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Solar dos Lobos, Silveira e Outro, Lda, 100% Syrah, Alentejo, 2011

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Continuamos hoje pelo Alentejo, com a garantia de estarmos bem acompanhados, como é costume!

Estamos entre Redondo e Arraiolos, para conhecer o syrah do Solar dos Lobos, safra de 2011. Syrah de qualidade e para ter sempre presente em todas as ocasiões. Tem 14% de graduação alcoólica e é 100% syrah, como deve de ser. A enóloga é Susana Esteban, sim, que as mulheres também sabem fazer bons syrah, como aqui se vai provar e comprovar!

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O syrah é apresentado da seguinte maneira: “Vinho de corpo inteiro, com personalidade vincada e dentro da linha dos varietais de Solar dos Lobos. Este varietal Syrah de cor viva com notas azuis profundas, é de aroma muito intenso a fruta e chocolates negros que não tapam as notas de madeira de carvalho francês bem presentes. Dentro da harmonia do sabor denota-se volume, consistência e final de gosto profundo. É um vinho que traduz um equilíbrio perfeito na relação dos taninos com o álcool (índice de “souplesse”). O apogeu acontece aos 2 a 5 anos. Quando consumido a 18º deve maridar com iguarias de confecção prolongada mas com condimentação acentuada.”

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O vinho Solar dos Lobos é resultado de uma tripla selecção de cachos e apenas provêm dos 75 hectares de vinha. A primeira selecção inicia-se perto do pintor em que se faz uma monda de cachos, seleccionando apenas os cachos que irão permitir o máximo de qualidade.

A segunda selecção acontece na vindima, em que as pessoas que vindimam estão sensibilizadas a apenas apanhar os cachos que se apresentem com um estado sanitário perfeito.

A terceira selecção é feita na entrada da uva na adega, pois esta é descarregada das caixas de 20Kg para o tapete de escolha onde se encontram 2 a 4 pessoas a retirar todas as folhas, ramos, e cachos que não possuam qualidade, por estarem verdes ou em passa.

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A Herdade Vale D’Anta (25ha) fundada pelos Avós Julieta Pereira Gancho e João Rafael Coelho Gancho, situa-se junto à harmoniosa e inspiradora Serra D’Ossa (Redondo), onde o seu microclima mais fresco é tão característico. Produz essencialmente castas tintas como a rainha Touriga Nacional, Trincadeira, Aragonez, Castelão, Syrah, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet.

A vinha de Arraiolos (50ha), zona quente e reconhecida pelo seu potencial em fazer grandes vinhos, produz além das castas tintas, algumas castas brancas como o Arinto, Sauvignon Blanc, Antão Vaz e Chardonnay.

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Eis pois a história de uma família alentejana, com os seus antepassados ligados às terras de Alvito (Beja), tem os seus segredos e tradições encerrados no seu Brasão de Armas dos Lobo da Silveira, com origem no 1º Barão e Marquês de Alvito no séc. XV, primeiro título de barão concedido em Portugal por D. Afonso V. Cinco lobos tem este Brasão de Armas, e cinco são hoje curiosamente os seus descendentes. Cinco jovens primos que se comprometeram a levar a mensagem das suas raízes aos quatro cantos do mundo, hoje guiada pelas mãos dos irmãos Filipa e Miguel Lobo da Silveira.

E uma referência ainda à garrafa, de design muito original, como aliás são todas as que a casa produz, com um cartoon exibindo o dilema da escolha entre duas paixões… a mulher ou o syrah… Mas porquê escolher? Porque não ficar com os dois!

Então que depois de escolhido este feminino Solar dos Lobos, fica-nos para declamar a nossa alma vinícola Florbela Espanca (de seu nome de baptismo precisamente Flor Bela Lobo) e o seu soneto Errante:

Meu coração da cor dos rubros vinhos
Rasga a mortalha do meu peito brando
E vai fugindo, e tonto vai andando
A perder-se nas brumas dos caminhos.

Meu coração o místico profeta,
O paladino audaz da desventura,
Que sonha ser um santo e um poeta,
Vai procurar o Paço da Ventura…

Meu coração não chega lá decerto…
Não conhece o caminho nem o trilho,
Nem há memória desse sítio incerto…

Eu tecerei uns sonhos irreais…
Como essa mãe que viu partir o filho,
Como esse filho que não voltou mais!

Para concluir, e somente como mera curiosidade, há quatro syrah portugueses onde o nome “Lobo” está presente. O Solar dos Lobos aqui apresentado, o Pulo do Lobo também do Alentejo a apresentar brevemente, o Vale de Lobos, do Tejo, já por nós apresentado, e finalmente o Lobo Novo de Setúbal.

Tudo lobos distintos, mas este de hoje foi o que nos obteve melhor pontuação!

