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Quinta do Valdoeiro,100% Syrah, Bairrada, 2007

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Depois do Douro, descemos, e encontramos a Bairrada.

E aqui, na Mealhada, temos o syrah da Quinta do Valdoeiro. Este syrah impressiona pelo que é em si, e também pelo facto de estar implantado numa região, a Bairrada, que tem pouco syrah, logo sem grande relevância em termos desta casta.

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A Quinta do Valdoeiro faz parte duma companhia, a Sociedade Agrícola e Comercial Vinhos Messias, que congrega três quintas. A companhia foi fundada em 1926, por Messias Baptista, que manteve a administração da empresa até 1973. A Administração das Caves Messias é ainda nos dias de hoje assegurada pelos descendentes da família Messias.
Desde a sua fundação que tem produzido e comercializado vinhos das principais regiões demarcadas: Dão, Bairrada, Douro, Vinho Verde, Beiras e Vinho do Porto. A empresa é também reconhecida pela alta qualidade dos seus vinhos Espumantes Naturais e Aguardentes.
A sede da MESSIAS está situada na Mealhada, pequena cidade da região da Bairrada, onde a empresa possui mais de 6.000 metros quadrados de instalações e aproximadamente 160 hectares de vinha, sendo 70 hectares destinados à produção dos vinhos da Quinta do Valdoeiro.

Quinta do Cachão tem as suas encostas adjacentes ao rio Douro, na sub-região do Cima Corgo. A vinha foi plantada pela primeira vez em 1845 pelo Barão do Seixo sendo mais tarde adquirida pela família Afonso Cabral, que por sua vez a vendeu à família Messias no ano de 1956.

A Quinta do Penedo é constituída por uma área de 20 hectares e situa-se no coração da Região Demarcada do Dão, mais precisamente no interior do triângulo clássico Viseu-Nelas-Mangualde. A sua origem como vinha remonta ao ano de 1930, pela mão do General Lobo da Costa, tendo permanecido na família até 1998, ano em que foi adquirida pela família Messias.

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Até que chegamos à Quinta do Valdoeiro, que é uma bem estruturada propriedade agrícola da região vitivinícola da Bairrada. Possui 130 hectares, 70 dos quais plantados com vinha  em solos calcários de baixa fertilidade.
A ligeira ondulação do relevo, as encostas voltadas a sul e nascente, assim com a implantação das castas separadas por talhões, são factores que contribuem para a qualidade das uvas aí produzidas.

E é neste ambiente que se produz o nosso syrah, para além das variedades tintas Touriga-Nacional, Baga, Castelão e Cabernet-Sauvignon. Nas variedades brancas temos o Arinto, Bical, Chardonnay e Cerceal.

Como nos diz o produtor este syrah possui “cor violeta muito intensa. Aroma a frutos, especiarias e chocolate, afinados pela tosta de barrica. Na boca apresenta uma forte estrutura e sedosos taninos, com um sabor potente e fresco. Final muito longo”.

Terá sido por isso que Bossuet diz e nós adaptamos que “O syrah tem o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia.”

Em conversa com o enólogo, Eng. João Soares, que se percebe, mesmo à distância do fio de telefone, que é um homem de grande disponibilidade e que manteve connosco uma longa conversa, impossível aqui de reproduzir, e isto apesar de ser o enólogo das três quintas das Caves Messias, ficamos a saber que a Quinta do Valdoeiro tem syrah desde 1998, ocupando 3,5 hectares, apesar do monocasta só ter visto a luz do dia em 2001 com 5200 garrafas.

A partir daí foi sempre a crescer em número e qualidade, com pequenas excepções, que não foram notadas porque a exportação subiu de tal modo que certos anos viram a sua produção totalmente dirigida para o mercado externo, como foi o caso de 2008. Os países principais que recebem este syrah são os Estados Unidos, Canadá, Brasil, e, em crescendo, a China.

O actual ano em degustação de 2010 teve 7500 garrafas que estão aí para fazer o deleite de quem puder, queira e souber chegar a elas. O momento alto desta história chegou com o syrah de 2007 (10200 garrafas) que em 2009 ganhou a medalha de ouro no concurso internacional “syrah du monde”. Na minha modesta opinião já o ano de 2005 (10100 garrafas) teria merecido o mesmo prémio! Isto em cuja Casa, nas palavras do seu enólogo: “A intenção não é ser produtor de syrah”.

E o futuro?
O futuro está para já assegurado. O syrah de 2013 foi engarrafado a semana passada e sairá para o mercado nos finais de 2015 ou princípios de 2016.

Se tudo correr bem e como planeado, cá estaremos para o degustar e continuar a falar desta maravilha da Bairrada!

 Classificação: 17/20                            Preço: 13,50€

 

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Syrah de Lisboa (36)

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Hoje apresentamos a lista dos Syrah de Lisboa, região que anteriormente fazia parte da região vinícola da Estremadura juntamente com a região do Tejo. São vinte e um no total, e como mais uma vez se pode ver, cinco já se encontram esgotados. Há nesta zona Syrah de grande nível como são os casos da Quinta do Monte d´Oiro, ou o Grand´Arte, sem esquecer o Quinta de Pancas, infelizmente já desaparecido.
Alguns deles ainda puderam ser por nós apreciados, e no caso de outros sabemos que brevemente pode haver novidades. Noutros casos, infelizmente, o ano indicado é mesmo o último, pelo menos para já…
Nos Syrah onde estiver mencionado mais do que um ano significa que os conhecemos, o que não quer dizer que não haja outros anos.

