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Quinta das Camélias, 100% Syrah, Jaime de Almeida Barros, LDA, Terras do Dão, 2010

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Hoje vamos apresentar um syrah de que nos podemos orgulhar de forma muito especial. Trata-se do syrah Quinta das Camélias. Fica desde já dito que se trata do único syrah do Dão. Daí merecer só por este facto um carinho e uma atenção diferente.

A Quinta das Camélias situa-se na região demarcada do Dão, na aldeia de Sabugosa, a catorze quilómetros de Viseu. É uma propriedade com vinte e três hectares dos quais quinze estão ocupados com vinha. Foi adquirida em 2002 por Jaime de Almeida Barros, (que deve o gosto pela vinha ao pai, que também tinha sido produtor) tendo sido necessário proceder à reconversão total das vinhas existentes, devido à situação de semi-abandono em que a Quinta se encontrava.

Em conversa com o proprietário ficamos a saber que a Quinta inicialmente tinha somente oito hectares e meio e foi aumentando sucessivamente para actuais vinte e três com a compra de treze parcelas de terreno.

Uma das perguntas mais importantes que tínhamos a fazer a Jaime de Almeida Barros era saber o que o tinha levado a plantar syrah no Dão, quando nunca ninguém o tinha feito. A resposta foi simples e cristalina: “Tentativa de fazer vinhos diferentes.” E não há dúvida que o syrah da Quinta das Camélias é diferente de todos os vinhos que se produzem nesta região demarcada.

Mas é verdade, e é preciso dizê-lo, houve muito boa gente que logo teceu críticas fortes ao facto da casta syrah nada ter a ver com o Dão. A isso Jaime de Almeida Barros respondia que o mais importante era a produção de bons vinhos, e que fossem ao encontro do que o mercado pedia. Ainda não há muito tempo foi esta a resposta que João Paulo Martins, crítico de vinhos bem conhecido do meio vinícola, ouviu do nosso produtor.

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O encepamento da Quinta é constituído maioritariamente por Touriga –Nacional a sessenta por cento (apesar de ser dominante no Douro e estar distribuída por todo o país ela é originária do Dão) sendo os restantes quarenta por cento constituídos por Alfrocheiro, Tinta-Roriz, Jaen, (outra casta autóctone) e Syrah, que só ocupa dois hectares do total.

Este syrah, com 14,5 % de teor alcoólico, é de cor granada e tons violeta escuro. Segundo o produtor “apresenta aromas de framboesa, groselha, amora, tostado e defumado. Na boca é aveludado, com taninos bem integrados, com boa concentração de fenóis, complexo e encorpado”.

Apesar da Quinta ter começado a sua produção de vinhos em 2005, o primeiro syrah só saiu em 2008 com cerca de quatro mil garrafas. A segunda safra aconteceu em 2009 e esta de que estamos a falar surgiu em 2010, e já teve um total de sete mil garrafas, das quais já só existem entre trezentas quatrocentas, algumas das quais se podem encontrar na Estado d`Alma. O ano de dois mil e onze não viu nenhum syrah por problemas com as uvas.

Brevemente estará no mercado a safra de 2012, a acontecer provavelmente entre o final deste ano e o princípio do próximo, e que terá um total de dez mil garrafas. Pela primeira vez se pondera a possibilidade de levar o syrah a concursos internacionais. A safra de 2013 sairá, se tudo correr bem, lá mais para o fim de 2015. Setenta por cento da produção desde o primeiro ano destina-se ao mercado externo nomeadamente Alemanha, Brasil e Bélgica.

Jaime de Almeida Barros pensa ainda plantar mais vinha devido ao aumento da procura. E isso é óptimo porque parafraseando Miguel de Cervantes: “O syrah que se bebe com medida jamais foi causa de dano algum”.

A aposta do mercado externo está ganha. É preciso ganhar o mercado interno. A Quinta das Camélias está no bom caminho!

Classificação: 16/20                            Preço: 5,72€

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Quinta da Lagoalva de Cima, 100% Syrah, Tejo, 2010

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E hoje estamos na região vinícola do Tejo para apresentar um grande Syrah:
Quinta da Lagoalva de Cima, 2010.

A Quinta estende-se pela margem sul do Tejo, desde perto da vila de Alpiarça até cerca de onze quilómetros da cidade de Santarém.

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Façamos um pouco de história. Em 1834, a Quinta da Lagoalva é comprada por Henrique Teixeira de Sampayo, 1º conde da Póvoa. Em 1841-42 todos os bens passam para Dona Maria Luisa Noronha de Sampaio, que se casa em 1846 com Dom Domingos António Maria Pedro de Souza e Holstein, 2º Duque de Palmela, revertendo a partir dessa época os bens para a Casa Palmela.

