Tag Archives: syrah

Monte do Roseiral, Reserva, 100% Syrah, Lisboa, 2012

roseiral_garrafa

Eis-nos perante a primeira safra deste Syrah de Lisboa, Monte do Roseiral de seu nome, reserva de 2012 e, como nós preferimos, a 100% da nossa casta de eleição.

Estamos em Bucelas, região vitivinícola bem mais conhecida por outro tipo de vinhos. Mas a estrela aqui e agora é este Syrah, cujo engarrafamento se efectuou em Outubro de 2013 e com uma produção de 3600 garrafas de tipo bordalesa.

O processo deu-se a partir da fermentação em cubas de inox com temperatura controlada a 28ºC e breve estágio em madeira. O enólogo foi o engenheiro Carlos Canário.

As notas de prova deste Syrah apontam “uma cor granada concentrada com um aroma intenso a cereja e especiarias com os taninos bem integrados. O paladar mostra um corpo cheio, aveludado com final longo e persistente.” Tem uma graduação alcoólica de 14%.

Em termos de conservação as garrafas devem estar deitadas em local arejado e escuro, entre 12 e 13ºC e 60% de humidade relativa. O consumo pode ser imediato ou nos próximos oito anos. Diz-nos o produtor que este Syrah deve ser servido a uma temperatura de 15ºC, e é ideal com pratos de carne vermelha, caça, assados no forno, queijos fortes e Foie gras.

roseiral_monte

As informações que conseguimos reunir são escassas mas dizem-nos que este Reserva só será produzido apenas nos melhores anos, a partir de uvas da casta seleccionadas, de vinhas plantadas em encostas suaves e soalheiras, em solo argilo-calcário e beneficiando da influência atlântica. Com surge de um curto estágio em madeira, é um vinho de charme bastante equilibrado.

E a propósito da módica informação disponível nos canais habituais sobre esta herdade e respectiva produção, já referimos,  vamos citar o escritor e negociante de vinhos Alexis Lichine, que disse uma vez:
“No que se refere a vinho, recomendo sempre que se joguem fora tabelas de safras e manuais e se invista num saca rolhas. Só se conhece o vinho bebendo!”

Bebamos pois este nosso Syrah do Monte do Roseiral, que certamente muito esclarecimento haveremos de encontrar por entre os seus eflúvios subtis!

Classificação: 15/20                                                     Preço: 6,60€

roseiral_ft


 

Pontual, 100% Syrah, Alentejo, 2013

pontual_garrafa

De novo no Alentejo, para apresentar um Syrah de Alandroal, cujas notas de prova nos dizem desde logo que “apresenta uma cor intensa com reflexos violáceos. Os seus aromas estão bem definidos, frutos do bosque e nuances de especiarias, pimenta preta. Na boca revela-se um vinho muito equilibrado e denso, com uma acidez e taninos bem moldados.” A  graduação alcoólica é de 14%. O estágio é feito em barricas de carvalho Francês e Americano. Paolo Fiuza Nigra e Dinis Gonçalves são os enólogos de serviço.
Desde 2005  até esta de que aqui falamos, 2013, várias safras viram a luz do dia.

pontual_logo

A PLC – Companhia de Vinhos do Alandroal, Lda, foi constituída em 2000 por Paolo Fiuza Nigra, Luís Bulhão Martins e Carlos Portas. As iniciais de cada um deles deram então nome ao projecto: PLC.

Na planície ondulante do Alentejo, entre o Alandroal e Portalegre, a equipa gere com mestria 100 hectares de vinha. Plantada em solos xistosos onde as castas indígenas, e outras, potenciam a produção de vinhos de elevada qualidade, em terrenos e clima vocacionadas para a matéria prima que aqui nos traz, onde as vinhas crescem e as castas plantadas foram cuidadosamente escolhidas, com o objectivo de potenciar a qualidade das uvas e vinhos.