ACL, 2009
ACL, Reserva Velharia, 2009
Arruda dos Vinhos, 2009 (esgotado)
Bonifácio, 2009
Casa do Cónego, 2004 (esgotado)
Casa Santos Lima, 2009
Casal Castelão, 2007
Confraria, 2012
Cepa Pura, 2013
Cortello, 2010 (esgotado)
Cortém, 2010
D´Arada, 2007
Feitorias

Grand´Arte, 2011
Homenagem a António Carqueijeiro, Quinta do Monte d`Oiro, 1999, 2001 (esgotado)
Humus, 2010
Lybra, Monte D´Oiro, 2011
Syrah Rosé, Monte D’Oiro, 2013
Monte da Caçada, 2014
Monte do Roseiral, 2012
Mundus, Adega Cooperativa da Vermelha, 2012

Pactus, 2007
Pynga, 2012

Quinta das Hortênsias, 2008
Quinta de Pancas, 2000 (esgotado)
Quinta do Convento de nossa senhora da visitação, 2008
Quinta do Gradil, Festa das Vindimas, 2012
Quinta do Gradil, 2013

Quinta dos Plátanos, 2013
Quinta de S. Jerónimo, 2007, 2009, 2011, 2013
Reserva, Monte d´Oiro, 2004
Reserva dos Amigos, 2004  (esgotado)
Syrah 24, Monte d´Oiro, 2007 2009
Vale das Areias, 2010, 2011
Vale Zias, 2011
Vinha da Nora, Monte d´Oiro, 2000 2005 (esgotado)


 

Quinta da Romaneira, Syrah, 2012!

Acabou de sair o Quinta da Romaneira 2012 quando tínhamos indicação da direcção comercial que provavelmente isso só aconteceria no princípio do próximo ano!
Esta antecipação de datas constitui sempre uma boa notícia!

Um grande syrah em perspectiva!

Herdade dos Lagos Syrah Reserva, 2012

A Herdade dos Lagos lançou o seu novo syrah com a data de 2012.

Se vier na sequência dos anteriores a qualidade está garantida.

Não esquecer que se trata de um syrah produzido a partir de uvas de produção biológica.

Quinta da Romaneira, 100% Syrah, Douro, 2011

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E hoje chegamos ao Douro!

Mas no Douro não há Syrah, dirão os apaixonados das tourigas! Mas há! Há poucos mas há! E são todos de recente data.

O mais relevante é este Quinta da Romaneira, do ano 2011, a terceira safra da quinta donde saíram oito mil garrafas, infelizmente já quase no fim. A primeira safra tinha acontecido em 2009 com quatro a cinco mil garrafas, a segunda no ano seguinte com a mesma produção. Nos princípios de 2015 está previsto nova safra, igualmente com oito mil garrafas.

Eis pois um Syrah de grande qualidade, assim apresentado pelo produtor no rótulo da garrafa: “Frutos vermelhos exuberantes e suculentos, com uma agradável frescura e equilíbrio. Algumas notas de especiarias e alcaçuz. Madeira bem integrada, taninos finos, final longo e persistente.” Ernest Hemingway já dizia que “o conhecimento e a educação sensorial apurada podem obter do Syrah prazeres infinitos.”

Mas impõe-se um pouco de história duma quinta várias vezes centenária, com uma linhagem ancestral que remonta ao século XVII. Uma das cinco maiores Quintas do Douro (um total de 400 hectares, sendo que 86 hectares são de vinha e 12 de olival), possui cerca de 50 km de estradas no interior da propriedade e quase 3 km de frente de rio.

Produtor de topo da região do Douro, é possuidor de algumas das maiores pontuações atribuídas a vinhos portugueses pelas mais prestigiadas revistas de vinho dos Estados Unidos, além de competições nacionais e internacionais. O vinho tinto representa 75% da produção total da Romaneira (Vinho do Porto: 20%; Branco/Rosé: 5%). Produção anual de cerca de 250.000 a 300.000 garrafas. A marca Romaneira está presente em cerca de 30 países dos cinco continentes.

Este Syrah, assim como o irmão “Labrador” da Quinta do Noval, quando surgiu logo causou imensa polémica devido ao facto reconhecido de que Syrah, como casta, é estranho ao Douro. Surgiram imediatamente os críticos acérrimos do enólogo António Agrellos, responsável pelos dois Syrah, e figura muito respeitada e conhecida no mundo dos vinhos do Porto e de mesa. Contactada a Quinta da Romaneira, falamos com um elemento da direcção comercial que nos disse que perante esta crítica a resposta oficial da Quinta foi e é sempre a mesma:
“Prove o vinho e diga-nos o que pensa”.

Nesse aspecto este Syrah cala toda a crítica, porque é de qualidade superlativa!

 

Classificação: 19/20                            Preço: 19,00€

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