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Monte Cruz, Herdade Monte do Outeiro, 100% Syrah, Alentejo, 2009

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Neste soberbo Alentejo, mais uma vez e sempre, onde só há Syrah de qualidade, encontramos perto da Vila de Portel, Herdade Monte do Outeiro, o Syrah Monte Cruz, do produtor Manuel Bernardino Cruz. Syrah a 100%, graduação alcoólica de 14%. Conhecem-se duas safras, a presente, que está em análise, e a de 2006. As notas de prova dizem que em termos de “aroma no nariz sobressam notas de especiaria e frutos pretos. Em termos de paladar os taninos estão bem equilibrados e conferem uma boa estrutura.”

Se em termos de qualidade estamos perante um Syrah que merece todo a nossa consideração e envolvimento, fica no ar mais uma vez a fastidiosa crítica: a Sociedade Agrícola Monte Cruz, Lda, a proprietária da Herdade Monte do Outeiro, não pratica qualquer tipo divulgação a nível de marketing e partilha de informação, em relação quer à propriedade quer em relação aos seus vinhos, nomeadamente ao Syrah 2009. E quando dizemos que não pratica qualquer tipo divulgação, isto deve ser entendido no sentido literal . Nenhuma! Absolutamente nenhuma! E depois não nos venham alardear que o “negócio” está em crise! Esta sociedade detentora do Syrah monte do Outeiro, não tem site, não tem blogue, não tem sequer presença no Facebook, não está presente em nenhuma outra rede social. Não há como saber detalhes sobre a Herdade, os vinhos, ficha técnica, e por aí adiante. Não há nada em discurso directo sobre esta sociedade e este Syrah. O que há é em sítios informativos, o nome da sociedade, a morada, nº de telefone, para o qual ligámos, em vão, e nº de fax. Mais nada!

Como é que é possível deste modo o público consumidor e amante de Syrah, e deste em particular, ter informação para além do que vem na garrafa? É muito difícil desta forma escrever sobre este Monte Cruz. Nenhuma empresa que se preza pode sobreviver muito tempo se pratica este tipo de postura em termos de mundo digital. E é pena porque este Syrah merecia mais e melhor!

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E pronto, resta-nos falar um pouco de Portel, formosa vila do Distrito de Évora, sede de um município que inclui a agora famosa aldeia de Alqueva, em cujas proximidades se localiza a Barragem com o mesmo nome, e que originou a criação do maior lago artificial da Europa com cerca de 250km2 e quase 1200kms de margens. Estamos pois entre a vasta planície alentejana e a serra de Portel. O castelo, sobranceiro à vila, ergue-se majestoso no cimo de uma colina e foi construído na sequência da doação da vila por D. Afonso III a D. João Peres de Aboim, em 1261, por favores prestados, e pela sua amizade e fidelidade ao Rei.

É assim que proximidades da Vila de Portel, muitos séculos depois, na Herdade Monte do Outeiro, que se produzem vinhos de qualidade reconhecida nacional e internacionalmente. No mercado podemos encontrar, para além do Monte Cruz Syrah 2009, o Monte Cruz Tinto 2007 e Monte Cruz Antão Vaz 2009. Quem os conhece diz que são vinhos de colheita selecionada, de aroma perfumado, complexidade elegante e persistente. Quem somos nós para discordar.

Napoleão Bonaparte, mais conhecido pelas suas facetas de político e militar, além de amante tumultuoso, era também um enófilo de fino recorte, e nessa qualidade deixou escrito a seguinte verdade:

“Claramente os prazeres que o vinho oferece são transitórios. Mas assim são também os do ballet ou o de uma apresentação musical. Os vinhos inspiram-nos e acrescentam muito ao prazer de viver.”

O Syrah Monte Cruz, só por si, consegue esse objectivo!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 12,09€


 

Margarida, Margarida Cabaço, 96% Syrah, 4% Viognier, Alentejo, 2008

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Se algum dos nossos leitores chegou a pensar, dadas as últimas publicações, que o Blogue do Syrah já teria apresentado todos os grandes Syrah de Portugal, desengane-se, que ainda falta uma mão cheia deles.

Aqui está hoje um, que é o Syrah de Margarida Cabaço, e que desde já podemos dizer tem algumas particularidades únicas.

Primeiro é o facto de ser um Syrah não a 100%, como é de nossa preferência, mas sim a 96%, já que os restantes 4% são Viognier, como é consensual. Mas espantoso é o facto de que as uvas Syrah de Estremoz abafam de tal modo a casta branca que esta passa despercebida comparativamente com outros Syrah cuja composição é semelhante.

