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Alentejo eleito melhor região vinícola do Mundo

Alentejo eleito melhor região vinícola do Mundo

O vinho alentejano está de parabéns.

Isto porque o nosso Alentejo foi eleito a melhor região vinícola do mundo, de acordo com uma votação promovida pelo USA Today, o maior diário norte-americano, e pelo portal para viajantes 10Best que é conhecido pelas suas populares votações sobre diversos tópicos relacionados com o mundo das viagens. Superou outros 19 concorrentes, entre os quais nomes sonantes no universo vínico, como Champanhe (França) e La Rioja (Espanha).

O concurso terminou no passado dia 4 de Agosto. A tão aguardada vitória — o destino luso estava na liderança no que a votos diz respeito — foi confirmada esta quarta-feira.. Em competição estavam 20 candidatos pré-selecionados, escolhidos pelos peritos em vinho Frank Pulice e Kerry Woolard, colaboradora que descreve a região assim: “Quando a maior parte das pessoas pensa em Portugal, pensam imediatamente no Douro. Mas rume para sul até ao Alentejo e não ficará desapontado. Adegas, hotéis de serviço completo, excelentes restaurantes e, claro, vinhos formidáveis”. O destino, o único português em competição, é tido como uma região rural que potencia uma viagem no tempo. Além disso, e segundo Kerry, é conhecido pelos “vinhos tintos robustos” e por fazer chegar à mesa comida “rústica e autêntica”.
O top 5 fica completo com Okanagan Valley na Colúmbia Britânica, Maipo no Chile, Marlborough na Nova Zelândia e Croácia.

O Alentejo de acordo com o USA TODAY é “esta intrigante região rural situada a duas horas de Lisboa é como uma viagem de volta no tempo para os amantes do vinho. O terreno diverso detém olivais e vinhas, aldeias pitorescas, prados cheios de flores e florestas”. É ainda referido que a comida no Alentejo “é rústica e autêntica, aproveitando ao máximo o estilo de vida agrário na região”.

Entre os 20 candidatos pré-selecionados, escolhidos por Kerry Woorlard e Frank Pulice, dois peritos do sector dos vinhos, o Alentejo era o único representante de Portugal.

Para a presidente da CVRA -Comissão Vitivinícola Regional Alentejana- Dora Simões, “é uma distinção importante para o Alentejo e também para o país, que tem impacto muito positivo no potencial de notoriedade que a região pode obter nos mercados internacionais; o facto de os leitores terem preferido o Alentejo a regiões tão famosas como a Borgonha, Champanhe, Rioja ou o Piemonte, vem também dar um grande impulso ao trabalho que é desenvolvido na promoção do vinho e do enoturismo no Alentejo, quer internamente, quer junto de mercados externos estratégicos”.

O Alentejo é a região líder no mercado nacional – quer na quota de mercado em volume (44,9%) quer em valor (46,7%), segundo os dados ACNielsen, na categoria de vinhos engarrafados de qualidade com classificação DOC e IG. Os Vinhos do Alentejo juntam 263 produtores e 97 comerciantes numa área total de vinha de 21 970 hectares, sendo que a área total de vinha aprovada para DOC Alentejano é de 11 371 hectares.

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Perante todos estes dados, qual a interpretação que o blogue do syrah apresenta?
Não nos podemos esquecer que a revolução vitivinícola que se operou em Portugal nos últimos 20 anos pode ter várias aspectos a salientar, sem dúvida que sim, mas o mais importante e verdadeiramente revolucionário a ter presente foi a introdução da casta syrah no sul do país e que se foi espalhando depois pelo norte.

Hoje a syrah é a quarta casta mais plantada no território nacional, e a zona com mais syrah do país é justamente o Alentejo, com 39 syrah declarados nestes 20 anos, para além de existirem blend alentejanos com percentagens variáveis de syrah na ordem das centenas.

Mark Squires uma autoridade no mundo dos vinhos escreveu no site de Robert Parker em Dezembro de 2007 que “Alentejo has always had some flagships, the region is developing an exciting group of wineries that can act as additional standard bearers and adding them to existing stalwarts like Cortes de Cima.”

Nos syrah alentejanos e na classificação atribuída pelo blogue do syrah temos dois syrah com nota de 19, sete com nota de 18 e dez com nota de 17. No total são 19 syrah muito bons ou, se quisermos dizer de outra maneira, de elevadíssima qualidade. Mas os onze syrah avaliados com a nota 16 não são obviamente desprezíveis, muito pelo contrário.

