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Monte da Ravasqueira, 97% Syrah, 3% Viognier, Alentejo, 2012

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Em Arraiolos, Alentejo, flanando pela planície cor de ouro, matizada de verde, sobreiros e rebanhos, vamos encontrar hoje um Syrah elegante e profundo, mas sem a complexidade que tanto apreciamos, especialmente nesta região, devido certamente à inclusão de 3% de Viognier, tão do agrado dos franceses do Vale do Rhône. Para nós, Blogue do Syrah, sempre que se nos depara algo diferente do 100%, a palavra a usar é infelizmente, mas claro que aceitamos a opção do enólogo, com a devida ressalva.

Trata-se da primeira safra deste Syrah que assim veio enriquecer a marca Monte da Ravasqueira. Foi a  vindima de 2012 que deu origem ao primeiro vinho destas duas castas produzido no Monte da Ravasqueira.

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97% Syrah, 3% Viognier, é o rácio, logo é um Syrah legal, que acontece sempre que há na sua composição pelo menos 85% da casta maioritária. As uvas de Viognier foram vindimadas tardiamente e congeladas à espera da vindima de Syrah. Foram deixados apenas dois cachos por cepa de forma que as uvas de Viognier ganhassem concentração aromática. O Syrah é originário da parcela Vinha das Romãs, mas de zonas distintas, e seleccionadas para o perfil deste vinho.

As notas de prova dizem-nos que possui ”Cor negra e densa. Nariz com mescla de pimentas, frutos vermelhos maduros, alcatrão e leve pêssego e damasco. Mineral, cheio de volume, taninos em constante equilíbrio com a acidez viva e vibrante. Complexo com notas de moca, café e bolacha. Taninos finos constantes com prolongamento mineral e mentolado.” O teor alcoólico é de 13,5%.

Ligado há várias gerações à família José de Mello, o Monte da Ravasqueira está localizado no concelho de Arraiolos, a uma hora e pouco de distância de Lisboa, ocupando uma vasta área de paisagem tipicamente alentejana, cuja gestão e exploração é assegurada pela Sociedade Agrícola D. Diniz, SA.

Dotado de excelentes condições geológicas e climáticas para a produção de vinho, o Monte da Ravasqueira foi objecto de um forte investimento na plantação de vinha, bem como em equipamentos enológicos e instalações meteorológicas e fitossanitárias.

Os investimentos realizados compreendem igualmente um conjunto de infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento de um projecto de enoturismo.

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Assumindo o compromisso de produzir vinhos de qualidade distintiva, o Monte da Ravasqueira desenvolve também um conjunto de outras actividades ligadas à cortiça, azeite, mel, criação de gado bovino e engorda de porco preto alentejano.

Herdade da Ravasqueira, vinho, herdade dos Mello

O Monte da Ravasqueira oferece uma grande diversidade de vinhos resultante de 29 talhões de vinhas. Dispõe, no âmbito do seu projecto de Enoturismo, de uma importante colecção particular de arreios e atrelagens de diferentes épocas e estilos da coudelaria que existiu, durante largos anos, no Monte da Ravasqueira.

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Inspirada em Napa Valley, na Califórnia, a adega do Monte da Ravasqueira está dotada da mais avançada tecnologia. É totalmente gerida através de um programa informático desenvolvido por especialistas locais. Dispõe também de sala de reuniões e sala de provas.

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A herdade dispõe de uma área total de vinha de 45 hectares, a maioria dos quais plantados em solos argilo-calcários com afloramentos graníticos. Este tipo de solos tem médio poder de retenção de água em profundidade, sendo extremamente necessário, mesmo nos meses de maturação, efectuar rega gota-a-gota de forma a garantir um adequado fornecimento de água e sais minerais, o que constitui um factor essencial e crítico para a qualidade das uvas do Monte da Ravasqueira. Faz parte da Rota dos Vinhos do Alentejo.

Herdade da Ravasqueira, vinho, herdade dos Mello

Com uma produção anual de cerca de 1.000.000 garrafas, o Monte da Ravasqueira realizou a sua primeira vindima em 2001, comercializando actualmente no mercado nacional e de exportação as marcas Prova, Calantica, Fonte da Serrana e Monte da Ravasqueira.

