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Os 7 erros mais comuns de quem começa a beber Syrah!

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Encher demais o copo
Não é porque alguns copos são grandes e comportam bastante líquido que devemos colocar toda a garrafa inteira de Syrah dentro deles. O copo fica pesado, a aparência fica pouco elegante e torna difícil apreciar a bebida. Sirva a quantidade certa (1/3 do copo), o que permitirá degustar o Syrah com mais prazer e qualidade, girando o copo.

Segurar a taça pelo fundo
Um dos erros mais comuns de quem começa a beber  Syrah é segurar a taça pela parte principal e não pela haste. A taça tem uma longa haste por uma boa razão. Quando você segura a taça de Syrah pelo fundo, o calor da mão aquece o líquido, prejudicando a temperatura correcta do mesmo.

Comprar um Syrah apenas por conta do rótulo
Regra simples: não julgue o livro pela capa. Por outras palavras, não compre Syrah apenas pelo seu rótulo. Às vezes, rótulos simples e até pouco atractivos representam garrafas de Syrah maravilhoso; outras vezes, um rótulo requintado esconde um Syrah pouco interessante. Em caso de dúvida consultar sempre o Blogue do Syrah.

Tomar sempre o mesmo Syrah
Não se deve ficar preso a apenas a um Syrah, ou somente de uma região. Há uma quantidade grande de Syrah, decorrente de diferentes regiões de norte a sul do país. Boa parte do prazer que um Syrah proporciona advém de suas infinitas possibilidades. Sempre há algo novo e interessante a explorar e desfrutar.

Ficar excessivamente preso às regras clássicas de harmonização
Existem algumas regras tradicionais para a harmonização entre o Syrah e a comida: Syrah com carne vermelha e vinho branco com peixe ou marisco. Essas directrizes são importantes, mas não são regras absolutas. Por isso, não devemos ficar atados a essas regras. Como dito acima, há um prazer infindável na busca por novos Syrah, buscando novas ocasiões para apreciar esta bebida fantástica, especialmente promovendo harmonizações que realçam as qualidades tanto do Syrah como da comida. Portanto, o que mais vale é o seu paladar: se você gosta de beber Syrah potentes com carnes leves, então que assim seja.

Beber muito rápido
Este é o pecado todos nós. Por ser tão bom, às vezes não damos ao Syrah o tempo que ele necessita para evoluir, seja na garrafa, seja no copo. Claro que existem momentos que não queremos pensar muito e bebemos por diversão e descontracção. Não há nenhum problema nisso. Porém, há momentos que devemos prestar mais atenção ao vinho que bebemos. Por exemplo: qual é o produtor? De que região é? Qual a característica dominante desse Syrah? O que eu gosto e o que eu não gosto neste Syrah? O que estou procurando e o vou encontrando em termos de eflúvios e paladares? Estas perguntas ajudam a aprender mais sobre o Syrah, aproveitar mais a longo prazo e aprimorar os conhecimentos.

Analisar o Syrah ao primeiro contacto
O primeiro pequeno gole de Syrah que o escanção ou o empregado de mesa, ou você mesmo, coloca no seu copo, antes de servir o resto da mesa, serve para se certificar de que a bebida está boa; por isso, espera-se que esse procedimento seja relativamente rápido. Muitas pessoas pensam que esse momento se destina a uma análise detida e demorada da bebida, uma verdadeira degustação, com comentários sobre as suas qualidades. Porém, não é este o propósito do primeiro gole servido. O que se pretende é apenas saber se o Syrah está adequado (ou seja, se há alguma falha, como problemas na rolha ou outro defeito como oxidação). Uma inalação atenta e um gole rápido são suficientes para tal propósito. Não sendo notado qualquer defeito evidente, deve-se dar a aprovação a quem serve o Syrah para prosseguir no serviço do restante da mesa. Então, você poderá degustar o Syrah com seus amigos e convivas, demorada e profundamente, como merece a nossa nobre bebida!