Em segundo lugar é um Syrah que, sem ser a 100%, obtém da nossa parte a classificação de 18 em 20. Com nenhum outro Syrah nas mesmas circunstâncias tal tinha acontecido.

Finalmente é um Syrah feminino, e aqui a nossa vertente marialva tem de dar o braço a torcer: estas duas senhoras, Margarida Cabaço e Susana Esteban,  percebem do ofício da vinha melhor que muitos criadores de vinho do sexo oposto.

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Margarida Cabaço é a produtora cujo nome é marca do topo de gama monovarietal que produz. Em cada ano é escolhida a casta que mostrou potencialidades capazes de fazer um grande vinho. Por exemplo o Margarida que se encontra no mercado com mais facilidade é o de 2009 feito a 100% da Alicante Bouschet. Em 2008 tinha cabido a vez ao Syrah. Safra única até agora pelo menos.

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A enóloga de serviço é a Susana Esteban. Não é o primeiro Syrah que esta galega radicada em Portugal faz, já aqui falámos dela a propósito do Solar de Lobos, e por isso merece que o Blogue do Syrah muito brevemente lhe dê a atenção devida!

O Margarida Syrah 2008 foi vinificado em lagar e estagiado parcialmente em barricas de carvalho francês; fresco, fruta evidente, fumado, notas especiadas, estruturado ainda com os taninos por domar, final longo, gastronómico. Uma surpresa espantosa! As notas de prova dizem que se trata de um Syrah “complexo e austero, ameixa preta, especiarias. Muito carácter na boca vigorosa, seca, com sugestões de alcatrão e bagas esmagadas. Excelente acidez e frescura de conjunto.”  A graduação alcoólica é de 14,5% e teve uma produção de apenas 4.200 garrafas. Estagiou um ano em barricas de carvalho francês usadas. “Em 2008 elegi a casta Syrah como base para este vinho. As uvas foram vinificadas em lagar com pisa pé e fizeram estágio em barricas de carvalho francês” palavras da própria Margarida Cabaço.

A grande falha é que infelizmente O Monte dos Cabaços, casa mãe do nosso Syrah de hoje, não tem site ou qualquer outro meio de informação onde aqui os felizes escribas possam ir beber matéria complementar informativa. Senhores produtores, façam Syrah genial, sim, sempre e em primeiro lugar, mas depois partilhem informação… aqui fica o reparo construtivo!

Assim mesmo lá conseguimos repenicar por aqui e por ali algo mais que contar. Cá vamos.

Margarida Cabaço plantou as primeiras vinhas em 1992, vendendo sempre as uvas a produtores de vinho da região. Em 1994 faz nascer o restaurante São Rosas, em Extremoz, para partilhar outra das suas paixões: a culinária. O São Rosas é um dos melhores restaurantes do Alentejo. As bochechas de porco preto com migas de pão é um prato simplesmente imperdível, embora a metade vegan do Blogue do Syrah seja lesta em discordar. Mas isso são contos que não são para aqui chamados. É necessário reservar um espaço para as deliciosas sobremesas com doces conventuais. Começando a perceber a importância da união comida e vinho, e curiosa de ver o resultado final, resolveu começar a transformar as uvas que produzia em vinho.

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Surgiu assim o Monte dos Cabaços, em 2001, laborado em adegas de 2 amigos. Com uma tiragem inicial de 50.000 garrafas, o vinho teve imediatamente grande sucesso e a partir de então foram surgiu mais um rótulo além do Monte dos Cabaços Branco, o .Com, tendo este último a participação do filho mais velho de Margarida Cabaço, Tiago Cabaço, que hoje tem uma produção independente de belos rótulos e safras, um dos quais um Syrah, que já foi apresentado aqui, aliás foi com esse mesmo Syrah que começamos esta aventura bloguista.

Neste momento as suas vinhas situadas na aldeia de Arcos, a 6 km de Estremoz, ocupam 30 hectares que dão origem a aproximadamente 100.000 garrafas entre branco e tinto. As uvas são provadas e escolhidas na vinha seguindo os mesmos princípios com que escolhe os produtos para confeccionar os pratos que faz no São Rosas. A vindima é manual e parte da uva é pisada em lagar, sendo a restante fermentada em cubas. Os melhores lotes vão para barricas novas de carvalho francês, e após um estágio de 10 a 12 meses poderão dar origem a um reserva, quando a qualidade o justifica. O Monte dos Cabaços produz vinhos encorpados, com uma estrutura equilibrada onde se privilegia a fruta fresca e o maduro arredondado pela madeira. Após o sucesso do vinho Monte dos Cabaços, foram lançados os vinhos Margarida branco e tinto, uma justa homenagem a esta senhora.

