Monthly Archives: September 2016

Quinta da Lapa, 100% Syrah, Tejo, 2010

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Acabámos de degustar este Quinta da Lapa, que já conhecíamos, mas que não visitávamos faz tempo.
E não é que continua a sua evolução de modo bem positivo?

A Quinta da Lapa está implantada na região vitivinícola do Tejo, outrora denominada Ribatejo, onde vinho, cultura e história correm juntos desde os primórdios da Lusitânia.
O perfil dos vinhos Quinta da Lapa é, a um tempo, mineral e profundo, conseguindo aliar uma excelente maturação fenólica a uma grande frescura, quando normalmente isso só se consegue com vinhedos de altitude.

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A Quinta da Lapa conta com 27 hectares de vinha em exploração, dividida em talhões com idades compreendidas entre 6 e 15 anos. A orientação mais frequente das fiadas é nascente-poente, o que permite, quando se aproxima a vindima, uma maturação óptima dos bagos. Os dias são muito quentes mas à noite instala-se sempre a frescura, trazida pela brisa atlântica que ao longo de todo o ano se faz sentir.

As notas de prova do enólogo dizem-nos que tem “excelente cor. Aroma com notas de frutos pretos e especiarias típicas do Syrah. Bom volume de boca com taninos presentes, mas macios. Final longo.”

A fermentação é feita em cubas de inox com temperatura controlada. O estágio foi de 12 meses em meias pipas de carvalho francês e americano. Tem uma longevidade garantida pelo produtor de 8 anos. A graduação alcoólica é de 14%. O enólogo de serviço é mais uma vez, e isto apesar de não estarmos  na Península de Setúbal, Jaime Quendera!

As instalações de vinificação são contíguas à casa da quinta, e permitem a manipulação total das uvas e massas vínicas, desde a vindima até ao engarrafamento. A proximidade das vinhas é um factor importante para a qualidade da matéria-prima, reflectindo-se na qualidade final dos vinhos. A base tecnológica instalada permite o controlo total da temperatura, em todas as fases, bem como dos tempos óptimos para cada perfil de vinho que se procura produzir.

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As vinhas de castas brancas da Quinta da Lapa foram plantadas em 1992, enquanto a plantação das tintas aconteceu em 1997. O sistema radicular das videiras está nesta altura estabilizado, conseguindo-se resultados consistentes de ano para ano, tanto em termos de maturação fenólica como na expressão do terroir da quinta. Fica pois reunido um leque interessante de castas portuguesas, a que se juntam algumas internacionais, definindo bem a vocação internacional dos vinhos, ao mesmo tempo que se afirma o grande valor patrimonial das uvas autóctones.

Plínio  o velho dizia: “Com o vinho se alimentam as forças, o sangue e o calor dos homens.”

Com este Syrah da Quinta da Lapa isso é perfeitamente possível!

 

Classificação: 16/20                                                     Preço: 8,50€


 

 

Quando abre uma garrafa de Syrah, o empregado de mesa de um restaurante de qualidade entrega a rolha ao cliente. Porquê?

Vamos a um restaurante e pedimos Syrah, claro!

Trazem-nos a garrafa escolhida, mostram o rótulo para que possamos conferir que foi exactamente aquela a garrafa pedida… é esse mesmo, confirmamos. Abrindo a garrafa com um saca-rolhas,  o empregado entrega-nos a rolha. Porquê? O que se pode inferir dela naquele momento?
Muita gente pensa que a rolha é entregue ao cliente só por delicadeza, talvez. E o cliente a maioria das vezes o que faz é cheirar a rolha, sem saber que mais fazer!

Pois bem, a resposta é esta:
a inspecção da rolha permite conferir, em directo e rapidamente, o estado de conservação do Syrah, sobretudo se houve contaminação do conteúdo, como se pode ver na imagem!

