Quando o tema é saber quem é o maior produtor de vinho do mundo dois países vêm sempre ao de cima: França e Itália. Estes dois países alternam-se na liderança quando o assunto é produção total de vinho. No ano passado, os franceses produziram cerca de 46 milhões de hectolitros e tomaram a dianteira dos italianos, que tiveram uma colheita menos boa e somaram 44,4 milhões de hectolitros.
Em 2015 a Itália voltou à liderar a lista de produtores com safra estimada em 48,8 milhões de hectolitros enquanto a França deve somar cerca de 46,4 milhões. A Espanha segue na terceira posição com 36,6 milhões de hectolitros. Os Estados Unidos também continuam em quarto lugar, com 22,1 milhões de hectolitros.
E em Portugal, qual é a situação da produção de vinho?
As previsões do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) apontam para a produção total de 6,7 milhões de hectolitros na campanha de 2015, depois da quebra no ano passado. Só Setúbal, Tejo e Alentejo não melhoram relativamente ao ano anterior.
Em 2015, a produção de vinho em Portugal deverá aumentar cerca de 8% face à anterior campanha, para um volume total de 6,7 milhões de hectolitros. No ano passado, os vitivinicultores portugueses produziram um total de 6,2 milhões de hectolitros, o que representou uma ligeira quebra de 0,8% face ao período homólogo.
As previsões divulgadas a 31 de Julho pelo IVV apontam para uma subida da produção na maioria das regiões.
As excepções são a quebra de 10% prevista para a Península de Setúbal devido à «escassez de água» e a manutenção da produção nas regiões do Tejo e do Alentejo, embora com «menor incidência de doenças face a uma campanha normal».
Na maioria das regiões onde se prevê aumento de produção, as vinhas apresentam, em geral, um bom desenvolvimento vegetativo e um bom estado sanitário, perspectivando-se um ano com vinhos de excelente qualidade, estima o instituto público tutelado pelo Ministério da Agricultura, que coordena e controla a organização institucional do sector, além de auditar o sistema de certificação de qualidade e acompanhar e preparar a aplicação das políticas comunitárias.
Em 2014, a quebra na produção acabou por ser mais ligeira do que a que tinha sido prevista pelo IVV antes da vindima.
Os maiores problemas durante o período de floração afectaram sobretudo o Norte e Centro do país, onde a produção caiu 10%, mas acabaram por ser quase compensados pelo crescimento no Alentejo (9%), Tejo (17%) e na Península de Setúbal (22%).
Em volume, Portugal é o 12º maior produtor e o 9º maior exportador a nível mundial.
Em termos de valor, as empresas portuguesas exportam perto de 60% da produção e conseguem vender no exterior os seus vinhos engarrafados pelo quarto maior preço médio mais elevado em todo o mundo (2,55 euros por litro em 2014, face a 2,37 euros obtidos em 2013), só atrás da França, Nova Zelândia e Estados Unidos.
As exportações do sector tiveram no último ano o quinto registo consecutivo de crescimento, embora tenha abrandado o ritmo, progredindo apenas 0,4% face ao ano anterior (em que tinham aumentado 2,4%), para um total de 728,7 milhões de euros.
(Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho e Jornal de Negócios)
