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Quinta dos Termos, 100% Syrah, Beira Interior, 2009

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Hoje vamos falar do syrah da Quinta dos Termos. Trata-se do terceiro Syrah que existe na Beira Interior. Já aqui falámos da Quinta da Caldeirinha. Em seguida veio o Almeida Garrett, e hoje cabe-nos a honra e o privilégio de falar da Quinta dos Termos.

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É um Syrah de soberba qualidade, podemos desde logo dizer. As notas de prova dizem que “é rico de cor, tem aroma intenso e torna-se muito atraente na boca, graças aos seus taninos aveludados”, e tem uma graduação alcoólica de 14%.

Há uma particularidade que nos chama a atenção. É dos poucos syrah portugueses, provavelmente até o único, segundo imaginamos, que nem no rótulo da frente, nem da parte de trás da garrafa, nos diz que se trata de um monocasta syrah a 100%. No entanto o rótulo da frente diz-nos sim que se trata da “reserva do patrão”, mostrando bem que o produtor, João Carvalho, igualmente professor universitário na Universidade da Beira Interior e também presidente da Comissão Vitivinícola da Região da Beira Interior, tem bom gosto!

Duas safras se conhecem do Syrah da Quinta dos Termos. A de 2009, que se encontra disponível, e a de 2008, já esgotada.

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A Quinta dos Termos está de costas viradas para a Serra da Estrela, com exposição sul, em declive meio acentuado e resguardada a norte pela montanha que a delimita. A Quinta dos Termos apresenta um terroir próprio que marca de forma indelével os vinhos ali produzidos. A Quinta é possuidora de um microclima próprio e de terras pobres, que naturalmente disciplinam as variedades mais produtivas. Ali se cultivam as castas tradicionais da Beira Interior, tais como Trincadeira, Jaen, Rufete, Marufo, Tinta Roriz, Tinto Cão, Afrocheiro Preto, Touriga Nacional, Baga, Siria e Fonte Cal e ainda algumas do Novo Mundo tais como Petit Verdot e Sangiovese.

A Adega é dotada de sofisticada tecnologia, mas seguindo as técnicas tradicionais, orientadas por enólogos conceituados no mundo dos vinhos.

Esta quinta é o maior produtor da região com Denominação de Origem da Beira Interior, actualmente a produzir cerca de 700 mil litros por ano.

A propriedade de 56ha tenta ser o mais biológica possível, não usando herbicidas nem pesticidas e prezando sempre a utilização de produtos naturais, que, apesar de serem menos eficazes e darem mais trabalho, compensam no resultado final.

Tem muita variedade de uvas, com vinhas bem delimitadas, podendo-se perceber na paisagem nuances de tons de verde entre parcelas distintas.

Os solos são graníticos e ricos em sílica.

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O portfólio da Quinta é composto por 22 vinhos, sendo 14 Tintos, 4 Brancos 1 Rosé e 3 Espumante Natural, todos eles com a marca Quinta dos Termos.

No ano de 1945 é adquirida por Alexandre Carvalho, a quarta gleba de um prédio correspondente a uma terra no sítio dos Termos ou Vilela, posteriormente denominada por Quinta dos Termos. Um espaço composto por terras de cultivo de centeio, vinhas e casas de quinteiro, situado em Carvalhal Formoso, perto de Belmonte, numa zona agreste de solos graníticos pobres e de paisagem lindíssima, exposto a sul, com condições excepcionais para o cultivo da vinha.

Protagonista de uma lenda com origens ancestrais, que retratava a história de uma linda Moura, que na manhã de S. João aparecia aos pastores da Quinta com um copo de vinho na mão, convidando-os a beber e deixando-os deslumbrados com aquilo que viam e bebiam.

Ciente que se tratava de uma terra talhada para o sucesso da cultura da vinha, em meados da década de cinquenta, Alexandre Carvalho decide reestruturar 3 ha dos 6 ha existentes de vinha, mantendo os outros 3 ha de vinhas velhas.

Toda a produção era vendida nas tabernas da região.

No início da década de 80, decide alugar a Quinta, sendo as vinhas praticamente destruídas.