Actualmente a casa produz os rótulos: Monte dos Cabaços Branco, Margarida Branco, Monte dos Cabaços Tinto, Monte dos Cabaços Reserva Tinto e Margarida Tinto. E todos têm um toque especial: os desenhos estampados nos rótulos são todos da própria Margarida Cabaço. É um design simples mas de grande efeito visual. Gostamos muito!

No outro dia disseram-nos que das sobras de vinho ainda se pode fazer cubos de gelo. Ficámos abstrusos… O que são sobras de Syrah?

Se for o Syrah da Margarida, sobras é coisa que nunca haverá, afiançamos!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 20,00€


 

Planura, Unicer Vinhos S.A., 100% Syrah, Alentejo, 2010

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Hoje apresentamos o Syrah Planura, produzido pela Unicer Vinhos, que é simplesmente a maior empresa portuguesa de bebidas, com uma estratégia multimarca e multimercado, cuja actividade assenta sobretudo nos negócios das Cervejas e das Águas engarrafadas. Estão, igualmente, presentes nos segmentos dos refrigerantes, dos vinhos, e bem, como aqui se vai perceber, na produção e comercialização de malte e no negócio do turismo, detendo dois activos de referência na região de Trás-os-Montes: os Parques Lúdico-Termais de Vidago e Pedras Salgadas.

A Unicer está presente de Norte a Sul do país, conta com 1350 colaboradores, possui 13 estabelecimentos que incluem centros de produção de cerveja, de sumos e refrigerantes, e de vinhos, assim como centros de captação e engarrafamento de água, além de vendas e operações. A Unicer exporta 150 milhões de litros, tem 90.000 camiões de transporte para 50 países.

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Planura é um vinho Regional Alentejano que resulta de um rigoroso controlo de qualidade vitícola e enológico, dando origem a vinhos harmoniosos e equilibrados. O enólogo de serviço é Filipe Sevinate Pinto. A graduação alcoólica é de 14,5%. As notas de prova dizem que tem “aroma frutos negros maduros e notas ligeiras de especiarias. Madeira ligeira. Na boca alguma acidez e taninos ainda presentes. Fruta negra madura, quase em compota. Especiarias ligeiras e madeira intensa de sabor mas equilibrada em proporção. Enche meia boca. Final médio.”

O Syrah veio encontrar no clima quente e seco da região alentejana, condições óptimas para o desenvolvimento de vinhos de perfil ímpar, simultaneamente maduros e frescos, muito diferentes nas suas características dos obtidos desta mesma casta noutros locais como na região francesa do Ródano, onde inicialmente teve maior expansão. Apresenta cor intensa, grande distinção aromática, com predominância de aromas a chocolate, compotas e algumas notas fumadas. A sua estrutura de taninos confere uma prova cheia, frutada e elegante.

Região de ondulantes planícies, o Alentejo apresenta uma paisagem relativamente suave e plana que se estende por quase um terço de Portugal continental.

Só a Serra de São Mamede, a norte da denominação, se diferencia do padrão. Os solos alternam entre o xisto, argila, mármore, granito e calcário, numa diversidade pouco comum. O clima é claramente mediterrânico, quente e seco, com forte influência continental.

O Alentejo encontra-se dividido em oito sub-regiões, Borba, Évora, Granja-Amareleja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos e Vidigueira, agrupadas em três grupos distintos. Portalegre é a sub-região mais original, com solos predominantemente graníticos, influenciada pela frescura da Serra de São Mamede. A paisagem oferece inúmeras parcelas de vinhas velhas, plantadas nas encostas íngremes da serra, beneficiando de um microclima único que confere frescura e complexidade.

Borba, Évora, Redondo e Reguengos personificam a identidade alentejana, terra de equilíbrio e harmonia, na proporção certa entre frescura e fruta, energia e suavidade. As sub-regiões de Granja-Amareleja, Moura e Vidigueira, no Sul da denominação, oferecem vinhos mais quentes e suaves, com terras pobres e secas, onde a vinha sofre com a dureza do clima e a pobreza dos solos.

Terminamos citando o grande poeta, dramaturgo, novelista, cientista, homem de estado e encenador, considerado a maior figura literária da cultura alemã, Johann Wolfgang von Goethe:
“O vinho alegra o coração do homem; e a alegria é a mãe de todas as virtudes.”