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O liquido percorreu toda a altura da rolha, como se pode ver, e um pouco do que transbordou, secou e formou a coroa escura em redor na parte de cima da rolha. No caso desta, a parte de fora já estava seca, mas poderia até mesmo ainda estar húmida, não importa.

É quase certo que, assim como aconteceu com o liquido em questão, o nosso muito desejado Syrah havia entrado em contacto com o oxigénio exterior, e estaria certamente avinagrado. Não é como se fosse vinagre puro, mas sim como se tivessem pingado algumas gotas de vinagre dentro da garrafa.

Qual a chance de tal acontecer? Uma em mil? Uma em dez mil, provavelmente, mas acontece, acreditem. E se isto ocorrer no restaurante, certamente há todo direito de pedir para trocar a garrafa, sem mais delongas. Aliás, em qualquer restaurante com serviço sério e a devida atenção para com o cliente, no caso por exemplo de vinho avinagrado, o sommelier logo ali nem deveria esperar o cliente fazer a exigência, levaria logo a garrafa embora, e traria outra.

Como já temos visto em fábricas de rolhas, a indústria tem investido fortemente na melhoria da qualidade de seu produto, para que este e outros problemas sejam cada vez mais raros. Mas acontecem, e por isso ainda nos podemos cruzar com este tema.

E se encontrarem uma rolha assim, na dúvida, recusem a garrafa sem mesmo tocar o conteúdo, que no nosso caso seria uma lástima infindável, sobretudo se fosse exemplar único, mas é a vida!


 

Jaime Quendera, O Imperador do Syrah

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Jaime Quendera é o mais prolífico enólogo de Syrah em Portugal!

A sua área principal de actuação vitivinícola é a Península de Setúbal, mas estende os seus conhecimentos de enologia às regiões vizinhas, Alto Alentejo e Tejo.

Se falarmos de vinho em geral, Jaime Quendera é muito provavelmente o enólogo português responsável pela maior quantidade de garrafas produzidas anualmente. Uma estimativa por alto do Blogue do Syrah apontará para cerca de vinte e cinco milhões de garrafas produzidas em cada ano, sobre as quais a última palavra depende deste homem.
É por isso que nos merece o epíteto de Imperador!

Vejamos os Syrah que ele fez, por área vitivinícola:

Península de Setúbal:

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Adega de Pegões, Cooperativa de Pegões

Classificação: 16/20                                           Preço: 4,99€

 

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Vinhas de Pegões, Adega Cooperativa de Pegões

Classificação: 18/20                                   Preço: 2,49€

 

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Ermelinda Freitas, Casa Ermelinda Freitas

Classificação: 16/20                            Preço: 8,99€

 

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São Filipe, Filipe Palhoça

Classificação: 16/20                                                Preço: 5,99€

 

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Quinta do Alcube

Classificação: 17/20                                          Preço:

 

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Cascalheira, ASL Tomé

Classificação: 15/20                                           Preço: 3,50€

 

Alto Alentejo:

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Herdade das Mouras, Herdade das Mouras de Arraiolos

Classificação: 16/20                                                     Preço: 2,20€

 

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Castelo de Arraiolos, Herdade das Mouras de Arraiolos

Classificação: 15/20                                                                 Preço: 3,80€

 

Tejo:

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Quinta da Lapa

Classificação: 15/20                                                     Preço: 8,50€

Jaime Quendera é licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora, e pós-graduado em Marketing de Vinhos pela Universidade Católica do Porto. Desde criança que foi habituado ao ambiente do vinho, pois o pai e o avô tinham adegas.

A sua carreia começou em 1994, como Assistente de Enologia de João Portugal Ramos, na Cooperativa de Pegões e, em 2000, Jaime Quendera passa a responsável de Enologia desta adega. É enólogo da Casa Ermelinda Freitas, na região de Setúbal, desde 1998. É responsável de enologia nos vinhos Ti Bento, Marcolino Freitas e filho, Quinta de Alcube, Felipe Jorge Palhoça, José Bento Freitas, entre outros.