Sucessivamente em poder dos seus descendentes, as terras são desde 1950 até hoje pertença da Sociedade Agrícola Quinta da Lagoalva de Cima SA.

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A Quinta tem uma longa tradição como produtora de vinhos, que remonta a 1888, ano em que esteve presente na Exibição Portuguesa de Indústria. Com uma área de sete mil hectares aproximadamente, as suas principais produções são o vinho, o azeite, a cortiça, a floresta, cereais, vacas e ovelhas, e o cavalo lusitano. A produção anual ronda as duzentas e setenta mil garrafas e os cinquenta hectares de vinhas da Quinta da Lagoalva estão implantados nos melhores “terroirs” do Tejo, e são constituídos pelas castas nacionais e mundiais com as melhores aptidões, enologicamente comprovadas.

E é aqui que entra o nosso Syrah!

Feito pelos enólogos Diogo Campilho e Pedro Pinhão, o Syrah da Quinta da Lagoalva de Cima, cuja primeira safra é de 1994, provém de pequenos talhões cujas uvas seleccionadas são vindimadas à mão para caixas, e chegam à adega ainda durante a manhã. Após 3 dias de maceração pré fermentativa, a fermentação alcoólica ocorre em lagares de inox a 24ºC. As massas são espremidas em prensa hidráulica e a fermentação malo-láctica ocorre em barricas (novas e 1º ano) de carvalho Francês, onde estagia doze a catorze meses.
As safras seguintes deram-se nos anos de 1997, 2000, 2005, 2008 e a presente de 2010.
Apenas feito em anos excepcionais, este vinho de cor granada e aroma intenso tem no nariz segundo os seus produtores “notas de especiarias, fruta preta madura e tabaco. Na boca tem profundidade, taninos elegantes e um final longo.”
Como dizia Roland Betsch, segundo a nossa versão: “No Syrah está verdade, vida e morte. No Syrah está aurora e crepúsculo, juventude e transitoriedade. No Syrah está o movimento pendular do tempo. No Syrah se espelha a vida.”

Não foi divulgado nem a quantidade de garrafas que foram feitas, nem quando será a próxima safra. Sabe-se que é exportado para vários países como Canadá, Brasil, França, Bélgica, Alemanha, Áustria, Reino Unido e também para Macau. Isto significa que deve haver poucas garrafas disponíveis, o que explica a grande dificuldade em as encontrar. Tentem na garrafeira Estado d`Alma, mandando reservar.

E vale a pena porque se trata de um Syrah fabuloso!

Classificação: 18/20                            Preço: 28,50€

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Ermelinda Freitas, 100% Syrah, Casa Ermelinda Freitas, Península de Setúbal, 2012

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Na viagem que empreendemos pelo Portugal dos syrah, chegamos desta vez à península de Setúbal, e mais precisamente à casa Ermelinda Freitas, que desde 2004 nos presenteia regularmente com um syrah.

Não é preciso falar muito da casa Ermelinda Freitas, sobejamente conhecida no mundo dos vinhos, empresa familiar localizada em Fernando Pó, no concelho de Palmela. Nasceu em 1920 pelas mãos de Deonilde Freitas e neste momento, com Leonor Freitas, vai já na sua quarta geração. Esta assumiu o comando da sua mãe, que deu o nome aos vinhos da casa. Foi com a actual proprietária que surgiu o grande impulso dado à empresa pois foi ela que ampliou as vinhas que herdou, de sessenta hectares para os actuais trezentos e quinze hectares. A quinta inicialmente só tinha duas castas, Castelão (conhecida na península de Setúbal por piriquita – que acabou por dar o nome a um vinho da empresa concorrente, a José Maria da Fonseca) e a Fernão Pires, branca, também muito usada na região. Foi Leonor Freitas que introduziu todas as castas que a Casa Ermelinda tem actualmente e naturalmente o syrah.

E é por isso que se justifica este post! Falamos da safra de 2012. Que foi a primeira e que aconteceu quase como experiência em 2004.