Classificação: 17/20                                                     Preço: 11,00€

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Herdade da Figueirinha, Sociedade Agrícola do Monte Novo e Figueirinha Lda, 100% Syrah, Alentejo, 2006

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“O Syrah dá coragem e torna os homens mais aptos à paixão.” Ovídio, um dos grandes poetas romanos do período imperial, chama-nos a atenção para esta relação entre sentimentos, sempre presente, quando se trata desta bebida corajosa e apaixonada. E assim apresentamos um syrah alentejano que obedece a esta relação. Um vinho corajoso e apaixonante, da Herdade da Figueirinha, perto de Beja.

O Syrah da Herdade da Figueirinha de 2006 é um vinho Regional Alentejano monovarietal, de uvas provenientes da Herdade da Figueirinha.

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Apresenta cor rubi intensa, aroma a frutos vermelhos, madeira bem integrada, taninos redondos e acidez equilibrada. Notas de prova falam-nos de um “aroma intenso, nota de queimado/aborrachado, algum anis mentolado, fruto doce, taninos redondos, tom morno e sobremaduro, final com nota capitosa.” Possui graduação alcoólica de 14,5%.

No Alentejo há notícias da cultura da vinha e da produção de vinho desde épocas pré-romanas. A Sociedade Agrícola do Monte Novo e Figueirinha, Lda., mantém hoje viva a tradição milenar de uma região internacionalmente reconhecida, como já aqui demos notícia, pelos seus vinhos de qualidade e carácter distinto.

A empresa dispõe no total, de cerca de 70 hectares de vinhas próprias. Na Herdade do Monte Novo e Figueirinha, foram plantados 40 hectares de vinha, exclusivamente de uva tinta, com castas de excelente qualidade, com destaque para Trincadeira, Aragonêz, Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon e Alicante Boushet.

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Dispõe ainda de 30 hectares de vinha, principalmente de uva branca, na Herdade das Fontes, situada na região da Vidigueira, onde se destaca a variedade Antão Vaz. As castas foram seleccionadas criteriosamente, no sentido de darem corpo a vinhos de qualidade.

Na Herdade da Figueirinha todo o trabalho é realizado com envolvimento e paixão. A qualidade do produto final depende muito de todo o trabalho de campo, efectuado ao longo do ano. Um cuidado e uma atenção especial são dedicados a todo o processo vitícola, para que as vinhas tenham as melhores condições e se desenvolvam saudavelmente.

A empresa Sociedade Agrícola do Monte Novo e Figueirinha, Lda., existe desde 1998. O fundador é o Comendador Leonel Cameirinha, e a gestão da empresa está a cargo do fundador e do seu neto Filipe Cameirinha Ramos.  A Herdade do Monte Novo e Figueirinha tem uma área de 300 hectares de terra plana e boa qualidade, perto de S. Brissos, a cerca de 5 km de Beja. As principais produções são a vinha e o olival. As variedades de uvas e azeitonas são cuidadosamente selecionadas para dar corpo ao vinho de alta qualidade e ao azeite, com todas as características distintivas da região do Alentejo. A Adega da Figueirinha foi construída em 2003 e é uma estrutura moderna  com a mais recente tecnologia, para atender a uma capacidade de produção anual de 800 mil litros de vinho, com uvas provenientes de 70 hectares de produção própria e de outros produtores locais. O enólogo é Filipe Sevinate Pinto. Com uma área de 170 hectares de olival, em 2006, a empresa decidiu construir o Lagar da Figueirinha, com capacidade de transformação de 8 milhões de toneladas de azeitonas, e que produz um azeite de alta qualidade. O consultor técnico para a produção de azeite é João Gomes.

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O processo de amadurecimento da uva é cuidadosamente monitorizado e a vindima é  planeada e executada no tempo ideal de maturação, sem tempos de espera até á laboração, conseguindo dos frutos todo o sabor genuíno.

Vale mesmo a pena partir em demanda deste apaixonante, e que nos enche de coragem à maneira de Ovídio, duplo S: é um Soberbo Syrah!

Classificação: 17/20                                                     Preço: 12,50€


 

Quinta da Lapa,100% Syrah, Tejo, 2012

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“Deixe-nos celebrar a ocasião com Syrah e palavras doces”, dizia Plauto, dramaturgo romano, no século II antes de Cristo. Assim damos início a mais um texto sobre a nossa bebida de eleição.

Reparem que basicamente andamos pé cá pé lá, ou seja, Aquém Tejo ou Além Tejo. Estivemos no Alentejo da última vez, agora voltamos ao Tejo. E que enorme prazer é este ziguezague constante, porque aqui nestas duas regiões encontra-se a grande maioria dos Syrah que conhecemos.
E quando se fala em Syrah nós dizemos: presente!

Hoje estamos na Quinta da Lapa, para falarmos do respectivo Syrah, a 100%, como gostamos e preferimos.

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A Quinta da Lapa está implantada na região vitivinícola do Tejo, outrora denominada Ribatejo, onde vinho, cultura e história correm juntos desde os primórdios da Lusitânia.
O grande e caprichoso rio Tejo assume nesta região particular esplendor histórico, tanto por ser elo de ligação com Lisboa, como por ter sido ele próprio via de comunicação e comércio com toda a Europa. Os castelos templários e as grandes planícies de cultivo são disso testemunho.

