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Syrah da Peceguina, Herdade da Malhadinha Nova, 100% Syrah, Alentejo, 2010

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Voltamos ao Alentejo para apresentar um Syrah de excepção!

O Syrah da Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa, que possui 27 hectares de vinha. Um syrah poderoso! 100% como convém! Teor alcoólico de 15,5%.

Foram feitas 6195 garrafas de 0,75l e 100 garrafas de 1,5l.

Em conversa com o enólogo da casa, Nuno Gonzalez, ficamos a saber que esta safra é somente a segunda que a Herdade da Malhadinha Nova fez de monocasta syrah. A primeira é de ano anterior, 2009, e tratou-se de um lote muito pequeno de 2123 garrafas, que foi todo adquirido por um restaurante de Lisboa. Alguém saberá qual é?

O Syrah foi envelhecido em barrica. As uvas foram colhidas manualmente para caixas de 12 Kg e seleccionadas na mesa de escolha. A fermentação ocorreu em lagar a temperatura controlada com várias pisas durante todo o processo. Estágio de 18 meses, e não de 12 meses como diz na ficha técnica, em barricas novas de carvalho francês. Na ficha é dito, e nós confirmamos, que “espere pois no seu copo um vinho impetuoso, viril e carnudo, que nos deleita com o seu fruto maduro e que impressiona pelo seu corpo.” Também é dito que poderá ser guardado nas condições adequadas durante os próximos 10 anos!

A Malhadinha Nova é uma típica herdade familiar alentejana, situada em Albernoa, no coração do Baixo Alentejo. Desde 1998, a paixão e empenho da família levaram à transformação de terras havia muito abandonadas em solos capazes de dar vida a produtos genuinamente alentejanos e de elevada qualidade, dedicando-se à produção de vinhos e à criação de animais de raça autóctones em total harmonia com a Natureza e rigoroso regime de protecção com denominação de origem protegida.

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As perfeitas condições climáticas do Alentejo para este tipo de actividade, os solos xistosos, as suaves encostas bem drenadas da propriedade e as castas criteriosamente selecionadas (Touriga Nacional, Aragonêz, Trincadeira, Alicante Bouschet, Syrah, Cabernet Sauvignon, Tinta Miúda para os tintos e Arinto, Roupeiro, Antão Vaz, Chardonnay, Alvarinho, Verdelho e Viognier para os brancos) formam o terroir da Malhadinha Nova, com condições únicas para a produção de vinhos de grande qualidade.

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A Adega da Malhadinha Nova, tradicional mas sofisticada, reúne um conjunto de características muito favoráveis à obtenção de vinhos distintos. Situada a escassos metros da vinha, a adega aproveita a inclinação do terreno, permitindo que todo o processo de vinificação se faça por gravidade. Como já referido, a uva é recebida em pequenas caixas de 12kg e descarregada directamente para os modernos lagares refrigerados, onde a pisa a pé conjuga na perfeição métodos tradicionais de vinificação e utilização de tecnologia por forma a obter da uva todo o potencial que a Natureza lhe deu na vinha. A cave de barricas, escavada na encosta a vários metros de profundidade, confere ao vinho excelentes condições para o envelhecimento.

A vinificação ocorre de forma tradicional em lagares, graças à estrutura da adega em vários níveis, todo o processo é feito por gravidade, evitando a utilização de bombas susceptíveis de retirar muita da qualidade pretendida.

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Tudo serve para em resumo dizer que estamos em presença de um syrah que merece toda a nossa consideração e apreço na degustação, embora neste momento, como nos confidenciou Nuno Gonzalez, não esteja garantida, com a certeza que o Blogue do Syrah desejaria, uma próxima safra. Só daqui a mais alguns meses é que essa decisão será tomada e nessa altura tudo poderá acontecer. Cá estaremos para dar a notícia em primeira mão!

Caro leitor, se conseguir arranjar o Syrah da Peceguina 2010, lembre-se da frase de Alexander Fleming: “A penicilina cura os homens, mas é o syrah que os torna felizes!”