Mas foi com o syrah de 2005 que, claro está, tudo mudou. Numa prova cega, em 2008, ganhou o primeiro prémio num concurso internacional – o Vinalies Internationales – onde estiveram presentes mais de três mil vinhos de trinta e seis países. Foi indiscutivelmente um marco superior, porque nunca um vinho da península de Setúbal tinha ganho um primeiro prémio num concurso internacional. Foi assim um syrah que deu a projecção nacional e internacional que a Casa Ermelinda Freitas nunca tinha tido. Mas daí à imprensa noticiar que se tratava do melhor vinho tinto do mundo vai uma imensa distância, nem era esse o propósito do concurso. Mas por falta de informação ou, podemos mesmo dizer, por ignorância, quando a notícia do prémio chegou a Portugal todos começaram a dizer o que não era rigoroso dizer, porque se tratava dum prémio num concurso internacional entre outros concursos internacionais. A Ermelinda aproveitou a deixa e a publicidade gratuita, apesar de falsa. A especulação começou e  continua até aos dias de hoje.
A safra de 2005 tinha tido tiragem de onze mil garrafas, uma boa produção para o meio vinícola português, mas largamente  insuficiente para um vinho que esteve nas bocas do mundo.
A esse syrah damos a nota dezoito em vinte. Os anos seguintes merecem-nos a nota de dezasseis.

De referir que nas três gerações anteriores os vinhos não eram engarrafados e não tinham marca própria. Eram vendidos a granel e com uma qualidade que muitas vezes deixava a desejar.

Sob a liderança da quarta geração tudo mudou! Percebe-se que Leonor Freitas não estava satisfeita com a herança recebida e munida de uma equipa onde se destaca o enólogo Jaime Quendera, mudou todo o “savoir faire” da Casa.

O nosso syrah, com 14% de teor alcoólico, teve fermentação em cubas de inox de temperatura controlada. Estágio de doze meses em meias pipas de carvalho americano e francês. Isto deu origem a um vinho de cor granada, concentrado. Aroma confitado de fruta preta madura, com alguma especiaria. Na boca é cheio, um tanto ou quanto aveludado com taninos presentes, como não podia deixar de ser – característica da casta. O final é longo e persistente.

Já Plínio dizia, no princípio da nossa era, e com razão, que “o vinho é o sangue da terra”.

O prémio internacional referido serve para explicar porque é que uma casa vinícola, também de Setúbal, concorrente da Ermelinda, desiste do syrah que vinha a produzir desde 1999. Trata-se do “Só” syrah, da Bacalhoa, que teve o seu fim com a safra de 2008. Situação que lamentamos visto que era um syrah de grande qualidade, apesar de ter preço mais elevado em relação ao syrah da Ermelinda Freitas, que  acabou por ganhar o confronto entre os dois syrah mais emblemáticos da península de Setúbal!

Classificação: 16/20                            Preço: 8,99€

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Garrafeira Estado d`Alma Wine shop, Rua João de Oliveira Miguéns, nº 3-B 1300-255 Lisboa

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Hoje não vamos falar de um syrah específico.
Hoje vamos falar de uma garrafeira.
A questão é importante porque não basta falar de syrah, é preciso dizer às pessoas onde o encontrar!
Situada em Lisboa, mais precisamente em Alcântara, é somente a mais importante garrafeira de syrah do país!
Falamos por experiência própria!
Estamos a referir-nos naturalmente à garrafeira Estado d`Alma.

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Dirigida superiormente por um casal, Tiago Paulo e Susana Paulo, coadjuvados pelo diligente e sempre pronto David, estão à frente desta loja, que abriu em Junho de 2013.

Em conversa com o Tiago, disse-nos este que no seu entender a evolução natural de alguém que se assume como consumidor de vinho é começar com o syrah, porque é uma casta cativante, aromática, com uma personalidade própria,  e só depois ir para as outras castas. Ele próprio confidenciou-nos que apesar de gostar muito de syrah, assim como a Susana, que dá destaque a um syrah da Quinta do Monte d`Oiro, o Syrah 24, a que brevemente teremos que dar a devida atenção, a sua casta favorita é a Touriga Nacional. A casta que é considerada por muitos como a casta rainha em Portugal. Não contestamos mas também não precisamos de voltar a acentuar a nossa preferência.

A  garrafeira Estado d`Alma não comercializa somente syrah. Tem também muitos outros pontos de interesse e de atenção. Vou referir somente um. Os vinhos velhos. A Estado d`Alma possui uma colecção muito considerável de vinhos com quinze, vinte, trinta e mesmo quarenta anos, a preços muito competitivos.
Vejamos alguns exemplos como mostruário: Um espumante Bairrada Luís Pato de 1992. Um vinho tinto, também da Bairrada, de nome Barrocão, reserva de 1990. Ou um Colares branco, colheita de 1969, que tive oportunidade de provar na última feira de vinhos de pequenos produtores ocorrida no Campo Pequeno e onde a Estado d`Alma esteve presente, e que estava superlativo!