Em 1993, terminados os arrendamentos, a Quinta volta novamente para a família na pessoa de João Carvalho, filho de Alexandre Carvalho, que resolve dar corpo ao projecto de viticultura actual.

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Assim, João Carvalho, aliando a sua vida de empresário têxtil e de professor do Departamento de Ciência e Tecnologia Têxteis da Universidade da Beira Interior, decide meter mãos à obra e começa por reestruturar as vinhas. Adquire novas parcelas, ilhas isoladas no interior da Quinta e novos direitos de plantação, possuindo hoje cerca de 42 ha em plena produção e 12 ha em início de produção.

A Quinta dos Termos tem actualmente cerca de 180 ha e dispõe de uma área vitícola em produção com 54 ha de castas seleccionadas, entre elas as tintas Touriga Nacional, Alfrocheiro Preto, Tinta Roriz, Trincadeira Preta, Jaen, Rufete, Marufo, Baga, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Tinto Cão, Vinhão e as brancas Síria, Fonte Cal e Riesling.

As expectativas de produção aumentam de ano para ano, pelo que as estimativas apontam para uma produção a curto prazo de 800 mil garrafas de vinho por ano.

A nova adega é construída em 2002, com materiais característicos da região, onde predomina o granito, e encontra-se equipada com modernos equipamentos, procedendo-se a uma vinificação natural, com o uso diminuto de produtos químicos devido à higiene total ali existente. A adega dispõe ainda de um moderno laboratório onde é efectuado o controlo físico e químico, desde as uvas ao mosto até ao vinho, sala de provas e instalações sociais.

A produção do vinho encontra-se certificada pelo regime de Produção Integrada.

O enófilo Agilson Gavioli de São Paulo escreveu, e nós estamos a ler em voz alta enquanto sentimos o aroma e paladar vindo de uma elegante taça de syrah da Quinta dos Termos:

“Mulheres vestidas de branco me fazem chorar,
vestidas de mel me adoçam o olhar e
vestidas com syrah me fazem corar.
Extraído das uvas, femininas formas naturais,
natural bebida é o syrah!
Bebida que encanta como as mulheres,
que embriaga como as mulheres,
e nos põe a sonhar … como as mulheres!”

Foi assim e assim convidamos todos a ser…

 

Classificação: 17/20                                           Preço: 11,50€


 

Quinta de S. João Baptista, 100% Syrah, Tejo, 2011

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Estamos desta vez no aquém Tejo, mais precisamente em Rio Maior, para mostrarmos o syrah da Quinta de S. João Baptista. Três safras foram realizadas até ao momento. A de 2007, a de 2009 e a presente de 2011. Em 2007 foram preparadas 25.824 garrafas. Em 2009, 30.690 garrafas. E em 2011 saíram 20.000 garrafas, mas ainda com vinho disponível para novo engarrafamento de mais 20.000 garrafas.

No que diz respeito a syrah, em 2000 foram plantados 5,55 hectares, em 2004 mais 3,2 hectares, em 2007 mais 4,54 hectares. E finalmente em 2009 4,95 hectares, o que faz um total de 18,24 hectares de syrah plantados.

Do total da produção, 50% vai para o mercado externo, nomeadamente para o Brasil, Angola e Macau. Tudo isto nos foi dito por Maria José Viana, do departamento de marketing.

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Mas a grande novidade foi sabermos, com total surpresa, que o antepassado do syrah da Quinta de S. João Baptista foi o esgotado Casaleiro cuja última safra foi em 2006, como consta na nossa lista oficial. Logo, a primeira safra de 2007 do syrah da Quinta de S. João Baptista é o mesmo syrah Casaleiro de 2006! Claro que não estamos a entrar em linha de conta de que a mesma vinha dá vinhos diferentes todos os anos. A partir daí novas vinhas foram plantadas e que deram origem ao actual syrah, herdeiro natural do Casaleiro.

As notas de prova dizem-nos que: ”tem cor granada intensa com abundantes tons violáceos e inebriante complexidade aromática. No sabor é elegante, vivo e termina volumoso.” Tem 14% de graduação alcoólica.

