são duas das variáveis que dão corpo a um terroir único para a produção de vinhos brancos do segmento premium. Uvas como o Alvarinho, o Gouveio, o Viosinho, o Arinto, o Fernão Pires e o Antão Vaz (primeira produção na Região) são a matéria-prima que tem produzido vinhos reconhecidos nos mercados mais exigentes do Reino-Unido, Alemanha, Suíça, Bélgica, Brasil, Polónia e brevemente o Japão, Estados Unidos, Noruega e Canadá. Nos tintos seleccionou-se a Touriga Nacional e a Tinta Roriz para produzir vinhos tintos encorpados e com boa capacidade de envelhecimento. Duas castas francesas completam as variedades de uva com que se criam os vinhos, a Viognier e naturalmente a nossa bem amada Syrah.

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Iniciado em 2012 o caminho da Certificação em Modo de Produção Biológico, foi a partir de 2015 que os primeiros vinhos com essa chancela no rótulo.

A vertente do enoturismo conta com a utilização da Adega original, rara representante, ainda de pé, da construção agrícola em madeira do séc. XIX. Aí, para além de provas temáticas, a gastronomia regional tem expressão nas variadas ementas produzidas para eventos, refeições a pequenos grupos e provas de vinhos.

A Quinta Pedagógica e as actividades de formação básica nas áreas de Enologia e da Ecologia, criam um interessante ambiente de proximidade entre os visitantes e a agricultura sustentável.

Para finalizar teremos que concluir como dizia Ana Luísa Calem que “Um Syrah Bom, é Sempre Bom em qualquer parte do Mundo”.
E este Pynga, como bom que é, está de se beber onde quer que seja… vamos a isso!

 

Classificação: 16/20                                                   Preço: 7,65€


 

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