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Jaime Quendera é também o responsável pela enologia da Fundação Stanley Ho, da Fundação Oriente e Quinta da Lapa, da Herdade do Pombal (Estremoz) e Adega das Mouras (Arraiolos). É o Perito Português de Enologia na UE pela CONFAGRI desde 1995 e pertence ao júri do Concurso Mundial de Bruxelas desde 2006. Ao longo da sua carreira, Jaime Quendera recebeu mais de mil prémios nacionais e internacionais nos mais prestigiados concursos de vinho, entre os quais se destacam: “Melhor Vinho Tinto”, no Vinalies de Paris 2008; concurso dos enólogos Franceses, com o vinho Syrah 2005 da Casa Ermelinda Freitas; Medalha de Ouro e Melhor Vinho Tinto Português no China Wine & Spirits Challenge 2006, na China, com o vinho “Adega de Pegões – Colheita Seleccionada Tinto; e Medalha de Ouro e Melhor Vinho Tinto Português no China Wine Awords 2014, na China, com o vinho “Casa Ermelinda Freitas Touriga Nacional 2011.

Uma última questão a salientar no enólogo Jaime Quendera é a relação qualidade/preço dos seus Syrah! Todos eles se encontram no patamar de até dez euros, mas a qualidade é quase sempre acima da média.

Só como nota relembra-se que na prova cega realizada o ano passado em que o Blogue do Syrah participou activamente, o Syrah Adega dos Pegões ficou em oitavo lugar no total de vinte e seis Syrah, e era o Syrah mais barato de todos.
De impressionar qualquer um!
O mérito é todo do engenheiro Jaime Quendera!

Sobre aquele que foi chamado o melhor vinho do mundo, aqui fica o destaque…

 

Sobre a Região da Península de Setúbal e o nosso homenageado de hoje…

 

E mais este que fala de os chineses elegerem o Syrah 2012 da Adega de Pegões como melhor vinho português do ano…


 

Homenagem a José Pombinho, um grande amante da casta Syrah e dos Syrah portugueses

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Foi com uma grande mágoa que o Blogue do Syrah  teve conhecimento do desaparecimento prematuro do José Pombinho, alentejano de Elvas, mas a viver em Évora há anos!

Não tivemos a possibilidade de conhecer o José ao vivo, mas trocamos desde o nascimento do Blogue do Syrah imensa correspondência com ele, tendo como tema constante a nossa paixão comum pela casta Syrah e pelos Syrah portugueses! O Blogue do Syrah acaba de perder um dos seus mais eminentes leitores e apoiantes, que desde a primeira hora mostrou um grande interesse e carinho pelo projecto do Blogue do Syrah.
Já está reservado um Syrah alentejano topo de gama para ser aberto e bebido em homenagem ao José Pombinho.
Está a ser um fim de semana muito triste!

Como exemplo ilustrativo do que dissemos, reproduzimos uma das muitas conversas que tivemos ao longo destes últimos dois anos. Esta é datada do dia 11 de Setembro de 2015. O José iria gostar!…

José Pombinho,
obrigado pelo seu mail!
Já leu a adenda ao texto da Quinta do Caldeireiro?
Vamos ter novo Syrah no final de 2016!
Agora é só saber esperar…
Quanto ao Grande Comenda, também falei com o Nuno Lopes que me disse que o syrah só iria para o mercado para o próximo ano!
É assim, as coisas boas precisam de tempo, e nós enófilos, precisamos de ter muita paciência…
 Um abraço
e até breve!
Francisco Trindade