A origem da Quinta de S. João Baptista é muito antiga, e encontra-se entre histórias de sucessões nobres, doações para ordens religiosas e mais uma mão cheia de acontecimentos.

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Foi adquirida em 1987 pelo grupo Enoport United Wines, que na altura se chamava “Caves Dom Teodósio”, e foi desde aí que se começou a investir na reestruturação da vinha substituindo vinhas velhas por castas novas, algumas das quais internacionais, como a nossa syrah.

A Quinta de S. João Baptista tem um total de cerca de 115 hectares dos quais 97 com vinha.

Das castas plantadas, a maioria são para vinhos tintos – cerca de 74 hectares – e além das castas tradicionais portuguesas, como a Castelão, Trincadeira Preta, Touriga Nacional e Touriga Franca (50%), há também várias castas internacionais aqui plantadas como a mencionada Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon (50%). Os cerca de 21 hectares de castas brancas plantadas em 1991 são as tradicionais na região do Tejo: Arinto, Fernão Pires e Malvasia (65%) e ainda castas internacionais como o Chardonnay e o Sauvignon Blanc (35%).

A Quinta de S. João Baptista localiza-se no concelho de Torres Novas, na freguesia de Brogueira, região vitivinícola do Tejo.

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A quinta possui um dos maiores centros de vinificação do grupo com capacidade para vinificar um milhão e meio de quilos de uvas. Está igualmente dotada de uma adega tradicional, que combina tradição e inovação, usando novas tecnologias como controle de temperatura em todas as cubas de fermentação.

O grande enólogo francês Émile Peynaud dizia:
“Aos amantes do vinho.
Vocês são o elo mais importante da corrente.
Se há maus vinhos, é porque há maus bebedores.
Cabe ao consumidor desencorajar os produtores de vinhos ruins”.

O syrah da Quinta de S. João Baptista não pertence naturalmente ao lote de vinhos acima mencionados…
À nossa!

Classificação: 16/20                                           Preço: 7,00€

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Adega de Pegões, Cooperativa de Pegões, 100% Syrah, Setúbal, 2012

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Novo syrah, de qualidade, como sempre, agora de Setúbal, mais precisamente de Pegões.

A Cooperativa de Pegões é um verdadeiro colosso no panorama vitivinícola português!
Produz 12 milhões de garrafas de vinho por ano, distribuídas por 48 referências, que é assimilado em 75% pelo mercado nacional. Os outros 25% são para exportar, praticamente para todo o lado. Apresentar aqui a lista de países nos diversos continentes em que os vinhos da  Cooperativa de Pegões estão representados seria fastidioso, mas interessante, porque são algumas dezenas!

Mas o nosso interesse está todo canalizado para o syrah da Adega de Pegões!
Existe desde 2004, ano da primeira safra. Daí para cá tem havido syrah  novo todos os anos. O último, que é aquele que o consumidor consegue encontrar com alguma facilidade nos hipermercados em Portugal, é de 2012. Para nós é o melhor. Superior às duas safras anteriores que também conhecemos bem!

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Em conversa com a Eva Figueira, secretária da Cooperativa e pessoa muito bem informada sobre tudo aquilo que ao syrah diz respeito, para além duma grande simpatia, ficamos a saber que a produção do syrah de 2004 até 2010 foi de 10000 garrafas por safras. Em 2011 e 2012 o volume de garrafas produzidas duplicou, fixando-se nas 20000. É um bom indicativo, quer da qualidade do produto em relação ao preço, quer da reacção positiva do consumidor português em relação ao syrah. Reacção esta que por nós haverá de ser cada vez mais entusiasta e total. Estamos aqui para isso!

O enólogo deste syrah é Jaime Quendera, responsável por estas notas de prova: ”Notas de frutos vermelhos/pretos muito maduros , notas de compota , volumoso na boca , final muito prolongado.” A cor é granada, a fermentação foi realizada em cubas de lagar inox com temperatura controlada seguida de maceração pelicular prolongada. O envelhecimento foi de 12 Meses em pipas de carvalho americano e francês, seguido de 4 meses em garrafa, antes de ser lançado no mercado.