Este Syrah é um óptimo exemplo de que isto é verdade!

Classificação: 18/20                                              Preço: 26,00€

 

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Scala Coeli, Adega da Cartuxa, 100% Syrah, Alentejo, 2010

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E regressamos de novo ao Alentejo para apresentar um Syrah que nos leva directamente ao céu, quase literalmente. Scala Coeli é o nome, que em latim significa “escada para o céu” . Este é justamente um daqueles syrah que nos faz dizer que os melhores syrah do mundo se encontram em Portugal.

Syrah que deve o seu nome ao Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli, mais conhecido por Mosteiro da Cartuxa, local onde os monges Cartuxos permanecem em silêncio e oração. Produzido a partir das melhores vinificações do ano, foi produzido pela primeira vez em 2005.

Mas vamos então contar um pouco de história, e de cultura, que se impõe para percebermos como nasce este grande syrah! E como está carregado de história!

Começamos pela Fundação Eugénio de Almeida, que é herdeira de uma longa tradição no sector vitivinícola, com a vinha a fazer parte da tradição produtiva da Casa Agrícola Eugénio de Almeida desde o final do Séc. XIX. As uvas, que atualmente resultam da produção obtida em 600 hectares de vinha, são vinificadas na moderna e sofisticada Adega Cartuxa – Monte Pinheiros, herdade que outrora foi centro de lavoura da Fundação Eugénio de Almeida. A Adega Cartuxa – Quinta Valbom, antigo posto Jesuíta, onde já em 1776 funcionava um importante lagar de vinho, é desde 2007 o centro de estágio de vinhos e sede do Enoturismo Cartuxa.

A Fundação Eugénio de Almeida é uma instituição de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora. Os seus estatutos foram redigidos pelo próprio fundador, o Eng. Vasco Maria Eugénio de Almeida, Conde de Villalva, quando da sua criação em 1963. A missão institucional da Fundação concretiza-se nos domínios cultural, educativo, assistencial, social e religioso. A produção obtida nas vinhas é vinificada num local histórico e sagrado, a Adega da Cartuxa, situada na Quinta de Valbom, em Évora. A adega está instalada num edifício que pertenceu à Companhia de Jesus em 1580 e que na época era a sua casa de repouso. Com a expulsão dos jesuítas de Portugal pelo Marquês de Pombal, este edifício foi integrado aos Bens Nacionais em 1755. No ano seguinte, já funcionava no local um importante lagar de vinho que absorvia a produção vinícola da região. Em 1869 o edifício foi vendido em hasta pública e adquirido por José Maria Eugénio de Almeida, avô do Eng. Vasco Maria Eugénio de Almeida. Próximo à Adega da Cartuxa, fica o bonito Mosteiro da Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli, fundado em 1587 e que retomou em 1960 a actividade religiosa contemplativa, depois de vultosas obras de restauro empreendidas pelo Conde de Villalva. No silêncio das caves deste Mosteiro, vários vinhos da Fundação fazem o seu estágio em garrafa.

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Sempre com a preocupação do enquadramento arquitectónico num edifício muito rico em história, a Adega da Cartuxa passou por várias reformas e ampliações nos últimos anos. Hoje é uma das mais modernas e bem equipadas do Alentejo, toda ela cercada por vinhas e com uma loja de vinhos cujos preços são 30% a 40% mais baratos que nas garrafeiras.

A Adega da Cartuxa, na Quinta de Valbom, está intimamente ligada à Companhia de Jesus. Fundada por Santo Inácio de Loiola em 1540, a Ordem tinha uma vocação missionária ligada ao ensino, tendo sido justamente nessa vertente  que mais se destacou a sua presença em Évora, primeiro com a criação do Colégio Espírito Santo por volta de 1551 e, posteriormente, com a criação da Universidade, em 1559. No ano de 1580 o padre jesuíta Pedro Silva, reitor da Universidade, quis adquirir a Quinta de Valbom para aí alojar o corpo docente da Universidade. A construção do que viria assim a ser a Casa de Repouso dos Jesuítas demorou cerca de 10 anos e resultou num edifício com múltiplos alojamentos, refeitório e capela.
Em 1759, com a expulsão da Companhia de Jesus do país pelo Marquês de Pombal, a Quinta, com a sua edificação, passou a integrar os bens do Estado tendo, alguns anos mais tarde (1776), e pela primeira vez, foi equipada com um lagar de vinho que rapidamente ganhou importância na região.