Caro Francisco Trindade
 O último post sobre o Quinta do Caldeireiro, soube-me a “tirar-me as palavras da boca” …
Para mim, foi a iniciação aos Syrah’s e, de tal maneira marcante, que virou contágio .
Sou amigo do José Abelha e do irmão Baltazar; soube por este – que me ofereceu uma caixa para provar –  da existência do néctar , e que o irmão estava a vender ( em saldo – 5£€ a caixa , para um mínimo de 3 cx ! ) o resto da produção . Esta foi a promoção final do vinho que chegou a estar a 17/18 € na loja que o José Abelha tinha com o irmão.
Provado o dito, espalhei pelos meus colegas aqui da Universidade e “rebentámos” autenticamente com 1000 e muitas unidades; de tal modo que, quando em Janeiro de 2014 procurei por mais e porque  já não tinha ( família, amigos, etc ), o José Abelha diz-me : “ desculpa lá amigo, mas temos apenas 60 garrafas e decidimos que vão ficar para a família … “.
Portanto, duvido que ainda exista algum exemplar deste vinho. Mas para mim, não por ser o primeiro, ele figuraria como nº1 de tudo o que vou provando :
 1 – Caldeireiro
2 –  Cortes de Cima – Incógnito
3 – Cortes de Cima – Anderson
4 –  D. Dorinda 2011
5 –  Maroteira – Cem Reis
6 – Comenda Grande
7 –  D. Dorinda 2012
 Sempre discutível, naturalmente …
E .. vamos ver o que aí vem, Mil Reis, Comenda Grande,etc
 De fato esta região é fantástica para a produção de bons vinhos desta ( e doutras ) castas!
 Ainda quanto a esta vinha da Quinta do Caldeireiro, o José Abelha ( família Câmara Manoel ) alugou-a ao enólogo do vinho ( Manuel Ferreira ) que agora produz, naquela e noutras vinho próprio. Hei-de contatá-lo para “apalpar” a situação.
 Abraço, amigo !
 Obrigado por continuarem com esta vossa contribuição para o conhecimento colectivo daquilo que é BOM !
 José Pombinho


 

Vinho: são os aditivos sempre algo negativo?

Mais  do que nunca os aditivos são usados na confecção de vinho em todo o mundo. O que explica o facto de o vinho ser hoje melhor do que nunca! Será? É sobre isto que vamos divagar hoje.

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O verdadeiro problema é que nenhum fabricante de vinho quer admitir o uso de aditivos, qualquer que seja a circunstância. Mas fomos levados a pensar neste assunto quando ouvimos dizer que por vezes se usa Goma Arábica nos vinhos menos caros, e mesmo assim elogiámos o resultado final. Preocupante!

A Goma Arábica, às vezes chamado de goma de guar, é um subproduto da Acácias e ajuda a lidar com taninos desagradáveis em vinhos tintos que de outra forma se apresentariam rudes e pouco apurados. É também largamente usada na produção de muitos alimentos.

A nível de aditivos em geral, existe o muito usado Sulfuroso, mas são poucos os produtores que admitem o uso de aditivos. Geralmente a conversa começa sempre com algo do tipo, ‘Só entre nós…’. Mesmo nas nossas muitas visitas a adegas, se estão lá os volumes de aditivos, eles nunca são mostrados, encontrando-se em algum lugar secreto longe da vista. Há apenas um aditivo apresentado com orgulho: os barris de Carvalho Francês! Este sim utilizado nos vinhos mais caros, cujo aditivo natural, resultante do contacto com o vinho, e que vem da madeira, produz aquela melhoria que os torna especiais. Existe de facto uma certa ‘caixa negra’ com todos aqueles elementos que se juntam ao vinho para o melhorar, por assim dizer. O objectivo será beneficiar o consumidor, para que o vinho tenha aquela coisa especial que certamente não vem da uva em si.

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No caso da casta Syrah, a nossa casta, não estamos a ver como seja possível melhorar o que já é excelente. Mesmo no Syrah biológico, que por lei é obrigado a ter um controle estrito sobre os aditivos, os resultados são sempre acima da média.