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A Península de Setúbal, região onde estão situadas as vinhas da Cooperativa de Pegões, assim como outras grandes herdades de que já aqui falámos e continuaremos a falar, é caracterizada por um microclima com óptimas condições climáticas, únicas onde se destaca os solos arenosos ricos em água e o clima Mediterrâneo com influência marítima devido à proximidade do mar. A perfeita harmonia destes elementos favorecem o desenvolvimento de castas nobres perfeitamente adaptadas originando vinhos de qualidade.

Agora precisamos de um pouco de história para percebermos o porquê de chamarmos colosso à Cooperativa de Pegões.

Foi o grande proprietário rural e industrial de cerveja José Rovisco Pais quem doou as suas herdades de Pegões aos Hospitais Civis de Lisboa. Nelas viria a ser executado o maior projecto de colonização interna com a fixação de centenas de casais agrícolas e a plantação de 830 hectares de vinha. A Cooperativa Agrícola constituída por Alvará de 7 de Março de 1958 veio fornecer o apoio técnico e logístico à elaboração dos primeiros vinhos de Pegões.

Numa primeira fase da sua existência a Cooperativa beneficiou de substanciais apoios financeiros e tecnológicos do sector estatal. Nos últimos 15 anos a Cooperativa empreendeu uma estratégia sistemática de modernização e estabilização financeira com o objectivo de melhorar e valorizar os vinhos da sua marca.

Neste período a Cooperativa investiu cerca de 7 milhões de Euros para dotar a Adega com sistemas de vinificação e estabilização a frio, revestimento a “EPOXY” dos primitivos depósitos de cimento, complexo de cubas de INOX para fermentação com controle de temperatura, prensas de vácuo e pneumáticas, modernas linhas de enchimento e rotulagem, ETAR, caves para estágio de vinhos com mais de 1.000 barricas, obras de beneficiação e conservação geral de edifícios e pavimentação dos acessos fabris. No plano da organização interna, avançou-se na informatização da empresa que, neste momento, já está certificada.

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Se, como dizia o filósofo alemão do século XIX Ludwig Feurbach, Der Mensch ist, was er ißt – O homem é o que come”, nós aqui no Blogue do Syrah dizemos que “O homem é o Syrah que bebe”. Eventualmente o mesmo se pode aplicar à mulher, cada um, ou uma, que o diga. Certo é: quem beber syrah da Adega de Pegões faz uma óptima escolha, com uma qualidade acrescida de ano para ano… temos dito!

 

Classificação: 16/20                                           Preço: 4,99€

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Vale Zias, Fazendas da Estremadura, Sociedade Agrícola Unipessoal Lda, 100% Syrah, Lisboa, 2011

Do Alentejo para a região vinícola de Lisboa é um pulinho. O “terroir” é diferenciado mas mantém-se algo em comum: syrah de qualidade inolvidável. E o syrah que temos hoje para vos apresentar (os leitores do Blogue do Syrah merecem os melhores vinhos) é de excelência. Mais: o que também impressiona é a relação qualidade/preço, sempre muito importante para nós, constantes bebedores deste néctar dos deuses. Trata-se de um syrah cujo preço está claramente abaixo dos 5 euros, e em essência acima da média em termos de apreciação.

Reparem nas notas de prova: “cor rubi violácea, aromas com boa definição onde predominam frutos vermelhos e bagas, assim como aroma a frutos maduros e de grande estrutura, boca elegante de taninos redondos e maduros, final harmonioso e de boa persistência”. É preciso dizer mais?

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A vinificação é feita à boa maneira dos antigos. As uvas são fermentadas em lagar de forma tradicional.

Em conversa com o produtor e enólogo, Manuel Arsénio, que já o ano passado gentilmente se tinha encontrado connosco (e generosamente nos tinha dado a provar duas garrafas do Vale Zias que ainda se encontrava nas pipas, mostrando já toda a sua pujança!) ficamos a saber que o Vale Zias syrah conheceu 4 safras. Desde 2005, a primeira, com 5000 garrafas. A segunda em 2007 com uma subida brutal para 16000 garrafas. A terceira safra em 2009 com 18000 garrafas (situação não muito habitual para um monocasta syrah em Portugal) e finalmente a safra que hoje apresentamos, a de 2011, com 8500 garrafas, justificadas com o ajustamento ao mercado nacional tendo em conta o facto de que 85 a 90% de toda a produção se destinar ao mercado nacional.