As cheias e a força do rio fizeram com que ao longo dos tempos as terras essencialmente argilo-calcárias coleccionassem elementos raros como conchas e seixo rolado. Este aspecto define, quase só por si, a assinatura da Quinta da Lapa, havendo contudo ainda que lhe acrescentar a alternância dos dias tórridos e manhãs muito frescas no Verão, quando as uvas estão a robustecer-se para a vindima.

O perfil dos vinhos Quinta da Lapa é, por isso, a um tempo mineral e profundo, conseguindo aliar uma excelente maturação fenólica a uma grande frescura, quando normalmente isso só se consegue com vinhedos de altitude.

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A Quinta da Lapa conta com 27 hectares de vinha em exploração, dividida em talhões com idades compreendidas entre 6 e 15 anos.

A orientação mais frequente das fiadas é nascente-poente, o que permite, quando se aproxima a vindima, uma maturação óptima dos bagos. Os dias são muito quentes mas à noite instala-se sempre a frescura, trazida pela brisa atlântica que ao longo de todo o ano se faz sentir.

As notas de prova do enólogo dizem-nos que tem “excelente cor. Aroma com notas de frutos pretos e especiarias típicas do Syrah. Bom volume de boca com taninos presentes, mas macios. Final longo.”

Conhecemos duas safras. A de 2010, e a actual de 2012. A fermentação é feita em cubas de inox com temperatura controlada. O estágio foi de 12 meses em meias pipas de carvalho francês e americano. Tem uma longevidade garantida pelo produtor de 8 anos. A graduação alcoólica é de 14%. O enólogo de serviço é Jaime Quendera.

Falemos agora um pouco da Quinta da Lapa. O lugar existe há mais de 300 anos e tem uma história condizente com esta temporalidade.

D. Lourenço de Almeida, governador de Pernambuco, filho do Conde de Avintes e oficiante na Ordem de Cristo, personifica grande parte da alma deste lugar único.

A casa da Quinta da Lapa acrescentou em 2011 uma nova página à sua história tricentenária ao assumir uma orientação mais voltada para públicos exteriores.
Eventos de empresa, casamentos e festas, e ainda a actividade do enoturismo criaram porta franca na propriedade. No processo de recuperação e restauro, tentou manter-se intacta a zona nobre do edifício principal – salas e capela -, enquanto nas áreas envolventes do pátio central se procurou criar zonas de grande conforto e flexibilidade.
O resultado foi a criação de onze suites, uma grande sala de eventos, e a preservação de um património de matriz espiritual de antiguidade considerável, que ultrapassa a própria capela. Falamos por exemplo de um painel de azulejos evocativo de Nossa Senhora da Lapa, datado de 1733, de características únicas.

As instalações de vinificação são contíguas à casa da quinta, e permitem a manipulação total das uvas e massas vínicas, desde a vindima até ao engarrafamento. A proximidade das vinhas é um factor importante para a qualidade da matéria-prima, refletindo-se na qualidade final dos vinhos. A base tecnológica instalada permite o controlo total da temperatura, em todas as fases, bem como dos tempos óptimos para cada perfil de vinho que se procura produzir.

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As vinhas de castas brancas da Quinta da Lapa foram plantadas em 1992, enquanto a plantação das tintas aconteceu em 1997. O sistema radicular das videiras está nesta altura estabilizado, conseguindo-se resultados consistentes de ano para ano, tanto em termos de maturação fenólica como na expressão do terroir da quinta. Fica pois reunido um leque interessante de castas portuguesas, a que se juntam algumas internacionais, definindo bem a vocação internacional dos vinhos, ao mesmo tempo que se afirma o grande valor patrimonial das uvas autóctones.

As palavras doces de Plauto já foram referidas e glosadas, vamos agora celebrar a ocasião sorvendo o néctar divino da nossa Lapa de hoje!

Classificação: 15/20                                                     Preço: 8,50€

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Quinta do Monte d`Oiro a 100% Syrah Rosé, Lisboa

Pela primeira vez, como novidade absoluta, um Syrah Rosé a 100% da Quinta do Monte D`Oiro, Lisboa e com a data de 2013.

Já estamos a caminho de investigar!

Para breve mais informação.


 

Dois novos Syrah, que desconhecíamos até agora!

A nossa lista de Syrah foi aumentada com 2 novos nomes, para regozijo de nós todos, que descobrimos na nossa incessante pesquisa, e que andavam por aí perdidos!

O primeiro é do Alentejo e o segundo de Lisboa!
Deste modo a lista de syrah portugueses passou de 116 para 118!

São eles: Monte Cruz, Monte do Outeiro, 100% syrah, Alentejo, 2009, e Mundus, Adega Cooperativa da Vermelha, 100% syrah, Lisboa, e por enquanto desconhecemos a data deste último.

Brevemente daremos conta de cada um deles com todo o detalhe…!