Muitos consumidores que só têm presente as marcas comerciais dos vinhos que bebem e não as castas envolvidas na feitura dos mesmos não fazem a menor ideia do syrah presente nos vinhos alentejanos que adoram e bebem. Lembra-me um pouco por analogia a mesma situação quando o Alicante Bouschet foi introduzido no Alentejo, faz mais de cem anos, mas os produtores não o mencionavam nos rótulos das garrafas, com vergonha de admitirem que usavam uma casta francesa na elaboração de vinhos alentejanos a par de castas tipicamente locais como a Trincadeira e o Aragonez (esta vinda há mais tempo ainda da vizinha Espanha).

Resumindo e concluindo: O Alentejo foi eleito a melhor região vinícola do Mundo e não temos que nos admirar com esse facto!
Só temos que o compreender e o incorporar na nossa cultura vinícola.

Podemos, por isso mesmo, passar a consumir, apreciar e degustar mais syrah!


 

Tapada de Coelheiros, Herdade dos Coelheiros, 100% Syrah, Alentejo, 2007

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Estamos novamente no Alentejo, região de Arraiolos, para conhecer o syrah da Herdade dos Coelheiros. Trata-se de um syrah de safra única, mas de qualidade superior.

A Herdade dos Coelheiros é uma empresa familiar, constituída em 1981. Uma década depois, em 1991, surge o seu primeiro vinho sob a chancela de Tapada de Coelheiros e daí para cá tem pautado a sua história vínica pela qualidade dos seus produtos, colheita após colheita.

Situado na freguesia da Igrejinha, no concelho de Arraiolos, o Monte dos Coelheiros estende-se por 800 hectares, onde a par da vinha mantém um pomar de nogueiras, montado de sobro, com caça maior e menor, além do olival. Esta variedade de culturas permite à empresa o desenvolvimento de diferentes turismos (eco, agro, cinegético e, claro, o enoturismo).

Desde então, o portfólio de vinhos e de outros produtos foi crescendo gradualmente, resultante não só de uma gestão cuidada dos recursos naturais da propriedade, mas também fruto de grande dedicação e desenvolvimento das diferentes actividades de produção da terra que permitem a produção de produtos de excelência.

O ano de 2007 foi excepcional nesta região para a casta syrah, e isso motivou o enólogo residente da Herdade dos Coelheiros, Luís Maia, com quem tivemos a oportunidade de conversar, assim como o enólogo consultor António Saramago, a fazerem uma experiência: produzir um monovarietal syrah de unicamente 1800 litros, que deu para encher 2167 garrafas.

Esteve 12 meses em pipas de carvalho francês, passou para pipas de carvalho novo durante mais 12 meses, e depois esteve em estágio em garrafa durante mais 24 meses. Este syrah só foi lançado no mercado em 2012. O enólogo Luís Maia confidenciou-nos que já não há muitas garrafas disponíveis.

Este Syrah “revela-se “untuoso”, cor rubi acentuada, elegante nos seus 14,5 de graduação álcoólica.”

Em resumo estamos perante um syrah de uma safra única, com uma muito pequena produção, que já está a acabar, e que demorou vários anos a ser produzido. Logo a conclusão óbvia é que se trata de um syrah do qual não nos podemos esquecer… e que urge procurar pelo que ainda resta dele!

Como escreveu Mário Quintana a propósito do melhor vinho:

“Por mais raro que seja, ou mais antigo,

Só um vinho é deveras excelente

Aquele que tu bebes, docemente,

Com teu mais velho e silencioso amigo.”

 

Classificação: 17/20                                           Preço: 19,50€

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Aldeias de Juromenha, Herdade das Aldeias de Juromenha, 100% Syrah, Alentejo, 2010

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Apresentamos hoje mais um Syrah de peso, e que ganhou duas medalhas de ouro em 2010 e 2011 no já célebre concurso internacional “Syrah du monde”, o mais prestigiado concurso exclusivamente dedicado à casta Syrah. Um concurso vale o que vale, não substitui o gosto pessoal do consumidor, mas não deixa de ser uma indicação de qualidade. Nos Syrah como noutras coisas os milagres não existem. Se o Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha ganhou duas medalhas de ouro, no “Syrah du monde” é porque é mesmo bom!