A proximidade do Convento da Cartuxa, erigido em meados do séc. XVI, determinou a designação por que ficou conhecida até aos dias de hoje: Adega Cartuxa. Em 1869 o bisavô do instituidor, José Maria Eugénio de Almeida, adquiriu a Quinta, colocada à venda no contexto do longo processo de aplicação das políticas liberais de Mouzinho da Silveira com a nacionalização dos bens da Igreja e da Coroa e a sua posterior venda a particulares. Depois da sua morte viria a ser o seu filho, Carlos Maria Eugénio de Almeida, avô do fundador, a empenhar-se na continuidade e expansão da produção da Casa Agrícola Eugénio de Almeida.

Foi da sua iniciativa a plantação dos vinhedos que constituíram a origem mais remota dos vinhos da Fundação. Com a expansão e sucesso progressivos da produção vitivinícola da Instituição, a Adega da Cartuxa, instalada no antigo refeitório da Casa de Repouso dos jesuítas foi sendo alvo de melhoramentos. Desses, destaca-se a grande reestruturação que ocorreu entre 1993 e 1995, e que permitiu o reequipamento e ampliação de todos os sectores da adega aumentando-se de forma considerável o seu potencial de vinificação e a sua capacidade de armazenagem.

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A nova Adega Cartuxa, situada na Herdade de Pinheiros, permite receber a totalidade da uva produzida nas vinhas da Fundação, e tem na sua génese três premissas tecnológicas que a distingue das demais: efectiva capacidade de refrigeração, possibilidade de triagem na totalidade da uva à entrada na adega e movimentação e transferência de massas unicamente por gravidade.
Da linha de engarrafamento totalmente automatizada instalada na Adega Cartuxa saem anualmente cerca de quatro milhões de garrafas, distribuídas por vinho branco, rosé e tinto das marcas Vínea, EA, Foral de Évora, Cartuxa, Scala Coeli e o mítico Pêra-Manca. É na excelência da matéria prima que assenta toda a produção vinícola da Fundação.

Até apetece neste momento citar o “Soneto do Vinho” de Jorge Luís Borges:

Em que reino, em que século, sob que silenciosa
Conjunção dos astros, em que dia secreto
Que o mármore não salvou, surgiu a valorosa
E singular ideia de inventar a alegria? 

Com outonos de ouro a inventaram.
O vinho flui rubro ao longo das gerações
Como o rio do tempo e no árduo caminho
Nos invada sua música, seu fogo e seus leões. 

Na noite do júbilo ou na jornada adversa
Exalta a alegria ou mitiga o espanto
E a exaltação nova que este dia lhe canto 

Outrora a cantaram o árabe e o persa.
Vinho, ensina-me a arte de ver minha própria história
Como se esta já fora cinza na memória.

Scala Coeli surge no cume deste nosso mito, e é um nome desde há muito ligado a Eugénio de Almeida. Trata-se de um convento, mesmo à saída de Évora, abandonado no início do século. Vasco Eugénio de Almeida recuperou-o e devolveu-o à Ordem dos Monges da Cartuxa, sendo hoje um convento de clausura e silêncio. Na sua história conta-se ainda  ter sido em tempos a Escola Agrária e Agrícola. Este bonito convento serviu de inspiração para um grande vinho, que tem sido feito todos os anos com castas diferentes: o famoso Scala Coeli, da Cartuxa.