A PLC engarrafou o seu primeiro vinho em 2001, Pontual, Touriga Nacional/Trincadeira Preta. Nos anos seguintes a PLC lança ainda o nosso Pontual Syrah, Pontual Reserva, Branco, Colheita e a nova gama Desigual, branco e tinto. A empresa trabalha com várias castas. Nas Brancas: Antão Vaz,  Arinto, Roupeiro, Verdelho, Perrum. Nas Tintas: Touriga Nacional, Syrah, Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouchet e Cabernet Sauvignon.

pontual_herdade

A produção de vinhos de qualidade começa na vinha e seus cuidados, através de uma selecção criteriosa das uvas, tendo em conta o seu estado sanitário e fase de maturação. Durante a vindima e depois na adega, a uva é processada com todos os cuidados necessários para preservar toda a sua qualidade e potencial.

pontual_adega

A vinificação dos brancos é feita em cubas de inox,  com desengace total, prensagem a baixas pressões e poucas quantidades, decantação entre 7 a 10° C. A fermentação é controlada a baixas temperaturas, entre os 13° C e os  15° C até esta acabar.
Nos tintos a vinificação é feita em lagares de inox, o desengace é total e a maceração pré-fermentativa durante 1 a 2 dias. A fermentação alcoólica dá-se em temperatura controlada a  25° C. O estágio do vinho é feito em barricas de carvalho americano ou francês consoante a casta e vinho.

A nossa citação de hoje vai para a moderação que deve estar sempre presente quando se fala de álcool. Daí a citação de hoje não ser dum artista mas sim de um médico, Weissebach:
“O Vinho é para o homem, que dele faça uso moderado, um estimulante do apetite, um excelente auxiliar do seu estômago no trabalho de digestão, um gerador de bem-estar, um generoso dador de alegria.”

Quem diria melhor?

O Syrah Pontual é mais um elemento a exaltar a qualidade dos Syrah alentejanos. Vale a pena que se beba ciclicamente, partindo em demanda das edições anteriores,  até para avaliarmos a sua evolução de safra para safra.
Que aprazível maneira de ocupar a vida!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 7,70€

pontual_ft


 

Humanitas Tinto Reserva, 2013, Alentejo, 100% Syrah!

Há um novo Syrah alentejano, da zona de Évora!

Da Vinha das Virtudes, e da empresa José Rodrigues, Unipessoal, Lda, do Monte da Ribeira, surge este projecto de grande elegância ética, pois trata-se de uma aposta pessoal de alguém que só agora começa no universo difícil dos vinhos!

Só foram feitas 2100 garrafas, com um grau alcoólico de 14,5%.
Meia dúzia delas, pelo menos, virão para o Blogue do Syrah!

Eis pois um nome que veio para dar cartas no reino dos Syrah portugueses!
Foi com muita emoção que o provámos no Évora Wine 2015, na cidade magnífica do mesmo nome, na sua 2ª edição. Na boca, mostrou a sua juventude, mas também as suas potencialidades de evolução!

Já conquistou duas medalhas: uma nacional, outra internacional (no concurso Syrah du Monde, o mais importante para um monocasta Syrah).

Não vai para já ser comercializado. O produtor José Rodrigues prefere guardá-lo mais uns meses para completar um estágio em garrafa que se iniciou somente em Março de 2015. Faz muito bem! Daqui a seis meses terá uma outra pujança, bem o sabemos por experiência.
Quando sair para o mercado, estaremos cá para o analisar e divulgar!
Vai valer a pena, estamos desejosos que isso aconteça!