 

Castelo de Arraiolos, Herdade das Mouras de Arraiolos, 100% Syrah, Alentejo, 2014

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Aqui estamos com muito enlevo a apresentar um novo Syrah da Herdade das Mouras – já é o segundo, ver o primeiro aqui – de Arraiolos e confeccionado por Jaime Quendera, um enólogo que não precisa de apresentações, tal é o número de Syrah que tem já no currículo.

O consumo pode ser imediato ou durante os próximos 6 anos. A graduação alcoólica é de 13,5%. Seleccionámos as notas de prova  que falam de “um Syrah de cor vermelho rubi. O paladar é encorpado e com final de boca elegante.”

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O projecto Adega das Mouras começou no ano de 2000, com a compra das terras por parte de um empresário de Lisboa, Henrique Neves dos Santos. A herdade tem na totalidade mais de 300 ha, estando uma grande parte ocupada com vinha. A herdade tem um verdadeiro mar de vinhas com mais de 226ha, sendo uma das três maiores vinhas contínuas da Europa, que ficou completa entre 2004/2005. As cepas mais velhas são de 2002, ano em que se começou a plantar a vinha que hoje lá existe. Entre 2000 e 2002 arrancou-se vinha para produção de uva de mesa que já lá existia e estudou-se o terroir específico da Adega das Mouras , de forma a preparar-se o solo para plantação de vinho e decidir-se as castas indicadas. Mestre Colaço do Rosário, já falecido, foi a peça fundamental nessas decisões. A casta Trincadeira representa 45% da vinha, mas existe ainda Aragonez, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Syrah,  evidentemente, Tinta Caiada, Pinot Noir, Tinta Caiada, Tempranillo e Alicante Bouschet como castas tintas. Como castas brancas foram escolhidas 4 exclusivamente Portuguesas: Verdelho, Perrum, Antão Vaz e Arinto.

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A Adega das Mouras de Arraiolos é um projecto empresarial privado. Localizada no município de Arraiolos, histórica Vila do Alentejo, conhecida pela sua tradição secular de fabrico de tapetes bordados à mão, com o mesmo nome da terra, a Herdade das Mouras de Arraiolos é um testemunho vivo de uma nova geração de produtores que enriquece as mais genuínas tradições.

Apesar de ser uma empresa ainda pouco conhecida no mercado, inclui as referências Castelo de Arraiolos, Conde de Arraiolos, Mouras de Arraiolos, Moira´s, Monte das Parreiras, Maria da Penha, Talha Real, Vinha da Mouras, Adegas das Mouras, entre outras. A aposta vai para a venda em quantidade nas grandes superfícies, não sendo por isso de surpreender que a adega tenha sido projectada, precisamente antes da vindima deste ano, para ter uma capacidade de produção de perto de 3 milhões de litros e de armazenamento cerca de 5 milhões.

O brasileiro João Filipe Clemente escreveu: “Você não pediu para nascer e, salvo raríssimas exceções, morrerá contra a sua vontade. Então, trate de aproveitar o intervalo entre esses dois momentos da melhor maneira possível; beba bons Syrah e coma bons pratos compartilhando-os com bons amigos.”

O Syrah Castelo de Arraiolos é um Syrah novo, não muito complexo, fresco, para um tinto, e com uma relação qualidade/preço muito generosa, gostámos muito.
Este também está aprovado!

Classificação: 15/20                                                                 Preço: 3,80€


 

Campanha para angariação de subscriptores – Os Prémios!

Como já anunciámos antes, está a decorrer aqui no Blogue do Syrah uma campanha para angariação de subscriptores.

Haverá duas categorias a concurso, cada uma com seu prémio, portanto estamos a sortear duas garrafas da nossa bebida preferida: Syrah!

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O prémio a sortear entre os nossos actuais subscriptores que indiquem novos subscriptores do Blogue será uma garrafa de Dona Dorinda, 2012. É um Syrah ao qual atribuímos a classificação máxima, 20 valores, e que se encontra já esgotado.

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Entre os novos subscriptores, independentemente de terem sido ou não recomendados, será sorteada uma garrafa de Quinta da Caldeirinha, 2009. Outro Syrah de excelência, biológico, classificação 19 valores, safra que neste momento está quase em fim de carreira.