Chegando ao que mais nos interessa, o Syrah Scala Coeli foi feito por duas vezes: em 2006 com 14,5 de graduação alcoólica e em 2010 com 15,5 de graduação alcoólica. Por detrás deste néctar está Pedro Baptista, o enólogo premiado da Fundação, reconhecido pela qualidade e solidez dos vinhos que assina. Diz a ficha técnica que “As uvas passaram por um processo de maceração pré-fermentativa a frio, seguida de fermentação alcoólica à temperatura de 28ºC e de maceração prolongada. Período de encuba total de quarenta dias e estágio de quinze meses em barricas novas de carvalho francês. De cor granada, apresenta um aroma intenso e elegante. Na boca apresenta uma excelente estrutura com taninos suaves, boa acidez, terminando com ampla sensação de volume.”

Este syrah fantástico só tem mesmo um problema, e não é pequeno: o preço!, que se pode considerar exorbitante e que está muito acima da média para a bolsa da maioria, o que torna este syrah inacessível para muitos.

O preço apresentado abaixo é meramente indicativo, pois em muitos lugares o valor é superior em 20%. No entanto, se aquilo que foi dito sobre este syrah vos tocou de alguma maneira, e estiverem na disposição de o experimentar, deixem-nos dar uma pequena dica que se poderá tornar valiosa. No caso de não ser oportuno adquiri-lo na loja da Adega da Cartuxa, em Évora, devido à distância, tentem perguntar na Estado de Alma. O gerente Tiago Paulo consegue fazer maravilhas com o preço de muitos syrah, este inclusive!

E olhem que vale mesmo a pena a experiência, pelo menos uma vez, já que é algo inolvidável. Por exemplo no jantar da passagem de ano ou mesmo no almoço de Ano Novo!

Já agora, a equipa do Blogue do Syrah deseja a todos os leitores presentes e futuros um óptimo 2015, bem acompanhado com syrah de qualidade, de preferência portugueses!

Classificação: 19/20                            Preço: 55,00€

 

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Monte Seis Reis, 100% Syrah, Alentejo, 2008

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E regressamos ao Alentejo, para dar a conhecer um Syrah de excelsa qualidade!
Seis Reis, de 2008, 100% Syrah, terceira safra com 7000 garrafas das quais 90% vão para o mercado externo como a China, o Luxemburgo, a França, a Suíça e Ontário no Canadá. A primeira safra de 2003, igualmente com 7000 garrafas, e 2004 com 4000 garrafas, fazem a história desde Syrah, dos primeiros que passaram pelo nosso “estreito”.

Vejamos o que nos diz o produtor sobre esta maravilha do Alentejo. Em relação ao aroma: “Boa concentração aromática com frutos pretos maduros e especiarias.” E no paladar: “Sabor intenso, macio e elegante, com taninos robustos e grande persistência final.” O produtor também nos diz que este syrah tem uma “Evolução positiva durante 7 a 10 anos, se conservado em local fresco, escuro e a garrafa deitada.” A verdade verdadinha é que já este ano degustámos o Syrah 2003, portanto a caminho dos 12 anos e a nossa classificação foi de 19 valores! Este Syrah está para durar!

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O monte Seis Reis está localizado em Estremoz, a cerca de 170 Km de Lisboa. Nos 200 hectares da herdade, actualmente encontram-se plantados 50 hectares de vinha sobre dois tipos de solos: argilo-calcários e xistosos, nos quais são produzidas as castas tintas Syrah, Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Castelão, Trincadeira Preta, Touriga Nacional; e as castas brancas Arinto, Antão Vaz, Viognier e Alvarinho. Mais recentemente, foram introduzidas as castas Petit Verdot e Tannat. Toda a área de vinha, bem como a restante exploração agrícola, é desenvolvida de forma sustentável em produção integrada, respeitando os recursos naturais da região e a natureza envolvente.

O Monte Seis Reis iniciou a sua produção em 2003 e desde então tem alcançado vários reconhecimentos e prémios. É um espaço onde existe uma aposta notória tanto na qualidade dos vinhos como no enoturismo, visando criar uma ligação mais estreita entre o produtor e o consumidor. A adega está aberta todos os dias, para visitas guiadas e degustação dos vinhos. O nome da adega, bem como o nome dos vinhos, nasce da vontade de interligar o vinho à história de Estremoz, uma cidade que remonta ao século XIII e de onde se destacaram cinco Reis e uma Rainha.