 

Brett Edition, Herdade do Arrepiado Velho, 100% Syrah, Alentejo, 2009

brett_garrafa_2

Na zona de Sousel, Alentejo, aparece-nos, da planície a perder de vista, um Syrah de uma qualidade acima da média, sobre o qual olhar e paladar se alongam… e com um nome enigmaticamente inglês!
Fomos à procura de respostas.

brett_casas

Em primeiro lugar a explicação para este nome. O “Brett” do nosso título, nome curto para designar a levedura «Brettanomyces/Dekkera», tem a capacidade de produzir determinado tipo de aromas, que se tentam descrever falando em suor de cavalo, cabedal e outros. Defeito ou virtude é parte da composição do aroma dos grandes clássicos de sempre e é, por muitos, apelidado como a “complexidade do velho mundo”. No entanto, é por outro lado, também, considerado por muitos um escandaloso defeito. Esta edição do Brett é um desses casos em que a natureza decidiu tomar liderança na enologia, estagiando parte do vinho nas barricas da edição anterior. E é aqui que reside a explicação: um Syrah ‘infectado’, de modo natural, pela levedura Brettanomyces. O resultado é um néctar multidimensional, produzindo o “Brett” níveis de complexidade aromática, que só seriam possíveis com vários anos de garrafa, mas mantendo ainda toda a fruta.

brett_videiras

O mestre deste resultado é António Maçanita, enólogo sobejamente conhecido no mundo vitivinícola português. O Brett Syrah tem as seguintes notas de prova: “Cor ruby- violeta, concentrado. Nariz exuberante, caixa de cigarro, couro, especiarias e groselhas pretas. Ataque redondo, suave e rico. Boa frescura e persistência no final de prova.” Tem um teor alcoólico de 14,5%, com 16 meses de estágio em barricas de carvalho francês.

A qualidade começa nos solos xistosos e na vinha, cuidada e respeitada durante todo o ano. As castas foram plantadas em duas fase. A primeira fase Touriga Nacional (42%) e Syrah (18%) e numa segunda fase , cerca de 4 anos depois as restantes: Cabernet Sauvignon (24%) e Petit Verdot (16%); e as castas brancas – Antão Vaz (22%), Chardonay (8%), Viognier (30%), Verdelho (15%) e Riesling (15%).

Todas as uvas são vindimadas à mão, seleccionadas em mesa de escolha à entrada na adega, e a vinificação decorre a temperatura controlada. Em regra, os tintos fazem curtimenta de 20 a 30 dias e estagiam, no mínimo, 9 meses em barricas de madeiras seleccionadas para a obtenção do perfil pretendido para os vinhos.

Com um perfil diferenciado em relação à grande maioria dos vinhos da região, numa aliança entre a tradição das castas alentejanas e traços de uma enologia moderna e jovem, os vinhos do Arrepiado marcam a diferença pelo seu carácter arrojado, mas de qualidade superior.

brett_herdade

E agora um pouco de história sobre a Herdade do Arrepiado Velho. Sousel, a cerca de 40 km de Portalegre, no Alto Alentejo, viu nascer um espaço havia muito abandonado. O monte alentejano do séc. XIX foi construído de acordo com a arquitectura tradicional da região, magnificamente conservado, pleno de espaços de rara beleza. Com uma área total de cerca de 100 hectares, a barragem destaca-se entre vinhas e olival, num misto de cores e tranquilidade, como só o Alentejo consegue oferecer. O conjunto destas características faz com que a Herdade do Arrepiado Velho se integre na Rota de São Mamede – um dos três caminhos da rota dos vinhos do Alentejo.

brett_vinhas

Decorria o ano de 2002 quando os 33 hectares de vinha foram plantados de raiz, num terroir que combina, de forma rara, solos xistosos de acentuados declives com temperaturas amenas e abundância de água, características naturais indicadoras de grande potencial. David Both (viticultor) e António Maçanita (enólogo) juntaram os seus conhecimentos, inovação e dedicação, seleccionando, com elevado critério, as castas a plantar, e criaram a já apelidada “Vinha dos 100 pontos”. A partir de 2012, a vinha passa a ficar a cargo de Nuno Ramalho, viticultor actual. Apesar de já haver o projecto para uma adega nova, a já existente está equipada com a mais avançada tecnologia disponível e devidamente dimensionada para a actual produção de vinhos únicos e sedutores, que nascem a partir de enologia moderna combinada, de forma sublime, com a tradição.

brett_adega

E vamos pois entrar no enlevo deste Syrah, misturando nos eflúvios degustativos as palavras de Byron, um dos nossos poetas de eleição, que dizia:
“O Syrah consola os tristes, rejuvenesce os velhos, inspira os jovens, alivia os deprimidos do peso das suas preocupações.”