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A empresa Fazendas da Estremadura, Sociedade Agrícola Unipessoal Lda foi fundada em 2005, no entanto as suas origens têm por base um cariz familiar, que já desenvolve a sua actividade agrícola na região vinícola de Lisboa há várias décadas, tendo procedido ao primeiro enchimento de vinho nos anos 30. E tem como principais actividades a produção e comércio de vinho engarrafado, produção de pêra rocha e consultoria técnica em Enologia.

Em frente de uma taça de Vale Zias, um melancólico dia destes, encontrámos alguns textos do poeta, matemático e astrónomo persa dos séculos XI e XII, Omar Khayyām, entre eles o poema RUBAIYAT, que nos diz o seguinte:

“Vinho faz perdoar a pena de viver.
Bebe vinho! Vinho cor de rubi, vinho cor-de-rosa, vinho cor de sangue!
Bebe vinho!
Tens muitos séculos para dormir.
Vinho é amargo? Não importa! Tem o gosto da vida!
Todos os reinos por uma taça de vinho precioso.
Todos os livros e toda a ciência dos homens por um perfume suave de vinho.
Todos os hinos de amor pela canção do vinho que corre.
Toda a glória de Feridoum pelos reflexos do vinho na ânfora.
Bebo o vinho que me oferece uma linda rapariga e não cuido de minha salvação.
Sempre ouço dissertar sobre os gozos reservados aos eleitos, limitando-me a dizer:
Só tenho confiança no vinho.
Bebe vinho!
Só ele te dará a mocidade, ele é a vida eterna.
Bebe um pouco de vinho porque dormirás muito tempo,
debaixo da terra, sem amigo, sem camarada, sem mulher.
Nosso amigo mais velho é o vinho mais novo.
O vinho destrói os cuidados que nos atormentam e nos dá a quietude perfeita.
Ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno.
Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno o paraíso deve estar vazio.
Vinho! Eis o remédio que carece o meu coração doente.
Vinho com perfume almiscarado! Vinho cor-de-rosa!
Dá-me vinho para apagar o incêndio da minha tristeza.
Bebe e esquece que o punho da tristeza breve te derrubará.
Vinho! Vinho em torrentes! Que ele palpite em minha veias.
Que ele borbulhe em minha cabeça!
Quando bebo, ouço mesmo o que não me pode dizer a minha bem amada!
Mais vale uma ânfora de vinho do que o poder, a glória e as riquezas.
O vinho libertar-te-á das névoas do passado e das brumas do futuro.
O vinho inundar-te-á de luz, livrando-te dos grilhões de prisioneiro.
Quando Deus me criou sabia que eu beberia vinho.
Se me tornasse abstémio, sua ciência estaria errada.
Trazei-me todo o vinho do Universo!
Meu coração tem tantas feridas!…
O vinho proporciona aos sábios uma embriaguez semelhante à dos eleitos.
Dá-nos a mocidade, restitui-nos o que perdêramos, põe ao nosso alcance tudo o que desejamos.
O vinho queima como torrente de fogo,
mas, às vezes, tem sobre as nossas mágoas o efeito da água pura e fresca”.

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Agora uma pequena dica: guardem este syrah durante uns anos, apostamos, para já, em 4 anos, e depois vejam a evolução! Este é um syrah capaz de aguentar e melhorar com o tempo. Até apostamos, se for caso disso!

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E terminamos dizendo: se quiserem fazer um brilharete junto de amigos e familiares e não despender muito dinheiro, eis uma óptima opção: Vale Zias syrah!

 

Classificação: 16/20                                              Preço: 4,54€

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Bridão, 100% syrah ,Tejo, 2012

Acaba de sair o novo Bridão syrah da Adega do Cartaxo 2012.

O anterior de 2009 estava faz muito esgotado.

Só esse facto nos deixa bastante contentes.

Brevemente a análise que se impõe!