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Em conversa com o enólogo, João Pedro Cardoso, ficamos a saber que o facto de não haver Syrah todos os anos, ao contrário de outros produtores, se deve a um único motivo: a preservação da qualidade. Se o Syrah dum determinado ano não tem a qualidade já presente nos anos anteriores, então esse Syrah vai para blend.
E já agora uma amigável pedido, que aqui os escribas agradeceriam: que a presença na Internet do Monte Seis Reis deixe de uma vez por todas de ser uma Página em Construção!

E assim chegamos ao momento presente. O próximo Syrah, provavelmente com o ano de 2011, sairá em Março ou em Setembro de 2015, e estão previstas 10000 garrafas. Dos 50 hectares de vinha só 4 são dedicados ao Syrah mas são 4 hectares preciosos! Sobre a próxima safra diz-nos o enólogo que “Está mais guloso” e nós começamos a salivar… e recordamos ao mesmo tempo uma anedota sobre a escolha do velho alentejano que adaptamos ao nosso tema e que diz assim:

Um velho alentejano começou a ter umas maleitas, que lhe afectavam o andar. Preocupado, foi ao Centro de Saúde e marcou uma consulta.
O clínico recebeu-o, auscultou, fez-lhe perguntas.
Olhou para ele fixamente, e inquiriu-o:
– Sr. Zé, se pudesse escolher, preferia ter Parkinson ou Alzheimer? 
-Parkinson, Sr. Doutor! Prefiro entornar metade do copo do que esquecer onde está a garrafa de Syrah!…

Fabuloso!

 

Classificação: 18/20                            Preço: 10,17€

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HT, 100% Syrah, Tiago Cabaço Wines, Alentejo, 2013

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Este é, manifestamente, um caso de coragem! Tiago Cabaço é um produtor de vinhos de Estremoz, desde há uma década, tendo agora lançado o seu primeiro monovarietal, e precisamente da casta que nos interessa: Syrah!

Produtor

Fomos surpreendidos, a semana passada, por este lançamento numa cadeia de supermercados – Pingo Doce – que nunca tivera nas suas prateleiras um vinho de monocasta Syrah! Em conversa com o Tiago, este confidenciou-nos que tinha insistido, desde o ano passado, com os responsáveis por estes supermercados na forte possibilidade de haver um público interessado no Syrah. A este nível a aposta foi ganha!

Ao contrário do que algumas pessoas do meio vinícola nos dizem não tenho, de modo algum, a percepção de que o Syrah seja neste momento uma casta apelativa para o consumidor médio português. É verdade que devido às suas qualidades intrínsecas, o consumidor que nunca ouviu falar da casta, apesar de já ter bebido um blend com uma percentagem de Syrah, nomeadamente do Alentejo, quando degusta apropriadamente este néctar consegue aderir a este gosto com algum entusiasmo. Esta é a minha experiência de um ano e meio de investigação e degustação de algumas dezenas de Syrah de Trás-Os-Montes ao Algarve.

Herdade Trocaleite

Mas vamos debruçar-nos um pouco sobre o HT! Em primeiro lugar, o nome: diz-nos o próprio produtor que se trata duma homenagem à Herdade do Trocaleite, onde passou a infância, e onde estão plantadas 6 parcelas de syrah cujo resultado está à vista. Um syrah novíssimo de 2013 com 14% de graduação alcoólica de “cor rubi compacta, com taninos finos mas poderosos e com um final de boca longo e elegante.” Não poderíamos estar mais de acordo. Acrescentemos, unicamente, que tem possibilidade de evoluir com o tempo devido, em garrafa. Lembremo-nos da máxima de Cícero: “Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons”. Daí o nosso conselho: comprar para degustar já e ao mesmo tempo reservar umas quantas garrafas para guardar na garrafeira.