Exporta para vários países da Europa e do mundo como por exemplo Alemanha, Bélgica, Irlanda, Pólónia e Reino Unido. Fora da Europa exporta para Cabo Verde e Angola. Estados Unidos, Canadá e Brasil são outros países para onde o Monte da Ravasqueira exporta. Também para vários destinos na Ásia.

Vem aqui a propósito referir a excelente presença na Internet por parte da herdade, com um site pleno de informação actualizada, imagens com boa resolução, fáceis de descarregar, como se pode ver, facilitando desta forma muito o trabalho cá dos escribas, que se interessam não só pelo Syrah em si, como por toda a história, cultura e técnica por detrás de cada garrafa. Um exemplo a seguir por outros produtores.

Pedro Pereira Gonçalves, Enólgo, Monte da Ravasqueira, vinho

Foi pois assim que soubemos que as vinhas, com uma média de idade de dez anos, são conduzidas em cordão bilateral com o objectivo de optimizar a exposição solar, a maturação e a qualidade das uvas. Uma das particularidades dos vinhos brancos do Monte da Ravasqueira é o facto de serem todos vindimados à mão para caixas de 20 kg, permitindo vindimar um mesmo talhão duas vezes, apanhando uvas mais frescas em termos de acidez mais cedo e uvas mais maturadas com outro perfil aromático, uns dias mais tarde. Este procedimento permite a obtenção de diferentes lotes na adega. Toda a vinha está plantada em encostas com declive variável, o que proporciona uma variabilidade de equilíbrios e que permite, todos os anos, seleccionar as melhores zonas para cada vinho que se pretende produzir.

Uma vez Beethoven disse:
“Depois de um árduo dia de trabalho, uma taça de Syrah é um conforto.”
Não disse exactamente assim, mas podia ter dito.
O Syrah do Monte da Ravasqueira pode ser perfeitamente uma boa opção quer para o sexo masculino como feminino. Como tínhamos que o dizer, dissemos.

E assim nos vamos por hoje, acompanhados de uma reconfortante taça de Ravasqueira formato Syrah, ainda que não integral!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 12,50€

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Infinitae Syrah

Descobrimos mais um SyrahInfinitae Syrah!

Apesar de já existir há algum tempo, só agora encontrámos a sua referência, seguramente porque se trata de um Syrah para exportação, neste caso para a China, da JustWine Importação e Exportação Lda. É 100% Syrah, como deve de ser, do Alentejo e com 14% de graduação alcoólica.
Não o incluímos na lista de vinhos geral, porque apurámos que é o mesmo Syrah que está no Quinta da Pinheira, produzido por Marcolino Sebo, de que falaremos em breve, contando todos estes factos!


 

Pontual, 100% Syrah, Alentejo, 2013

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De novo no Alentejo, para apresentar um Syrah de Alandroal, cujas notas de prova nos dizem desde logo que “apresenta uma cor intensa com reflexos violáceos. Os seus aromas estão bem definidos, frutos do bosque e nuances de especiarias, pimenta preta. Na boca revela-se um vinho muito equilibrado e denso, com uma acidez e taninos bem moldados.” A  graduação alcoólica é de 14%. O estágio é feito em barricas de carvalho Francês e Americano. Paolo Fiuza Nigra e Dinis Gonçalves são os enólogos de serviço.
Desde 2005  até esta de que aqui falamos, 2013, várias safras viram a luz do dia.

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A PLC – Companhia de Vinhos do Alandroal, Lda, foi constituída em 2000 por Paolo Fiuza Nigra, Luís Bulhão Martins e Carlos Portas. As iniciais de cada um deles deram então nome ao projecto: PLC.

Na planície ondulante do Alentejo, entre o Alandroal e Portalegre, a equipa gere com mestria 100 hectares de vinha. Plantada em solos xistosos onde as castas indígenas, e outras, potenciam a produção de vinhos de elevada qualidade, em terrenos e clima vocacionadas para a matéria prima que aqui nos traz, onde as vinhas crescem e as castas plantadas foram cuidadosamente escolhidas, com o objectivo de potenciar a qualidade das uvas e vinhos.