São pois oportunidades únicas de conseguir chegar à fala com dois ícones da Syrahgrafia portuguesa, a melhor do mundo, em nossa opinião!


 

A Syrah e os seus sinónimos

A casta Syrah, esta uva resplandecente de que estamos sempre a falar, e que amamos até à exaustão, tem ao redor do mundo uma quantidade enorme de maneiras de ser designada, de sinónimos e uma multiplicidade crescente de grafias.

Essa quantidade é tão grande que muito pouca gente tem ideia do número de nomes pela qual é possível falar de Syrah, sendo Shiraz a mais divulgada.

Mudam os nomes, mas a folha é sempre a mesma!
Mudam os nomes, mas a folha é sempre a mesma!

Importa como curiosidade dar a conhecer assim os outros nomes da nossa casta Syrah e vamos fazer isso por ordem alfabética. Aqui vai:

Antournerein, Antournerein noir, Anzher Muskatnyi, Biaune, Blauer Syrah, Bragiola,

Candive, Candive noir, Costigliola, Costiola, Damas noir du Puy de Dôme,

Damaszener blau, Di Santi, Entourneirein, Entournerein, Entournerin, Ermitage,

Fresa grossa, Hermitage, Hignin noir, Marsanne noire, Marzane noire, Neiret di Saluzzo,

Neiretta Cunese, Neiretta del Cuneese-Fassanese, Neiretta del Monregalese,

Neiretta del rosso, Neiretta dell’Albese, Neiretta di Saluzzo, Neiretto del Cuneese,

Neiretto di Bene, Neiretto di Carrú, Neiretto di Costigliole, Neiretto di Farigliano,

Neiretto di Saluzzo, Nereta piccola di monte Galese, Neretta Cuneese,

Neretta del Cuneese-Fassanese, Neretta del Monregalese, Neretta di Costigliole,

Neretta di Saluzzo, Neretta piccola, Neretta piccola di Dogliani, Neretto del Beinale,

Neretto di Dogliani, Neretto di Saluzzo, Petite Sirah, Petite Sirrah, Petite Syrah,

Petite Syras, Plan de la Biaune, Plant de Biaune, Plant de la Bianne, Plant de la Biaune,

Schiras, Schiraz, Seraene, Sereine, Serene, Serenne, Serine, Serine noir, Serinne, Sevene,

Shiras, Shiraz, Shyrac, Sirà, Sirac, Sirah, Sirah marsanne noir, Syra, Syrac,

Syrac de l’Ermitage.

É importante, para terminar, fazer uma ressalva em relação à Petite Syrah que verdadeiramente não é syrah mas que é uma outra casta que devia ser sempre chamada pelo seu nome e não de Petite Syrah para evitar óbvias confusões: Estamos a referir-nos à uva Durif.


 

Mil Reis, Herdade da Maroteira, 100% Syrah, Alentejo, 2013

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Não há muitos Syrah assim!
Este Mil Réis Syrah, primeira safra, e não sabemos para já se haverá uma segunda, é um Syrah estratosférico, planando na sua atmosfera para além deste mundo!

Quando começámos esta aventura em favor dos Syrah portugueses, já sabíamos mais ou menos ao que vínhamos, mas o percurso continua a surpreender-nos, pois temos encontrado vários Syrah de uma qualidade incrivelmente excepcional.
Este é mais um!

E a cada novo Syrah extraordinário mais nos convencemos que o tempo que dedicamos a este Blogue é amplamente recompensado.

Este enorme Syrah, como o seu irmão mais velho, o Cem Réis, é feito por mestre António Maçanita, um nome que só por si, e tendo em conta a quantidade de Syrah extraordinários que já fez, merece só por si um texto de divulgação do seu trabalho nos Syrah do Alentejo! Será para breve, prometemos, porque António Maçanita merece!