É por aí que vamos!

 

Classificação: 18/20                                                     Preço: 18,50€

brett_ft_1 brett_ft_2


 

Quinta Vale de Fornos, 100% Syrah, Tejo, 2012

fornos_garrafa_2

Hoje estamos na Azambuja para apresentar o Syrah da Quinta Vale de Fornos, um vinho de cor granada, que segundo as notas de prova tem “um aroma complexo a fruta confitada, pimenta e chocolate. Apresenta-se com uma boca bem estruturada por taninos aveludados e elegantes. Complexo, apresenta notas varietais de trufa e especiarias. Termina persistente e com um bom retronasal.” Tem uma graduação alcoólica de 15%.Três safras viram até agora a luz do dia: as de 2005 e 2007, e esta, em análise, de 2012.

fornos_logo

A Quinta Vale de Fornos situa-se no concelho da Azambuja, em pleno coração do Ribatejo, beneficiando de uma excelente localização e de uma deslumbrante envolvência paisagística.

A Quinta Vale de Fornos é hoje o resultado da história que ao longo dos séculos por ali passou, consolidando a sua responsabilidade cultural. Comprada por Dª Antónia Ferreira (a Ferreirinha) para oferecer à sua filha, por altura do casamento desta com o 3º Conde da Azambuja, esta propriedade foi palco de vários episódios históricos, onde figuraram tão ilustres nomes como Napoleão e Cristovão Colombo.

fornos_quinta

Diz-se que nesta propriedade estiveram alojadas as tropas de Napoleão durante as invasões Francesas e pelos seus vinhedos terá também passado Cristovão Colombo a caminho da casa de D. João II em Vale do Paraíso, para comunicar ao Rei a descoberta do Continente Americano.

Sendo uma propriedade de 200 hectares que alia a herança histórica e a tradição cultural ao lazer, aos eventos e, principalmente, à produção de vinhos, a Quinta Vale de Fornos torna-se um espaço único para quem a visita, onde impera a sintonia entre as suas diversas valências, entre elas o Enoturismo e Eventos.

Com uma tradição que remonta ao século XVIII, o objectivo da Quinta Vale de Fornos é internacionalizar a sua esfera comercial, preservando os seus valores culturais e as características próprias dos seus produtos. Dispondo de uma imponente casa senhorial, cuja traça e cor, características das paredes, sempre foram mantidas, a propriedade goza de uma forte tradição, tanto pela antiguidade e pelo património, como pela ligação a ilustres famílias da Nobreza.

fornos_vinhas

A Quinta de Vale de Fornos foi adquirida pelos presentes proprietários em 1972 a D. Pedro de Bragança.

O Syrah da Quinta Vale de Fornos é um daqueles vinhos com peso histórico a que ciclicamente apetece regressar, até para podermos dizer como Homero: “O Syrah pode iludir o conhecimento dos sábios e fazer os sérios sorrirem e brincarem.”
Fica dito!

 

Classificação: 15/20                                                     Preço: 11,00€

fornos_ft


 

Cortém, Vinhos Cortém, 100% Syrah, Lisboa, 2010

garrafa_cortem

Hoje estamos na região vitivinícola de Lisboa, para falar de uma aventura migratória, a de dois ingleses que a dada altura da vida decidem mudar de vida. Estamos a falar do casal Christopher Price e da sua mulher Helga Wagner. Como é que um engenheiro de som britânico e uma editora de som germânica chegam a Portugal para produzir Syrah, e ainda por cima biológico? É essa história que vamos contar!