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O que orienta a Estado d`Alma são basicamente dois aspectos: o factor preço em primeiro lugar, e depois ter aquilo que os outros não têm!
Efectivamente aqui o preço dos syrah é o mais competitivo do mercado. Não me refiro somente às garrafeiras onde a Estado d`Alma ganha por K.O. mas também nas outras superfícies comerciais que vendem vinho, como por exemplo os hipermercados.
Vejamos somente um exemplo: Pontual, Syrah do Alandroal, Alentejo, 2011 ou 2012 entre sete e oito euros em hipermercado. O mesmo vinho mas do ano de 2004 ou seja, um vinho com dez anos, o preço situa-se abaixo dos cinco euros na Estado d`Alma. Fica tudo dito!
Ter aquilo que os outros não têm é a outra característica da Estado d`Alma e no que respeita aos syrah esta verdade é “um brilhozinho nos olhos”. Quem se dirigir à Rua João de Oliveira Miguéns, nº 3-B em Alcântara irá deparar-se com dezenas de syrah das mais variadas zonas geográficas do país, e isto é obra!

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O poeta Cardoso Marta escrevia:

Da vida sábia e sem perda
Melhor exemplo não topo
Que um livro na mão esquerda
E na mão direita um copo.

Com igual fervor constante
Tua mão colide e agrega
Bons livros, na tua estante
Bons vinhos, na tua adega!

De livros a garrafeira Estado d`Alma nada pode dizer, mas de syrah tem tudo o que é preciso! Parabéns e continuidade!

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Classificação: 20/20


Grand´Arte, 100% Shiraz, DFJ Vinhos, Lisboa, 2011

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E temos, como não podia deixar de ser, um Syrah de Lisboa!
De um enólogo sobejamente conhecido da “afición” vinícola, o engenheiro José Neiva Correia, proprietário da DFJ Vinhos, casa que produz uma média anual de seis milhões de garrafas, distribuídas por 33 marcas e 77 vinhos diferentes, oriundos de quase todas as regiões vinícolas portuguesas.
Tendo em conta o panorama português, poderíamos chamar à empresa do Eng.º Neiva um potentado vinícola.

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Mas vamos concentrar-nos no que interessa, que é este “Grand`Arte”.

Primeira nota: desde logo salientamos que se trata do único syrah português que se apresenta com a grafia antiga, ou moderna, se quisermos, sem isto ser contraditório…
Expliquemo-nos! Shiraz foi o nome com que esta casta – que faz as nossas delícias – foi baptizada no mundo antigo, acerca de 3.000 anos. Ainda hoje existe no Irão, antiga Pérsia, uma cidade chamada Shiraz, a qual, segundo o antigo embaixador português em Teerão, Dr. José Manuel Arsénio (1998- 2005), que visitou essa cidade, ainda hoje produz uvas, exclusivamente para exportação, devido à religião  Islâmica que proíbe o consumo do álcool.

Portanto, segundo uma das fontes históricas disponíveis, há grandes probabilidades de esta ser a origem da casta syrah.

Com as cruzadas, no século XII, conta a história que um cruzado de volta à sua terra natal, em França, trouxe da Palestina, onde a casta Shiraz estava amplamente divulgada, umas quantas videiras, com o intuito de deixar de vez o mundo das armas e dedicar-se ao mundo dos vinhos.

Fixou-se no Vale du Rhône e plantou a Shiraz, cuja grafia foi afrancesada para Syrah. Mais tarde, a partir de França, espalhou-se por outros países europeus, como Itália e Espanha, potências vinícolas que introduziram a syrah francesa.
Até que chegamos a Portugal, em finais dos anos 80, muitos séculos depois!
Mas essa história extraordinária, a chegada da casta Syrah a Portugal, fica para outra altura!

A partir da Europa, a Syrah saltou para o Novo Mundo, assim como para a Austrália e também para a África do Sul, onde voltou às origens em termos de grafia, voltando a chamar-se de Shiraz. Daí a especificidade da grafia do nosso syrah em análise.

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Mas, vamos agora falar deste Shiraz “Grand D’Arte”, da Quinta Fonte Bela em Vila Chã de Ourique, no concelho de Santarém, ou seja, um regional de Lisboa, que possui uma graduação alcoólica de 13,5% e teve um estágio de três meses em barricas de carvalho francês.