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A Herdade de onde saiu esta preciosidade, Maroteira de seu nome, é uma propriedade agrícola pertencente a uma das famílias Anglo-Portuguesas estabelecidas na Região do Alentejo, Portugal, faz mais de cinco gerações. Abrangendo uma área de 540 hectares, no sopé da Serra d’Ossa, 20km a sul de Estremoz e 35km a norte de Évora, a Herdade da Maroteira dedica-se à preservação do montado de sobro e azinho, numa lógica de sustentabilidade agro-silvo-pastoril.

Oito anos após o lançamento do premiado Cem Reis e seguindo uma tradição de qualidade, surge esta edição limitada de Mil Reis Syrah, 3652 garrafas, nem mais nem menos, colheita de 2013, 18 meses de estágio em carvalho francês e americano, mais 6 meses de repouso em garrafa, segundo se lê na garrafa. Vindima manual muito selectiva, em caixa de 20kg. Transporte para adega em camião de frio.

As notas de prova que escolhemos falam de um Syrah de ”Cor violeta escuro concentrado. Nariz exuberante, notas quentes de frutos pretos com notas mentoladas, terminando com notas a amêndoas tostada da barrica. Na boca o ataque é cheio, redondo quente e carregado de aromas. Estrutura firme com boa persistência.” Foi degustada a garrafa com o número 407, e com uma graduação alcoólica de 15,5%.

Quando o Blogue do Syrah falou do 100 Réis de 2012, no dia 5 de Fevereiro de 2015, escrevemos na altura: “E por último a grande confidência que generosamente Philip Mollet nos agraciou. Um projecto vinícola que foi pensado há 8 anos e que verá a luz este ano. A produção do Syrah que poderá ser “o Syrah de 2015 : o “MIL REIS”! No próximo mês de Março será engarrafado e ficará em garrafa durante 6 meses. Verá o dia lá mais para o fim do ano. Que ninguém tenha dúvidas, algumas dessas garrafas virão para os editores do Blogue do Syrah. A grande questão que se coloca é a seguinte: será capaz o MIL REIS, e tendo em conta os critérios pelos quais nos pautamos na classificação dos Syrah, conseguir a pontuação máxima, ou seja, 20 valores? Teremos que esperar até ao fim do ano para poder responder, mas todos os amantes do Syrah sairiam beneficiados se isso acontecesse…”

E com isto recordamos uma frase de Winston Churchill, que para além do seu charuto emblemático era um bom copo: “Tirei mais proveito do álcool do que o álcool tirou de mim!”
Não tenham dúvidas: apesar de se poder pensar que o seu preço é algo exagerado quem o beber tirará todo o proveito da sua excelência e não terá motivo para se arrepender!
Perguntámos a Mollet, quando o encontrámos este ano na mostra de Vinhos do Alentejo, em Belém, o porquê do preço… a resposta foi simples: “Já o bebeu?”

Fica na história como um dos cinco melhores Syrah que alguma vez foram feitos!

Vale 20!!!

 

Classificação: 20/20                                                     Preço: 55,00€


 

Mapa de localização dos Syrah Portugueses

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O Blogue do Syrah apresenta um documento inédito em Portugal.

De uma forma esquemática, utilizando as cartas oficiais com a localização das regiões vinícolas do País, colocámos uma indicação aproximada, mas o mais rigorosa possível, de todos os Syrah que existem em Portugal, ou pelo menos, daqueles de que temos conhecimento, 142 até agora. Acreditamos que ainda possa haver mais e, se tal acontecer, aqui estaremos para actualizar a informação.

Fica bem visível, portanto, a distribuição geográfica da nossa bebida preferida. A maior concentração acontece nas regiões de Lisboa, Tejo, Setúbal e Alentejo.
Proporcionalmente ao tamanho, é na região de Lisboa que há maior densidade de produtores.

Esperamos que muitos mais Syrah venham a aparecer.
Que novas safras tomem o lugar das que se vão esgotando.
Que produtores que já fizeram Syrah o voltem a fazer!

 

Como dizia Rabelais, “O Syrah é o que há de mais civilizado no mundo!”, logo, esta carta foi a nossa contribuição para a história da civilização portuguesa.