A vontade de alterar o ritmo de vida surge quando menos se espera, por motivos a maior parte das vezes sem explicação aparente. Mesmo quando a vida profissional parece estável, com sucesso, por vezes debaixo de grande ansiedade. Talvez aqui a motivação primeira tenha sido o amor pelo vinho, e também pela fama tranquila deste nosso Portugal, marginal e aprazível. Eis então que dois profissionais do som para cinema decidem abandonar um certo modo de viver e comprar uma pequena parcela de terra com 4,5 hectares perto de Caldas da Rainha, uma zona predominantemente virada para a fruticultura, e começar a plantar videiras com o objectivo de produzir vinho, criando assim o Vinhos Cortém, numa atitude de verdadeira paixão por esta arte tradicional.

cortem_casal

E o que assim começou foi continuando a crescer, até à produção actual de 15 mil garrafas por ano. Foi um processo auto-didacta e de estudo, de partilha de informação e de leitura de livros. Todo o trabalho é feito pelo próprio casal com a ajuda de amigos, tirando o melhor partido do terroir de Cortém, a aldeia que dá o nome ao vinho, de clima frio mas temperado pela brisa do Atlântico.

vinha

A variedade de castas plantadas leva à produção de 7 vinhos diferentes em pequenos lotes, utilizando-se as técnicas ancestrais de vinificação. O facto de não ser uma região muito quente, leva a que as vindimas sejam atrasadas em comparação com outras zonas, geralmente para Outubro. Existem assim as castas tintas portuguesas tradicionais  Jaen, Touriga Nacional, Touriga Franca, Aragonez e Tinto Cão; as castas tintas mais internacionais, como a nossa Syrah, Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Cabernet Franc, Tannat, Pinot Noir, Syrah, Carmenere; e as castas brancas: Sauvignon Blanc, Viognier.

adega

Os Vinhos Cortém possuem ainda a particularidade de serem produzidos segundo a certificação orgânica, como já referimos, não se utilizando qualquer aditivo ou agentes químicos, com excepção do sulfito, em baixa concentração, para estabilizar o vinho. O nosso casal declara também não usar o carvalho no processo de envelhecimento. A fermentação decorre durante 2 a 3 semanas em banheiras cobertas parcialmente e agitação manual duas vezes por dia. O estágio final dá-se em tanques de aço inoxidável durante 2 a 3 anos.

Já foram vários os prémios obtidos pelos Cortém, e já houve quem os achasse semelhantes aos Bordeaux, pela relativa semelhança entre o clima.

O que nos regozija sim é que estes nossos amigos decidiram, e muito bem, fazer um Syrah. Dizem as notas de prova que é “encorpado, proveniente do clima marítimo e fresco da nossa região, que apesar de intenso é fresco e agradável ao palato e exibe o toque fino e profundo da casta“. Tem 14.5% de graduação alcoólica, e em 2014 ganhou uma medalha de ouro no Berlin Wine Trophy. Bebe-se com alma e paixão, sorvendo aromas e histórias.

provas

Outra particularidade interessante diz respeito ao design das garrafas. Cada ano é pedido a um artista que exponha o seu trabalho nos rótulos dos vinhos produzidos, e no caso do Syrah 2010 o escolhido foi George Farmer, um pintor e músico inglês que reside na Alemanha.

turismo

Na quinta existe uma sala de degustação localizada no edifício mais antigo do local, de atmosfera tradicional, com comida preparada a preceito pela anfitriã Helga Wagner, que geralmente inclui iguarias locais, assim complementando os vinhos servidos, em sintonia harmoniosa com a região. Há ainda a possibilidade de acomodação em regime de turismo rural com pensão completa. Existe muito para ver e desfrutar nesta região, desde Óbidos até zonas balneares como a Foz do Arelho.

Já tivemos oportunidade de encontrar em pessoa estes nossos imigrantes produtores de Syrah, que com toda a generosidade nos deram a provar o fruto do seu trabalho, para nosso imenso deleite. Tanto que nos lembrámos de citar Baudelaire: “É preciso estar sempre embriagado. Para não sentirem o fardo incrível do tempo, que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. Com quê? Com Syrah, poesia, ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.”
Assim foi e continuará a ser!

Classificação: 16/20                                                     Preço: 8,50€