A PLC engarrafou o seu primeiro vinho em 2001, Pontual, Touriga Nacional/Trincadeira Preta. Nos anos seguintes a PLC lança ainda o nosso Pontual Syrah, Pontual Reserva, Branco, Colheita e a nova gama Desigual, branco e tinto. A empresa trabalha com várias castas. Nas Brancas: Antão Vaz,  Arinto, Roupeiro, Verdelho, Perrum. Nas Tintas: Touriga Nacional, Syrah, Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouchet e Cabernet Sauvignon.

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A produção de vinhos de qualidade começa na vinha e seus cuidados, através de uma selecção criteriosa das uvas, tendo em conta o seu estado sanitário e fase de maturação. Durante a vindima e depois na adega, a uva é processada com todos os cuidados necessários para preservar toda a sua qualidade e potencial.

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A vinificação dos brancos é feita em cubas de inox,  com desengace total, prensagem a baixas pressões e poucas quantidades, decantação entre 7 a 10° C. A fermentação é controlada a baixas temperaturas, entre os 13° C e os  15° C até esta acabar.
Nos tintos a vinificação é feita em lagares de inox, o desengace é total e a maceração pré-fermentativa durante 1 a 2 dias. A fermentação alcoólica dá-se em temperatura controlada a  25° C. O estágio do vinho é feito em barricas de carvalho americano ou francês consoante a casta e vinho.

A nossa citação de hoje vai para a moderação que deve estar sempre presente quando se fala de álcool. Daí a citação de hoje não ser dum artista mas sim de um médico, Weissebach:
“O Vinho é para o homem, que dele faça uso moderado, um estimulante do apetite, um excelente auxiliar do seu estômago no trabalho de digestão, um gerador de bem-estar, um generoso dador de alegria.”

Quem diria melhor?

O Syrah Pontual é mais um elemento a exaltar a qualidade dos Syrah alentejanos. Vale a pena que se beba ciclicamente, partindo em demanda das edições anteriores,  até para avaliarmos a sua evolução de safra para safra.
Que aprazível maneira de ocupar a vida!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 7,70€

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Humanitas Tinto Reserva, 2013, Alentejo, 100% Syrah!

Há um novo Syrah alentejano, da zona de Évora!

Da Vinha das Virtudes, e da empresa José Rodrigues, Unipessoal, Lda, do Monte da Ribeira, surge este projecto de grande elegância ética, pois trata-se de uma aposta pessoal de alguém que só agora começa no universo difícil dos vinhos!

Só foram feitas 2100 garrafas, com um grau alcoólico de 14,5%.
Meia dúzia delas, pelo menos, virão para o Blogue do Syrah!

Eis pois um nome que veio para dar cartas no reino dos Syrah portugueses!
Foi com muita emoção que o provámos no Évora Wine 2015, na cidade magnífica do mesmo nome, na sua 2ª edição. Na boca, mostrou a sua juventude, mas também as suas potencialidades de evolução!

Já conquistou duas medalhas: uma nacional, outra internacional (no concurso Syrah du Monde, o mais importante para um monocasta Syrah).

Não vai para já ser comercializado. O produtor José Rodrigues prefere guardá-lo mais uns meses para completar um estágio em garrafa que se iniciou somente em Março de 2015. Faz muito bem! Daqui a seis meses terá uma outra pujança, bem o sabemos por experiência.
Quando sair para o mercado, estaremos cá para o analisar e divulgar!
Vai valer a pena, estamos desejosos que isso aconteça!


 

Brett Edition, Herdade do Arrepiado Velho, 100% Syrah, Alentejo, 2009

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Na zona de Sousel, Alentejo, aparece-nos, da planície a perder de vista, um Syrah de uma qualidade acima da média, sobre o qual olhar e paladar se alongam… e com um nome enigmaticamente inglês!
Fomos à procura de respostas.

