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Syrah de Lisboa (36)

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Hoje apresentamos a lista dos Syrah de Lisboa, região que anteriormente fazia parte da região vinícola da Estremadura juntamente com a região do Tejo. São vinte e um no total, e como mais uma vez se pode ver, cinco já se encontram esgotados. Há nesta zona Syrah de grande nível como são os casos da Quinta do Monte d´Oiro, ou o Grand´Arte, sem esquecer o Quinta de Pancas, infelizmente já desaparecido.
Alguns deles ainda puderam ser por nós apreciados, e no caso de outros sabemos que brevemente pode haver novidades. Noutros casos, infelizmente, o ano indicado é mesmo o último, pelo menos para já…
Nos Syrah onde estiver mencionado mais do que um ano significa que os conhecemos, o que não quer dizer que não haja outros anos.

ACL, 2009
ACL, Reserva Velharia, 2009
Arruda dos Vinhos, 2009 (esgotado)
Bonifácio, 2009
Casa do Cónego, 2004 (esgotado)
Casa Santos Lima, 2009
Casal Castelão, 2007
Confraria, 2012
Cepa Pura, 2013
Cortello, 2010 (esgotado)
Cortém, 2010
D´Arada, 2007
Feitorias

Grand´Arte, 2011
Homenagem a António Carqueijeiro, Quinta do Monte d`Oiro, 1999, 2001 (esgotado)
Humus, 2010
Lybra, Monte D´Oiro, 2011
Syrah Rosé, Monte D’Oiro, 2013
Monte da Caçada, 2014
Monte do Roseiral, 2012
Mundus, Adega Cooperativa da Vermelha, 2012

Pactus, 2007
Pynga, 2012

Quinta das Hortênsias, 2008
Quinta de Pancas, 2000 (esgotado)
Quinta do Convento de nossa senhora da visitação, 2008
Quinta do Gradil, Festa das Vindimas, 2012
Quinta do Gradil, 2013

Quinta dos Plátanos, 2013
Quinta de S. Jerónimo, 2007, 2009, 2011, 2013
Reserva, Monte d´Oiro, 2004
Reserva dos Amigos, 2004  (esgotado)
Syrah 24, Monte d´Oiro, 2007 2009
Vale das Areias, 2010, 2011
Vale Zias, 2011
Vinha da Nora, Monte d´Oiro, 2000 2005 (esgotado)


 

Syrah do Tejo (24)

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Hoje apresentamos a lista dos Syrah do Tejo, zona que anteriormente fazia parte da região vinícola da Estremadura juntamente com a região de Lisboa. São dezanove no total, e como é possível verificar, estão já seis Syrah esgotados.

Possui Syrah de grande nível como é o caso da Quinta da Lagoalva de Cima, Grande Escolha ou o Quinta de S. João, sem esquecer o Quinta do Alqueve infelizmente já desaparecido.

Alguns deles ainda puderam ser por nós apreciados, e no caso de outros sabemos que brevemente poderá haver novidades. Noutros casos, infelizmente, o ano indicado é mesmo o último, pelo menos para já…

Nos Syrah onde estiver mencionado mais do que um ano significa que os conhecemos, o que não quer dizer que não haja outros anos.

 

5º Elemento, Quinta das casas altas, 2011

5 Outeiros, 2014

Bridão, Adega do Cartaxo, 2012

Cabeço Alto, 2010

Casa da Atela, 2007

Casaleiro, Reserva, Enoport, 2006 (esgotado)

Companhia das Lezírias, 2008

Dom Hermano, Quinta do Casal Monteiro, 2006 (esgotado)

Enigma, 2012

Gemelli, Rui Reguingua, Tejo, 2006 (esgotado)

Ninfa, 2003  (esgotado)

Paciência, 2003, 2007

Quinta da Lagoalva de Cima, 2010, 2000

Quinta da Lapa, 2010

Quinta de S. João, 2007

Quinta de S. João Baptista, 2009

Quinta do Alqueve, 2001 (esgotado)

Quinta do Côro, Sardoal, 2013

Quinta do Sampayo, Agroseber, 2004 (esgotado)

Quinta dos Penegrais, Reserva, 2011

Quinta Vale de Fornos, 2007 2012

Tributo, Rui Reguingua, Tejo, 2012

Vale de Lobos, 2011

Vidigal, 2008 (esgotado)


 

Garrafeira Estado d`Alma Wine shop, Rua João de Oliveira Miguéns, nº 3-B 1300-255 Lisboa

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Hoje não vamos falar de um syrah específico.
Hoje vamos falar de uma garrafeira.
A questão é importante porque não basta falar de syrah, é preciso dizer às pessoas onde o encontrar!
Situada em Lisboa, mais precisamente em Alcântara, é somente a mais importante garrafeira de syrah do país!
Falamos por experiência própria!
Estamos a referir-nos naturalmente à garrafeira Estado d`Alma.

Garrafeira

Dirigida superiormente por um casal, Tiago Paulo e Susana Paulo, coadjuvados pelo diligente e sempre pronto David, estão à frente desta loja, que abriu em Junho de 2013.

Em conversa com o Tiago, disse-nos este que no seu entender a evolução natural de alguém que se assume como consumidor de vinho é começar com o syrah, porque é uma casta cativante, aromática, com uma personalidade própria,  e só depois ir para as outras castas. Ele próprio confidenciou-nos que apesar de gostar muito de syrah, assim como a Susana, que dá destaque a um syrah da Quinta do Monte d`Oiro, o Syrah 24, a que brevemente teremos que dar a devida atenção, a sua casta favorita é a Touriga Nacional. A casta que é considerada por muitos como a casta rainha em Portugal. Não contestamos mas também não precisamos de voltar a acentuar a nossa preferência.