O Syrah nomeado Planura pode muito bem conduzir por esse alegre caminho de probidade!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 7,99€

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Monte do João Martins, Miraldino Filipe Mendes & Cª, Lda, Reserva, 100% Syrah, Alentejo, 2011

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O Monte do João Martins situa-se no Norte Alentejano, freguesia de Carreiras, entre Portalegre e Castelo de Vide, e junto ao maciço da Serra de São Mamede, ponto mais alto de Portugal a sul do rio Tejo. E que bem que se anda por aqui.

Trata-se de uma zona privilegiada não só pela riqueza do seu vasto património natural, paisagístico, arquitectónico, cultural, com também religioso e gastronómico, o que a torna numa região de grande apetência turística.

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O Monte do João Martins, inserido numa região do nosso país culturalmente muito rica, como se referiu, guarda, entre os seus muros de pedra, segredos milenares. Escondidos entre o montado de sobreiros e formações rochosas, podemos observar desde logo alguns importantes vestígios megalíticos, como algumas mós neolíticas, onde se moíam os cereais para fazer farinha há milhares de anos. A par desse passado longínquo, falar do Monte do João Martins no presente, implica falar dos testemunhos da presença do homem nos nossos dias.

Temos a Silvicultura: depois do grande incêndio de 2003 na Serra de S. Mamede, que devastou toda a herdade foram plantados 80.000 sobreiros em sistema intensivo, o que em termos ecológicos e do meio ambiente é um investimento fundamental para a região.

Temos a Agro-Pecuária: com um efectivo de 600 ovelhas merinas do Norte Alentejano que pastoreiam em prados permanentes que cobrem toda a herdade, contribuindo uma vez mais para a melhoria do meio ambiente, e para a produção de carne de borrego.

E temos naturalmente a Vitivinicultura: com uma pequena área de vinha, 5,5 hectares, com castas tintas Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Syrah e Aragonez e brancas, Alvarinho, Arinto e Viognier, fazem-se na adega que foi construída no Monte, os melhores vinhos de quinta brancos e tintos que têm merecido algum reconhecimento dos consumidores, bem como das revistas da especialidade.

Porquê o nome de João Martins?

João Martins, lavrador, nascido por volta de 1481 e morador nos “Montes do Carreiro” (hoje Carreiras, no concelho de Portalegre), foi nomeado em 1511 pelo rei D. Manuel I “besteiro do monte”, competindo-lhe assim a segurança da população residente no seu meio rural. A herdade que terá recebido o seu nome reserva, entre os seus limites, dos vestígios humanos mais remotos dessa parte do Norte Alentejano, entre os quais se destacam mós neolíticas, uma anta e restos de povoamento da Alta Idade Média, nomeadamente os denominados chafurdões. Possui ainda vestígios de construções mais recentes talvez do século XV.

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E é neste monte do concelho de Portalegre que encontramos um Syrah de qualidade superior, em nosso entender, com uma produção limitada a 1200 garrafas, cabendo ao Blogue do Syrah a garrafa número 989. É um Syrah com uma graduação alcoólica de 14,5%, e as notas de prova dizem-nos que “é um vinho de aromas e frutos silvestres e especiarias. Na boca tem frutos pretos em harmonia com notas de baunilha e tostados. É equilibrado, perfil persistente e complexo.”  Estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês. No Monte do João Martins o conceito de Reserva pretende seleccionar todos os anos a casta que melhor se evidenciou. A distinguida de 2011 é justamente a nossa casta Syrah!

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A Adega está planificada de forma concisa e muito funcional. Tem uma forte ligação entre os métodos tradicionais de vinificação na região com a tecnologia necessária às melhores práticas enológicas disponíveis. Sendo a matéria prima, uva, tratada com o máximo respeito, as vindimas são feitas pela manhã em caixas  de 12 a 15Kg transportadas para a adega que se encontra lado a lado com a vinha. As vinificações são feitas em lagares de inox com temperaturas controladas. A adega possui também uma zona destinada ao estágio do vinho em barricas e também em garrafas.

A especificidade do clima, os solos graníticos, definidores de um distinto terroir, e a altitude, propiciam uma maturação das uvas equilibrada, originando vinhos frescos, aromáticos e com taninos longos. Tendo em vista assegurar a homogeneidade e a elevada qualidade de todas as uvas destinadas à produção do vinho, a vinha é monitorizada e gerida com extremo cuidado.

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A Região vitivinícola da “Rota de S. Mamede” coincide em parte com a área abrangida pelo Parque Natural da Serra de S. Mamede. É uma região de alguma altitude, sendo que possui um microclima específico. O coberto vegetal é factor de diferenciação para com as outras zonas do Alentejo. A vinha em solos na sua maioria de origem granítica, proporcionam vinhos com características bem definidas, diferenciados dos provenientes das outras regiões alentejanas. Aqui, predominam os vinhos tintos, carregados de cor, com intensidade aromática, na boca frescos com taninos longos do qual este Syrah é modelo!