As notas de prova dizem-nos que se trata de um Syrah de “cor retinto, aroma frutos vermelhos e compota, bons taninos, volumoso, equilibrado com boa acidez que lhe permite ter longevidade.”

Em conversa com o José Caldas, da área comercial da Herdade mas mostrando estar em condições de responder às nossas interrogações, ficamos a saber que o Syrah se produz desde 2005 e que já está no mercado o de 2011. Nestas últimas safras têm sido produzidas 13000 garrafas e agora vem a grande revelação: todas as garrafas são dedicadas ao mercado interno!!! O Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha é todo comercializado em Portugal. Para um Syrah português é uma situação bastante rara. Com o tempo esperamos que esta situação mude e que se possa dizer dentro de pouco tempo que toda uma safra de Syrah que se vende no mercado interno será algo de bastante natural. Seria um bom sinal!

Depois de 2005, veio a safra de 2007, 2008, 2009,e 2010, sendo estas últimas duas as que motivaram este texto! O José Caldas frisou bem que o syrah era sempre reserva, ou seja, dez meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano e com uma graduação alcoólica de 14%. A safra de 2010 foi em parte já vendida para a China. A de 2011 está no mercado e no fim de 2015 sairá a safra de 2012. A de 2013 sairá no fim de 2016 e a de 2014 sairá no fim de 2017. Já temos garantido Syrah de qualidade para os próximos anos!

Outro feito que o Syrah da Herdade das Aldeias de Juromenha realizou foi o de ter ficado em segundo lugar como o segundo vinho mais vendido nos supermercados Pingo Doce em 2010 tendo ficado em primeiro lugar um vinho do Douro da casa Ferreirinha – o Papa Figos.

A Herdade das Aldeias é uma empresa agrícola situada a cerca de 15km da Cidade de Elvas e junto da Vila de Juromenha com vista para o Rio Guadiana. Está inserida numa zona histórica com grande tradição na arte de fazer vinho. Este projecto em particular está em desenvolvimento desde 1986.

A adega está rodeada por 70ha de vinha própria. Este sistema promove um aumento na eficiência na vindima, uma vez que reduz o tempo desde a colheita até ao processamento das uvas. No conjunto da vinha estão plantadas predominantemente castas autóctones portuguesas, encontrando-se, também, algumas castas francesas. No que se refere a uva tinta existe Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah e Touriga Nacional.

O clima é caracterizado por uma Primavera e Verão excessivamente quentes e secos. A exposição solar regista também valores bastante altos, em particular nas semanas anteriores à vindima, condições que contribuem para uma perfeita maturação das uvas.

De facto as condições são extremamente favoráveis à síntese e acumulação de açucares e concentração de aromas e cor na película da uva. A bacia hidrográfica é dominada pelo Rio Guadiana e o tipo de solo é predominantemente xistoso.

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Na vinha a produção é controlada para obter entre 7 a 8 toneladas por hectare. Utilizando este método de produção garante-se uma excelente qualidade dos vinhos. Na poda utiliza-se o método manual, na colheita é utilizado o método manual e mecânico.Todo o vinho é produzido a partir de uva colhida na Herdade das Aldeias. No que respeita à vinificação segue-se o processo tradicional em cubas de inox com controlo de temperatura. A maioria dos vinhos tintos estagia em barricas de carvalho francês e americano. Todos os processos desde a vinificação até ao engarrafamento são realizados nas instalações.  No engarrafamento são utilizadas rolhas de cortiça natural portuguesa.

A produção actual é de cerca de meio milhão de litros por ano, tendo uma capacidade de armazenamento de 600.000 litros.Todos os processos desde a vinificação até ao engarrafamento são realizados nas instalações da adega.

Um Syrah a ter sempre presente, com direito a quadra popular:

Priere du Bordelais
(poema popular francês)

Mon Dieu…
Donnez moi la santé pour longtemps
De l’amour de temps en temps
Du boulot, pas trop souvent
Mais du bordeaux tout les temps.

 Tradução e adaptação do Blogue do Syrah

Prece do amante de Syrah

Meu Deus…
Dá-me a saúde por muito tempo
Amor de vez em quando
Trabalho, não muitas vezes
Mas Syrah todo o tempo!

Classificação: 17/20                                           Preço: 9,00€

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CEM REIS, Herdade da Maroteira, 100% Syrah, Alentejo, 2012

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O CEM REIS Syrah congrega em si dois aspectos que, como consumidores apaixonados pela casta, muito prezamos. Em primeiro lugar porque se trata de um Syrah de qualidade superior. Em segundo, e ao contrário do que é habitual, a maior parte da produção fica e é consumida em Portugal.