A  garrafeira Estado d`Alma não comercializa somente syrah. Tem também muitos outros pontos de interesse e de atenção. Vou referir somente um. Os vinhos velhos. A Estado d`Alma possui uma colecção muito considerável de vinhos com quinze, vinte, trinta e mesmo quarenta anos, a preços muito competitivos.
Vejamos alguns exemplos como mostruário: Um espumante Bairrada Luís Pato de 1992. Um vinho tinto, também da Bairrada, de nome Barrocão, reserva de 1990. Ou um Colares branco, colheita de 1969, que tive oportunidade de provar na última feira de vinhos de pequenos produtores ocorrida no Campo Pequeno e onde a Estado d`Alma esteve presente, e que estava superlativo!

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O que orienta a Estado d`Alma são basicamente dois aspectos: o factor preço em primeiro lugar, e depois ter aquilo que os outros não têm!
Efectivamente aqui o preço dos syrah é o mais competitivo do mercado. Não me refiro somente às garrafeiras onde a Estado d`Alma ganha por K.O. mas também nas outras superfícies comerciais que vendem vinho, como por exemplo os hipermercados.
Vejamos somente um exemplo: Pontual, Syrah do Alandroal, Alentejo, 2011 ou 2012 entre sete e oito euros em hipermercado. O mesmo vinho mas do ano de 2004 ou seja, um vinho com dez anos, o preço situa-se abaixo dos cinco euros na Estado d`Alma. Fica tudo dito!
Ter aquilo que os outros não têm é a outra característica da Estado d`Alma e no que respeita aos syrah esta verdade é “um brilhozinho nos olhos”. Quem se dirigir à Rua João de Oliveira Miguéns, nº 3-B em Alcântara irá deparar-se com dezenas de syrah das mais variadas zonas geográficas do país, e isto é obra!

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O poeta Cardoso Marta escrevia:

Da vida sábia e sem perda
Melhor exemplo não topo
Que um livro na mão esquerda
E na mão direita um copo.

Com igual fervor constante
Tua mão colide e agrega
Bons livros, na tua estante
Bons vinhos, na tua adega!

De livros a garrafeira Estado d`Alma nada pode dizer, mas de syrah tem tudo o que é preciso! Parabéns e continuidade!

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Classificação: 20/20


Sobre nós!

Isto é Syrah...

Somos, somente, dois consumidores de monocasta syrah.

Exigentes e conhecedores…

Francisco Trindade, professor de Filosofia e Psicologia, Proudhoniano, Hammilliano e Zappiano, e Raúl Pires Coelho, arquitecto, professor de Educação Visual e fotógrafo,  Zappiano, ex-aviador e ex-novelista.

Propomo-nos fazer um blogue onde se fale de syrah.

Onde só se fale de syrah!

De tudo o que possa ter a ver com esta casta extraordinária. Desde a sua história até ao processo de degustação. Por isso é que este blogue não é sobre vinho, mas sim, sobre syrah.

Pretendemos falar sobre a verdade do syrah.

Só nos interessa os monocasta syrah. Todos os vinhos que têm syrah –  e são milhares – ficam alterados pela mistura com outras castas, nobres sem dúvida, mas que não têm o mesmo significado para nós!

Os blend são o tipo preferido pela maioria dos consumidores portugueses. Os monocasta são depreciados, preconceituosamente, do nosso ponto de vista.

A monocasta syrah é por excelência a bebida de Dioniso e o seu currículo conta já com cerca de 3000 anos, vindo do Médio Oriente e estendendo-se até ao ponto mais ocidental da Europa. Nasceu na cidade iraniana de Shiraz.

Pretendemos que todos os que conhecem esta casta comunguem connosco as suas impressões sobre o que pensam e sentem quando o bebem. Em relação aos que não a conhecem, pretendemos suscitar a curiosidade intelectual e sensorial, de modo a se aperceberem do que têm perdido…

Uma declaração de interesse é fundamental ser feita e desde a primeira hora: não somos produtores de vinho, não somos vendedores, não somos comerciantes, não somos armazenistas nem revendedores, nem distribuidores, nem do que quer que seja que esteja associado à fermentação do sumo de uva.

Somos, somente, dois consumidores de syrah e é nessa perspectiva que nos colocamos, sempre.

A escrita dos posts estará a cargo de Francisco Trindade, o design e a criatividade gráfica estarão a cargo de Raúl Pires Coelho, o que não quer dizer que este último não possa, eventualmente, escrever.

Iremos valorizar na sua esmagadora maioria os syrah portugueses. São esses que nos importam! E porquê? Porque são os melhores do mundo! Esta é uma tese polémica, mas é a nossa tese. Isto não quer dizer que não haja syrah franceses, australianos, californianos ou mesmo chilenos de qualidade, mas não chegam ao nível dos syrah que se produzem em Portugal, desde há 16 anos.

Foi nesse ano, de 1998, que saiu para o mercado o primeiro syrah português. Alentejano de sua cepa. Foi, na altura, uma grande incógnita porque, como de costume nestas situações, os poderes estabelecidos à época não permitiam o cultivo do syrah no Alentejo. De incógnito a dar-se a conhecer ao mundo foi um ímpeto que transformou o panorama do mundo vinícola em Portugal.

Iremos narrar essa História…

Queremos participar dessa História. Já estamos nela!