Nos últimos anos tem-se falado muito sobre a ampla utilização de um aditivo chamado ‘mega roxo’ na produção de alguns vinhos tintos topo de gama. O objectivo é apenas escurecer a cor, e nós achamos que no fundo o aroma final fica alterado, e isto sim achamos muito negativo.

Todo este tema pode ser bastante ambíguo e polémico. Quando utilizados de forma adequada os aditivos podem levar uvas medíocres a produzir vinho de baixo custo de qualidade aceitável. Já nos foi dito que o vinho hoje em dia é exageradamente manipulado, elevando a qualidade dos vinhos de gama baixa. Achamos que o uso de aditivos no mundo do vinho devia ser assumido e mesmo divulgado, como aliás o é em toda a indústria alimentar.

Na verdade, cada um deve estar orgulhoso por ter feito o uso adequado de algo que torna o vinho mais apetecível para todos os consumidores. Goma Arábica pode realmente deixar um vinho com um pouco mais de doçura em relação às uvas utilizadas, mas se a alternativa não era muito atraente, não é o consumidor que fica a beneficiar, e a adega a ganhar?

Quem sabe mais do que nós sabemos e contámos que diga e comente.


 

Cascalheira, ASL Tomé, 100% Syrah, Setúbal, 2015

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Mais um Syrah de 2015, e de Setúbal!
A península de Setúbal tem sido pródiga em lançar Syrah de 2015, o que nos deixa sempre contentes, porque o que tem acontecido é os Syrah da última colheita serem de qualidade superior aos anteriores. E mais uma vez isso acontece aqui!

Este Syrah do Pinhal Novo, cujas instalações foram visitadas por nós como aqui se documenta, é um vinho de qualidade, mas a um preço muito acessível, abaixo dos quatro euros, o que é sempre de louvar! Este Syrah é feito desde 2008, e com grande sucesso. Todo ele comercializado na zona e arredores, em termos de restauração, sem nunca considerar o resto do país ou a exportação.

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O Cascalheira Syrah é um vinho de taninos envolventes, macios e maduros, com fruta bem madura, de que resulta um vinho suave e encorpado. A vinificação foi feita em cubas de inox após um desengace completo, onde terminou a fermentação alcoólica com temperatura controlada, depois de maceração prolongada. Seguiu-se um curto estágio de 3 meses em carvalho francês. Apresenta cor intensa, notas de fruta preta, acidez marcante e final longo. Aroma limpo. Na boca apresenta boa estrutura e boa persistência. Possui uma graduação alcoólica de 14,5%.

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Cada garrafa é vendida à porta da adega a 3,5 euros, preço que sobe quando o Syrah é vendido na restauração da zona. A este tema disse-nos o produtor Carlos Branco: “A nossa preocupação sempre foi a de produzir um Syrah ao nível dos Syrah de topo que se fazem na Península de Setúbal, mas a um preço muito mais contido, com o intuito de obter uma relação Qualidade/Preço benéfica para o consumidor. Conseguimos fixar o preço final em 3,50€ cada garrafa e não pensamos alterar o preço nos próximos anos.” A venda traduz-se principalmente em vinho engarrafado, embora ainda subsista a venda de vinho em barril (a granel) em muitas das tabernas do distrito de Setúbal.

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Recentemente, a firma ASL Tomé passou a fazer parte da Rota das Adegas da Península de Setúbal, tendo para o efeito recuperado uma casa de lagares antiga, onde decorrem com frequência eventos de cariz cultural (concertos, workshops), provas de vinhos, festas temáticas e conferências, havendo ainda uma galeria para exposição de pintura e fotografia.

O escritor Roland Betsch escreveu:
“No vinho estão a verdade, a vida e a morte. No vinho estão a aurora e o crepúsculo, a juventude e a transitoriedade. No vinho está o movimento pendular do tempo. No vinho espelha-se a vida.”
Assim mesmo!

 

Classificação: 16/20                                           Preço: 3,50€