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Em primeiro lugar a explicação para este nome. O “Brett” do nosso título, nome curto para designar a levedura «Brettanomyces/Dekkera», tem a capacidade de produzir determinado tipo de aromas, que se tentam descrever falando em suor de cavalo, cabedal e outros. Defeito ou virtude é parte da composição do aroma dos grandes clássicos de sempre e é, por muitos, apelidado como a “complexidade do velho mundo”. No entanto, é por outro lado, também, considerado por muitos um escandaloso defeito. Esta edição do Brett é um desses casos em que a natureza decidiu tomar liderança na enologia, estagiando parte do vinho nas barricas da edição anterior. E é aqui que reside a explicação: um Syrah ‘infectado’, de modo natural, pela levedura Brettanomyces. O resultado é um néctar multidimensional, produzindo o “Brett” níveis de complexidade aromática, que só seriam possíveis com vários anos de garrafa, mas mantendo ainda toda a fruta.

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O mestre deste resultado é António Maçanita, enólogo sobejamente conhecido no mundo vitivinícola português. O Brett Syrah tem as seguintes notas de prova: “Cor ruby- violeta, concentrado. Nariz exuberante, caixa de cigarro, couro, especiarias e groselhas pretas. Ataque redondo, suave e rico. Boa frescura e persistência no final de prova.” Tem um teor alcoólico de 14,5%, com 16 meses de estágio em barricas de carvalho francês.

A qualidade começa nos solos xistosos e na vinha, cuidada e respeitada durante todo o ano. As castas foram plantadas em duas fase. A primeira fase Touriga Nacional (42%) e Syrah (18%) e numa segunda fase , cerca de 4 anos depois as restantes: Cabernet Sauvignon (24%) e Petit Verdot (16%); e as castas brancas – Antão Vaz (22%), Chardonay (8%), Viognier (30%), Verdelho (15%) e Riesling (15%).

Todas as uvas são vindimadas à mão, seleccionadas em mesa de escolha à entrada na adega, e a vinificação decorre a temperatura controlada. Em regra, os tintos fazem curtimenta de 20 a 30 dias e estagiam, no mínimo, 9 meses em barricas de madeiras seleccionadas para a obtenção do perfil pretendido para os vinhos.

Com um perfil diferenciado em relação à grande maioria dos vinhos da região, numa aliança entre a tradição das castas alentejanas e traços de uma enologia moderna e jovem, os vinhos do Arrepiado marcam a diferença pelo seu carácter arrojado, mas de qualidade superior.

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E agora um pouco de história sobre a Herdade do Arrepiado Velho. Sousel, a cerca de 40 km de Portalegre, no Alto Alentejo, viu nascer um espaço havia muito abandonado. O monte alentejano do séc. XIX foi construído de acordo com a arquitectura tradicional da região, magnificamente conservado, pleno de espaços de rara beleza. Com uma área total de cerca de 100 hectares, a barragem destaca-se entre vinhas e olival, num misto de cores e tranquilidade, como só o Alentejo consegue oferecer. O conjunto destas características faz com que a Herdade do Arrepiado Velho se integre na Rota de São Mamede – um dos três caminhos da rota dos vinhos do Alentejo.

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Decorria o ano de 2002 quando os 33 hectares de vinha foram plantados de raiz, num terroir que combina, de forma rara, solos xistosos de acentuados declives com temperaturas amenas e abundância de água, características naturais indicadoras de grande potencial. David Both (viticultor) e António Maçanita (enólogo) juntaram os seus conhecimentos, inovação e dedicação, seleccionando, com elevado critério, as castas a plantar, e criaram a já apelidada “Vinha dos 100 pontos”. A partir de 2012, a vinha passa a ficar a cargo de Nuno Ramalho, viticultor actual. Apesar de já haver o projecto para uma adega nova, a já existente está equipada com a mais avançada tecnologia disponível e devidamente dimensionada para a actual produção de vinhos únicos e sedutores, que nascem a partir de enologia moderna combinada, de forma sublime, com a tradição.

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E vamos pois entrar no enlevo deste Syrah, misturando nos eflúvios degustativos as palavras de Byron, um dos nossos poetas de eleição, que dizia:
“O Syrah consola os tristes, rejuvenesce os velhos, inspira os jovens, alivia os deprimidos do peso das suas preocupações.”

É por aí que vamos!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 18,50€

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