Diz-nos o produtor que se trata dum Shiraz “…equilibrado, com taninos macios e um toque de baunilha e especiarias. Muito suave, fácil de beber e ao mesmo tempo, intenso, persistente e saboroso.” As várias garrafas que bebemos, ao longo deste último ano, vêm confirmar estas palavras! Já Ernest Hemingway dizia que: “Uma pessoa com o aumento do conhecimento e da educação sensorial pode obter prazer infinito no vinho.

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Em conversa com o Director Comercial e de Marketing da DFJ Vinhos, o Dr. Luís Gouveia, homem simpático e muito disponível para prestar todos os esclarecimentos, ficámos a saber que esta safra era a quarta, tendo as colheitas anteriores sido em 2005, 2007 e 2009.
Foram engarrafadas um total de vinte e quatro mil garrafas, embora a grande maioria tenha sido destinada ao mercado externo. Aqui, na Lusitânia, ficou apenas um décimo de toda a produção.

A grande novidade – que gostamos sempre de dar – é que a próxima safra, de 2012, está a caminho e sairá até ao final do ano, com uma produção superior à actual!
O Shiraz “Grand`Arte” tem a sua continuidade garantida! É uma alegria para nós!

Classificação: 16/20                            Preço: 7,95€

Ficha técnica


 

Syrah do Alentejo (52)

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Hoje apresentamos a lista dos Syrah do Alentejo, a região de Portugal com o maior número de edições desta monocasta. É um lugar particularmente propício à criação deste néctar. São quarenta e quatro no total até agora, e como é possível verificar, estão já vários esgotados. Alguns deles ainda puderam ser por nós apreciados, e no caso de outros sabemos que brevemente poderá haver novidades. Noutros casos, infelizmente, o ano indicado é mesmo o último, pelo menos para já…

Nos Syrah onde estiver mencionado mais do que um ano significa que os conhecemos, o que não quer dizer que não haja outros anos. Por exemplo, o célebre Incógnito está mencionado nos anos de 2001, de 2009 e de 2011 o último. Mas houve outros anos de Incógnito tais como o de 1998 (o primeiro, o mítico – no produtor já só há 4 garrafas) e os de 1999, 2002, 2004, 2005 e 2008.

 

 Adega Cooperativa da Vidigueira, 2014

Aldeia de Juromenha, Reserva, 2009, 2010, 2011

Alfaraz, 2009

Artefacto, 2010

Bombeira do Guadiana, 2011, 2013

Brett Edition, Herdade do Arrepiado Velho, 2007, 2009, 2012

Carmim Syrah, 2011

Castas D´Ervideira Syrah, 2006 (esgotado)

Castelo de Arraiolos, 2014

Cem Reis, 2010, 2011, 2012

Cortes de Cima Syrah, 2011, 2012

Dona Dorinda, 2012, 2013

Fidúcia, 2005 (esgotado)

Grande Comenda, Syrah, 2009 (esgotado)

Hans C. Andersen Homenagem, 2011

Herdade da Figueirinha Syrah, 2006

Herdade do Esporão 2004, 2011

Herdade da Fonte Coberta, 2013

Herdade do Meio, 2004  (esgotado)

Herdade das Mouras, 2014

Herdade dos Lagos Reserva, 2006, 2012

HT, Syrah, Tiago Cabaço, 2013

Humanitas Tinto Reserva, 2013

Incógnito, 2001, 2009, 2011

Lapa dos Gaivões, 2005 (esgotado)

Margarida, 2008

Mil Réis, 2013

Monsaraz Syrah, 2011

Monte Cruz, 2009

Monte Cruz Reserva, 2009

Monte da Cal Syrah, 2007

Monte da Colónia, 2012

Monte da Colónia Rosé, 2013

Monte do João Martins, Syrah, 2011

Monte da Ravasqueira, 2012

Monte Seis Reis Syrah, 2003, 2004, 2008, 2013

Pedra Basta, 2014

Planura, 2010

Pontual, 2011, 2012

Pulo do Lobo, 2013

Quinta da Pinheira, Marcolino Sebo, 2011

Quinta do Caldeireiro, 2009  (esgotado)

Santa Vitória, 2012

São Miguel Syrah, 2010

Scala Coeli, Cartuxa, fundação EA 2010

Senses Syrah, 2010

Solar dos Lobos, 2011

Syrah da Peceguina, 2010

Tapada dos Coelheiros, 2007

Telhas, Terras D´Alter, 2009

Terra D´Alter Syrah, 2006  (esgotado)

Vila Santa, João Ramos Portugal, 2008, 2011