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Já o ano passado, Tiago Cabaço tinha realizado uma experiência com o lançamento de pouco mais de seis mil garrafas que se eclipsaram em poucas semanas. Agora, o HT arranca com trinta e cinco mil garrafas, número nada habitual num syrah no panorama vinícola português. Esta é a segunda aposta que é preciso, também, ganhar!

Sala de Provas

Em todo o texto argumentativo, é nossa opinião que no final deve ser deixado um argumento forte. E este é mesmo muito forte! Trata-se do preço, que se situa abaixo dos quatro euros, quando comprado em supermercado.
É obra, tendo em conta os seus congéneres de mercado e devido à qualidade demonstrada. Quem disse que não é possível comprar um syrah de baixo custo e simultaneamente poderoso?

Classificação: 15/20                            Preço: 3,74€


 

Syrah do Alentejo (52)

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Hoje apresentamos a lista dos Syrah do Alentejo, a região de Portugal com o maior número de edições desta monocasta. É um lugar particularmente propício à criação deste néctar. São quarenta e quatro no total até agora, e como é possível verificar, estão já vários esgotados. Alguns deles ainda puderam ser por nós apreciados, e no caso de outros sabemos que brevemente poderá haver novidades. Noutros casos, infelizmente, o ano indicado é mesmo o último, pelo menos para já…

Nos Syrah onde estiver mencionado mais do que um ano significa que os conhecemos, o que não quer dizer que não haja outros anos. Por exemplo, o célebre Incógnito está mencionado nos anos de 2001, de 2009 e de 2011 o último. Mas houve outros anos de Incógnito tais como o de 1998 (o primeiro, o mítico – no produtor já só há 4 garrafas) e os de 1999, 2002, 2004, 2005 e 2008.

 

 Adega Cooperativa da Vidigueira, 2014

Aldeia de Juromenha, Reserva, 2009, 2010, 2011

Alfaraz, 2009

Artefacto, 2010

Bombeira do Guadiana, 2011, 2013

Brett Edition, Herdade do Arrepiado Velho, 2007, 2009, 2012

Carmim Syrah, 2011

Castas D´Ervideira Syrah, 2006 (esgotado)

Castelo de Arraiolos, 2014

Cem Reis, 2010, 2011, 2012

Cortes de Cima Syrah, 2011, 2012

Dona Dorinda, 2012, 2013

Fidúcia, 2005 (esgotado)

Grande Comenda, Syrah, 2009 (esgotado)

Hans C. Andersen Homenagem, 2011

Herdade da Figueirinha Syrah, 2006

Herdade do Esporão 2004, 2011

Herdade da Fonte Coberta, 2013

Herdade do Meio, 2004  (esgotado)

Herdade das Mouras, 2014

Herdade dos Lagos Reserva, 2006, 2012

HT, Syrah, Tiago Cabaço, 2013

Humanitas Tinto Reserva, 2013

Incógnito, 2001, 2009, 2011

Lapa dos Gaivões, 2005 (esgotado)

Margarida, 2008

Mil Réis, 2013

Monsaraz Syrah, 2011

Monte Cruz, 2009

Monte Cruz Reserva, 2009

Monte da Cal Syrah, 2007

Monte da Colónia, 2012

Monte da Colónia Rosé, 2013

Monte do João Martins, Syrah, 2011

Monte da Ravasqueira, 2012

Monte Seis Reis Syrah, 2003, 2004, 2008, 2013

Pedra Basta, 2014

Planura, 2010

Pontual, 2011, 2012

Pulo do Lobo, 2013

Quinta da Pinheira, Marcolino Sebo, 2011

Quinta do Caldeireiro, 2009  (esgotado)

Santa Vitória, 2012

São Miguel Syrah, 2010

Scala Coeli, Cartuxa, fundação EA 2010

Senses Syrah, 2010

Solar dos Lobos, 2011

Syrah da Peceguina, 2010

Tapada dos Coelheiros, 2007

Telhas, Terras D´Alter, 2009

Terra D´Alter Syrah, 2006  (esgotado)

Vila Santa, João Ramos Portugal, 2008, 2011