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Em conversa telefónica com o produtor Philip Mollet, foi confirmado que 70% da toda a produção é efectivamente para o mercado interno e somente os restantes 30% é que vão para o mercado externo. Os países são a Holanda, a Alemanha e a Suíça na Europa. Fora da Europa o Brasil e também Macau.

O CEM REIS Syrah teve a sua primeira edição em 2005 com 8000 garrafas. As safras seguintes de 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011 assistiram ao aumento gradual mas consistente da produção até se atingir as 15000 garrafas nas últimas safras e igualmente na última de 2012.O enólogo responsável é António Maçanita.

O clima que dá origem a este Syrah é típico do mediterrâneo continental ou seja, dias quentes e secos, com noites muito frias. Os solos como já é habitual para a nossa casta são muito pobres de origem xistosa ou granítica.

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Diz-nos a ficha técnica que a vindima é manual e muito selectiva, feita em caixas de 20 kg. “Transporte para adega em camião de frio. Vinificação atípica para o Alentejo. Fermentações alcoólicas e malolática naturais e espontâneas; “Cuivason” de mais de 20 dias.” Estagiou 14 meses em barricas novas: 70% em carvalho francês e 30% em carvalho americano. A graduação alcoólica é de 15,0%. As notas de prova dizem-nos que possui “uma cor violeta escuro concentrado. Em relação ao aroma tem nariz exuberante, notas quentes de frutos pretos com notas mentoladas, terminando com notas a amêndoas tostada da barrica. Na boca o ataque é cheio, redondo quente e carregado de aromas. Estrutura firme com boa persistência.”

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A Herdade da Maroteira está localizada no recanto da Serra D´Ossa, a 20km de Estremoz e a 35km de Évora. É uma das propriedades agrícolas pertencente a uma das famílias Anglo-Portuguesa estabelecidas na Região do Alentejo, há mais de cinco gerações. Abrangendo uma área de 540 hectares, dedica-se à preservação do montado de sobro e azinho, ao turismo, através de três unidades de alojamento, e à vitivinicultura.

Foi em 2003 que 10 hectares de vinha foi plantada numa zona de vale aberto. A escolha das castas recaiu sobre a Alicante Bouschet, Aragonêz, Touriga Nacional e Syrah. Grande parte da produção vitícola é vendida; apenas uma pequena selecção – as uvas de qualidade superior -, é aproveitada para a produção de vinho da Herdade da Maroteira.

Como dizia Ernest Hemingway “o vinho é uma das substâncias mais civilizadas do mundo, uma das coisas materiais levadas ao mais alto grau de perfeição e que oferece mais prazeres e satisfações que qualquer outra que se compre com intenções puramente sensoriais”.

E por último a grande confidência que generosamente Philip Mollet nos agraciou. Um projecto vinícola que foi pensado há 8 anos e que verá a luz este ano. A produção do Syrah que poderá ser “o Syrah de 2015” : o “MIL REIS”! No próximo mês de Março será engarrafado e ficará em garrafa durante 6 meses. Terá a data de 2013 e só se produzirão entre 3000 a 3500 garrafas. Verá o dia lá mais para o fim do ano. Que ninguém tenha dúvidas, algumas dessas garrafas virão para os editores do Blogue do Syrah.

A grande questão que se coloca é a seguinte: será capaz o MIL REIS, e tendo em conta os critérios pelos quais nos pautamos na classificação dos Syrah, conseguir a pontuação máxima, ou seja, 20 valores? Teremos que esperar até ao fim do ano para poder responder, mas todos os amantes do Syrah sairiam beneficiados se isso acontecesse…
Torcemos para que sim!

Classificação: 18/20                                           Preço: 15,00€

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Herdade do Esporão lança o novo 100% syrah, Alentejo, 2011

O syrah foi plantado há 12 anos na Vinha do Telheiro situada na Herdade do Esporão. Depois de fermentado estagiou um ano em barricas de carvalho e, depois, teve mais um ano e meio de estágio em garrafa. O syrah 2011 tem “uma cor carregada e no nariz as notas químicas sobrepõem-se às sugestões de tosta e de café torrado. Na boca destaca-se a fruta preta madura e os taninos ainda bravos, a pedir que o deixem estagiar na garrafeira ainda mais uns tempos”.