“Um bom vinho é poesia engarrafada” dizia o escritor escocês Robert Louis Stevenson, e o presente Syrah é um bom exemplo disso mesmo, que se prova e degusta como se de um poema se tratasse, métrica e rimas perfeitamente conjugadas!

Classificação: 18/20                                                     Preço: 17,00€

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Dona Dorinda Syrah

Chegou até nós, literalmente, pois foi o produtor que nos contactou por iniciativa própria, que muito agradecemos, mais um Syrah do Alto Alentejo, região de Évora!
Um Syrah que promete: totalmente biológico!
Uma Quinta que só produz Syrah (85%) e Viognier (15%)!
Resultado quase todo ele exportado para Nova York!
 
Dona Dorinda Syrah de seu nome!
Prometemos brevemente toda a história!


Monte da Cal, 100% Syrah, Alentejo, 2009

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No Alentejo estamos para mais uma vez apresentarmos um Syrah de qualidade, e que não deixa os seus pergaminhos por mãos alheias. Trata-se, como já perceberam, do Syrah de Monte da Cal. “O Monte da Cal Syrah tem aromas a frutos maduros a amora e cereja preta. Na boca tem corpo e taninos bem integrados. O final é longo.” A graduação alcoólica é de 13,5%.

Segundo o produtor “acompanha bem peixes assados no forno, carnes vermelhas grelhadas ou estufadas, caça não muito condimentada e queijos bem estruturados.”

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A Herdade de Monte da Cal, propriedade localizada no concelho de Fronteira, Norte do Alentejo, dispõe actualmente de uma área de 100 hectares de vinha, plantada com as castas tintas Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet, Alfrocheiro, Touriga Nacional  e naturalmente Syrah e as brancas Antão Vaz, Viognier, Arinto e Chardonnay. Paralelamente, a empresa, integrada no grupo português Global Wines, compra uvas a diversos viticultores na região. A moderna adega foi inaugurada em 2008, bem como as instalações de enoturismo, um elemento fundamental para reforçar a visibilidade dos vinhos. O projecto visa produzir quantidades importantes de vinhos de qualidade, com preços competitivos, para além de alguns topo de gama, direccionados a nichos de mercado.

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Falando um pouco mais da história desta herdade, em 2003 a Dão Sul avançou com a produção de vinho na Herdade Monte da Cal, em S. Saturnino, concelho de Fronteira. Mas a aposta da Herdade Monte da Cal na região não passa apenas pela produção de vinhos. Em 2007, iniciou-se a construção de uma nova adega, desenhada não só para a produção de vinhos de qualidade mas também para disponibilizar todas as condições para a realização dos mais variados eventos associados ao enoturismo, desde visitas à adega, vinhas, provas e cursos, entre outros. A arquitectura e a decoração deste novo espaço estão profundamente marcadas por influências árabes, relembrando um dos povos mais influentes na cultura portuguesa, particularmente no Sul do País, e traduzindo-se numa envolvente fresca e acolhedora.

Fundada em 1990, a Global Wines alia a confiança no potencial dos vinhos portugueses à aposta no enoturismo. O Dão foi o berço dos primeiros sucessos, lançando as bases deste projecto ambicioso.

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Hoje o espírito empreendedor e a experiência acumulada da Global Wines presidem a um universo de regiões tão distintas como a Bairrada, Douro, Lisboa, Dão, Vinho Verde e Alentejo. E estende-se além fronteiras, no Brasil. O sucesso da Global Wines assenta na reconversão de vinhas e no cuidado processo de vinificação em adegas concebidas de raiz.

O terroir do Norte Alentejano permite fazer vinhos mais frutados, concentrados e com uma acidez mais elevada. A vinha foi preparada para vindima mecânica adega foi dimensionada acima da produção actual, já a pensar na expansão de vinha futuramente.

Rodeada pela tranquila paisagem norte alentejana, a estrutura insere-se perfeitamente dentro do imaginário de um local calmo e de tradição, onde cada dia se passa sem pressas e com tempo para desfrutar o que de melhor a vida tem.

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E para acabar a citação que se impõe, com a nossa devida alteração, por quem sabe o que diz, de Fernando Cortês:

“O Syrah é um produto aliciante e, quando falamos dele, ficará sempre algo por dizer.”

Por aqui nos ficamos então, que o que ficou por dizer será lido numa taça de ambrosíaco Monte da Cal!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 9,90€

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